domingo, 18 de novembro de 2012

A vida é estranha com seu tempo. Eu conheci "How I met your mother" há mais de um ano. Com uma turma de amigos que se identificava totalmente com os personagens. Na época não me interessei em ver... Estava ocupada.
Agora, que já tanta água passou por debaixo desta ponte, eu estou numa pequena overdose desta série. Numa onda saudosista. Tempo bom. Tempo bom daquele lado de lá da ponte.

domingo, 9 de setembro de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

"(...)
Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.


A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir durante os funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um dos seus habitantes em particular."

Volume três da série "O mochileiro das Galáxias" (ou "Fronteiras do Universo") - A Vida, O Universo e Tudo o Mais.
Douglas Adams. 

Amo esse livro, separei esse trecho a mais ou menos 4 meses atrás. Aliás, eu separei ele no dia 27 de janeiro. E, neste dia, as coisas mudaram profundamente. Talvez por isse esse texto tenha ficado perdido em rascunhos. Mas gosto dele. Então pelo dia do Orgulho Nerd (atrasadoo!!), aí está.

sábado, 12 de maio de 2012



É tão estranho o quanto eu preciso me fechar em mim. Me amedronta porque parece que só eu preciso da solidão para entender, curar e descansar. Mas sei que preciso dela. Faz parte de mim. Precisar de tempo é assim tão estranho?
"Qualquer distância entre nós
Virou abismo sem fim"

terça-feira, 1 de maio de 2012

"Wendy sente necessidade de tomar conta dos outros, não importando os efeitos que isso possa ter sobre seu próprio bem-estar."

-O Lobo Mau no Divã, Laura James
O mundo inteiro desabou. Todas as pequenas coisas que suspendiam a leve tenda do circo se foram. No meio do tufão só a árvore cultivada por anos resistia. Qual a razão de plantá-la? Ah, claro, segurança para o futuro... O futuro que estava voando, brincando nos redemoinhos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ela não queria abrir aquela porta, mas aquele toque.... De tirar o fôlego. Ele apenas o puxou para um oi, pela cintura, e lá estava ela: do outro lado da porta empurrando-os contra a enchente.

domingo, 22 de abril de 2012

Naquele tempo

No seu desespero estava só. Tinha muitas dúvidas sobre o que sentia, estava confusa e implorando ajuda. No meio ele foi uma âncora. Foram âncoras.
Achavam-se bonitos e melhores que o mundo, mas eram delirantes e cegos. Tão cegos.

sábado, 21 de abril de 2012

"Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente de seus irmãos, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e galinhas do terreiro. Um dia, cansado de tanta humilhação, ele foge do ninho. Durante sua jornada, ele para em vários lugares, mas é mal recebido em todas. O pobrezinho ainda tem de aguentar o frio do inverno. Mas, quando finalmente chega a primavera, ele abre suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos."
Ele tem razão, como sempre, ao dizer que eu fiz sua jornada. Esse conto de fada, que nunca dei bola, bobo e chato, é provavelmente o que mais tem relação comigo. Tem muitas coisas bacanas de se analisar neste conto (como a falta de consciência do cisne sobre quem ele era), mas contos de fadas existem para não terem moral, apenas reverberarem dentro de nós. ;)



 Fonte do conto: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Patinho_Feio

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O amor sempre trás o melhor das pessoas.
O nosso também é assim. Estendendo nossos limites, nos dando chances mais bonitas, nos mostrando novos lados.
E tem nossa bolha também. Dez centímetros acima do mundo real, de onde podemos avistar nossos sonhos.

terça-feira, 27 de março de 2012

"Mas você pode ter certeza
Nosso amor
É quase sempre perfeito...

Porque eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você ê ê
Adivinha o quê?...(2x)"



No silêncio eles arderam mais, e o amor ultrapassou a barreira do impossível.

sábado, 17 de março de 2012

Ela chorou, então, a noite inteira. Havia decidido que amor só valia se fosse para ser feliz. Que era uma mulher adulta, madura, melhor que tudo aquilo. Não iria se submeter a qualquer coisa só por amar alguém.
Mas... O resto faria sentindo sem amor? Havia felicidade no outro lado? Porque agora, decidida, adulta, madura, seguindo em frente, ela estava vazia e sozinha. Muito vazia. Doía. Por quê? Doía fisicamente. Quase não podia se mexer na cama. Ter abandonado seus sonhos, sua história, seu amor não seria um preço muito maior?

No fim o velho dilema feminino (puta ou santa, amor ou carreira, qualquer uma dessas versões) era o que a estava a destruindo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ela era má. Definitivamente má. Estava ali tão inteira e segura diante dele. Ele estremeceu com todas as perguntas em seu peito. Como ela estava bem? Como ela ousava estar ali rindo e conversando? Sem perceber fez todas as perguntas em voz alta. Para ela.
Olhos nos olhos. Encararam-se. A mulher hesitou um segundo, mas sabia que faria tudo o que fosse preciso.

-Estou bem.
-Bem?
-É. Tomei minha decisão e ela me fez bem. Estava ruim antes de tomá-la, agora posso seguir em frente.
-Hm
-É muito caro viver infeliz. E eu estava muito infeliz. Você me fazia infeliz. Estávamos pagando este preço pelo amor, não estou disposta a isto. Você está?

Má. Terrivelmente má. Partindo os corações sem nenhuma dó.
E ele é a última pessoa que penso no dia. E a primeira.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre o que nós amamos ouvir numa declaração

[Ou porque diabos a Nina fica com o Daniel.
Ou todos os motivos para amá-la]

-Eu não amo você. Eu amo é aquele sorriso que você dá, meio de lado, quando está irritada com alguém. Aquele que você bufa junto e logo desaparece e é substituído por uma erguida de sobrancelha. Ah, a erguida de sobrancelha, eu também amo isso. E tem aquele sorriso que escapa quando ninguém tá olhando e a risada de empolgação, amo essas coisas também. Eu amo quando você fica brava e quando eu digo que você está linda e você fica ainda mais brava. E eu amo seu silêncio que diz mil coisas. Cada vez que você faz uma dessas coisas eu lembro que não adianta pensar em te tirar da minha vida, porque meu coração para e dispara em busca do seu.

[Eu sei, eu sei, meloso pra cacete, mas o amor é o pior conselheiro para um escritor. Pelo menos a Nina fica feliz.]

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eles conversaram por horas. Olharam-se por um par de minutos. O ar as vezes ficava pesado com o desejo óbvio e crescente. Como aquele momento da ópera em que a música diminui até quase sumir, só para vir a galope em seguida, assim era a necessidade que tinham de ter um ao outro.

Sustentaram no olhar por mais uns segundos e de repente a ópera estorou. Tudo era fogo. Não havia espaço suficiente, ou corpos suficientes, para conter o quanto queriam.

O toque dele, a pele, ele dentro dela, tirava seu fôlego e a fazia queimar. Sentia-se quente, viva, inteira. Seu corpo estava ardendo e arrepiando em lugares que desconhecia. Poderia nunca mais sair dali. Nunca mais deixá-lo sair dali. Estaria feliz. Mas ainda havia os olhos dele, ele sempre encontrava os seus, com fogo, amor e uma promessa de mais. Enlouquecedouramente a promessa do mais. E mais uma vez ela queimava.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Liguei a TV, fim de "Aquele Beijo". Falabella recita um poema:

"Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus."

Pablo Neruda.
[do carralho]

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A gente descobre o amor de muitas formas. Um dia quando você compra aquele jogo caro de presente pro namorado cai a ficha que você ama ele. Amor mesmo, a sério. Ou enquanto você está assistindo um filme bobo no cinema.
As vezes você percebe que ligou a tv para ver aquele programa (futebol!) que ele gosta. É amor.
Um dia, devagar, se espalhando aos poucos, o amor de te pega. E ai ele te olha no fundo dos teus olhos. E você (eu.) boba para cheia de uma coisa indescritível. Mas é descritível, nesse caso é bem descritível, só é bem surpreendente. Em três palavras eu descrevi.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Drama 1

Ela estava chorando quando o rapaz abriu a porta. Chorando ela se jogou no colo dele e o envolveu pela cintura com os próprios braços. Mudo ele passou as mãos pelo cabelo dela e deixou que se conforta-se. Era péssimo nisso. Todas as vezes que tentou ajudá-la, acabaram brigando feio. Não iria arriscar nem a perguntar o que era agora. Não importava, desde que ela parasse de chorar.
Nina secou as lágrimas com as costas das mãos e olhou por meio minuto antes de ter coragem de falar qualquer coisa.
-Fica comigo.
-O quê?
-Fica comigo. - Fernando olhou incrédulo para ela. -É sério. Sei o que você vai dizer, então nem começa. Esse papo de nós sermos amigos não cola. Nós fomos mais e podemos ser mais. Eu cansei de quebrar meu coração por aí. E eu sei que você está longe de ser perfeito. Você na verdade tem uma lista imensa de defeitos que eu odeio, mas eu preciso do que você me oferece.
-E o que é exatamente?
-Certeza, segurança. Nós temos algo bacana e podemos ter uma relação ótima.
-Poderíamos, mas não vamos. Porque você não é tão descrente do amor assim. Nem eu que sou descrente da vida estou pronto para abrir mão da chance de me apaixonar e viver. Não poderia ver você fazendo isso. Pelo amor de deus! Qual o seu problema? Amor não é um cálculo matemático. Nunca foi. Entrar numa relação calculada não vai te garantir não se machucar. Não sei o que aconteceu agora, mas quero que vá para casa e lembre-se da garota apaixonada que você é.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"(ela)-Não to pronta.
*Ele agarra e beija intensamente*
(ele)-Para essas coisas ninguém nunca está"

Porque é exatamente assim que me sinto.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma das coisas mais divertida da vida é que ela é nossa melhor professora.
Eu me achava muito moderninha e super conhecedora de relações porque tive meus relacionamentos exatamente como quis. Incluindo amizade colorida. Na verdade me achava o máximo por conseguir seguir um monte de regras que a maioria das pessoas que conheci não conseguia. Também me sentia muito bem por equilibrar na corda bamba do início de uma relação, as emoções que as borboletas no estômago causam e o medo de assustar o outro.
Como disse, a vida ensina. Muito. Percebi que tudo isso de que me causava covinhas de orgulho eram também regras bem chatas de seguir. "Não devo falar isso agora." Muito pensado, pouco vivido.
De repente a vida me deu este presente que é viver, e só viver, algo bom. Sem pensar em "não posso dizer isso", "não quero que ele pense que estamos namorando", "não quero que a outra pessoa faça planos..." e sem forçar a barra. Só seguindo o fluxo, fazendo exatamente o que o corpo pede. É uma boa lição da vida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Algumas pessoas são pequenos buracos negros na vida da outra pessoa. Exercem tamanho poder de desestabilizar e sugar tudo o que está ali que só esta comparação é suficiente. Essas relações são extremamente nocivas e corrosivas.
Tenho plena consciência que é pela vida que levamos; pelo conjunto formado por nossos sentimentos, passado e presente; que essas pessoas tem tamanho poder. São nossos bichos papões que habitam somente os armários que permitimos. Só que é mais fácil falar do que fazer.
Enquanto digo que sou eu que dou o poder de alguém ser capaz de sacudir meu mundo, também sei que ainda sou incapaz de estar perto dessa pessoa e me defender (e é por isso que é um buraco negro e não sei lá, uma besta qualquer sobre a qual minha força tenha efeito). Se eu me aproximar, lá se vai toda a organização, as decisões e as vezes eu mesma.

Sobre o tempo - parte 2

Ela estava no carro com seu irmão. Riu de leve de tudo aquilo, da dor partilhada por ambos. Olhou para trás um pouco. Tinha medo de um monte de coisas. Tinha saudades.

-O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado. Um dia vamos olhar para trás eles não vão estar lá.
-E isso dói. Isso talvez seja o que mais dói.
-Sim...

Ele estacionou o carro. Aquela conversa a fez lembrar das coisas que já havia superado, ou que assim pensava. Desejava respirar ares novos. Já havia cansado do luto e já havia passado e retornado a todas as suas fases: raiva, tristeza, aceitação... Bufou.

Se pegou olhando em volta, absorvendo o ambiente, mas tinha uma coisa nova. Uma emoção nova para a qual talvez não estivesse pronta. Na verdade era parte de seus medos: encarar um mundo novo de relacionamentos, especialmente os sem envolvimento. Tudo muito duro, tudo o que envolvia minimamente seu coração parecia martelar e ressoar nas feridas.

Respirou fundo para absorver a dor e decidir se valia a paga. E foi ai que percebeu que não havia custo. Bom, não este custo. As feridas não estavam abrindo. Ela vinha dizendo a si mesma que estava pronta e estava de verdade. E isso era incrível! Agora era em frente.

"O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu percebi uma coisa: não acredito mais em provas de amor.

Acho bem bonitinho declarações em público (apesar de meu humor variar e eu poder achar bem brega). Só que percebi que não sou muito adepta, apesar de adorar surpreender. E hoje me toquei porque. Acontece que não entendo o "x" da questão de todas as loucuras de provar o amor porque prova de amor é estar do lado certo?

sábado, 21 de janeiro de 2012

BBB, Luiza e muito gelo para pouca água.

Eu acho engraçado que na internet tudo se torna um viral.

Começa o BBB, explode declarações de ódio/amor pelo programa. Esse ano vi reflexões bacanas sobre o programa ser apenas entreterimento e por isso não precisar ser culturalmente elevado. Assim como vi o argumento que o BBB emburrece a todos ser bem defendido. #oi? BBB é um viral de verão há 12 anos.

Agora é a Luiza. Não importa o lado, nem o ponto, Luiza no Canadá é um viral. Rir disso é legal. Aí vira fenômeno. Aí o povo superior inteligente vê o absurdo disso e se torna o novo viral se indignar disso... E eu mesma hoje compartilhei um vídeo bem legal e inteligente sobre jornalismo inteligente e a burrice de se importar com a Luiza, mas a questão é que estou observando esse fluxo viral a meses... É muito importância para pouca coisa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu tive muitas relações na vida, me apaixonei muitas vezes e de muitas formas. Sempre acreditei que amor é um sentimento muito difícil de acabar, na maioria das vezes ele muda de forma quando o relacionamento termina.

Hoje, talvez porque esteja amadurecendo, talvez porque esteja aprendendo a amar mais profundamente, acredito que amor de verdade muda a gente. Quando amamos saímos diferentes da relação, algo se altera dentro da alma. Nossa essência é tocada.

Não sei avaliar se no passado foi assim. Sinto que sai muito parecida com quem era das minhas relações anteriores. Também nunca fui muito aberta para elas, não deixei nenhum sentimento criar realmente raiz. Fui uma garota de muitas certezas e poucos sentimentos. Muito fogo também. Na vida me agarrei a muitas coisas, especialmente a mastros de navios furados.

Agora, mais aberta, com mais possibilidades, descobri caminhos que me modificam profundamente. Que me encheram de medo, na verdade. E dúvidas, muitas dúvidas, dúvidas que atormentam até agora, mas é, com certeza, um caminho que envolve amar intensa e profundamente.

[Não fosse amor, não haveria planos
Como uma onda quebraria cedo
Fosse um momento, não faria estragos
(...)]

domingo, 15 de janeiro de 2012

O tempo é uma coisa engraçada. Ele cura todas as feridas bem devagar. Um dia olhamos e aquela ferida pulsante é uma cicatriz, dessas que olhamos e dizemos para os amigos: "Hei! Você precisa ouvir como fiz essa!"

Ainda não sei o quanto isso é bom ou ruim. É muito bom fechar as feridas e poder olhar para trás sem se partir ao meio, com certeza, mas quantas histórias ficaram para trás?
Eu tenho medo de as coisas que o tempo muda, encerra e nos faz seguir. O ritmo da vida é tão atordoante.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Você fechou o ciclo para mim"

"Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Pra te contrariar

De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...

Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar

Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar...

Porque eu gosto é de rosas
E rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...

Toda mulher gosta de rosas
E rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...

Se teu santo por acaso
Não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho
E nada a declarar

Meia culpa, cada um
Que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão
Eu não vou nem soprar..."
[Rosas - Ana Carolina]

E dou por finalizada a tag C. deste blog.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pequenas revelações. (Nem tão pequenas assim)

Ou sobre sonhos, band-aid's, big bang e o amor. Ah o amor.

Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.

Dói muito mais.

[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]