domingo, 29 de novembro de 2009

Hoje não consigo pensar em nada mais simples do que frescoball.
Um jogo cujo o objetivo é... jogar a bolinha um para o outro?
Não existe contagem de ponto (pelo menos não na praia), não existe grandes implicações: apenas jogue a bolinha para seu parceiro por pura diversão.

E eu que estava aqui implorando por coisas simples me peguei fazendo piadinhas sobre "qual objetivo disso?". Na verdade um choque de simplicidade, a beira do mar, me fez ver que preciso mesmo conviver mais com pessoas normais ao inves de questionar o frescoball.

As coisas são porque são.
Viva ao inquestionável.
Viva aos caldos e ao frescoball.

{Beijos Rafa - sempre mestre, sempre aluno}

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"Bati numa parede.
Era uma lacuna, um nada. Tentei dar a volta, mas não consegui encontrar as extremidades do vazio."

Stephenie Meyer - A Hospedeira p. 22
"Existem três escolhas na vida: seja bom, fique bom ou desista"

House, G., 2a temp. apud Junior, L.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Desculpe se não fui seu mais raro amor"

Promessas e mais promessas...

Eu acho que já falei em algum post aleatório aqui que "eu te amo" é algo cheio de promessas: você promete felicidade, cumplicidade, carinho, companherismo e por aí vai...

Pois bem, uma vez eu amei um cara. Amei muito. Um dia ele me ligou durante a madrugada e disse: "Loira, eu te amo." A voz embargada dele me fez pular da cama as três da manhã e quase chorar de desejo de responder, mas antes de qualquer coisa ele me perguntou "quer namorar comigo?".
Aquilo foi mais do que poderia aguentar, eu disse que gostava dele também e que a gente conversava no dia seguinte (quando ele estivesse sóbrio). Eu não podia aceitar, aquele pedido de namoro era uma promessa de que ele iria ser uma pessoa diferente de quem era. Sei que parece paranóico, mas nós já erámos companheiros e ele nunca foi um namorado melhor que do que um ficante, ou um amigo colorido. Eu não seria exceção a regra.
Preferia ele real, com os defeitos pelos quais me apaixonei, sem se comprometer a ser fiel só por uma promessa feita as três da manhã.

Acontece que as pessoas dizem coisas diferentes quando falam de namoro e de amor. Tem essa pessoa que quando deixa escapar um "minha namorada" por engano, me faz sentir orgulho, felicidade, plenitude e certeza. Porque se em algum momento ele escolher usar essas palavras, não por acaso, mas conscientemente, então eu vou ficar só feliz (e com orgulho, plenitude...).
Eu não desejo promessas e não acho que ele as fará. E isso tira o medo.


Quero as palavras, os sentimentos, por eles mesmos. Quero a paixão só pela paixão, o fogo pelo fogo, o amor pelo amor, a morte pela morte, o desejo pelo desejo, a dor pela dor, o sorriso só pelo singelo. Mas quero inteiro, intenso. Só te peço isso.