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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Ou você se apaixona, ou não.

Paixão não é algo que você controla. Ou existe, ou não.

Cada tentativa de envolvimento me lembra que o que é mais único não se repete, não se força, não precisa fazer sentido.

L. foi meu melhor sexo
C. foi minha maior paixão
M. foi meu maior amor.

(Queria dizer que nada foram melhores que as melhores noites com M., porque com amor tudo é melhor).

É difícil se relacionar quando você sabe como deveria se sentir se fosse real.

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Você fechou o ciclo para mim"

"Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Pra te contrariar

De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...

Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar

Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar...

Porque eu gosto é de rosas
E rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...

Toda mulher gosta de rosas
E rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...

Se teu santo por acaso
Não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho
E nada a declarar

Meia culpa, cada um
Que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão
Eu não vou nem soprar..."
[Rosas - Ana Carolina]

E dou por finalizada a tag C. deste blog.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pequenas revelações. (Nem tão pequenas assim)

Ou sobre sonhos, band-aid's, big bang e o amor. Ah o amor.

Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.

Dói muito mais.

[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É difícil viver um encontro. É raro. Este ano tive isso e agarrei com as duas mãos. Foi de uma intensidade absurda! Lindo, profundo e dolorido até a última lágrima.

Escorreu pelas mãos e escapou. Eu sinto tanto que tenha-se ido... Mas olhando para trás não vejo o que faria diferente. Aliás, vejo uma lista de coisas e, ao mesmo tempo, não mudaria nada. Acredito e sinto que fizemos o melhor e por isso podemos encerrar, chorar e seguir.

Foi tão raro que valeu para a vida. Quero levar comigo o que mudou aqui dentro e as coisas que sentimos, mesmo que depois tudo tenha se desfeito.


Não se acostume

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novos caminhos.

Sou otimista. Eu acredito no melhor das pessoas. Sempre acreditei e nem consigo fazer diferente. Para me convencer do contrário, alguém precisa passar mais ou menos uns quatro anos me ferindo, então eu desisto.
Também confio que sempre podemos fazer escolhas melhores. Como diz uma grande professora minha, "Se não acreditasse na mudança, fechava a porta do consultório e ia embora". Eu estou abrindo as portas do meu consultório, logo creio muito em mudanças, mas (sempre tem um não é) também vejo que mudar não é simples.
A maior parte das vezes em que podemos escolher um novo caminho, que nos leve aquelas mudanças que tanto queremos, trememos de medo, o desconhecido as vezes parece pior que a dor que o velho caminho para casa nos traz.

Isso tudo, é claro, é chover no molhado. Quem nunca se viu, consciente ou não, indo exatamente na direção daquilo que gostaria de se afastar. Ok. História velha então? Nem tanto. Porque, dizem por ai que se você entender que é preciso coragem e uma dose extra de entendimento de si para ir em frente e tudo muda.
Estamos aqui. No ponto em que eu deixei a velha estrada do conhecido e dolorido para o novo. Deixei os meus amores quebrados que pediam de mim cuidado, atenção e amor extremos. Escolhi deixar isso para trás e os passos seguintes foram simples e fáceis. E vivi coisas novas, fáceis, boas. Me deixei ser cuidada.

O problema de mudar é que mesmo depois da escolha feita pode ser muito difícil se manter nesse lugar novo. É como aquela cadeira nova. Tinha uma cadeira para a mesa do computador. Era verde e preta, velha. O estofado já tinha sumido, as regulações não funcionavam a anos. Odiava ela inteira, do xadrezinho rídiculo aos barulhos. Então troquei por uma vermelha, linda, macia, com regulação para deitar as costas. Só que as vezes eu simplesmente não achava posição!
Me sinto assim muitas vezes. Esse não é meu lugar habitual, não acho aquele lugar habitual. Tem espaço... Me dá medo. Porque apesar das comparações, se acostumar com uma cadeira e com um relacionamento totalmente novo é bem diferente, certo?

Dizem que o primeiro passo é sempre o mais difícil. Eu discordo, acho que o caminho inteiro é muito difícil. Sou só eu?

[Ps. Graças ao C. tem sido bem mais fácil quando eu paro de enlouquecer e respiro fundo. É bom ter alguém para segurar minha mão.]

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje eu estava cansada, estressada e com todos os efeitos que advem de ambos: como dores no corpo, sem paciência, irritada algumas necessidades. Eu só não estava bêbada de sono, coisa que quando estou com sono e relaxada é divertido de ver.

Pois bem, estava eu toda tendo meu ataque.
Só que dessa vez *ele* me colocou no colo e, com mais cuidado do que qualquer outra pessoa já teve comigo, procurou uma posição para que eu pudesse ficar confortável! Apoiou minhas pernas com uma das mãos e colou meu corpo em um ângulo que pudesse dormir.

A despeito do nível absurdo de fofura que isso é, tenho algumas considerações importantes. Não sei quanto a vocês, mas para mim é muito difícil simplesmente estar com alguém num relacionamento saudável. Esta já por si uma premissa muito difícil. Sou dada a dramas mexicanos e a gostar de quem obviamente não gosta de mim. Estar ali e receber algo bom e isso ser fácil, uau, que incrível, assustador, lindo e intenso que é.

Em segundo lugar, mesmo estando constantemente comprovando que fácil e bom é da nossa relação, EXISTE, é real, ainda é meu não entregar meus problemas, me fazer de forte, ser a pessoa que cuida do outro. Ok, senta lá Claúdia. Essa é a Karina que o mundo conhece, ele conhece outra: a que ele conhece faz manha, bico, pede colo e se deixa ser ajeitada cuidadosamente.

Sabe porque? Porque é possível dividir com ele o que eu sinto, todas as coisas. Com ele posso me dar ao luxo de descer desse, sei lá, pedestal terrível de garota que aguenta qualquer tranco.

É bom ter alguém assim. É bom saber viver algo assim.
Só se pode estar numa relação quando se está pronto para ela.