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domingo, 9 de junho de 2019

Três divórcios

"Eram 20h00. Levantou os olhos de seu computador, só para constatar o que já sabia. Era a última pessoa ali. De novo. Suspirou e começou mentalmente a pensar em todos os motivos porque ainda estava ali. Havia muito trabalho a ser feito, sempre tantas coisas que precisavam ser terminadas urgentemente. O que eram mais alguns minutos, ou mais uma hora, perto de poder realmente terminar aquele trabalho. Leu mais um parágrafo do texto. Suspirou novamente, sua cabeça viajou até sua casa, onde já sabia o que esperava: uma cara feia, silêncio. Não precisava. A ausência de palavras gritava. A culpa invadiu o peito. Estava deixando sua família de lado. Por causa do trabalho.
Sentiu algo ácido subindo em seu peito, apertando seu coração. Seus olhos encheram de água. Era mentira. Não era o trabalho. Isso era apenas uma desculpa muito boa. E, em algum momento, seria necessário encarar o que estava corroendo por dentro. Tudo em sua vida estava no lugar errado. Estava evitando pensar, se distraindo com trabalho, diversão rasa ou qualquer coisa que minimamente não deixasse sua mente processar o que estava acontecendo. Mas agora, neste minuto, sem mais ninguém a sua volta, enquanto lia pela terceira vez o mesmo parágrafo, sua mente falou a palavra proibida. Divórcio.
Primeirou riu. Porque passou ANOS treinando sua mente para desviar do assunto, e agora, sem mais nem menos, sem aviso, sem controle, a ideia se formou em sua mente. Descontroladamente chorou. Porque sabia que era verdade. Seu casamento havia acabado. Chorou porque não era por falta de amor de nenhum dos lados, não houve traição em nenhum sentido e, ainda assim, havia acabado. Chorou ainda mais porque teve medo de quanto tempo levaria para fazer o que precisava. Por medo de fazer o que precisava. Amava tanto, como poderia fazer isso? Quanta dor ia causar? Mas uma vozinha em sua cabeça perguntou: "Quanta dor já causou?". Sabia que essa era a resposta. Sabia que o fim era o único caminho. Sentiu seu peito rasgar com a injustiça que é um casamento acabar assim, sem nenhum motivo."
A verdade é que essa história poderia ser de qualquer um dos três personagens dessa história. Todas aconteceram em setembro de 2018. E vou te contar a história de como estes três divóricios se entrelaçaram e desentrenlaçaram.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ela era má. Definitivamente má. Estava ali tão inteira e segura diante dele. Ele estremeceu com todas as perguntas em seu peito. Como ela estava bem? Como ela ousava estar ali rindo e conversando? Sem perceber fez todas as perguntas em voz alta. Para ela.
Olhos nos olhos. Encararam-se. A mulher hesitou um segundo, mas sabia que faria tudo o que fosse preciso.

-Estou bem.
-Bem?
-É. Tomei minha decisão e ela me fez bem. Estava ruim antes de tomá-la, agora posso seguir em frente.
-Hm
-É muito caro viver infeliz. E eu estava muito infeliz. Você me fazia infeliz. Estávamos pagando este preço pelo amor, não estou disposta a isto. Você está?

Má. Terrivelmente má. Partindo os corações sem nenhuma dó.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eles conversaram por horas. Olharam-se por um par de minutos. O ar as vezes ficava pesado com o desejo óbvio e crescente. Como aquele momento da ópera em que a música diminui até quase sumir, só para vir a galope em seguida, assim era a necessidade que tinham de ter um ao outro.

Sustentaram no olhar por mais uns segundos e de repente a ópera estorou. Tudo era fogo. Não havia espaço suficiente, ou corpos suficientes, para conter o quanto queriam.

O toque dele, a pele, ele dentro dela, tirava seu fôlego e a fazia queimar. Sentia-se quente, viva, inteira. Seu corpo estava ardendo e arrepiando em lugares que desconhecia. Poderia nunca mais sair dali. Nunca mais deixá-lo sair dali. Estaria feliz. Mas ainda havia os olhos dele, ele sempre encontrava os seus, com fogo, amor e uma promessa de mais. Enlouquecedouramente a promessa do mais. E mais uma vez ela queimava.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Drama 1

Ela estava chorando quando o rapaz abriu a porta. Chorando ela se jogou no colo dele e o envolveu pela cintura com os próprios braços. Mudo ele passou as mãos pelo cabelo dela e deixou que se conforta-se. Era péssimo nisso. Todas as vezes que tentou ajudá-la, acabaram brigando feio. Não iria arriscar nem a perguntar o que era agora. Não importava, desde que ela parasse de chorar.
Nina secou as lágrimas com as costas das mãos e olhou por meio minuto antes de ter coragem de falar qualquer coisa.
-Fica comigo.
-O quê?
-Fica comigo. - Fernando olhou incrédulo para ela. -É sério. Sei o que você vai dizer, então nem começa. Esse papo de nós sermos amigos não cola. Nós fomos mais e podemos ser mais. Eu cansei de quebrar meu coração por aí. E eu sei que você está longe de ser perfeito. Você na verdade tem uma lista imensa de defeitos que eu odeio, mas eu preciso do que você me oferece.
-E o que é exatamente?
-Certeza, segurança. Nós temos algo bacana e podemos ter uma relação ótima.
-Poderíamos, mas não vamos. Porque você não é tão descrente do amor assim. Nem eu que sou descrente da vida estou pronto para abrir mão da chance de me apaixonar e viver. Não poderia ver você fazendo isso. Pelo amor de deus! Qual o seu problema? Amor não é um cálculo matemático. Nunca foi. Entrar numa relação calculada não vai te garantir não se machucar. Não sei o que aconteceu agora, mas quero que vá para casa e lembre-se da garota apaixonada que você é.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sobre o tempo - parte 2

Ela estava no carro com seu irmão. Riu de leve de tudo aquilo, da dor partilhada por ambos. Olhou para trás um pouco. Tinha medo de um monte de coisas. Tinha saudades.

-O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado. Um dia vamos olhar para trás eles não vão estar lá.
-E isso dói. Isso talvez seja o que mais dói.
-Sim...

Ele estacionou o carro. Aquela conversa a fez lembrar das coisas que já havia superado, ou que assim pensava. Desejava respirar ares novos. Já havia cansado do luto e já havia passado e retornado a todas as suas fases: raiva, tristeza, aceitação... Bufou.

Se pegou olhando em volta, absorvendo o ambiente, mas tinha uma coisa nova. Uma emoção nova para a qual talvez não estivesse pronta. Na verdade era parte de seus medos: encarar um mundo novo de relacionamentos, especialmente os sem envolvimento. Tudo muito duro, tudo o que envolvia minimamente seu coração parecia martelar e ressoar nas feridas.

Respirou fundo para absorver a dor e decidir se valia a paga. E foi ai que percebeu que não havia custo. Bom, não este custo. As feridas não estavam abrindo. Ela vinha dizendo a si mesma que estava pronta e estava de verdade. E isso era incrível! Agora era em frente.

"O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado."

domingo, 27 de novembro de 2011

Nossas esperanças.

Ela saiu de casa sem se voltar para trás. Sentia o olhar de seu marido, seus amigos, sobre si. Todos esperavam que ela estivesse arrasada. Bom, ela esteve, a semanas. Agora estava feito e estava feliz. Queria ter todas as coisas das quais sentia falta. Andou direto para aquele antigo bar e procurou por aquele homem que um dia pensou em aceitar a cantada, mas negou pelo seu casamento, pela felicidade que tinha.
Lá estava ele! Riu e criou coragem. Quase sentou na mesa dele. Parou a tempo de ver que ele estava acompanhado. O tempo havia passado, nada esperaria por ela. Era tão tarde. Agora não tinha mais para onde ir.

Quem conta um conto aumenta um ponto:

[Guardado a tempos no armário.]

Ela se pegou olhando as fotos, estavam gastas e amassadas. As tinha guardado em uma caixa e colocado no sotão. Agora trouxe de volta. Por quê?

Olhou todas aquelas lembranças e sentiu o buraco em seu peito. Sentia tanta falta.
Tinha feito as escolhas certas não tinha? Ele não era o cara certo?
Seu coração aperou de frustração, nunca estaria realmente satisfeita. Desejava tudo: a segurança e o amor, a paixão e o fogo.
Tinha queimado-se tanto da última vez. Queria correr para longe dele.(E para ele.)

Suspirou, guardou as fotos. Estava sendo boba. Já havia tomado aquela decisão. Pesado os prós e os contras e entendido porque não deveria estar *lá*, porque não deveria ficar com aquele homem *tão* errado.

Estancou. A caixa em suas mãos caiu e cobriu o chão com suas precisosas lembranças.
Estava mesmo racionalizando sobre o que sentia?

Ela olhou para a mãos vazias e um pensamento a invadiu: "Dane-se o que é certo. Isso porra é um saco."

Tentou abrir um sorriso, mas acabou soluçando. Desistiu. Pegou um telefone e sussurando um "foda-se", discou o número conhecido dela. Mandou a ética, os limites, as suas escolhas para puta que pariu e disse para ele vir.

[Porque minha realidade, "que vem depois,não é bem aquela que planejei... Eu quero sempre mais!" ;)]

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novas idéias

Olá,

venho por meio destaQuero contar sobre meu novo projeto. Vou tentar resumir a ópera, vamos lá. Eu já fui escritora de fanfics de HP (até tentei voltar, mas não rolou). Lá conheci o projeto FANFIC100.
O que é isto? Uma lista com 100 temas (em inglês e português eles diferem) que os autores são desafiados a escrever. As regras: devem ser shortfics (fanfics pequenas). Eu adorei a idéia, mas né? Agora que realmente quis fazer não consigo mais escrever com personagens do HP.

Então vamos ignorar que o projeto é sobre fanfics ok? Feito? Bele. São 100 temas. E eu vou postar textículos (sim, textos pequenos...) numa aba ali do lado separado (Pedaços).
No título vou colocar o número do tema e o tema em inglês e a tradução que meus amigos fizeram para mim (sou inútil em inglês ainda). Como o de hoje: "36. Precious Treasure (Precioso Tesouro)"

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sonho.

No dia em que você veio novamente, eu tive esse sonho. É indecente, caliente e insone. Não resisto a finalmente partilha-lo:

Estamos lá, e esperamos tanto, e tem todas aquelas pessoas. Rimos juntos de nossas piadas internas e das dos outros. Participamos até da rodinha de amigos. Então nos olhamos, um de cada lado, e a respiração para. Porque ainda estamos aqui mesmo?
Sem falar nada saímos da roda em silêncio e nos afastamos dos outros. Trocaramos olhares profundos e rimos, solto. Saímos dali e caminhamos rápido. Na portaria mal damos tempo para o rapaz me entregar a chave. Entramos no elevador.
Ah o elevador...
Cada um de nós encosta-se em uma parede. Aperto no 6o andar. Ele morde o lábio e desiste. Avança sobre mim. Em mim. Comigo. Nos beijamos e correm as mãos, quase correm as roupas. Sufocamos.
Abre o elevador. Rimos.
Vou na frente e abro a porta do quarto. Tento alcançar o interruptor, mas não enxergo nada, ele fechou a porta atrás de si.
Ficamos no escuro um momento enquanto tateio. De repente sinto o corpo dele colado ao meu, ambos colados a parede. Suas mãos me giram. Respiramos fundo. Não vamos chegar na cama. Nem quero.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cenas persecutórias

Duas cenas que estão me perseguindo:

[Havia o cheiro dele ainda na camisa dela. Ela respirou fundo, era para se acalmar, mas sentiu o perfume ainda mais. Ficou quase tonta. Se aproximou. Era uma imagem tão bonita.
Ele de costas nuas na cama. Queria sua pele sobre a dele. Sua boca sentindo a pele dele. Um arrepio quente passou por cada centímetro de sua pele. Então estava lá e era só desejo.]

[Estavam sobre a grama. Um ao lado do outro. Riram daquelas desgraças tão próprias deles, tão iguais em suas diferenças.
Se olharam. O tempo parou. Riram e o momento foi embora. Já havia tempos que não eram mais dois.
Ela se sentou, limpou a roupa, olhou para ele feliz em meio a tudo o que foi dito e quis ir embora. Ele segurou seu braço.
-Só mais uma coisa.
E, como se todos os dias ainda fizessem isso, ele a puxou para si. Ela o puxou para si. Deitaram. Beijaram-se devagar. Sem descompassos.
Ela abriu os olhos embotados de lágrimas, ele ainda de olhos fechados segurando o rosto dela e os cabelos.

Atrás deles poderia tocar aquela música sobre o último beijo. Ou sobre o primeiro. E o momento havia se ido novamente.]

Em uma delas não vou mais longe para não deixar mentes flutuarem. É isso.
Que os dados rolem.

Saudades de postar

sábado, 12 de março de 2011

Novas páginas, novos contos e novas feridas.

Olá queridos,

hoje estou abrindo uma nova aba no blog para um conto meu. Este conto não cabe em um post, por isso achei que ficaria estranho ele ser postado em partes aqui e de repente eu até incluir postagens aleatórias no meio. Afinal posto quando tenho algo para fala não é?

Bem, então ali do lado tem a aba "Conto" e para dar um gostinho vou dizer o que falei para meu amigo ontem no msn: "É sobre feridas abertas".
Espero que gostem, espero que dê certo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Música

Sem sua música.Silêncio.

É noite.
Está escuro, frio, sem qualquer ruído. Sinto notas musicais que você um dia tocaria para mim, num futuro nunca realizado. As notas suspensas no negro da noite, onde meus olhos não alcançam, pressionam meu peito com o peso que só um amor quebrado no esplendor desabrochar tem.

Os amores diferem. As dores também. A dor de um amor a ser vivido não pode ser comparado a um amor terminado e separado em sua morte. É essa marca nova, que ainda cicatriza vagarosamente, que me é tão estranha. O que eu faço com tanto desejo e dor?

Nesse palco tão grande, agora a performance tem de ser solo. Vou sapatear.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Então ele a abraçou e beijou. Era quente e cheio de desejo. Era o que ela queria, não era? Ela o pressiou com as pernas, ele percebeu como ansia, mas desejo de afastá-lo. Aquilo com certeza não era o que ela queria, ou não era quem ela queria.
O que estava fazendo. Conteve aquela onda profunda de medo e dor porque achou que poderia chorar. Tentou acompanhar o corpo do homem que estava em cima do seu, que lhe oferecia beijos e carinhos, mas parecia uma violência permitir que aquilo continuasse. Seu peito parecia que ia explodir, sabia que tinha engolido cada lágrima que ameaçou sair, mas algo novo estava vindo em forma de gritos ainda mais forte.
-Sai! Agora!
-Quê?
-Errado. Sujo. Saia. - Ela sentiu o corpo tremer enquanto o empurrava do sofá.
-Rin...
-Não... - O "não" quase não saiu, mas funcionou melhor que o resto, ele se afastou e saiu, deixando a sozinha.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A blusa sempre a lhe cair por sobre um dos ombros preguiçosamente. Era como se todo o tempo a roupa escorregasse pela seda de sua pele para desnudá-la sem que ela lhe desse importância.
Rabiscava o papel cheio de linhas para serem escrita. Num movimento o tecido colorido de sua blusa escorregou mais por seu braço. Toda ela exalava aquela coisa que vagorasamente impregnava o ambiente com o sexo vindo dela.
Não era grotesco e escancarado, era sutil, avassalador e desejado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ela acordou, o coração batia aos saltos. Estava sonhando... Era ele em seu sonho. Seu coração pulou três vezes.
Tinha de acreditar no que sentia. Seu coração, aos berros, dizia que aquilo era sim paixão.
Deus do céu precisava deixá-lo. Precisava parar de desejá-la, mas mesmo que quisesse, sabia que não poderia.
Como não desejar beijá-lo, estar com ele em lençóis quentes, deixá-lo escorregar as mãos pelo seu corpo?
Oh deus, em seu sonho ele apenas dera oi. E ela tentou despejar nele tudo o que sentia, sem sucesso. Nem dormindo podia tê-lo, nem dormindo podia deixar de querer.

Maldito.

Ela abraçou o travesseiro e sonhou acordada, que, ao menos, podia imaginar o que quisesse.

*Fatos reais*

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A hora de parar

"Jonnhy olhou o garoto, respirou fundo, e finalmente se pôs a explicar:
-É como pantufas.
-O que?
-Meu relacionamento com Lia! Olhe, não havia mais paixão. Nós nos amavamos, mas nadinha de paixão. Era confortável chegar em casa e ter ela como companheira, poderia passar toda minha vida do lado dela, assim como ela do meu lado. Exatamente como ter um par de pantufas confortáveis que você tem muito carinho.
-Você está me dizendo que a Lia era apenas confortável?
-Não, idiota. Ela é incrível, nossa relação era confortável... - O moreno parou e olhou para o nada, pensando. -Na verdade acho que nosso quase casamento fez isso mesmo conosco. - Os dois se encararam. -Resumindo, eu e ela não somos pessoas de nos conformar com pantufas. Talvez um dia, se forem belas e novas, mas não aos 20 anos. Queríamos tênis de corrida. - Jonnhy bateu de leve no Maverick grafite.
-Isso resume tudo? Vocês escolheram carros ao invés de namoro?
-Escolhemos viver ao invés de nos enterramos. As pessoas tem de saber a hora de parar. Somos ótimos amigos e péssimos maridos."

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Os dois se encararam na clareira. Baixaram as asas pálidas devagar, experimentando as reações do outro.
Era quase como um espelho: exceto pelo fato de que ela só sabia onde queria chegar e ele só sabia o caminho, eram iguais.
Igualmente perdidos.
Igualmente inúteis no amor.
Falo sério. Dois lindos anjos. Que nunca farão ninguém feliz.

sábado, 27 de setembro de 2008

Chicos y chicas

Melodrama barato guardado na gaveta. Pronto, ta postado. Nao reclamem da nivel mexicano da coisa.






E ele chorou. Chorou pelas escolhas, pela dor de perder, pelo orgulho de não querer voltar, pelo desejo quase inconsciente de estar ali. Comigo. Antes que entedesse ou tivesse tempo de secar as lágrimas, me beijou. Beijou com a alma partida, como se este momento fosse tudo que pudesse se agarrar.
Era morno e dolorido e temido, mas real. Porém momentos mágicos assim não são feitos para durar.

-E ela? - Mesmo que desejasse não saber e menos ainda quebrar o frágil laço que o beijo criou, não tinha o direito de deixá-lo se machucar mais.

-Eu sei...

Então soberveio os lábios, o desejo, o desespero. Sem nenhuma promessa bonita dos apaixonados.
"Eu sei" soou aos meus ouvidos como um peso. Ele não estava fugindo, não a estava evitando. Eu sabia que ela ainda era tudo o que ele sonhava, todas as noites.
Uma lágrima alcançou o chão. Saira dos meus olhos. Ele queria a mim. Eu. Real. Inteira.
Me sentia tendo minh'alma rasgada. Desejei-o, em silêncio, noites a dentro. E agora arrebatava meu coração entre beijos. Com que direito?
Mais do que tudo, queria tê-lo em meu colo, consolando-o. Tirando-lhe toda a dor. A dor que eu sentia era fácil ignorar, mas nunca a dele.
Ele se afastou um pouco e doeu, agudo, lacinante e profundo. Fui eu quem procurou desesperadamente restabelecer o contato com seus lábios calmos.
Queria lhe dar tudo que era meu.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"A sacudidora de palavras"

Ela roubava corações. Definitivamente ela roubava todos os corações próximos de seus dedos. Nunca aprendi seu truque, havia algo no movimento de mãos enquanto ela te distraia com os lábios. Talvez fosse o fato de ela cumprir as promessas que nos deixava cego para o resto.

Mas, creio, o principal em sua arte era saber quando ir embora. A menina sempre soube a hora de certa de ir: aquele momento em que o outro se deixa roubar sem perceber e, quando vê, não pode tomá-lo de volta.

Talvez aja algo ainda pior: aqueles de corações tomados sente-se felizes e completos. Demoram a perceber que não houve troca alguma. Ninguém toma o coração dela.

Você pode dizer que ela está se defendendo, que talvez o coração dela já tenha sido tomado. Talvez esteja certo... Talvez.
Eu acredito em algo diferente, acredito que ela entregou seu coração para um homem, o único homem cujo o coração tinha sido roubado por outra ladra.

Eu sei, você dirá que isso é um clichê, me perdoem por não trazer uma história realmente nova. Queria só dizer que mais triste que ter seu coração tomado, é ter um coração velho e vazio, e ela nega isso todos os dias pela manhã, só por sobrevivência.

terça-feira, 29 de julho de 2008

[Por essas bandas os dias são longos,
por aqui não existe perdão.
Nessa esquina a vida explode no peito, e termina
tão logo quanto começo]





*sussurra*

O computador é seu amigo, ele quer o seu bem. Ele sempre vai embora na hora certa. E leva seu coração junto. E te gira e gira gira... Só porque é divertido te ver zonza, escrevendo historinhas dramáticas.! *Risada Maléfica extremamente alta* uh uh xiiii! Faça silêncio... O computador é seu amigo.