segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu sou eu e minhas circustâncias

Meu QI é 120. Meu sapato é 37, meu sutiã é 40, minha calça é 38, minha matrícula é 07117029. Já tive mais pessoas que é bonito dizer, tive quatro ou cinco grande amores. Tenho 158 livros, mas não li uns 50 desses (também já devo ter lido milhares que não tenho sendo bem justa).
Tenho 400 amigos no orkut (oO) e 785 comunidades!

Mas todos esses números não dizem nada. Eles não descrevem que eu pulo quando vejo meus amigos, nem que eu falo demais porque isso é mania de psicólogo.
Não são eles que me fazem única, o que me faz única é estar com as pessoas que estive, nos lugares que estive, com estes meus números e com os sentimentos que não couberam aqui (sim, eu sei, isso é Gestalt).
Estes números não parecem comigo...
Não acham?

domingo, 28 de março de 2010

E eu fui.

Se a minha vida fosse um objeto de decoração (nesse aqui-agora específico!) seria um globo de neve, sabe? Daqueles de sacudir?
Bem, eu peguei meu globo de neve BEM bonito, enrolei em plástico bolha, guardei na caixa que veio, embrulhei num pano, depois em outro, coloquei numa sacola, abri o guarda-roupa e enfiei embaixo do máximo de coisas que consegui.
Talvez os leitores atentos (e eu posso citar dois que leram aqui e me apontaram os posts a que vou me referir) perceberam quantas vezes vim até aqui só para lamentar minha dor. Foi meu tempo, me permiti isso e foi excelente.

Ontem eu resolvi que estava na hora de tirar meu globo do plástico bolha (mais conhecido como sair do armário) e ir viver. Ufa. Sufoquei só de pensar em todo esse tempo. =S

Bem eu abri a caixa com todo o cuidado. Tirei o globo e olhei extasiada. É tão bonito... Eu até pensei em dar uma sacudidinha de leve...
Ai tropecei.
Só vi o globo sacudindo no ar horrores. E rolando. Muito.
Ok.
Legal.
É isso aí.
Fechei os olhos e segurei a respiração. Não houve nenhum barulho de quebra ao menos.
Soltei o ar.

Tudo bem garota, sacudiu. Você não queria. O globo tá todo sujo e você amava ele bonito e protegido, mas anaway.
Vamos em frente?

=)

Viva la vida loca.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Indo

"Olha o passo da menina que leve
E logo se percebe no seu caminhar
O que ela quer é dançar"

Vejo o sorriso no canto da boca formando covinhas.
É a vida seguindo.

Não sou tola, nem sem tão sem inexperiente para acreditar que nunca mais haverá choro e falta, mas estou confiante que agora será muito mais daquela saudade que faz a gente vacilar por um segundo do que por horas inteiras.

Não quero sapatear. Quero dançar.
A dois.

Quero ser amada.
E agora não estou falando só de companheiros de uma vida.
Estendo esta "convacação" a todos que fazem parte da minha vida, quero ser amada dentro dos papéis que me cabem de amiga, namorada, mulher, filha.
De maneira sadia.
E vou em busca.
Vamos lá.

terça-feira, 23 de março de 2010

Nine

O filme é excelente.
Se a última análise feita aqui foi de algo sem roteiro, esse tem um roteiro valoroso.


[Para que não viu e não liga para spoilers:
O filme tratá de um roterista (e diretor) que não tem o roteiro de seu novo filme Itália.
Ele está a volta de nove mulheres de sua vida que ocupam todo o seu tempo.
O filme vai girar em volta dessas mulheres e desse homem perdido.]


Bem, vamos lá.
Fergie, que interpreta a prostituta, está DESTRUÍDA fisicamente. Gorda, com um cabelo horrível! E arrasa. Maravilhosa. Faz dele um homem sempre que entra no palco. A cena toda dela é muito foda. Incrível.
Já a musa, Nicole Kidman, entra divina e pedindo para ser desmontada. E você não liga. É levado maravilhosamente a não enxergar isso diretamente até o momento que ela se desmonta num gesto simples, mas divinamente bem feito e desce do pedestal (finalmente).
E aquela mulher? O que é aquela mulher submissa, com aquela musiquinha "tem maridos que fazem isso ou aquilo, mas o meu escreve filmes... bla bla bla". Eu poderia dormir! É totalmente sem sal. Então ela finalmente vê que ele está perdido e nunca percebeu quem ela é e escancara! Nossa, show. Tava na hora garota, você me fazia dormir!
Cara nem vou comentar da mãe, né?
Ah vou sim!
Credo, hello? Freud? Melanie Klein? Édipo total! Ele fala com a mãe morta? Gente é muito o filho de uma mãe neurótica que fracassa por não se resolver com isso!!
Digno de virar filme de graduação da psico! O que é aquela cena final?? Aquela mãe abraçada no filho adorado! E quando ela diz que ele é dela (olho o seio bom)? Meu Deus!

Agora eu preciso dizer: adoraria que Nine fosse um filme B. Filmes hollywoodianos são anestésicos, uma pena. Quando deviamos sentis angústia do personagem surge Penélope Cruz linda, orgástica, escorregando numa cortina rosa, pedindo para apertarmos os seis dela! Eu adorei ela como amante. Perfeita. Mas adoraria sentir a angústia um pouco. Só senti falta disso.

Ah sim. O cenário. Gente lindo! Foda demais.
E eu não falei da figurinista e da reporter (as últimas mulheres). A figurista é inteligentissíma. A mãe calada e salvadora. E a reporter é ótima! Parece uma Pantera. Adorei a dança dela. Mostra o quanto o personagem não faz idéia do que tá fazendo!

Enfim é isso.

Ps. Um amigo me disse que esse blog tomou uma linha muito direta depois do post sobre avatar, quem sabe esse post não mude essa linha?

domingo, 21 de março de 2010

Loiros e falar demais

"É, não foi por falta de me avisar. É, não adianta mais me consolar. (...)
Se eu te amei foi de verdade. Se chorei foi de saudade, foi saudade de você.
Eu quero viver mais uns 100 anos pra reparar os danos e um dia te encontrar por aí.
Deixa eu fazer parte dos seus planos pra consertar enganos é que eu tô aqui."

Um loiro me ensinou que tem horas que temos nos calar, tem horas que temos que ir embora. Agora com este outro desta espécime que parece só me dar dor de cabeça (ok, e grandes paixões) parece que é bem hora de ficar quieta e longe também.

Então vou calar o desejo de pedir "deixa?", ainda que esteja em meu coração. Já o resto posso falar em voz alta: espero viver o tempo para poder te encontrar e dar um abraço honesto como aconteceu com o loiro primeiro. =)

terça-feira, 16 de março de 2010

Música

Sem sua música.Silêncio.

É noite.
Está escuro, frio, sem qualquer ruído. Sinto notas musicais que você um dia tocaria para mim, num futuro nunca realizado. As notas suspensas no negro da noite, onde meus olhos não alcançam, pressionam meu peito com o peso que só um amor quebrado no esplendor desabrochar tem.

Os amores diferem. As dores também. A dor de um amor a ser vivido não pode ser comparado a um amor terminado e separado em sua morte. É essa marca nova, que ainda cicatriza vagarosamente, que me é tão estranha. O que eu faço com tanto desejo e dor?

Nesse palco tão grande, agora a performance tem de ser solo. Vou sapatear.

domingo, 14 de março de 2010

Psicologando II

"Antes de Freud, a fonte do bem e do mal e dos desejos e proibições foi concebida como externa e espiritual, geralmente à guisa de demônios confrontando as forças do bem. A partir de Freud, nós próprios nos tornamos o campo de batalha para essas forças, e inexoravelmente somos trazidos à luta, algumas vezes para o melhor, outras, para o pior."

Barlow e Durand - Psicopatologia: Uma Abordagem Integrada, p. 21.

sábado, 13 de março de 2010

Braços e abraços que fogem.
Se afastam e viram poeira da minha imaginação,
e me deixam sozinha na cama.
Todo o calor ficou no sonho,
todo o ar ficou lá.
Isso impediu o grito de dor.

Mas não o agudo profundo na alma.
Fui arrancada desses braços mais uma vez.
Não acho que sobreviva a mais noites como essas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Covardia

{Eu não tive coragem de postar isso no dia, mas quero muito seguir adiante. Então vamos por tudo para fora.}


Eu tenho saudades ainda. Ainda mais quando posso contar com você para não pirar. Mesmo sabendo que terça eu quase pirei por SUA causa, hoje eu não pirei porque podia te ligar e quebrar nosso acordo de silêncio a qualquer sinal de fogo.

Foi o que eu fiz. E você foi tão meu.cantinho.para.dormir.

Mas tá melhorando.

Isso é o bom da vida, passa, muito mais rápido que esperamos.
Já está indo...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Sempre fui aquela garota que virou a MELHOR amiga do ex namorado. Uma vez fiz isso a custo de todos os pedaços do meu coração (e do fígado e acho que do estômago também...). Tirando esse desastre no caminho, nunca tive dificuldades.

Dessa vez não foi difícil, foi tipo *impossível*.

E, não quero ser a psicóloga chata, mas preciso reconhecer que é basicamente porque não quero realmente ser sua amiga. Quero muitas outras coisas, mas amiga com certeza não. E isso é a ponto de eu preferir qualquer coisa a amizade.
Eu não quis um meio namoro, nem meio fim. E agora não quero nada morno, meio quentinho não dá, chuchu. =S

Então não restou muito a não ser voltar atrás na minha tentativa idiota de ser boazinha e amiga e propor as únicas outras duas saídas de um relacionamento: namoro ou esquecimento.

Eu meio que já sabia que isso significaria não voltar e não falar mais com ele.

Bom tem horas que é isso mesmo né? Que a gente não dá conta... Precisamos ENFIAR o ex namorado (ou quase isso) no fundo do baú e trancar ele lá e tocar a vida o mais rápido possível. E não estou falando de badalar não, vou trabalhar e estudar muito, mas de um jeito saudável. Só quero ficar longe de casais, de amor, dele.
Não dou conta gente. Pesado demais... =/

Mas passa.
Vou deixar curar em silêncio, e aproveitar para dar um gás na vida acadêmica.

é isso.