sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu queria que você, rapaz, que passa de vez em quando por mim, fosse para mim. Queria mesmo. Desejei isso, hoje, com todas as minhas forças. Mas, deus, você não é.
Nós, que tivemos talvez um ou dois momentos, que desejamos mais, que nos permitimos tão pouco, nós, na verdade, não servimos um para o outro. E eu soube disso hoje.

Mentira. Soube disso a mais tempo, talvez desde sempre. Você me emociona, me eleva, e só. Acabou. É brisa que refresca e segue e é curta demais para mim. E eu com meu orgulho muitíssimo feminino não poderia admitir não ser olhada, não ser seguida, não depois de ter olhado e ter sentido meu estômago revirar.

E você que quer tanto da vida e que está tão perdido, mexe com tudo o que está na flor da minha pele queimando ainda... É um golpe tão baixo!

Mas não é amor, nem paixão, nem nada. E já até perdeu a graça, como enredo de escola de samba que se repete demais. E hoje ficou claro, não vai acontecer não é?
Que pena.

domingo, 23 de maio de 2010

Cinto de segurança ou Casaco de couro

Quanto tempo mais teremos de esperar pelo amor?

Me sinto uma criança em uma viagem de dez horas de carro, amarrada pelo cinto traseiro do carro, que acabou de sentar. Inquieta eu logo eu pergunto pela DÉCIMA vez "falta muito mãnhê???", ao que ela diz "acabamos de sair de casa filha, paciência!", mas mais paciência?
Esperar o que? Mais curvas? Mais placas de aviso? Mais paisagem, árvores iguais e sem gracinhas? DEZ HORAS de estradas iguais? E de vez em quando a gente para por aí, come algo, possivelmente se diverte e olhe lá...
Para então chegar a um destino que sabe-se lá o que me aguarda?

Quero mais da vida! Quero mais que caminhos iguais, que essa mesmice, que esperar, que esses clichezinhos básicos que enchem livros com finais felizes! Quero meu meio feliz! Cadê a coragem dos outros? Aquele frio na barriga? Aquela coisa que faz a gente não dormir?

Em vez de dez horas de carro com a mãe, quero andar de moto por aí gente! (ok, vcs entenderam que isso tudo é metáfora certo? pq essa é uma boa hr para dizer q eu amooo moto, mas nao estou falando literalmente aqui de cada coisa. =B)

Então cadê aquele cara que me buscar numa moto barulhenta e me levar para fazer algo maluco e fazer dar pulinhos? Sentir o vento agarrada no casaco de couro! Só de pensar, uxi!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tem essa dor aqui no peito, como um espinho debaixo da unha que não se pode mexer sem doer mais e mais só que na exponencial 10, onde estão todas as dores, amores, flores e horrores da minha história.
O house disse hoje, ou segunda que é quando sai oficialmente seus episódios, no episódio 6.20 (mal aí pelo spolier galera) para seu terapeuta que ele prometeu a felicidade para ele. Bom eu me sinto um pouco assim também. Minha terapeuta não me prometeu isso, eu bem sei, mas eu fui lá atrás disso! Não pago a grana que pago atrás de outra coisa que não ser feliz!
E em quase um ano pareço encontrar infelicidade embaixo de infelicidade! Estou chanfrodando em todas os meus sintomas e infelicidades. Toda vez que tomo um fôlego é apenas para mergulhar mais fundo e descubrir mais uma!

Vejam eu faço psicologia, sei até certo ponto qual é o processo... Mas doí. As vezes não é fácil. As vezes não é fácil aceitar que você não quer sair, que você estar melhor mesmo sozinha, longe de quem ama. É nas pequenas coisas que dores aparecem mais.