A pessoa que vemos refletida no espelho em nada tem haver com o reflexo real. Ela tem relação com sua percepção em cima da imagem, o que obviamente complica tudo. E claro a imagem que os outros veem em você absolutamente não parece com o que viu no espelho.
Isso não é incrível?
A fora toda a discussão de como estas imagens são formadas, penso na incrível discrepância entre o que os outros vêem e o que eu vejo. Por vezes brigo para provar que sou muito mais do que me destinaram a ser. E tantas outras me assusto com as capacidades vistas em mim. Quem é esta Karina? Tão estranha, diferente, de olhar mais sagaz e capacidades desconhecidas. E será que estou míope ou eles? Ou, mais provavelmente, ambos? E se todos seguimos meio cegos, quanto mais iremos tropeçar?
terça-feira, 3 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
Tenho sentido muita falta de escrever.
Sinto falta de trabalhar nos velhos contos. E de partilhar
pequenos pedaços. De falar de coisas do passado (todas as lembranças
embaralhadas como num sonho tirado ao sol da tarde), falar de coisas do
presente (todas as expectativas do mundo se abrindo). Escrever é uma coisa
interessante. Meio de fases. Quando tenho a certeza que não quero mais
escrever, redescubro minha escritora interior (com vontades novas, com certeza).
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