terça-feira, 27 de março de 2012

"Mas você pode ter certeza
Nosso amor
É quase sempre perfeito...

Porque eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você ê ê
Adivinha o quê?...(2x)"



No silêncio eles arderam mais, e o amor ultrapassou a barreira do impossível.

sábado, 17 de março de 2012

Ela chorou, então, a noite inteira. Havia decidido que amor só valia se fosse para ser feliz. Que era uma mulher adulta, madura, melhor que tudo aquilo. Não iria se submeter a qualquer coisa só por amar alguém.
Mas... O resto faria sentindo sem amor? Havia felicidade no outro lado? Porque agora, decidida, adulta, madura, seguindo em frente, ela estava vazia e sozinha. Muito vazia. Doía. Por quê? Doía fisicamente. Quase não podia se mexer na cama. Ter abandonado seus sonhos, sua história, seu amor não seria um preço muito maior?

No fim o velho dilema feminino (puta ou santa, amor ou carreira, qualquer uma dessas versões) era o que a estava a destruindo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ela era má. Definitivamente má. Estava ali tão inteira e segura diante dele. Ele estremeceu com todas as perguntas em seu peito. Como ela estava bem? Como ela ousava estar ali rindo e conversando? Sem perceber fez todas as perguntas em voz alta. Para ela.
Olhos nos olhos. Encararam-se. A mulher hesitou um segundo, mas sabia que faria tudo o que fosse preciso.

-Estou bem.
-Bem?
-É. Tomei minha decisão e ela me fez bem. Estava ruim antes de tomá-la, agora posso seguir em frente.
-Hm
-É muito caro viver infeliz. E eu estava muito infeliz. Você me fazia infeliz. Estávamos pagando este preço pelo amor, não estou disposta a isto. Você está?

Má. Terrivelmente má. Partindo os corações sem nenhuma dó.
E ele é a última pessoa que penso no dia. E a primeira.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre o que nós amamos ouvir numa declaração

[Ou porque diabos a Nina fica com o Daniel.
Ou todos os motivos para amá-la]

-Eu não amo você. Eu amo é aquele sorriso que você dá, meio de lado, quando está irritada com alguém. Aquele que você bufa junto e logo desaparece e é substituído por uma erguida de sobrancelha. Ah, a erguida de sobrancelha, eu também amo isso. E tem aquele sorriso que escapa quando ninguém tá olhando e a risada de empolgação, amo essas coisas também. Eu amo quando você fica brava e quando eu digo que você está linda e você fica ainda mais brava. E eu amo seu silêncio que diz mil coisas. Cada vez que você faz uma dessas coisas eu lembro que não adianta pensar em te tirar da minha vida, porque meu coração para e dispara em busca do seu.

[Eu sei, eu sei, meloso pra cacete, mas o amor é o pior conselheiro para um escritor. Pelo menos a Nina fica feliz.]