domingo, 17 de março de 2013

Sobre meus 15 anos

Ainda sobre a estranheza das coisas (estranhezas me despertam a atenção hoje em dia), me deparei hoje com uma foto de colegas de escola. Eu acreditava que sabia quem eram aquelas pessoas e por isso (e pelo orgulho que a adolescência me dava) quem elas seriam.
Haviam aqueles bagunceiros que eu tinha certeza que não dariam em nada, aquelas meninas pattys que jurava que iam terminar trabalhando em alguma loja de sapatos, um garota linda demais que eu acreditava que ia usar drogas até não poder e sumir, tinha a galera punk que ia ficar por ai sendo massa, ouvindo rock e curtindo a vida loka, e havia os caras lindos que iam ser lindos ever.
Lembro de todos esses tipos. E não lembro de nenhuma dessas pessoas que acertei o destino. Uma garota "punk" teve um "grande destino" com um grande emprego e um grande casamento. A garota linda "drogada" é super normal. O cara lindo ficou feio. Os bagunceiros se deram bem e mal na mesma proporção do restante da população.
Sobre tudo isso eu aprendi que eu era muito mais cruel as 15 do que imaginava, e chata. Além, é claro, de cheia de preconceitos.