sábado, 27 de setembro de 2008

Chicos y chicas

Melodrama barato guardado na gaveta. Pronto, ta postado. Nao reclamem da nivel mexicano da coisa.






E ele chorou. Chorou pelas escolhas, pela dor de perder, pelo orgulho de não querer voltar, pelo desejo quase inconsciente de estar ali. Comigo. Antes que entedesse ou tivesse tempo de secar as lágrimas, me beijou. Beijou com a alma partida, como se este momento fosse tudo que pudesse se agarrar.
Era morno e dolorido e temido, mas real. Porém momentos mágicos assim não são feitos para durar.

-E ela? - Mesmo que desejasse não saber e menos ainda quebrar o frágil laço que o beijo criou, não tinha o direito de deixá-lo se machucar mais.

-Eu sei...

Então soberveio os lábios, o desejo, o desespero. Sem nenhuma promessa bonita dos apaixonados.
"Eu sei" soou aos meus ouvidos como um peso. Ele não estava fugindo, não a estava evitando. Eu sabia que ela ainda era tudo o que ele sonhava, todas as noites.
Uma lágrima alcançou o chão. Saira dos meus olhos. Ele queria a mim. Eu. Real. Inteira.
Me sentia tendo minh'alma rasgada. Desejei-o, em silêncio, noites a dentro. E agora arrebatava meu coração entre beijos. Com que direito?
Mais do que tudo, queria tê-lo em meu colo, consolando-o. Tirando-lhe toda a dor. A dor que eu sentia era fácil ignorar, mas nunca a dele.
Ele se afastou um pouco e doeu, agudo, lacinante e profundo. Fui eu quem procurou desesperadamente restabelecer o contato com seus lábios calmos.
Queria lhe dar tudo que era meu.

Nenhum comentário: