quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre sentir saudade e ter esperanças

Saudade.

Ouvi algo de uma pessoa incrivelmente especial que mexeu comigo de um jeito incrível. Eu demorei para entender tudo o que podia conter na fala desta pessoa. Como eu não pedi autorização para ela, vou colocar aqui um recorte meu, adaptado:

"Mesmo que doa encontrar aqueles que nos distanciamos e amamos, a dor da distância pode ser muito pior. É um novo conceito de saudade que estou aprendendo."

Devo confessar que o primeiro pulo foi pela esperança de que agora ele entenda as coisas que eu entendi.

Pois bem, foi para os dicionários (vício que adquiri em uma matéria da faculdade).

O Michaelis começa assim: "Saudade 1. Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou coisas passadas."

Nem preciso continuar, saudade não é SUAVE, e não tem absolutamente relação com tempo. Passado, presente e futuro não se relacionam com saudade. Eu pelo menos já tive saudade de quem estava indo viajar, mas ainda ESTAVA ALI!
E, putz!, saudade tem mais haver com dor e alegria do que com qualquer coisa morninha. Pouquíssimas vezes haverá uma saudade calma.

Nessa acredito que a Wiki ganhou feio: descreve a saudade como uma mistura de perda, distância, amor, melancolia e mágoa. É por aí, eu acho.

O que importa de tudo isso? Que a saudade é difícil de definir? É difícil de sentir também! A pessoa que me disse aquelas palavras ali em cima demonstrou, isso.

No fim e vi que havia mais naquela frase(na verdade é porque nunca vemos o óbvio): esta pessoa sentiu saudade. Algo que não imaginei e não me dei conta, porque ele deu uma volta para dizer isso.

Não. Não foi por isso, foi que existem coisas nas entrelinhas sobre sentir saudade que só demonstram o quão complexo esse sentimento é! Como precisar ficar longe, e depois perto. E quem sou eu para dizer algo sobre isso, quando eu mesma fiz tudo isso tão mais insanamente?

domingo, 22 de agosto de 2010

É clichê dizer que existem dois tipos de solidão, e que o pior é aquele que você sente no meio de um monte de gente, mas, clichê ou não, é verdade.

Eu que sou solitária por natureza, que adoro um cinema sozinha, ando amargurando o tipo ruim. Estou só. E não tem importado muito onde ou com quem estou. E não é estado de espírito! Minha vida está de cabeça para baixo, bagunçando todas as relações me mostrando a solidão de estar no meio de estranhos. Estranhos conhecidos.

Não há paz nesta solidão, há barulho demais. Prefiria estar então sozinha, em silêncio, podendo me ouvir. Como quando eu podia sair de casa e ir no cinema e ouvir meus pensamentos em paz!