Sem sua música.Silêncio.
É noite.
Está escuro, frio, sem qualquer ruído. Sinto notas musicais que você um dia tocaria para mim, num futuro nunca realizado. As notas suspensas no negro da noite, onde meus olhos não alcançam, pressionam meu peito com o peso que só um amor quebrado no esplendor desabrochar tem.
Os amores diferem. As dores também. A dor de um amor a ser vivido não pode ser comparado a um amor terminado e separado em sua morte. É essa marca nova, que ainda cicatriza vagarosamente, que me é tão estranha. O que eu faço com tanto desejo e dor?
Nesse palco tão grande, agora a performance tem de ser solo. Vou sapatear.
2 comentários:
Pois então sapateie, a música está no ar!
parabéns pelos contos!
Abração e beijo!
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