sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É difícil viver um encontro. É raro. Este ano tive isso e agarrei com as duas mãos. Foi de uma intensidade absurda! Lindo, profundo e dolorido até a última lágrima.

Escorreu pelas mãos e escapou. Eu sinto tanto que tenha-se ido... Mas olhando para trás não vejo o que faria diferente. Aliás, vejo uma lista de coisas e, ao mesmo tempo, não mudaria nada. Acredito e sinto que fizemos o melhor e por isso podemos encerrar, chorar e seguir.

Foi tão raro que valeu para a vida. Quero levar comigo o que mudou aqui dentro e as coisas que sentimos, mesmo que depois tudo tenha se desfeito.


Não se acostume

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

eu sou HUMANA.
eu sinto raiva, mágoa, necessidades.
eu preciso daquele cuidado, daquela consideração, como todo o resto da humanidade.

Não consigo acreditar que por uma questão de educação social as pessoas me deixaram no escuro. Ninguém pensou por um segundo que seria muito pior eu descobrir depois? Ninguém pensou que me machucaria? Ninguém se colocou no meu lugar e pensou "Nossa no lugar dela eu gostaria de saber"?

Eu fui a última a saber disso tudo, a última mesmo, e o sentimento foi de ter sido feita de palhaça. Teria sido tão simples, tão limpo e honesto chegar e contar o que estava acontecendo. Qualquer um que soubesse da história.

Eu to maluca? Porque se eu sou amiga, ex, sei lá, se eu gosto de alguém de alguma forma, eu não deixo essa pessoa no escuro sobre algo que possivelmente possa magoar ela por 15 dias. Eu conto. E pergunto como ela está ainda.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em algum momento, finalmente, houve uma explosão de raiva contra uma vida de cuidar do outro, de falta de apoio, de falta de compreensão. Foi uma necessidade tamanha que nada era suficiente. Era preciso compreensão e companherismo 100%. Nada menos do que isso. Não cabia mais em outras pessoas. Não havia tempo, nem amor para ninguém. E agora ainda há raiva, mas há a dor de deixar um algo tão bonito ir embora, especialmente assim: em meio a minha descrença e desamor.

"Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais"
"O mundo foi quem lhe acolheu
Por pura caridade
Mas quando foi pra escola
Não podia mais ficar
Então ela partiu
Aos 12 não é mais criança
E não pode esperar
Por alguém assim
Pro resto da vida

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver

Ela não sabia o que é o amor
Ela não sabia, mas
Pensou em se casar
Ter um filho pra criar
Quis provar o que é o amor
Mas teve medo de se apaixonar
Então partiu

Mas uma vez se foi
E ninguém vai esperar
Por alguém assim
Pro resto da vida

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver

Assim viveu Renata
Impossível de esquecer
Ao ver alguém partir
Que não espera por você
Que não espera por você

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver
Ela não sabia o que é o amor
Ela não sabia, mas"

Renata - Tihuana

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que posso dizer sobre aquele amor além de que eu só pude sentir doer depois de muito tempo de mandar embora?
Sinto que venho vivendo tão extasiada, confusa, sozinha, cansada e desesperada que é sempre uma corrida pelos sentimentos passados. Semana depois do fim, finalmente senti a dor. Porquê? Tão tarde. Tão tarde...
Se houvesse dor eu não sentiria culpa pela falta de amor. Me perdi tanto procurando sentir coisas, correndo pelo que acreditava e todos os sentimentos estavam embaixo de camadas e mais camadas de sobrevivência. De tentativas de se manter sã entre amores, família e sonhos. Tudo batendo tão profundamente que, para além da raiva, nada mais podia ser sentido.

Primeiro o deserto e agora essa tempestade de emoções.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amores e Conquistas

Ontem andei sentindo muitas coisas. Estive me sentindo só e com saudades. Quis preencher isso com meus desejos de sedução.

Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!

E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.

A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.

Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ajeitando meu perfil no Orkut (sim, eu ainda tenho e ainda atualizo), foi procurar uma frase famosa do tio Perls. Em busca dela, achei outra que bateu fundo na alma, me lembro C., me lembrou a mim mesma.

Depois encontrei a frase que queria e ainda me deparei com uma frase do Carpinejar maravilhosa, então vou por todas aqui, simplesmente porque quero levar elas para vida.

"Amigo, não seja um perfeccionista. Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Você é perfeito, se se permitir ser.
Amigo, não tenha medo de erros. Erros não são pecados. Erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova.
Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles. Você teve coragem de dar algo de si."
Fritz Perls

“Eu faço as minhas coisas, você faz as suas. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas, e você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas. Você é você e eu sou eu. E se, por acaso, nos encontrarmos, é lindo e se não, nada há a fazer.” Fritz Perls

"Falhar no amor é uma prova de que estamos levando a relação a sério. Os mornos não erram..." Carpinejar.
Ah uns dois meses eu tinha tantas certezas.
Eu tinha certeza que ia passar o natal no RS com meu afilhado LINDO, minha tchuquinha e meu namorado perfeito. Estava preocupada com o que iria fazer no semestre seguinte, mas nada que me estressasse, eu tinha certeza que ia trabalhar em algum RH recrutando pessoas por uma bolsa de 500 reais.
Eu também tinha certeza que semestre que vem eu ia estudar técnicas psicodramáticas, assim como tinha certeza que ia casar com C. E mais do que todas essas coisas, eu sabia que meu trabalho em meu último estágio (que fiz este semestre) ia acabar dia 15 de dezembro, dia da última reunião!

Muitas e muitas certezas absolutas, de alguém que tem dificuldade de soltar a mão de seu script.
Bem, eu sai do meu estágio, entrei direto em outro. Este novo não é focado em Recrutamento. Eu não vou ter férias em dezembro e por isso não vou passar o natal no RS. Meu namorou acabou.

A minha vida está totalmente diferente do que eu escrevi no meu roteiro e, ao mesmo tempo, está onde eu quero. A vida tem um ritmo e sempre é surpreendente. Nada é como o esperado, e é por isso que acredito no que disse C. F. Abreu: "Não importa o quanto vai durar, o infinito é agora".

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um dia você abre seu fotolog e vê o dia que conheceu aquela pessoa e pensa: Que merda hein batman.

Eu sei que se não tivesse ido até lá, conquistado, ainda estaria cheia de fantasias!
Mas a verdade é que ainda estou cheia de fantasias. Cheia de "E se..."! E já vive bastante disso com o I. Sei exatamente como termina.

Não obrigada, não quero dessa taça de novo. Não existe "E se...", as coisas são como elas são. Duas pessoas se encontram e funcionam ou não. E é isso. Estou bem cansada de fantasiar com você. Então vou fazer o imenso esforço de parar de tapar os buracos, procurar soluções, me deliciar em fantasias e procurar realidades.