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domingo, 29 de janeiro de 2012

Algumas pessoas são pequenos buracos negros na vida da outra pessoa. Exercem tamanho poder de desestabilizar e sugar tudo o que está ali que só esta comparação é suficiente. Essas relações são extremamente nocivas e corrosivas.
Tenho plena consciência que é pela vida que levamos; pelo conjunto formado por nossos sentimentos, passado e presente; que essas pessoas tem tamanho poder. São nossos bichos papões que habitam somente os armários que permitimos. Só que é mais fácil falar do que fazer.
Enquanto digo que sou eu que dou o poder de alguém ser capaz de sacudir meu mundo, também sei que ainda sou incapaz de estar perto dessa pessoa e me defender (e é por isso que é um buraco negro e não sei lá, uma besta qualquer sobre a qual minha força tenha efeito). Se eu me aproximar, lá se vai toda a organização, as decisões e as vezes eu mesma.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em algum momento, finalmente, houve uma explosão de raiva contra uma vida de cuidar do outro, de falta de apoio, de falta de compreensão. Foi uma necessidade tamanha que nada era suficiente. Era preciso compreensão e companherismo 100%. Nada menos do que isso. Não cabia mais em outras pessoas. Não havia tempo, nem amor para ninguém. E agora ainda há raiva, mas há a dor de deixar um algo tão bonito ir embora, especialmente assim: em meio a minha descrença e desamor.

"Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amores e Conquistas

Ontem andei sentindo muitas coisas. Estive me sentindo só e com saudades. Quis preencher isso com meus desejos de sedução.

Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!

E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.

A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.

Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia eu vou conseguir manter minha boca fechada, esse dia não é hoje:

“Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido. ‘Sei que é uma medida drástica, mas tenho mente de atleta e agradeço por poder fazer isso. Não sigo dietas malucas o ano inteiro, faço apenas nesta ocasião’”

Eu não consigo nem cogitar a hipótese de submeter meu corpo a um sacrifício desses uma vez por ano. Garotas por aí olham mulheres como essa e acham que é assim q você fica no ponto certo. Isso acreditando MESMO que ela está falando sério. Porque para mim dieta maluca é aquela que você se propõe a cortar tudo o que você gosta. Isso aí é suicídio. Um atentado direto contra a saúde que passa muito da linha das dietas “malucas”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Você foi amado incondicionalmente pelo que realmente era? Ou o foi pelos seus feitos, sua graça, sua beleza, adequação, obediência ou, ainda, por seu precoce treino ao banheiro, por ser muito 'boazinha'(bonzinho'), 'não dar trabalho', ter aprendido muito cedo os seus 'deveres'. por ter cuidado dos irmãozinhos? Em suma, você era o 'orgulho' da família?"

(Walter Ribeiro, em "O Drama da Criança Bem Dotada" De Alice Miller., p.7)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Bella e a Fera ao inverso

[Ela pegou a flor esfacelada no chão.
Sentiu em sua garganta um aperto enorme do choro que não queria sair.

"Algumas coisas se quebram."

Não tiveram coragem de ir além da frase óbvia. Ela queria recolher a flor e colar cada pétala se possível, isso não resolveria. Nada resolveria. Aquela rosa estava destruída.

Algumas coisas quebram e ponto.]

domingo, 16 de outubro de 2011

Aqui dentro tá tudo zoneado. As coisas seguras não estão seguras nem nos lugares delas.
Na verdade minha cabeça está batendo como em um liquidificador. Quando eu paro e respiro, acho que finalmente penso "ok, então é isso. beleza.", tudo se move, tudo pulsa novamente.

Me sinto meio Alice caindo. Meio Nina percebendo que sempre estará no mesmo ponto por mais que cresça.
São tantas coisas. Ainda está tão fora do lugar.

Havia uma época que exatamente como a Quinn de glee, eu acreditava que bastava cortar meu cabelo e tudo se resolveria. Até porque resolvia! Eu me sentia forte, corajosa e enfretava meus problemas.

Bom meu cabelo está repicado e nada está no lugar.

"Sei mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou"

sábado, 15 de outubro de 2011

Só por uma noite

Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não falar
Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Manual do Pé na Bunda

Olá meus queridos leitores,
(oi? Leitores? Ok, vou extraplorar que tenha)

Compartilhar meus conhecimentos com vocês trazendo um Manual do Pé na Bunda. É preciso deixar claro que não importa se foi você que terminou (os casos que acompanhei - e que fui protagonista - foram assim e não mudaram o uso deste manual), o que importa é o quanto ainda gosta da outra pessoa e se 90% do seu tempo reside em pensar nela ou evitar pensar nela. =B

Em primeiríssimo lugar PARE de tentar não pensar. Isso é impossível: tente não pensar numa maçã. Pronto, já pensou (bom, você leitor aficionado no dito cujo talvez não, porque sua mente não tem espaço para mais nada, mas o exemplo funciona normalmente). O que fazer? Divagar até cansar? E ai cair em desespero, cortar os pulsos, virar emo, depois Happy Rock e matar sua mãe de desgosto? Nop.

Ocupe sua mente. Muito, mas muito mesmo.

1- Afunde no trabalho. Eu peguei um estágio que me fazia ficar vinte horas em uma baia de atendimento quando terminei um namoro filho da puta. Se você já tem um estágio, se enfie em outra coisa. Se trabalha, faça hora extra. Principalmente logo depois do término.

2-Tenha coisas para fazer em casa. A noite e os períodos sozinhos são sempre piores e eu particularmente ainda odiava estar com outras pessoas. Tenha cartas na manga, tem um computador? Baixe (ou alugue) séries e filmes. Procure coisas que tem várias temporadas e coloque no gerenciador de downloads. Sugestões: Chuck, House, The OC, Gossip Girl (não vi esse, mas é envolve), Queer as Folk...

3-Não se acabe ouvindo músicas em casa. Sério, tudo vai lembrar aqueles momentos lindos e tristes. Quer ouvir música? Cai na balada. E eu sei que muitas vezes ir para a balada significa ficar triste na metade ou beber todas. Ok, respeite isso, é seu tempo. Beba, ou volte para casa cedo, ao menos você aproveita a vida um pouco (sair de casa é importante).

4-Use e abuse da paciência de amigos e família. Um dia você fará isso por eles. Dica: Use mais sua família se for possível, se tiver aquele irmão bacana, converse com ele. Você não vai passar por essa sozinha, e vai chegar um momento que nem você vai se agüentar. Procure quem agüenta ainda.

5-Quando você pensar que aquele plano GENIAL vai te livrar da pessoa. Lembre-se não vai. Eu fiz 500. Falei que nunca mais queria ver, virei amiga de infância, fiquei com outros, pedi para voltar, escrevi cartas lindas, tudo o que vocês imaginarem! Isso significa que não é para fazer nada? Não sei. Juro, não sei. Eu precisei fazer todas essas coisas, mas no fundo sabia que essas coisas não eram o fim, eram apenas meu desespero e angústia e que eu inventaria outra maneira de me aproximar em seguida. Aliviavam-me o peso naquele momento e me ajudavam a entender várias coisas (fechar gestalten). Essa consciência de que só o tempo traria a calma e fecharia essa história realmente me ajudou a não me afogar na privada depois de cada plano que falhava. Então quando achar que é o fim com um plano maluco, lembre-se que provavelmente não é. Muito provavelmente.



Gente, isso deu certo para mim! Nunca testei com mais ninguém (apesar de estar compartilhando com uma amiga e preciso dizer que a dica do trabalho funciona muito com ela). Sempre se dê o seu tempo. Eu chorei. Bati no travesseiro. Escrevi horrores nesse blog e fiz todas as merdas que precisei. Só procurei não enlouquecer.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Carralhoooo!!!
como é que um dia pode começar tao baaad?

=P Sério, riam comigo.

Eu fui secar um carinha (de leve, só por diversão) e além de ele ser tudo o que eu não quero nesse momento do de cara com o meu ex no orkut dele! oi?
Depois no meu trabalho nada da certo!
E ainda a coleção de livros do André Vianco que eu quero muitooooo baixou de preço mais uma vez!! E eu não tenho dinheiro para comprar!!! =~ Tá 9,90 cada livro!!

E são só 11 da manhã!! Vai cair um prédio em cima de mim assim!