sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sinto que agora as pecinhas se encaixaram.
E eu aproveitei tão pouco, tão pouco. =~



Presente:


Não há tempo,
Não há pele,
Não há cheiro,
Não há mãos, peitos e bocas
que deem conta do desejo.

O que há é a boca sempre seca,
A mão sempre em busca,
E os corações misturados.
E sede.

Sempre sede.
Sempre mais.
Sempre você.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Dois em um, um em dois.

Quero ser um em dois novamente!

To tão absolutamente cansada de estar sozinha, exatamente porque já sei me virar bem assim. Preciso de novos desafios. E você assim, tão arisco, tão não-casal, tão "duas.pessoas.que.não.vão.virar.uma.só" me congela.

Está esfriando.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que é justo no amor?

Não, é sério, o que é justo em um amor? Talvez seja culpa da Stephane Meyer e o novo livro dela eu estar ainda mais encucada com isso, mas que é verdade que não há justiça alguma, é.
Na maior parte das vezes você gosta, sem ser "gostado" de volta; quando se quer namorar, ninguém quer; quando se é legal só se encontra canalhas e quando está numa relação genial um dos dois (se não ambos) não está pronto.

PORRA DE MUNDO INJUSTO DO CACETE!

Porque a paixão tem que ser egoísta? Porque você não pode amar sem exigir tudo de volta? Porque tem que ser fogo? Tem que queimar até consumir???
Cacete!
Faz tempo que eu aprendi a brincar em fogueira, mas num relacionamento ou os dois sabem ou os dois se fodem. (Ai oh, outra injustiça!!!!!!!!!!)

Eu sou passional pra carralho, todas as minhas paixões funcionam bem, menos a por seres humanos.

Cansada desses bichinhos que só dão defeito.

domingo, 29 de novembro de 2009

Hoje não consigo pensar em nada mais simples do que frescoball.
Um jogo cujo o objetivo é... jogar a bolinha um para o outro?
Não existe contagem de ponto (pelo menos não na praia), não existe grandes implicações: apenas jogue a bolinha para seu parceiro por pura diversão.

E eu que estava aqui implorando por coisas simples me peguei fazendo piadinhas sobre "qual objetivo disso?". Na verdade um choque de simplicidade, a beira do mar, me fez ver que preciso mesmo conviver mais com pessoas normais ao inves de questionar o frescoball.

As coisas são porque são.
Viva ao inquestionável.
Viva aos caldos e ao frescoball.

{Beijos Rafa - sempre mestre, sempre aluno}

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"Bati numa parede.
Era uma lacuna, um nada. Tentei dar a volta, mas não consegui encontrar as extremidades do vazio."

Stephenie Meyer - A Hospedeira p. 22
"Existem três escolhas na vida: seja bom, fique bom ou desista"

House, G., 2a temp. apud Junior, L.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Desculpe se não fui seu mais raro amor"

Promessas e mais promessas...

Eu acho que já falei em algum post aleatório aqui que "eu te amo" é algo cheio de promessas: você promete felicidade, cumplicidade, carinho, companherismo e por aí vai...

Pois bem, uma vez eu amei um cara. Amei muito. Um dia ele me ligou durante a madrugada e disse: "Loira, eu te amo." A voz embargada dele me fez pular da cama as três da manhã e quase chorar de desejo de responder, mas antes de qualquer coisa ele me perguntou "quer namorar comigo?".
Aquilo foi mais do que poderia aguentar, eu disse que gostava dele também e que a gente conversava no dia seguinte (quando ele estivesse sóbrio). Eu não podia aceitar, aquele pedido de namoro era uma promessa de que ele iria ser uma pessoa diferente de quem era. Sei que parece paranóico, mas nós já erámos companheiros e ele nunca foi um namorado melhor que do que um ficante, ou um amigo colorido. Eu não seria exceção a regra.
Preferia ele real, com os defeitos pelos quais me apaixonei, sem se comprometer a ser fiel só por uma promessa feita as três da manhã.

Acontece que as pessoas dizem coisas diferentes quando falam de namoro e de amor. Tem essa pessoa que quando deixa escapar um "minha namorada" por engano, me faz sentir orgulho, felicidade, plenitude e certeza. Porque se em algum momento ele escolher usar essas palavras, não por acaso, mas conscientemente, então eu vou ficar só feliz (e com orgulho, plenitude...).
Eu não desejo promessas e não acho que ele as fará. E isso tira o medo.


Quero as palavras, os sentimentos, por eles mesmos. Quero a paixão só pela paixão, o fogo pelo fogo, o amor pelo amor, a morte pela morte, o desejo pelo desejo, a dor pela dor, o sorriso só pelo singelo. Mas quero inteiro, intenso. Só te peço isso.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Talvez se compreenda melhor agora por que a modernidade realizada produz uma paixão inédita pelas crianças. Para seus pais e para os adultos em geral, elas são consolação e esperança. Graças a elas, os adultos estendem o sentido e a expectativa de suas vidas para além do limite estreito de sua sobrevivência individual. Graças a elas, a insatisfação do sujeito moderno se torna suportável, pois o fracasso - inevitável numa corrida que desconhece faixa de chegada - alimenta a espera de que as crianças façam revezamento conosco."

Feliz dia das crianças.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A lâmina é fria.
Ela libera o sangue das veias.
O sangue desenha na pele,
todas as coisas que quis te dizer.
Faltaram palavras,
faltaram palavras...

Mas não falta sangue.









Ps.: Eu não estou suicída nem nada do gênero! ¬¬ Juro.

domingo, 13 de setembro de 2009

Para quem ocupa o coração da gente mesmo longe:

Diálogo -Rita Apoena

"— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=15746843

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A blusa sempre a lhe cair por sobre um dos ombros preguiçosamente. Era como se todo o tempo a roupa escorregasse pela seda de sua pele para desnudá-la sem que ela lhe desse importância.
Rabiscava o papel cheio de linhas para serem escrita. Num movimento o tecido colorido de sua blusa escorregou mais por seu braço. Toda ela exalava aquela coisa que vagorasamente impregnava o ambiente com o sexo vindo dela.
Não era grotesco e escancarado, era sutil, avassalador e desejado.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"-sabe, vc anda espremendo as metafóras num liquidificador de palavras.
é, viu só que merda?
não te preocupa, meu liquidificador é politicamente bissexual"

M. G. no msn

xD
"au.ten.ti.ci.da.de (autêntico+i+dade) sf Qualidade de quem é autêntico.

au.tên.ti.co (gr authentikós pelo lat authenticu) adj 1 Do autor a quem se atribui. 2 Digno de fé ou de confiança. 3 Certo, que não pode ser contestado. 4 Feito pela própria pessoa: Assinatura autêntica."

Michaelis Dicionário Escolar Língua Portuguesa, 2002, p.86

Sacou, ou preciso desenhar?

sábado, 8 de agosto de 2009

AH.
Que saco.
Cansei de rodear minha mente pelas mesmas pessoas insanas que só me consomem.
Já sou bem grandinha para ficar longe de quem me faz mal. E juro que tenho conseguido não ir atrás de problema. Mas que saco essa coisa de ficar aqui perdendo tempo pensando naquela pessoa!

To de saco cheio!
Quero minha mente livre de você!

Bjomeliga.
Fui.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

http://www.nerdssomosnozes.com/

O RPG é inocente
Por Colaborador Nerd
Por Marcelo Del Debbio




O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil

Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.

O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS

Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.

Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).

Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo. O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.

A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO

No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.

Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.

De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.

Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.

Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).

Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI


Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.

O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.

O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).

O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…

O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.

É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.

Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.


Concordo plenamente!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A certas horas que já não importa mais. Não importa quem falou, quem foi embora, quem se machucou.
A certas horas que já não importam mais os nomes, os rostos e as histórias.

As vezes com um vento, uma lembrança, todos eles se confundem. As histórias, os erros, as escolhas, as lágrimas.
A verdade é que partimos nossos corações tantas vezes na vida que ainda doi.
E seguir em frente tem mesmo dessas coisa: um dia dói.
Parece que se você banca a garota má não funciona, se banca a boazinha também não. E não é porque todas as escolhas foram erradas. Elas foram todas certas, escolhemos e ganhamos e perdemos. Todos os dias.

Só queria entender qual é o caminho. Escolhemos a linha reta, aquela curvinha com paradinha estratégica antes de seguir, ou a guinada para outro lugar. Todos parecem bons e ruins. Todos trazem risadas e lágrimas.
Acho que o problema não é escolher, é já conhecer os resultados.


E antes que digam que não devemos "bancar" personagem algum, já vou logo dizendo que todos os personagens vivem em nós.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

o que é respeito?
qto uma família é realmente capaz de respeitar o direito de um membro?

As famílias saum como grandes grupos coercivos e maus. Quem não se enquadra paga. Quem não segue as ordens paga. Você quer sair, mas o grupo se impõe.

Como fazer da família algo mais que isso? Fazer com que todo o sentimentalismo dispensado a elas sirva para algo bom?

sábado, 25 de abril de 2009

Onde está Julieta?

Minha prima sempre me conta de vários pequenos defeitos que ela ou o namorado têm, que atrapalham a relação. "Ninguém é perfeito", me diz ela.
Isso me faz pensar, se ninguém é perfeito porque apenas poucas pessoas imperfeitas realmente se encaixam com você?

Existe alma gêmea, mesmo cheio de conturbações e defeitos? E se existe é daquele tipo amor único, ou você encontra várias na vida?
Várias alma gêmeas torna tudo confuso! Quem é bom realmente?

É possível encontrar tudo numa pessoa só? As coisa que você precisa e as que você quer?
Ou o amor é uma conta de equilíbrio entre as qualidades necessárias e os defeitos toleráveis?

sexta-feira, 27 de março de 2009

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.

Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna, que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com as duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."

Clarice Lispector

terça-feira, 24 de março de 2009

"Se a vida fosse uma brincadeira, e você pudesse contribuir com um verso, qual seria?"

Mostre sua pior face.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ela acordou, o coração batia aos saltos. Estava sonhando... Era ele em seu sonho. Seu coração pulou três vezes.
Tinha de acreditar no que sentia. Seu coração, aos berros, dizia que aquilo era sim paixão.
Deus do céu precisava deixá-lo. Precisava parar de desejá-la, mas mesmo que quisesse, sabia que não poderia.
Como não desejar beijá-lo, estar com ele em lençóis quentes, deixá-lo escorregar as mãos pelo seu corpo?
Oh deus, em seu sonho ele apenas dera oi. E ela tentou despejar nele tudo o que sentia, sem sucesso. Nem dormindo podia tê-lo, nem dormindo podia deixar de querer.

Maldito.

Ela abraçou o travesseiro e sonhou acordada, que, ao menos, podia imaginar o que quisesse.

*Fatos reais*

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Exatamente porque, ser finito e indigente, tem o homem na transcendência, pelo amor, o seu retorno à sua Fonte, Que o liberta."

Paulo Freire, Educação como Prática da Liberdade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A hora de parar

"Jonnhy olhou o garoto, respirou fundo, e finalmente se pôs a explicar:
-É como pantufas.
-O que?
-Meu relacionamento com Lia! Olhe, não havia mais paixão. Nós nos amavamos, mas nadinha de paixão. Era confortável chegar em casa e ter ela como companheira, poderia passar toda minha vida do lado dela, assim como ela do meu lado. Exatamente como ter um par de pantufas confortáveis que você tem muito carinho.
-Você está me dizendo que a Lia era apenas confortável?
-Não, idiota. Ela é incrível, nossa relação era confortável... - O moreno parou e olhou para o nada, pensando. -Na verdade acho que nosso quase casamento fez isso mesmo conosco. - Os dois se encararam. -Resumindo, eu e ela não somos pessoas de nos conformar com pantufas. Talvez um dia, se forem belas e novas, mas não aos 20 anos. Queríamos tênis de corrida. - Jonnhy bateu de leve no Maverick grafite.
-Isso resume tudo? Vocês escolheram carros ao invés de namoro?
-Escolhemos viver ao invés de nos enterramos. As pessoas tem de saber a hora de parar. Somos ótimos amigos e péssimos maridos."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009