sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É difícil viver um encontro. É raro. Este ano tive isso e agarrei com as duas mãos. Foi de uma intensidade absurda! Lindo, profundo e dolorido até a última lágrima.

Escorreu pelas mãos e escapou. Eu sinto tanto que tenha-se ido... Mas olhando para trás não vejo o que faria diferente. Aliás, vejo uma lista de coisas e, ao mesmo tempo, não mudaria nada. Acredito e sinto que fizemos o melhor e por isso podemos encerrar, chorar e seguir.

Foi tão raro que valeu para a vida. Quero levar comigo o que mudou aqui dentro e as coisas que sentimos, mesmo que depois tudo tenha se desfeito.


Não se acostume

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

eu sou HUMANA.
eu sinto raiva, mágoa, necessidades.
eu preciso daquele cuidado, daquela consideração, como todo o resto da humanidade.

Não consigo acreditar que por uma questão de educação social as pessoas me deixaram no escuro. Ninguém pensou por um segundo que seria muito pior eu descobrir depois? Ninguém pensou que me machucaria? Ninguém se colocou no meu lugar e pensou "Nossa no lugar dela eu gostaria de saber"?

Eu fui a última a saber disso tudo, a última mesmo, e o sentimento foi de ter sido feita de palhaça. Teria sido tão simples, tão limpo e honesto chegar e contar o que estava acontecendo. Qualquer um que soubesse da história.

Eu to maluca? Porque se eu sou amiga, ex, sei lá, se eu gosto de alguém de alguma forma, eu não deixo essa pessoa no escuro sobre algo que possivelmente possa magoar ela por 15 dias. Eu conto. E pergunto como ela está ainda.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em algum momento, finalmente, houve uma explosão de raiva contra uma vida de cuidar do outro, de falta de apoio, de falta de compreensão. Foi uma necessidade tamanha que nada era suficiente. Era preciso compreensão e companherismo 100%. Nada menos do que isso. Não cabia mais em outras pessoas. Não havia tempo, nem amor para ninguém. E agora ainda há raiva, mas há a dor de deixar um algo tão bonito ir embora, especialmente assim: em meio a minha descrença e desamor.

"Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais"
"O mundo foi quem lhe acolheu
Por pura caridade
Mas quando foi pra escola
Não podia mais ficar
Então ela partiu
Aos 12 não é mais criança
E não pode esperar
Por alguém assim
Pro resto da vida

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver

Ela não sabia o que é o amor
Ela não sabia, mas
Pensou em se casar
Ter um filho pra criar
Quis provar o que é o amor
Mas teve medo de se apaixonar
Então partiu

Mas uma vez se foi
E ninguém vai esperar
Por alguém assim
Pro resto da vida

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver

Assim viveu Renata
Impossível de esquecer
Ao ver alguém partir
Que não espera por você
Que não espera por você

Me diz então
O que você fez, o que você fez
Da sua arte de sobreviver
Desse seu jeito de sobreviver
Ela não sabia o que é o amor
Ela não sabia, mas"

Renata - Tihuana

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que posso dizer sobre aquele amor além de que eu só pude sentir doer depois de muito tempo de mandar embora?
Sinto que venho vivendo tão extasiada, confusa, sozinha, cansada e desesperada que é sempre uma corrida pelos sentimentos passados. Semana depois do fim, finalmente senti a dor. Porquê? Tão tarde. Tão tarde...
Se houvesse dor eu não sentiria culpa pela falta de amor. Me perdi tanto procurando sentir coisas, correndo pelo que acreditava e todos os sentimentos estavam embaixo de camadas e mais camadas de sobrevivência. De tentativas de se manter sã entre amores, família e sonhos. Tudo batendo tão profundamente que, para além da raiva, nada mais podia ser sentido.

Primeiro o deserto e agora essa tempestade de emoções.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amores e Conquistas

Ontem andei sentindo muitas coisas. Estive me sentindo só e com saudades. Quis preencher isso com meus desejos de sedução.

Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!

E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.

A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.

Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ajeitando meu perfil no Orkut (sim, eu ainda tenho e ainda atualizo), foi procurar uma frase famosa do tio Perls. Em busca dela, achei outra que bateu fundo na alma, me lembro C., me lembrou a mim mesma.

Depois encontrei a frase que queria e ainda me deparei com uma frase do Carpinejar maravilhosa, então vou por todas aqui, simplesmente porque quero levar elas para vida.

"Amigo, não seja um perfeccionista. Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Você é perfeito, se se permitir ser.
Amigo, não tenha medo de erros. Erros não são pecados. Erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova.
Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles. Você teve coragem de dar algo de si."
Fritz Perls

“Eu faço as minhas coisas, você faz as suas. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas, e você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas. Você é você e eu sou eu. E se, por acaso, nos encontrarmos, é lindo e se não, nada há a fazer.” Fritz Perls

"Falhar no amor é uma prova de que estamos levando a relação a sério. Os mornos não erram..." Carpinejar.
Ah uns dois meses eu tinha tantas certezas.
Eu tinha certeza que ia passar o natal no RS com meu afilhado LINDO, minha tchuquinha e meu namorado perfeito. Estava preocupada com o que iria fazer no semestre seguinte, mas nada que me estressasse, eu tinha certeza que ia trabalhar em algum RH recrutando pessoas por uma bolsa de 500 reais.
Eu também tinha certeza que semestre que vem eu ia estudar técnicas psicodramáticas, assim como tinha certeza que ia casar com C. E mais do que todas essas coisas, eu sabia que meu trabalho em meu último estágio (que fiz este semestre) ia acabar dia 15 de dezembro, dia da última reunião!

Muitas e muitas certezas absolutas, de alguém que tem dificuldade de soltar a mão de seu script.
Bem, eu sai do meu estágio, entrei direto em outro. Este novo não é focado em Recrutamento. Eu não vou ter férias em dezembro e por isso não vou passar o natal no RS. Meu namorou acabou.

A minha vida está totalmente diferente do que eu escrevi no meu roteiro e, ao mesmo tempo, está onde eu quero. A vida tem um ritmo e sempre é surpreendente. Nada é como o esperado, e é por isso que acredito no que disse C. F. Abreu: "Não importa o quanto vai durar, o infinito é agora".

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um dia você abre seu fotolog e vê o dia que conheceu aquela pessoa e pensa: Que merda hein batman.

Eu sei que se não tivesse ido até lá, conquistado, ainda estaria cheia de fantasias!
Mas a verdade é que ainda estou cheia de fantasias. Cheia de "E se..."! E já vive bastante disso com o I. Sei exatamente como termina.

Não obrigada, não quero dessa taça de novo. Não existe "E se...", as coisas são como elas são. Duas pessoas se encontram e funcionam ou não. E é isso. Estou bem cansada de fantasiar com você. Então vou fazer o imenso esforço de parar de tapar os buracos, procurar soluções, me deliciar em fantasias e procurar realidades.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Suspensão Escolar

Hoje eu estava em um ônibus num daqueles momentos que você inevitavelmente acompanha a conversa alheia e percebi uma coisa: Suspensão Escolar não funciona.

Quais os alunos que odiariam ser suspensos? Os alunos que gostam de estar em aula (vamos chutar aí uns 2 ou 3 perdidos que nem eu, que sentiam-se reforçados em aprender num sistema de ensino mal planejado como o nosso).
Quantas vezes um aluno como esse é suspenso? Nenhuma! Isso reforça o comportamento do aluno. É quase como se ele ganhasse um prêmio! Além de fazer o que desejava, ainda ganhou dias de folga.

E vejam, eu disse "é quase como se fosse um prêmio" contando que alguns filhos terão receio de chegar em casa com uma suspensão. Assim não é a escola que está punindo, mas os pais! [Olha aí um belo jogo de tênis! Os pais jogam para a escola TODA a educação dos filhos e a escola devolve todos os problemas para os pais!]

Mas nem isso funciona: no exemplo que me fez pensar nisso tudo, a conversa girava em torno da seguinte frase "Minha mãe nem falou nada da suspensão." A mesma frase da outra menina envolvida na situação (claro, elas poderiam ter razão, mas meu felling indicou o contrário).

Então voltamos: para que mesmo suspendemos alunos?
Ah, para deixar a escola livre deles por uns dias.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aquele cara é a droga de uma farsa.
É confuso, desencontrado, perdido, um tanto quanto histérico e complicado demais. Como se não bastasse está projetando em mim seus problema. Não só projentando em MIM, mas em NÓS! É tal de “nós somos assim” e “nós somos assados” que me mata!
Eu nem sei o que me irrita mais: o fato de ele fazer isso, ou o fato de eu acreditar. Eu não sou essa garota. Especialmente, eu não mais alguém que precise de outra pessoa o tempo inteiro do lado. Talvez ele, mas não eu.

E ainda tem os desencontros. Ah os desencontros...
É como se a vida estivesse me mandando uma mensagem BEM clara: não é para você.

Porque ainda estou falando tudo isso ao invés de simplesmente virar as costas e ir? Bom, porque pode ser a porra de um furacão, mas é perigoso, atrativo, cheio daquela energia que grita “fogo e química”. Praticamente irresistível.

domingo, 27 de novembro de 2011

Nossas esperanças.

Ela saiu de casa sem se voltar para trás. Sentia o olhar de seu marido, seus amigos, sobre si. Todos esperavam que ela estivesse arrasada. Bom, ela esteve, a semanas. Agora estava feito e estava feliz. Queria ter todas as coisas das quais sentia falta. Andou direto para aquele antigo bar e procurou por aquele homem que um dia pensou em aceitar a cantada, mas negou pelo seu casamento, pela felicidade que tinha.
Lá estava ele! Riu e criou coragem. Quase sentou na mesa dele. Parou a tempo de ver que ele estava acompanhado. O tempo havia passado, nada esperaria por ela. Era tão tarde. Agora não tinha mais para onde ir.

Quem conta um conto aumenta um ponto:

[Guardado a tempos no armário.]

Ela se pegou olhando as fotos, estavam gastas e amassadas. As tinha guardado em uma caixa e colocado no sotão. Agora trouxe de volta. Por quê?

Olhou todas aquelas lembranças e sentiu o buraco em seu peito. Sentia tanta falta.
Tinha feito as escolhas certas não tinha? Ele não era o cara certo?
Seu coração aperou de frustração, nunca estaria realmente satisfeita. Desejava tudo: a segurança e o amor, a paixão e o fogo.
Tinha queimado-se tanto da última vez. Queria correr para longe dele.(E para ele.)

Suspirou, guardou as fotos. Estava sendo boba. Já havia tomado aquela decisão. Pesado os prós e os contras e entendido porque não deveria estar *lá*, porque não deveria ficar com aquele homem *tão* errado.

Estancou. A caixa em suas mãos caiu e cobriu o chão com suas precisosas lembranças.
Estava mesmo racionalizando sobre o que sentia?

Ela olhou para a mãos vazias e um pensamento a invadiu: "Dane-se o que é certo. Isso porra é um saco."

Tentou abrir um sorriso, mas acabou soluçando. Desistiu. Pegou um telefone e sussurando um "foda-se", discou o número conhecido dela. Mandou a ética, os limites, as suas escolhas para puta que pariu e disse para ele vir.

[Porque minha realidade, "que vem depois,não é bem aquela que planejei... Eu quero sempre mais!" ;)]

sábado, 26 de novembro de 2011

Quantas vezes acreditamos em um rumo certo em nossas vidas e aí nos surpreendemos com as viradas magníficas que o mundo dá?

Eu tive plena certeza que casaria com meu namorado de 15 anos, que seria veterinária, que minha mãe jamais me decepcionaria, que não faria estágio nessas férias, que dessa vez era diferente (multiplique essa por mil), que agora eu estava em paz, e que agora era para sempre.

Bem, eu não consigo ver esses ciclos todos como ruins. Estou calejada e alguns deles me doeram bastante, mas todos me trouxeram coisas muito boas. Hoje estou feliz em curtir a virada como quando eu vou nos piores brinquedos dos parques de diversão: um misto de medo, diversão e enjoo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Mesmo sabendo que a vida nos engana
Mesmo sabendo que a Opala não é plana
Mesmo sabendo que a dor cartesiana
Mesmo sabendo que só música baiana
Eu disse a ela
Que o amor morreu
A cidade sutilmente
Estremeceu
Bestas e janelas
Êxtase no breu
A cidade nos meus dentes
Tú e eu
Tú e eu
Quando eu disse a ela
Que o amor passou
A cidade levemente
Flutuou
Ondas amarelas
Na Contorno cheia
A cidade simplesmente
Me odeia
Eu disse a ela que
Eu disse a ela então
Eu disse a ela que
Eu disse a ela não
Disse a ela não"

Skank - Eu disse a ela.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia eu vou conseguir manter minha boca fechada, esse dia não é hoje:

“Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido. ‘Sei que é uma medida drástica, mas tenho mente de atleta e agradeço por poder fazer isso. Não sigo dietas malucas o ano inteiro, faço apenas nesta ocasião’”

Eu não consigo nem cogitar a hipótese de submeter meu corpo a um sacrifício desses uma vez por ano. Garotas por aí olham mulheres como essa e acham que é assim q você fica no ponto certo. Isso acreditando MESMO que ela está falando sério. Porque para mim dieta maluca é aquela que você se propõe a cortar tudo o que você gosta. Isso aí é suicídio. Um atentado direto contra a saúde que passa muito da linha das dietas “malucas”.

domingo, 20 de novembro de 2011

Telemarketing e eu - Parte 2: Abril

Vou contar como eu era e como a Abril destruiu minha bondade e me transformou em alguém que diz “Não estou interessada em nenhuma promoção, não quero nem mesmo ouvi-las. Não vou assinar nenhuma revista, então nem tenta. Obrigada, tchau.”.
Eu era daquelas garotas boazinhas que ouvia todas as promoções e recusava educadamente e depois de vários “não’s” educados, eu já me via sem saber o que fazer. Na minha cabeça quando você diz “não eu não quero”, a conversa acaba, certo? HAHA. Uma vez eu disse que não tinha dinheiro para doação e depois de algumas negações (40 reais?? NEM PENSAR. 20 também não dá não...) cedi a doar 6 reais desde que ela parasse de falar nos meus ouvidos.
Acontece que eu sou assinante Abril. Assino a Superinteressante e numa crise existencial assinei a “Nova Escola” (achei que seria Psicóloga Escolar). Desde então recebia a cada 3 meses a oferta de novas assinaturas. Ofertas cordiais. Até que eles começaram a me ligar toda hora e eu disse que claramente que não estava interessada. Eles começaram a me oferecer a Veja.
Bom. Eu odeio telemarketing a pouco tempo. Já eu e a Veja é a ANOS. Disse “cara, eu não leio veja, não tenho interesse, sério mesmo.” Pior, cai na besteira de dizer que gosto da Exame, mas das outras revistas não de jeito nenhum e mesmo assim não vou assinar e ponto final.
Eu que odeio Veja comecei a receber de brinde na minha casa a revista Caras. Uma degustação dessa maravilhosa revista brasileira. Eu acredito que o mínimo que o telemarketing da Abril deveria ter feito era olhar a porcaria do meu perfil e das resposta que eu dei e ver que eu não tenho nenhuma relação com leitores da Caras! E que eu já disse que gosto da Exame! Porque ao menos não fizeram essa merda direito? Me sinto pior ainda recebendo essa degustação, como se pudessem me obrigar a assinar isso. E olha que eu tentei ler!

Acompanhem comigo as pérolas da Caras dessa semana:
1-Luciana Gimenez comemora seu aniversário vestida de Lara Croft (com arminhas de soltar água). *MORRI*
2-Sobre modelo que participou do desfile da Victoria Secret’s: “Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido.”
Sério mesmo? Tenho que ler isso? Valeu Abril!

sábado, 19 de novembro de 2011

Telemarketing e eu

Eu ODEIO telemarketing.
E não é (só) porque eles me ligam e enchem minha paciência, geralmente naquele momento que estou ocupada. Quem dera a relação fosse tão simples.
Telemarketing é desrespeitoso, invasivo e muitas vezes coercivo. Eu tenho pena de quem vende em telemarketing. O que eles fazem é lavagem cerebral. As pessoas perdem a medida do que estão fazendo com outras pessoas!
Eles são orientados a não dar todas as informações (já teve que perguntar várias informações que eles simplesmente não falaram? Pois é); mentem descaradamente (“Só gostaríamos de lhe mostrar nossas promoções!!”), seus líderes dizem coisas como “Depois de 7 ‘não’s’ você tem possibilidade de vender”. Bom eu acho que depois de dizer não sete vezes eu dava minha mão esquerda para me livrar de você vendedor chato. Isso não é técnica de venda, isso é invadir o cliente e se aproveitar do cansaço, das regras de boa educação das pessoas.
Sem falar que não dar tempo para uma pessoa pensar em uma negociação é realmente muito comum e comprovadamente eficiente, em golpes! Toda hora vemos no jornal relatos de pessoas que contam como foram enganadas porque simplesmente não puderam pensar e então trocaram seu dinheiro pelo bilhete premiado. Parabéns telemarketing por usar um truque tão bom e velho!


E não termina aqui. Porque mais do que telemarketing, eu odeio o telemarketing da Abril. Próximo post.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Você foi amado incondicionalmente pelo que realmente era? Ou o foi pelos seus feitos, sua graça, sua beleza, adequação, obediência ou, ainda, por seu precoce treino ao banheiro, por ser muito 'boazinha'(bonzinho'), 'não dar trabalho', ter aprendido muito cedo os seus 'deveres'. por ter cuidado dos irmãozinhos? Em suma, você era o 'orgulho' da família?"

(Walter Ribeiro, em "O Drama da Criança Bem Dotada" De Alice Miller., p.7)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você já olhou para alguém e sentiu-se arrebatado?
Sentiu lá no fundo que faria muito por aquela pessoa? Olhou nos olhos e quis mergulhar e melhorar a vida dela?

Como as pessoas nos arrastam?

A mim é assim. Em um momento eu vejo aquela imensidão dentro do olhar, toda uma história que me arrepia e mergulho. Quero estar lá. Fazer algo. Me apaixono, me entrego.

É difícil para mim estar com pessoas simples, é algo novo. Personalidades fortes, moldadas na dureza da vida me encantam muito. Só eu sei quantas alegrias e tristeza essa forma me trouxe.

Também posso contar isso:

"A primeira vez que olhei nos olhos dele me afundei. Quis estar lá mais do que tudo. E todos os dias depois disso. E quando fui embora. E mesmo hoje.
Sinto vontade de colocá-lo entre os meus braços e chorar pelas dores que vejo marcada em seu silêncio, em seu brilho, pulos e intensidades.
Me parte ao meio as tantas maneiras que fugimos um do outro e as tantas outras que me vejo sempre de volta. Atraída pelas mesmas coisas. Achando que posso fazer algo. Que você pode precisar de mim. Que você quer precisar de mim. Nunca estivemos tão errados."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dizem que sempre devemos escutar nosso coração.
Bom alguma vez o coração de vocês já fez o seguinte:(e agora vou falar exclusivamente as garotas, porque já ouvi algumas reclamando disso) deu duas ordens, completamente contraditórias? Dois pedidos que te partem no meio, te puxam em direções tão diferentes que te racham?

Aprendi em minhas aulas de Psicopatologia II que isso esquizofreniza. o_o Ok, coração, deu de brincar né? Escolhe UMA coisa e a gente vai que vai. Que tal?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fritas, hamburger, amor e sexo

Hoje, eu e o @SteadyShooter criamos uma teoria.

Amor e sexo são como hamburger e batatas fritas. Quer ver?
Hamburger e batatas fritas são perfeitos juntos, mas você pode comer separados. Hamburger sem batata é sem graça... Já batata sem hamburger é gostoso igual (não igual, igual... mas na mesma quantidade). Você pode comer batata com tudo.

Leve em conta que o hamburger é o amor e as batatas o sexo (acompanhou né?). Bom, batatas são simples, você pode comer várias, são deliciosas e você pode apreciar até com, sei lá, sushi. E de vez em quando você pode sim comer batata com quatro queijo flambada! O sexo é assim, se você pensar. Simples, só é complicado se você quiser.

Hamburger são grandes, cheios de ingredientes e mudam de lugar para lugar. Para você ter uma idéia, dentro do Mc'Donalds os sanduíches mudam de franquia para franquia! E ainda tem aqueles hamburger's tão grande (tripo king) que não cabem na gente! Preciso dizer que o amor é complexo, cheio de ingrediente e as vezes nem cabe na gente?

domingo, 23 de outubro de 2011

A solidão faz umas coisas engraçadas. Coloca as coisas em perspectivas. Faz com que você mude as coisas de lugar. Se pergunte mais de uma vez qual é realmente o caminho que você quer seguir.

Eu sei as coisas que eu não quero, vou descobrir o que quero logo.

Das coisas que eu não vou esquecer:

O 1o bjo de verdade, girado embaixo da escada do cfh.
Do "Estou apaixanoda por você" cheio de medo, no meio da noite e do silêncio que se seguiu.
Das mímicas nas músicas.
Munchkin com o mano bêbado.
Comprar alianças.
Brigar por Diablo.
Deitar na grama só por expontaneidade.
Dos planos. Todos eles.
De fugir pelo cfh.
Dos livros, quadrinhos e filmes.

Da dor que é tudo isso partir.
Eu fui mesmo transformada em vilã de uma história que não tem certo e errado.
As coisas acontecem e não tem certo ou errado. Cada um dá o seu melhor e se não funciona mais os caminhos se separam.

Porque eu enxergo com clareza eu sou fria. Porque não quero ver nenhum de nós sofrendo eu não amo. Porque eu sei o que eu preciso (e o que eu preciso é distância), então eu não entendo.

Bem me disseram que eu fiz as coisas pelos motivos errados, de maneira errada. Também me disseram que não dei o melhor de mim. E até que eu não amava tanto assim.

Bastantes acusações. Por fim me disseram "não procure apoio aqui ou ali".
Acho meio difícil seguir conselhos agora, sabe? Porque é assim: sobraram algumas pessoas dispostas a não me apontar como errada e vilã, não me acusar de coisas que obviamente não fizeram parte dessa história.

Meus amigos estão me ferindo e me dizendo o que devo fazer. Sabe o que eu sinto?
Só EU sei porque fiz as coisas e onde posso me apoiar e para onde posso seguir. Quem não estiver afim de me ouvir, ótimo, também não venha falar. Estou terrivelmente cansada. Já não bastou todo aquele drama com o N.? Não sou conhecida pelas escolhas mais tradicionais, mas parece que existe um problema sério com respeitar e ouvir constante.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sempre será uma questão de disponibilidade nas relações.

Não são as diferenças, mas o que você faz com elas: briga ou as usa para complementar.
Não é a diferença de tempos, de momento de vida, mas a disponibilidade de aceitar e esperar.
Não é a distância, mas o quanto se pode aguardar, ser feliz estando distante.

Sempre será sobre a disponibilidade que se tem para lidar com as situações que estão ai.
Deve estar bem próximo da calmaria, agora.
Como eu sei disso? Porque a tempestade sempre piora antes de melhorar.

E, por deus, não pode piorar mais.

[Chove lá fora e aqui
Tá tanto frio]

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O relógio virou a última hora do dia. Achou metafórico. Sabia que aquele dia passaria e nada nem ninguém perceberia a diferença. Bom, ela sabia. Havia pintado as unhas e tinha aquele sapato novo brilhante esperando. Bom, esperariam, porque tudo estava bem despedaçado. Mais que seu sapatos, ela queria sair de seu casulo quente e confortável, só não era tempo. Mesmo que o dia parecesse tão certo.
Se eu ainda não tinha postado isso, não foi por falta e identificação. "Não vê que eu sou assim Perdida de amor Começo pelo fim Te amo desse jeito Meio do avesso Escolho valsas, véu,vestidos, flores pro altar E só depois de tudo paro e vejo Que você serve pra mim Dou nome ao nossos filhos e o seu eu mando tatuar E só depois de tudo paro e vejo Que você serve pra mim"

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Bella e a Fera ao inverso

[Ela pegou a flor esfacelada no chão.
Sentiu em sua garganta um aperto enorme do choro que não queria sair.

"Algumas coisas se quebram."

Não tiveram coragem de ir além da frase óbvia. Ela queria recolher a flor e colar cada pétala se possível, isso não resolveria. Nada resolveria. Aquela rosa estava destruída.

Algumas coisas quebram e ponto.]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Se cortar o cabelo não funciona mais (post anterior), comprar botas novas sim. =D

Ok, é claro que eu não estou falando literalmente, mas ter um dia bom funcionou. Passei a tarde no centro, vi livros, quadrinhos, botas. Me diverti. E isso melhorou meu humor. Me deu fôlego.

[E também me fez entender, porque é tão fácil comprar compulsivamente: ter a bota me trouxe uma sensação tão boa que seria muito fácil buscar isso novamente comprando mais e mais ;)]

Oh minhas botas LINDAS!

domingo, 16 de outubro de 2011

Aqui dentro tá tudo zoneado. As coisas seguras não estão seguras nem nos lugares delas.
Na verdade minha cabeça está batendo como em um liquidificador. Quando eu paro e respiro, acho que finalmente penso "ok, então é isso. beleza.", tudo se move, tudo pulsa novamente.

Me sinto meio Alice caindo. Meio Nina percebendo que sempre estará no mesmo ponto por mais que cresça.
São tantas coisas. Ainda está tão fora do lugar.

Havia uma época que exatamente como a Quinn de glee, eu acreditava que bastava cortar meu cabelo e tudo se resolveria. Até porque resolvia! Eu me sentia forte, corajosa e enfretava meus problemas.

Bom meu cabelo está repicado e nada está no lugar.

"Sei mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou"

sábado, 15 de outubro de 2011

Só por uma noite

Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não falar
Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Só essa noite, só essa, quero fechar os olhos e dormir.

Porque toda garota merece aquela noite de descanso.

domingo, 9 de outubro de 2011

Estive relendo os 100 fatos sobre mim aqui no blog e percebi como algumas coisas mudam. Alguns vão achar besteira, mas eu achei que NUNCA ia usar facebook. Tinha o meu a anos e odiava! Meu fato 50 era "odeio o facebook." Eu também jogava muita canastra pela internet. É aquela coisa de valores centrais e periféricos que a psicologia ensina a muito tempo: nessa lista já estava que espero que as pessoas cumpra o que me disseram, assim como aquelas coisas que "nunca mudam". ;) Essa sou eu, posso mudar minha rede social (é bem difícil, leva anos, tem que vencer minha teimosia, mas eu posso), mas não se pode mudar quem sou por dentro.

Comprometer-se

Não sei qual o problema que as pessoas tem com comprometimento, mas estou meio cansada de eu estar errada por esperar que quando alguém me diga que vai fazer algo ela faça. E se não puder fazer me avise. E por deus, eu acho isso maturidade. Um amigo me disse que antes eu era curiosa e esperava algo das pessoas e hoje não espero. Ele também disse que eu desejo que elas tenham o mesmo padrão que eu. Não concordo com a segunda parte, mas a primeira é verdade, mudei bastante: eu esperava muito dos meus amigos (e já falei disso no blog). Endureci um pouco também, mas ainda espero várias coisas ou não me decepcionaria. Ainda tenho curiosidade, mas esperar demais magoa todo mundo. oO Hoje espero que me respeitem. "Parece energia mas é só distorção E parece que sempre termina Mas não tem fim"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Todas as vezes que eu ouço "2 bicudos" eu lembro do L.

Tenho pensado muito nas coisas que aprendi. As pequenas coisas do dia-a-dia, sabe? Coisas como "belas pernas, que horas abrem?". Não é como se eu tivesse virado outra pessoa. Já era sacana e sempre via segundos e terceiros sentidos nas coisas, mas com ele aprendi novos parâmetros para isso.

Uma pena que sempre que lembre de algo bom, termine a frase com "isso foi antes de ele virar uma babaca". E é injusto, porque ele não virou um babaca. Eu passei a me respeitar ao ponto de não aceitar certas coisas.

E é engraçado, ele fez minha teoria ir por terra. Quando eu amadureci um pouco comecei a acreditar que todo amor pode dar certo, basta as pessoas tentarem! Mas olha eu aí, a super-poderosa achando que basta tentar bastante né? A MELHOR coisa que eu fiz por ambos foi dizer "nós não funcionamos juntos. não precisamos tentar de novo algo que está mais que provado". Isso me fez crescer. Me fez entender que é preciso maturidade, disponibilidade (e todas as coisas que já falei em outro post).
Estou feliz de poder lembrar de coisas boas. A pouco tempo atrás não tinha nenhuma lembraça que fosse saudável, eram todas distorcidas e amargas. E agora me lembro de como era divertido! De como por um tempo nos entendíamos no olhar e nos desconcertávamos.

"E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar"

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novas idéias

Olá,

venho por meio destaQuero contar sobre meu novo projeto. Vou tentar resumir a ópera, vamos lá. Eu já fui escritora de fanfics de HP (até tentei voltar, mas não rolou). Lá conheci o projeto FANFIC100.
O que é isto? Uma lista com 100 temas (em inglês e português eles diferem) que os autores são desafiados a escrever. As regras: devem ser shortfics (fanfics pequenas). Eu adorei a idéia, mas né? Agora que realmente quis fazer não consigo mais escrever com personagens do HP.

Então vamos ignorar que o projeto é sobre fanfics ok? Feito? Bele. São 100 temas. E eu vou postar textículos (sim, textos pequenos...) numa aba ali do lado separado (Pedaços).
No título vou colocar o número do tema e o tema em inglês e a tradução que meus amigos fizeram para mim (sou inútil em inglês ainda). Como o de hoje: "36. Precious Treasure (Precioso Tesouro)"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novos caminhos.

Sou otimista. Eu acredito no melhor das pessoas. Sempre acreditei e nem consigo fazer diferente. Para me convencer do contrário, alguém precisa passar mais ou menos uns quatro anos me ferindo, então eu desisto.
Também confio que sempre podemos fazer escolhas melhores. Como diz uma grande professora minha, "Se não acreditasse na mudança, fechava a porta do consultório e ia embora". Eu estou abrindo as portas do meu consultório, logo creio muito em mudanças, mas (sempre tem um não é) também vejo que mudar não é simples.
A maior parte das vezes em que podemos escolher um novo caminho, que nos leve aquelas mudanças que tanto queremos, trememos de medo, o desconhecido as vezes parece pior que a dor que o velho caminho para casa nos traz.

Isso tudo, é claro, é chover no molhado. Quem nunca se viu, consciente ou não, indo exatamente na direção daquilo que gostaria de se afastar. Ok. História velha então? Nem tanto. Porque, dizem por ai que se você entender que é preciso coragem e uma dose extra de entendimento de si para ir em frente e tudo muda.
Estamos aqui. No ponto em que eu deixei a velha estrada do conhecido e dolorido para o novo. Deixei os meus amores quebrados que pediam de mim cuidado, atenção e amor extremos. Escolhi deixar isso para trás e os passos seguintes foram simples e fáceis. E vivi coisas novas, fáceis, boas. Me deixei ser cuidada.

O problema de mudar é que mesmo depois da escolha feita pode ser muito difícil se manter nesse lugar novo. É como aquela cadeira nova. Tinha uma cadeira para a mesa do computador. Era verde e preta, velha. O estofado já tinha sumido, as regulações não funcionavam a anos. Odiava ela inteira, do xadrezinho rídiculo aos barulhos. Então troquei por uma vermelha, linda, macia, com regulação para deitar as costas. Só que as vezes eu simplesmente não achava posição!
Me sinto assim muitas vezes. Esse não é meu lugar habitual, não acho aquele lugar habitual. Tem espaço... Me dá medo. Porque apesar das comparações, se acostumar com uma cadeira e com um relacionamento totalmente novo é bem diferente, certo?

Dizem que o primeiro passo é sempre o mais difícil. Eu discordo, acho que o caminho inteiro é muito difícil. Sou só eu?

[Ps. Graças ao C. tem sido bem mais fácil quando eu paro de enlouquecer e respiro fundo. É bom ter alguém para segurar minha mão.]

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre todas as alegrias e tristezas do mundo

No último mês essa garota aqui foi dormir feliz. Porque aquele cara entrou na vida dela mudou tudo. Ela se permitiu mudar é verdade. Lutou muito. Fez todas as merdas possíveis (e as jogou no ventilador muitas vezes). Aí limpou a casa e esperou por ele. E veio. E ela ainda tem pesadelos em que nada disso é real. Mas é.
Hoje essa garota vai dormir triste. Nada disso mudou, e com certeza ele ainda será a primeira coisa que ela pensará pela manhã, mas hoje em seu coração está pesando as dores que ela carregou e que consegue ver tão claramente ali do outro lado. Arriscando tudo eu continuo a escrever exatamente o que se passa em seu coração.
Eu vejo em seus olhos as dores que sinto aqui. E isso me parte. E isso me puxa como os abismos sempre me puxaram. Todos eles. Algo em mim sempre vai sentir o abalo. Vai se partir em dois como sempre fez quando ver algo assim, tão próximo de mim, tão humano. Não sei simplesmente não olhar, achar bobo a dor do outro. Eu sinto aqui dentro.
Estou feliz por poder ajudar de outras formas, sem me jogar nos abismos como antes. Estou feliz de ter para onde ir. Estou feliz que essa sombra vai passar.

[E logo voltamos a programaçao normal do blog]

domingo, 31 de julho de 2011

Gleex - A Resenha

Ontem eu fui ver Gleex. O cover catarinense de Glee. E não sei por onde começar a contar, porque parece que o espetáculo se divide em dois! E, aviso aos navegantes: se divide mesmo, tem um intervalo. Para mim depois desse intervalo tudo mudou. Vou contar minhas impressões na ordem em que as tive, não acho que poderia ser de outra maneira. Aviso 2: Estavamos na parte de cima do teatro, então algumas coisas que não ouvimos podem ter sdo ouvidas ali na parte de baixo. Essa resenha contém spoiler do espetáculo. Também não entendo de música, o que escrever são impressões e opiniões MINHAS!


O espetáculo estava dez minutos atrasado, casa cheia, eu comecei a reclamar do absurdo que era eles terem aberto a porta *na hora* marcada nos ingressos e começarem atrasados.
Abriram as cortinas. Todos os atores de costas. Cantarolando o "tatata" de "Don't stop Believin". Zenti, respirem fundo, achei que estivesse vendo glee de verdade. Cada personagem virou e se apresentou para o público. Bem bolado e bonito. Problemas: Quando a Quinn entrou ela aprensentou as líderes e interpretaram "I say a little prayer" elas dançaram lindamente, mas e a voz? Nada. Não ouvi nada da música e eu *amo* essa parte da Quinn.
O espetáculo mostra um resumo dos melhores momentos de Glee com as melhores músicas. Foi bem bolado até, os diálogos seguem o mais fiel possível, as mudanças são para agilizar o roteiro. A ordem está bem diferente para ficar mais interessante e o final também (as regionais estão no meio por exemplo, a barriga da Quinn nem cresceu direito, então vocês podem imaginar quem muda bastante). O espetáculo é grande, realmente grande. Umas quatro horas. Vamos sobre o que eu vi.
O figurino do espetáculo estava perfeito! Quando o Kurt aparece com o casaco vermelho parecia que eu estava vendo o Kurt realmente! O uniforme das Cherrios tambéme estava LINDO. E a Emma? Como disse meu amigo na saída "Onde compra"? Estava IGUAL! Todos os gestos, o cabelinho, a roupa! A Sue também se impôs muito bem no palco apesar de ela de rosto não lembrar nada, era só falar e pronto, parecia que estava na série. Confesso que esperei muito pelo Finn, porque ele é amigo do C. e não me decepcionei. Canta muito o garoto. Ouvi meus amigos preferindo a Mercedes, ok. Eu gostei mais dele. Já na entrada arrasou, muito bom mesmo.
A Mercedes complicava: estava muito parada, a personagem original tem mais jogadas de ombros e POR DEUS não é tão raivosa! (Da onde eles tiraram todos aqueles diálogos de raiva? Isso é uns 20% do que ela fala e nem é desse jeito) Agora ninguém pode dizer que a diva não canta né? Arrasa bee. Achei a escolha da atriz que fez a Quinn estranha já que quem fez a Brittany parecia bem mais a "loira-gostosa-líder", mas hoje pela manhã percebi que as caras da atriz me marcaram como as caras da Quinn. Então retirado. E a Rachel (versão "fui para um spa mãe") parecia treinada para cantar. Na primeira hora ela é só boa. Não seria problema se não fosse a Rachel (oi? ela não deveria ser espetacular?)! Ai, do nada, ela solta e puta merda onde ela estava escondendo a voz? Ela não vai cantar assim em todas as músicas, mas manda muito bem! Palmas para ela! Ah sim e o Artie tendo que andar na cadeira de rodas e segurar o microfone de roupa dele no pescoço perto da boca (microfone de mão para alguém em cadeira de rodas seria bullying certo?), foi tenso. Até porque mesmo assim não funcionou.
A primeira metade estava mais ou menos. Sendo bem honesta teve pontos bem altos (entrou um carro no palco!), mas de repente eu já tinha me cansado! Estava lá a duas horas, a temporada estava toda picotada e parecia que as músicas não estavam indo tão bem. Ai eu descubro que seriam quatro horas de espetáculo (eu não sabia)! Voltei meio desanimada do intervalo. E entramos direto nas regionais e foram LINDAS. O segundo coral é com crianças e *uau*. Crianças são sempre fofas né? >.<
A segunda metade do espetáculo deu um gás novo. Entrementes eis que começa a passar Rambo no fundo. Sim. Eles estavam no meio da cena em que o Schuester descobre que sua mulher não está grávida e começa a passar RAMBO atrás, o público sem entender nada. Ai o ator que representava o shue aproveitou a situação e fez uma piada genial e foi em frente com o espetáculo. Mas o problema continuou e piorou. E bem na cena que eu queria ver mãe e filha se encontrando não dava de ouvir nada além da interferência e o "Shue", que agora sei que é o Rodrigo, pede para os atores pararem e avisa o público que o rádio dos guardinhas do teatro estava interfirindo nos microfones da peça e que aquela cena requeria concentraçao. Ele iria cortar e ir direto para última cena. E assim fomos. Eles entraram, os homens ainda vestindo o figurino (as meninas que colocaram o vestido deram conta, adoro). O Rodrigo assumiu a entrada do Finn (eles se trocaram correndo afinal) e eles cantaram as duas últimas músicas. As cortinas abriram para agradecimentos e o Rodrigo contou arrasado todos os problemas que eles tiveram. Era a estréia, os microfones de boca estragaram (20, todos ao mesmo tempo), eles entraram com os de mão (bem que eu me perguntei PORQUE), o técnico de som largou eles no meio do espetáculo e por último o rádio deu interferência. *Só isso.* UFA. É glee né gente. Tem que dar tudo errado para ficar bem bonito e emocionante. Ele nos contou, público e atores disseram que amam eles. E a atriz/cantora da Rachel falou "vamos cantar a música tal (que eu não lembro mesmo o nome) e sem microfone". E eles levantaram e foram a capela. E o público de pé bateu palmas no ritmo com eles, e o Kurt e as meninas dançaram Single Ladies no meio. E a cortina não fechava! Foi lindo!
Todos esses problemas explicam quase tudo o que eu não gostei: vozes que sumiam, nevosismos, o atraso e essas coisas. A única coisa que não explica é quando o espetáculo fica cansativo, mas ai né? Intervalo, rádios e muito choro no fim. Estou torcendo MUITO pelo espetáculo de hoje, que dê tudo acerto! Eles merecem muito. É muita coragem montar um cover de Glee, e eles fizeram um lindo trabalho. Só fico pensando, se der tudo certo, eles não teram um espetáculo com um final tão arrepiante quanto o de ontem certo? Tão glee.

pS:Opiniões pessoais, me responsabilizo totalmente, e quando digo isso quero dizer, não me chinge muito no twitter porque cada um tem a sua opinião.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje eu estava cansada, estressada e com todos os efeitos que advem de ambos: como dores no corpo, sem paciência, irritada algumas necessidades. Eu só não estava bêbada de sono, coisa que quando estou com sono e relaxada é divertido de ver.

Pois bem, estava eu toda tendo meu ataque.
Só que dessa vez *ele* me colocou no colo e, com mais cuidado do que qualquer outra pessoa já teve comigo, procurou uma posição para que eu pudesse ficar confortável! Apoiou minhas pernas com uma das mãos e colou meu corpo em um ângulo que pudesse dormir.

A despeito do nível absurdo de fofura que isso é, tenho algumas considerações importantes. Não sei quanto a vocês, mas para mim é muito difícil simplesmente estar com alguém num relacionamento saudável. Esta já por si uma premissa muito difícil. Sou dada a dramas mexicanos e a gostar de quem obviamente não gosta de mim. Estar ali e receber algo bom e isso ser fácil, uau, que incrível, assustador, lindo e intenso que é.

Em segundo lugar, mesmo estando constantemente comprovando que fácil e bom é da nossa relação, EXISTE, é real, ainda é meu não entregar meus problemas, me fazer de forte, ser a pessoa que cuida do outro. Ok, senta lá Claúdia. Essa é a Karina que o mundo conhece, ele conhece outra: a que ele conhece faz manha, bico, pede colo e se deixa ser ajeitada cuidadosamente.

Sabe porque? Porque é possível dividir com ele o que eu sinto, todas as coisas. Com ele posso me dar ao luxo de descer desse, sei lá, pedestal terrível de garota que aguenta qualquer tranco.

É bom ter alguém assim. É bom saber viver algo assim.
Só se pode estar numa relação quando se está pronto para ela.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E quando chega de manhã eu espero seu sorriso.
Porque quando você me olha, me inspira. Tira meu ar.

Quero mais daqueles olhares de uma sobrancelha levantada, risadas de doer a bochecha e esquecer o que ia dizer.
Porque me faz feliz. Cada dia mais.

domingo, 19 de junho de 2011

"-Ciúmes é um privilégio dos inocentes, de quem não descobriu que trair está no dorso da essência humana.

-No dorso da essência humana está a paixão."

(de:Cordel Encantado)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Melhor e mais

Teve uma época que eu sempre esperei o melhor das pessoas. Com o tempo aprendi o suficiente da vida para saber que esperar o melhor era só para me frustar. Afinal as pessoas são o que são e já é bem injusto eu esperar o melhor de mim...

Bem, essa semana eu me surpreendi me decepcionando com várias pessoas. Aí percebi, não espero o melhor, mas ainda espero bastante. Espero que as pessoas sejam mais do que são em geral.
Espero que elas sejam maduras, responsáveis, que se importem e, em alguns casos, que façam alguma coisa além de só dizer.

Eu espero essencialmente que elas se pareçam com o que dizem ser, mas é como dizem por aí: somos bem menos como dizemos ser do que gostaríamos.

=)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tudo sobre eu e Legião

-"Eduardo e Mônica" me ensinou que garotos mais novos é o que há.
-"Ainda é cedo" me ensinou que alguns amores acabam enquanto ainda existe paixão.
-"Dezesseis" me ensinou que um sorriso pode esconder tudo.
-"Eu sei"me ensinou que falamos de mais.
-"Faroeste Cabloco" me ensinou que todos fazemos dramas.
-"Meninos e meninas" me ensinou sobre a forma mais bonita de ser estar com alguém.
-"Sereníssima" me ensinou coisas bobas e profundas sobre mim.
-"Há tempos" me ensinou que minha tristeza é sempre exata, do tamanho do meu grito.

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre aquele cara que se foi. E escolher o Jacob.

Você foi um sonho. Me arrancou suspiros. Você é um sonho.
Queria sentir sua pele quente, o ar indo embora, os pensamentos derretendo-se e ouvir nossos risos. Tudo em nossa cama armada, planejada, esperada.
Quis tanto misturar nossos corpos, cabelos, arrepios e apelos. Fiz tantas fantasias. Mesmo quando você disse "não faça isso". Desculpe, estava bom e eu queria mais, demais.
E aí...
E aí, que foi o clássico "acordei neguinho". Desejei tudo isso, mas, mesmo que exista a ínfima possibilidade de ter mesmo desejos concedidos, quando voltar para minha cama ela estará fria. Não quero isso. Com toda a certeza.
Mais do que você, do que sonhos, desejos, pele; quero realidade. Desejo minha cama quente.


[Este texto está no meu caderno a semanas, esperando meu pc voltar. Incrivelmente ele faz sentido com as coisas que senti e disse ontem ainda. (e pensar que esse cara quase ganhou seu próprio marcador... tsc tsc)]

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sobre amor e aquelas desgraças ;)

Quase todo mundo que eu conheço quer uma relação. Foi basicamente por isso que eu transformei minha vida numa bagunça.

[Quatro significa algo]

O problema é que amar alguém não é ter um relacionamento. E ser amado de volta (independente do que Moulin Rouge diga) é de longe bem menos que o necessário. Amor entre duas pessoas é no máximo o começo. Acredito também que paixão é bem legal para dar uma apimentada (eu sou do tipo de garota que sem pimenta, sal e fogo não rola não).

Ok. Tem paixão, tem um bem-querer, pode ser amor (afinal amor também se constrói). Precisa disponibilidade. Hoje acredito que esse fator carrega mais da metade da relação.
De que adianta tanto fogo, se não há diálogo?
Tanto "nós dáriamos certo", se ele na real ainda está com a cabeça fora dali?
E aquele amor todo, cheio de desconfiança?

Disponibilidade se trata do quanto os dois abrem-se para o que está acontecendo, o tempo que dispõem para estar juntos, a distância geográfica que os separam, a confiança, o diálogo.
Ai sim, não tem fórmula exata, porque se os dois moram longe, mas estão abertos e se gostam um monte, pode funcionar mesmo. E se estão abertos o suficiente, não existe distância geográfica, as vezes uma relação pode surpreender muito. De repente aquele sorriso já te conquistou.

O que eu sei é que não existe relação sem confiança e abertura de ambos. Isso é sacrifício.
Aprendi isso depois daquela história. E quase caí numa armadilha igual.
Uma hora dessas conto aqui. Estou com uma pilha de posts por fazer. Estava sem pc, mas precisava falar sobre como tenho visto essa coisa de relação/amor. Até porque me dá embrulho no estômago relações que se perdem ai no meio.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

"É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."

Clarice Lispector

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sabe aqueles filmes em que o mocinho faz todas as escolhas erradas? Nos últimos 20 minutos a mocinha vai embora porque afinal “não se pode ter tudo”. Aí vem a grande sacada: se for uma comédia-romântica o nosso destemido herói vai reverter tudo, entender-se com a garota e por aí vai; mas se for um drama, esse tempo final é só para olhar para trás e perceber porque aconteceu assim e arrumar a bagunça.
Ok. Estou com duas dúvidas.
1-Por que não se pode ter tudo? (Ninguém me responde essa, por mais que eu tenha perguntado! Achei que quando tentasse ter várias coisas ia chegar em um limite e o mundo ia natural me impedir. Não aconteceu. E todos continuaram me dizendo “Você não pode ter tudo”, no mesmo tom que minha vó diz “Não coma uvas e melancia no mesmo dia”!)
2-Qual o gênero de tudo isso?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sobre falar.

Já perdi as contas de quantos amores, amizades, famílias e pessoas se perderam por conta do silêncio.
Hoje enquanto todo mundo pensa "o que vão pensar" "o que vão dizer" "será que ela vai achar..." a hora passa. O amor passa. E talvez aquela conversa que poderia importe entre você e sua vó, ou seu pai, vai embora com as horas do relógio e todas as suas fantasias de o que eles vão pensar, falar e fazer. E nada acontece.
Talvez *aquela* garota poderia ser alguém e fazer a diferença. Se você se desse o direito de descobrir. Talvez.

Talvez eu tivesse descoberto e sido mais feliz se tivesse me dado mais ao direito antes também (tentando não ser hipócrita, oras), só é uma verdade sobre a vida: enquanto colocamos nossa cabeça para funcionar sobre o que poderia ser, a vida está lá fora esperando.

domingo, 8 de maio de 2011

Os últimos, finalmente:

91-E ainda que perdoar seja uma marca registrada minha (e é, já me disseram); isso não é esquecer.
92-Guardo moedas em cofrinhos.
93-Gasto meu cofrinho em xerox antes de enxe-lo.
94-Sou desligada.
95-Sou espuleta, agitada e as vezes nervosinha.
96-Adoro chocolate e amo brigadeiro.
97-Tenho intolerância a lactose e gastrite (e isso é só o começo)
98-Preciso voltar a dançar.
99-Achei que não ia escrever os 100 fatos
100-Sou mais do que esses 100 fatos, mas há mais aqui do que a maioria das pessoas sabe sobre mim.

Logo devo postar algumas coisas que estão rondando por aqui.

Feliz dia das mães!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sonho.

No dia em que você veio novamente, eu tive esse sonho. É indecente, caliente e insone. Não resisto a finalmente partilha-lo:

Estamos lá, e esperamos tanto, e tem todas aquelas pessoas. Rimos juntos de nossas piadas internas e das dos outros. Participamos até da rodinha de amigos. Então nos olhamos, um de cada lado, e a respiração para. Porque ainda estamos aqui mesmo?
Sem falar nada saímos da roda em silêncio e nos afastamos dos outros. Trocaramos olhares profundos e rimos, solto. Saímos dali e caminhamos rápido. Na portaria mal damos tempo para o rapaz me entregar a chave. Entramos no elevador.
Ah o elevador...
Cada um de nós encosta-se em uma parede. Aperto no 6o andar. Ele morde o lábio e desiste. Avança sobre mim. Em mim. Comigo. Nos beijamos e correm as mãos, quase correm as roupas. Sufocamos.
Abre o elevador. Rimos.
Vou na frente e abro a porta do quarto. Tento alcançar o interruptor, mas não enxergo nada, ele fechou a porta atrás de si.
Ficamos no escuro um momento enquanto tateio. De repente sinto o corpo dele colado ao meu, ambos colados a parede. Suas mãos me giram. Respiramos fundo. Não vamos chegar na cama. Nem quero.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Novas cores

Sinto uma vontade enorme de chorar.
Primeiro porque passei por coisas demais nos últimos tempos. Sacudi minha vida e isso foi bom. Fez eu ver o que estava empoeirado. Fez meu mundo se arranjar e exergar coisas novas.

Ganhei sensibilidade.
Hoje gentiliza me fez chorar, porque poucos foram sinceramente gentis comigo.
Sensibilidade me fez novas cores também. E por novas cores quero dizer cores novas em algumas pessoas e até brilho. É bonito e me está me confundindo.

Algumas pessoas perderam cores. E isso dói. Não sei mais o caminho que quero tomar, mas sei que está tudo diferente e que as cores são outras. E que isso me causa dor. Porquê? Talvez porque tenha apostado muito nas cores fortes que via quando minha respiração falhava. Havia uma gama de vermelhos e pretos profundos. E se perdeu. Onde? Porquê?

"A onde está você, além de aqui..."





Em tempo: comecei um projeto novo com um grande amigo, Luiz. É uma reunião de teorias, ou um manual, sobre relacionamentos/sexo/amor. A idéia é antiga, começamos agora porque a numerologia dizia que...
mentira! É porque uma das teorias que ele partilhou comigo, e eu adoro, inspirou este post. Então insisti com ele para digitalizar e postar.

Sobre pessoas coloridas e pessoas brilhantes [não como Restart, óbvio]

http://relacionandoteorias.blogspot.com

domingo, 1 de maio de 2011

Ainda sobre o que vem acontecendo, tem algo em que eu sempre acreditei, e que agora só se provou mais verdadeiro: é possível se questionar todas as escolhas de alguém (apesar de que é preciso fazer isso com muito cuidado, é claro, e com disposição para ouvir), mas nunca seu direito básico de escolher.

81-Não gosto que digam que sabem mais sobre do que eu. Demorei bastante para saber quem sou.
82-Brincava de espião quando era pequena. Era Nikita (essa que tem remake).
83-Não sou ingênua.
84-Não tenho a idade que aparento.
85-Adoro brincar com meus primos mais novos.
86-Gosto de filmes infantis.
87-Ainda lembro do meu primeiro amor e da primeira carta que recebi dele.
88-Não lembro de vários amores pelo caminho, mas guardo cada sensação, dor e aprendizagem.
89-Achei que não guardava mágoas nunca. Estava errada.
90-mas alguém tem que se esforçar para que eu guarde.


Só para constar:
[1]Questionar é diferente de julgar

ps. Obrigada tio. Logo vou te responder todas as coisas.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sabe eu tenho ouvido muito absurdo durante minha vida toda. O mundo é um show de intolerância. É um tal de "para eu ser melhor, o outro tem que ser pior" que me enoja enormente.
Mas, nas últimas duas semanas, eu tenho aguentado a pior sessão de intolerância, prepotência, imcompreensão e miopicidade que já vi.
Eu fiz uma escolha questionável de um milhão de maneiras e estava aberta a ouvir todas as perguntas daquelas que amo e considero. Não ouvi perguntas. Não ouvi "porquê?". Não vi nenhum interesse, ou uma tentativa de olhar duas vezes para o que estava acontecendo.
O que eu vi, ouvi e aguentei foi gente que não deu nenhum crédito a minha capacidade de discernir. Que não me perguntou e não se preocupou em respeitar o que escolhi. Engraçado, acreditei que algumas dessas pessoas eram capazes de um pouco mais. Mais respeito, um olhar mais profundo e mais escuta. E o que eu recebi? Pré-conceitos. E quem me respeitou (obrigado, ao menos isso...) não consegue se desprender de as coisas que já foram.

Ah um ser humano aqui. Dois. Entendo todas as coisas, mas estou cansada. Entendi todas as coisas, me deem uma folga.

Quem aqui SEMPRE encarou o mundo desarmado, de cara limpa? Então nenhum de vocês tem um monte de maneiras de lidar com as merdas do mundo? Vejo um monte de gente se fechando, não lidando com relações, se entopindo de álcool, remedios, maconha e por ai vai (para não falar de escolhas piores). Então todo mundo faz merda, se defende, mas é apontar o dedo para alguém como pior, mais sujo, mais feio. Quem ganha? Quem é mais limpo, melhor, mais bonito? Hurum... É claro.

Isso vindo de pessoas que eu achava que eram sem preconceitos por já terem passado por isso na vida, que defende o respeito e algumas ainda por estarem em um ambiente que sua formação EXIGE respeito pelo outro, escuta e olhar mais profundo. Fico com um sentimento de hipocrisia. Dá pena.

Cenas persecutórias

Duas cenas que estão me perseguindo:

[Havia o cheiro dele ainda na camisa dela. Ela respirou fundo, era para se acalmar, mas sentiu o perfume ainda mais. Ficou quase tonta. Se aproximou. Era uma imagem tão bonita.
Ele de costas nuas na cama. Queria sua pele sobre a dele. Sua boca sentindo a pele dele. Um arrepio quente passou por cada centímetro de sua pele. Então estava lá e era só desejo.]

[Estavam sobre a grama. Um ao lado do outro. Riram daquelas desgraças tão próprias deles, tão iguais em suas diferenças.
Se olharam. O tempo parou. Riram e o momento foi embora. Já havia tempos que não eram mais dois.
Ela se sentou, limpou a roupa, olhou para ele feliz em meio a tudo o que foi dito e quis ir embora. Ele segurou seu braço.
-Só mais uma coisa.
E, como se todos os dias ainda fizessem isso, ele a puxou para si. Ela o puxou para si. Deitaram. Beijaram-se devagar. Sem descompassos.
Ela abriu os olhos embotados de lágrimas, ele ainda de olhos fechados segurando o rosto dela e os cabelos.

Atrás deles poderia tocar aquela música sobre o último beijo. Ou sobre o primeiro. E o momento havia se ido novamente.]

Em uma delas não vou mais longe para não deixar mentes flutuarem. É isso.
Que os dados rolem.

Saudades de postar

domingo, 17 de abril de 2011

Saudade do Sirius. Me lembrei dele. Então me passou o micro conto a seguir na cabeça. É quase como se eu estivesse vendo uma cena versão Sirius.

[Ele olhou para a garota deitada na sua cama, as costas nuas, a respiração leve, suave. Brincou com um cacho de cabelo loiro. Sorriu. Suspirou um pouco amargo.

-Você precisa saber que eu não vou mudar.

Ela abriu os olhos devagar. Bocejou. Virou-se para ele e apoiou o rosto no braço direito.

-Eu sei. Não esperava outra coisa.
-Não. -Ele bufou. -Eu tenho outras... prioridades. -Abaixou a cabeça e procurou as palavras. Então olhou nos olhos dela -Veja, você sabe quem eu sou e que não vou estar aqui sempre. Que vou fazer escolhas ruins e algumas péssimas. Isso não me preocupa. O que me preocupa é que tenho certeza de algumas escolhas: vou escolher estar do lado dela, ainda, e não posso te pedir para passar por isso comigo.
-Então não peça, só me dê a opção.
-Isso é tão errado, mas parece tão certo agora. -Eles riram juntos.
-Todo esse papo nem parece você, sabia? Vim aqui pela diversão.
-Essa é a minha garota.

E o lençol se foi, levando as dúvidas.]


"O que obviamente não presta sempre me interessou muito". (Clarice Lispector)

E para não perder o costume (About me):

71-Espero o mesmo respeito e honestidade que disponho aos outros.
72-Jogo canastra pela internet.
73-Não consigo ter paciência para rpg no pc.
74-Me obrigar a ser social é horrível. Odeio estar em situações que TENHO que bater papo, ou conhecer pessoas.
75-Ainda me surpreendo com a vida. E gosto de me deixar surpreender.
76-o primeiro mangá que li foi Fruits Basket.
77-Meus amigos me acham parecida com a Tohru.
78-Falando nisso, quando via Cavaleiros do Zodíaco na infância, eu era o Hyoga.
79-Hoje tenho uma queda pelo Shiryu, pq né?
80-Sou da época que Sailo Moon passava na manchete.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre cansaço e eu (ainda).

[Aviso: esse post é um daqueles sobre meus sentimentos em dias escuros, mas depois melhora.]

E o que eu faço com todas essas coisas que eu sinto?
Todas essas dores, amores, desejos, anseios, cores, flores e cheiros.
Deus.
Tão difícil.
Tudo me consome, embebedada e tudo cansa.


Enfim, né? É isso. Continuando About me:


60-Odeio senhor dos anéis (o livro). Acho mto chato.
61-Tenho medo de zumbis em Resident Evil (jogo) e de Tiranossauro Rex em Tomb Raider. >.<
62-faço terapia.
63-meu pc, minha vida.
64-sou incuravelmente romantica, dessas que acreditava que vai funcionar e luta.
65-sou durona tbm.
66-Tenho de medo de mta coisa. Principalmente das minhas apostas em relações amorosas.
67-Tenho tanto medo que preciso ir lá e fazer, porque a idéia de acabar sozinha por covardia me apavora.
68-Vou até o fim das coisas.
69-Preciso do meu tempo.
70-Reconheço as coisas que fiz.

domingo, 10 de abril de 2011

Sobre jogar Mortal Kombat com a vida

Olá a tod@s,
Hoje postei a parte final do meu conto! Primeiro conto que postei no blog! Estou muito feliz de tê-lo terminado. Para comemorar, também trouxe um post que estava na gaveta: sobre Mortal Kombat e a Vida.
Um amigo meu e eu estavamos no msn esses dias. Estavamos falando sobre essas situações com relacionamentos amorosos em que é só para fuder com a cabeça de um ser, é só dar murro em ponta de faca. E ele me falou sobre a teoria dele.
Nessas situações você joga Mortal Kombat com a vida. Sim, eu explico (seguindo o racíocio que ele bolou com outro cara).

Quem já jogou MK sabe que várias vezes você joga contra alguém, seu oponente só te dá rasteira. Uma atrás da outra, sem.parar! Você pula, rasteira. Você bate de frente rasteira. Você... RASTEIRA! Aí você joga o controle para cima, e vai para a cozinha beber nescau.

Eu achei a teoria genial, sabe porque?
1-Quem já jogou Mortal Kombat sabe o quanto é chato pracarralho ficar lutando contra quem só te dá rasteira.
2-Quem já lutou contra a vida quando só leva rasteira, sabe que o jeito é mesmo largar o controle e ir beber um nescau, coca, vodka, tequila... ENFIM. Dar um tempo. (Minha teoria sobre dar um tempo é base do meu manual do pé na bunda).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre apareciências e eu.

Acompanho sempre "Melhor blog sobre nada". Todos os posts são ótimos. Este especialmente faz pensar muito e tem haver com as coisas que sempre falo aqui:http://melhorblogsobrenada.blogspot.com/2011/04/as-aparencias-enganam.html

Continuando sobre mim:

45-Não sei o que vou fazer quando me formar.
46-Nunca ouço músicas por conta própria.
47-Vou atrás do que eu quero.
48-Escrevo pra carralho.
49-adoro redes sociais.
50-Menos o facebook. odeio o facebook.
51-não uso o orkut novo. odeio coisas com informaçoes demais.
52-minha mente vai longe MTO rápido.
53-normalmente com idéias sacanas e insanas.
54-acredito na frase que ex's é que nem mc donald's.
55-eu fico sem ir no mc por anos.
56-já chorei por horas na minha cama por não ter as respostas. não foi uma única vez, nem por uma única pessoa.
57-estou aprendendo a não ficar sem respostas.
58-estou aprendendo a responder também.
59-Já chorei lendo livros. Mtas vezes.

sábado, 2 de abril de 2011

Sobre Scott Pilgrim Contra o Mundo e outras coisas

Scott Pilgrim x Mundo é genial em muitas coisas. Não percam!
Não vou me alongar muito, quero fazer uma resenha sobre ele no Novo Gênese. Vou só opinar sobre uma coisa (mínimo de spolier possível).
É de longe melhor filme sobre games já feito. E a trilha sonora é ótima. A história é divertida pra valer. Agora contrariando todos que me indicaram o filme, achei a Ramona um saco. Achei ela sem sal e que não valia a paixão do Scott.
Desde o começo, quando Knives Chau e o Scott aparecem no playground torci por eles. Acho os dois a melhor dupla, e adorei ver a Knives crescer no filme. Para mim a Ramona não foi espontânea, divertida ou sexy como prometia. Ela mudou a cor dos cabelos sem fazer whoool, mas faz isso sempre, então parece mais parte de uma rotina. Sei lá... Parece que a Ramona fodona está só na imaginação da galera.

Agora que já opinei, aí vai os avisos paroquiais: Parte 4 do conto postada. Quase no fim. Beijos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Continuando...

Bom, continuando...
Vou repostar o 30, para o 31 não perder o sentido =O

30-faço psicologia
31-acho que isso é suicídio emocional
32-adoro meu curso
33-já tive mais crises existenciais por estar em psico do que consigo me lembrar.
34-fico bêbada com coca-cola ou/e sono.
35-ninguém acredita nisso até ver.
36-Aprendi a não me relacionar sexualmente/amorosamente com gays.
37-Joguei sueca até enjoar.
38-Não joguei banco imobiliário até enjoar. >.<
39-Apaguei o item 39, porque não queria contar.
40-Tive um verão piriguete uma vez. Foi de arrasar.
41-Sosseguei depois.
42-Eu demoro para dormir. E quando durmo me mexo.
43-Quase rodei em estatística.
44-Não sabia matar aula até entrar no Aplicação.

=*

domingo, 27 de março de 2011

Seguir, trancar portas e obrigada amigo.

Um dia desses eu resolvi que era hora de deixar para trás uma história. Que um ano era tempo demais, mas não só isso. Não nasci para ver a pessoa que amo viver outra história. Pelo menos não emburrada, triste, me lamentando. Ele seguiu, simples.
Então eu ri, depois chorei, respirei fundo e olhei para o horizonte com desejos de que ele, ela e eu fossemos todos felizes. Cada um ao seu modo (espero mesmo que tudo dê certo afinal para os dois).

Ok, porque estou contando isso? Porque a história não termina ai.

Depois disso as coisas mudaram. Porque eu mudei e ele mudou. Tudo mudou. Não estávamos mais no nosso ciclo de gato e rato onde meu coração sempre acabava despedaçado e sem respostas (e sem sono). Então fiquei assustada. Pensei "meu deus, achei que tinha passado da fase em que isso me afetava".

Então fiz algo mto esperto (obrigada Freud por inventar a terapia, obrigada Perls por inventar a Gesltat). Falei para a outra criatura desta relação o que sentia. Como isso estava estranho para mim. E olha! Isso funciona!
Normalmente eu tento resolver tudo o que posso sozinha, só levo o mínimo para o outro (que é aquelas questões insolúveis para mim e me partem em duas). Desta vez levei que tava estranho, que eu tava mexida, sem tentar resolver nada a priori. Falei que amizade para mim era "assim" e que não tinhamos chego nisso ainda. Começamos a nos entender.
Não terminamos ai, num segundo momento contei para ele todas as noites que perdi o sono em busca de entender o que tinha acontecido, onde tínhamos nos perdido, onde EU tinha perdido o fio da meada. E ele, como o bom amigo que está se disponibilizando a ser, ficou pacientemente me ajudando.

Fomos em frente e nos tomos nossos caminhos.
Fechei essa porta e até passei a chave. Me vejo do outro lado da porta parada, olhando para a frente, o corpo colado ainda na madeira e uma das mãos na maçaneta que tranquei, soltando devagar. Sinto algo bonito e triste. Como quando a gente vê esses filmes de drama onde muitas coisas terminam diferentes do que esperávamos, mas de alguma maneira bem.
Aqui (deste lado da porta) não é cor de rosa como lá dentro foi um dia. Confesso, não é, mas também não é escuro como o último ano foi. NEM DE LONGE PORRA!
Está ensolarado e *respirável*. E tem muitas cores novas. Quando penso no rosa sinto que se foi para sempre. Sinto uma coisa aqui ainda cicatrizando. Ok, tenho novas cores e até alguns tons de vermelho intenso e rosa pinguim. Posso ser bem feliz assim. =)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Achei que não ia postar mais #100factsaboutme tão cedo,mas né? Uma amiga minha me veio com "COMO ASSIM SÓ DEZ???". Então né? Quem sou eu para contrariar...

11-sou alucinada em séries.
12-especialmente house, adoro house.
13-eu li crepúsculo.
14-acho bem escrito, mas uma bosta todas as viadagens!
15-gosto mais do jacob.
16-Faço mais coisas do que deveria.
17-adoro me fantasiar. ;D
18-joguei mais tomb raider que o saudável
19-sou péssima no video-game, TR não me ensinou nada nesse quesito.
20-Lara Croft "só" me ensinou a lidar com caras.
21-Não aprendi a me apaixonar por caras sem problemas.
22-pessoas sem problemas não são interessantes.
23-adoro nerds.
24-adoro jogos.
25-adoro seduzir quem interessa.
26-sou mais séria do que as pessoas imaginam.
27-não sei bancar a gatinha manhosa.
28-não sei pedir ajuda. (estou melhorando essa)
29-já falei que inteligência me seduz mto?
30-faço psicologia

Para você Ana. =*

quarta-feira, 23 de março de 2011

100 facts about me e notícias do blog.

Olá queridos,

primeiro avisos paroquiais:
vou aproveitar o post para avisá-los que coloquei a segunda parte do conto ali na página "conto". Esta no mesmo estilo do blog, a parte 2 em cima da parte 1. Sempre que postar alguma parte vou retomar o último capítulo e continuar. Quando terminar reorganizo, colocando do começo ao fim.

Sobre os "100 facts about me".
Está rolando no twitter e eu achei SUPER interessante fazer. Meio catártico. Como não ia enxer meu twitter com isso, resolvi por aqui, pq né? Quem quiser ler, que leia.
Também não vou postar todos de uma vez, porque é muito saco ler 100 fatos. Hoje vou postar 10, porque já estou falando muito, depois posto o resto em conta-gotas.
Então aproveito o embalo e conto que já fiz os 100. Foi legal, revelador, difícil, instigante e interessante. Empaquei lá nos 40, nos 50 e depois nos 80. Ali no fim achei que não ia terminar. Escrevi o 99 e o 100, mas faltavam do 89 ao 98. E quando finalmente escrevi o 98 me passaram vários na cabeça!

Achei realmente muito legal de fazer, me fez pensar sobre o que eu elejo sobre mim para contar (ou não).

Com vocês os 10 primeiros:

1-Eu gosto de caras cabeludos.
2-Sou escorpiana.
3-Adoro pessoas que tocam guitarras ou baixos.
4-Se um cara for cabeludo e fizer parte de uma banda 99% de chance de eu ter uma PUTA queda por ele.
5-MAS, Gosto mais de cérebros do que de beleza! E isso importa muito.
6-Estou aprendendo a ter uma lista de coisas para fazer E CUMPRIR. #orgulho
7-Tenho mais livros do que consigo ler.
8-Leio um livro em 36 horas quando gosto mesmo. #HP7
9-não vejo filmes. acho muito longo.
10-ok, eu *vejo* se tiver compania.

domingo, 20 de março de 2011

Flertar e se completar

Uma época na minha vida eu tinha muita sede, fome, desejos.
Nessa época eu ficava muito feliz quando meu flerte com alguém dava certo, mas não parava não. Isso significava que se no mesmo dia eu me interessasse por outra pessoa poderia muito bem ir lá e ficar. No mesmo dia, na mesma festa. Mais de duas. Meu limite eu não descobri. Não tinha compromisso com ninguém além de mim e o que eu queria naquele momento.

Passei por fases muito diferentes, namoros em que não tinha olhos para o mundo, dias de diversão pura e dias de fundo do poço. Ok.
Hoje sinto que essas coisas são parte de mim, mas tudo é mais maduro. Hoje se tenho um momento com alguém, me satisfaz. Me basta. Não tenho mais interesse nos outros olhares sei lá, naquele dia (as vezes mais, depende do "momento").

Tenho fome, sede e desejos, só não sou mais insaciável. Tão mais completo. Tão mágico.

sábado, 12 de março de 2011

Novas páginas, novos contos e novas feridas.

Olá queridos,

hoje estou abrindo uma nova aba no blog para um conto meu. Este conto não cabe em um post, por isso achei que ficaria estranho ele ser postado em partes aqui e de repente eu até incluir postagens aleatórias no meio. Afinal posto quando tenho algo para fala não é?

Bem, então ali do lado tem a aba "Conto" e para dar um gostinho vou dizer o que falei para meu amigo ontem no msn: "É sobre feridas abertas".
Espero que gostem, espero que dê certo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sobre camisas diferentes, preconceitos idiotas e como meu ônibus foi quase sequestrado.

Hoje eu passei por uma situação que nunca imaginei na vida. Estava em um terminal e vi uma galera de uma torcida fazendo bagunça, achei até engraçadinho apesar de eu estar em outro clima. O ônibus que estava esperando é um desses que para, desembarca o povo, embarca outros e sai. BEM RÁPIDO. Antes que eu pensasse qualquer coisa estava gritando para o motorista esperar e entrei sem ponderar se poderia esperar outro ou não.
De boa até nos chegarmos em um ponto e uma GALERA dentro do ônibus gritar insamente “NÃO PARA MOTORISTA!”. Não entendi nada na hora e só fui entender realmente ao final da história, mas para vocês, leitores vou explicar agora. Dentro do ônibus tinham basicamente só pessoas de uma das torcidas de Floripa. E fora, no ponto, estava a torcida adversária.
Acontece que o motorista, como eu, não estava ciente de nada disso e parou o ônibus. Nesse momento um cara da torcida que estava de fora entrou no ônibus supostamente armado (eu não vi, mas armado pode ser até com soco inglês) e começou a falar várias coisas bem irritado. Acho que poderia até dizer que ele estava puxando uma briga, mas não sei realmente o que aconteceu antes, preferido dizer a sensação que tive, que peguei um meio de uma briga de dois lados bem bravos. Bem os caras de dentro do ônibus pularam a catrata para parte da frente e baterem nesse sujeito até ele sair do ônibus.
Depois disso disseram para o motorista tocar até o centro sem parar (abrindo duas exceções para que alguns passageiros pudessem descer). O cobrador mudou o nome do ônibus para “Especial” e tocou direto.
Cara eu não sou dessas pessoas que acha que “nós pessoas de bem não deveríamos passar por isso por causa dessas pessoas malvadas de torcida”. Não compro esse discurso não. Ser de uma torcida não torna mesmo humano ou valoroso.
Só que assim, nada justifica restringir a liberdade do outro. A briga, até onde entendi, foi porque uma torcida foi até o lugar que “é” da outra. Pouco me importa se é injusto falar que uma torcida que um lugar é dela, ou que uma torcida tenha provocado a briga indo até o espaço da outra.
A questão é que qualquer um tem o direito de vestir a camisa que quiser, torcer para quem quiser e subir no ônibus que quiser sem ser ameaçado em sua vida ou mesmo tranquilidade. Se nem mesmo posso estar em um ônibus sem me ver envolvida em uma briga, sem sentido, burra, que obviamente não vai levar a lugar algum, então o que está garantido?
Tem-se muito medo do que se é diferente. De uma cor de pele diferente, uma escolha sexual que não é sua, um som que você não ouve, uma religião que você desconhece e uma camisa com cores diferentes da sua. Qual a diferença entre esses medos? Nenhuma. Todos usam máscaras de paixões e não entendimento. Besteira.
No meio disso, meu ônibus não seguiu seu curso. Até onde eu saiba quando alguém obriga que um veículo não siga seu curso para que isso para seu benefício, é seqüestro. Para que? Para veicular uma briga sem fim.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Maldição do Oscar.

Amigos e amigas,

vocês já ouviram falar na maldição do oscar? Nos últimos dez anos, sete das melhores atrizes perderam seus maridos após ganharem a estatueta. (No final do post deixo um link com uma notícia contando tudo certinho). Já se fala da maldição a algum tempo e agora a aposta é qual atriz perderá seu querido esposo.

Bem para mim não há nada de destino, ou coincidência nessa história. Há coisas, sim, coisas óbvias como declarou o reporter do maior tablóide de Nova York: depois de ganhar o Oscar, elas estão em alta, super bem cotadas, vão a todas as festas, tapetes vermelhos, é difícil para o marido segurar a onda.

Para mim há mais, antes de ganhar o Oscar essas atrizes se jogam em um papel arrebatador, profundo, que as toma. Algo que já fazem delas o foco antes de ganhar o prêmio. Ganhá-lo é só a cereja deste bolo, estes casamentos não seguraram a barra de ver as mulheres indo ao topo. É muito difícil ficar em casa enquanto divindo espaço com alguém que só tem espaço para aquela história naquele momento. Acho que é um processo difícil

Para mim a prova esta que essas mulheres estão felizes, apaixonadas pela vida que dedicam seus prêmios aos homens de suas vidas. E os caras já estão em outra. De preferência com alguém cujo o sucesso seja menos duro de aguentar.

O que posso desejar é que com ou sem "maldição", Natalie Portman ganhe Melhor Atriz por Cisne Negro daqui a pouquinho.


Link para se informar melhor sobre a maldição:
http://formigueiros.com/2011/02/a-maldicao-do-oscar-de-melhor-atriz/

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Manual do Pé na Bunda

Olá meus queridos leitores,
(oi? Leitores? Ok, vou extraplorar que tenha)

Compartilhar meus conhecimentos com vocês trazendo um Manual do Pé na Bunda. É preciso deixar claro que não importa se foi você que terminou (os casos que acompanhei - e que fui protagonista - foram assim e não mudaram o uso deste manual), o que importa é o quanto ainda gosta da outra pessoa e se 90% do seu tempo reside em pensar nela ou evitar pensar nela. =B

Em primeiríssimo lugar PARE de tentar não pensar. Isso é impossível: tente não pensar numa maçã. Pronto, já pensou (bom, você leitor aficionado no dito cujo talvez não, porque sua mente não tem espaço para mais nada, mas o exemplo funciona normalmente). O que fazer? Divagar até cansar? E ai cair em desespero, cortar os pulsos, virar emo, depois Happy Rock e matar sua mãe de desgosto? Nop.

Ocupe sua mente. Muito, mas muito mesmo.

1- Afunde no trabalho. Eu peguei um estágio que me fazia ficar vinte horas em uma baia de atendimento quando terminei um namoro filho da puta. Se você já tem um estágio, se enfie em outra coisa. Se trabalha, faça hora extra. Principalmente logo depois do término.

2-Tenha coisas para fazer em casa. A noite e os períodos sozinhos são sempre piores e eu particularmente ainda odiava estar com outras pessoas. Tenha cartas na manga, tem um computador? Baixe (ou alugue) séries e filmes. Procure coisas que tem várias temporadas e coloque no gerenciador de downloads. Sugestões: Chuck, House, The OC, Gossip Girl (não vi esse, mas é envolve), Queer as Folk...

3-Não se acabe ouvindo músicas em casa. Sério, tudo vai lembrar aqueles momentos lindos e tristes. Quer ouvir música? Cai na balada. E eu sei que muitas vezes ir para a balada significa ficar triste na metade ou beber todas. Ok, respeite isso, é seu tempo. Beba, ou volte para casa cedo, ao menos você aproveita a vida um pouco (sair de casa é importante).

4-Use e abuse da paciência de amigos e família. Um dia você fará isso por eles. Dica: Use mais sua família se for possível, se tiver aquele irmão bacana, converse com ele. Você não vai passar por essa sozinha, e vai chegar um momento que nem você vai se agüentar. Procure quem agüenta ainda.

5-Quando você pensar que aquele plano GENIAL vai te livrar da pessoa. Lembre-se não vai. Eu fiz 500. Falei que nunca mais queria ver, virei amiga de infância, fiquei com outros, pedi para voltar, escrevi cartas lindas, tudo o que vocês imaginarem! Isso significa que não é para fazer nada? Não sei. Juro, não sei. Eu precisei fazer todas essas coisas, mas no fundo sabia que essas coisas não eram o fim, eram apenas meu desespero e angústia e que eu inventaria outra maneira de me aproximar em seguida. Aliviavam-me o peso naquele momento e me ajudavam a entender várias coisas (fechar gestalten). Essa consciência de que só o tempo traria a calma e fecharia essa história realmente me ajudou a não me afogar na privada depois de cada plano que falhava. Então quando achar que é o fim com um plano maluco, lembre-se que provavelmente não é. Muito provavelmente.



Gente, isso deu certo para mim! Nunca testei com mais ninguém (apesar de estar compartilhando com uma amiga e preciso dizer que a dica do trabalho funciona muito com ela). Sempre se dê o seu tempo. Eu chorei. Bati no travesseiro. Escrevi horrores nesse blog e fiz todas as merdas que precisei. Só procurei não enlouquecer.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um dia eu fiz tudo por um cara.
E não valeu a pena.

Eu sempre fui aquela garota que acredita que se você viveu e fez, valeu. Agora vamos falar sério?
O que esse cara deixou para mim? (na verdade foram dois então vamos colocar assim: o que cada um desses caras a quem eu dei tudo, deixaram para mim?)

1-Eu fiquei um caco e um PORRE por um ano (no mínimo) depois de terminar com eles.
2-Toda a dor que eu passei e tudo o que eu fiz, para no fim descobri o que eu sabia desde o início, uma hora a dor passa e eles se vão, eu sobrevivo.
3-Eles não tinham nada para mim e ainda agiram como babacas ou covardes. Ou os dois.

"E quanto vale o tempo todo que vivemos correndo atrás dos sonhos pra viver só de amor?
E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?"

Eu sei que não deixei meus sonhos. Fiz tudo o possível (e todas as merdas) ao meu alcance, mas e daí? Enchi o saco desses amores arrebatadores que me fazem enlouquecer por anos a fio. Sim porque eu realmente fico muito tempo apaixonada. Não sei se amadureci o suficiente para viver outro tipo de relação, mas desejo muito que sim.
Desejo muito viver com menos e melhor. Viver mais por mim.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"(...)

Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.

A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir durante os funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um dos seus habitantes em particular."

Volume três da série "O mochileiro das Galáxias" (ou "Fronteiras do Universo") - A Vida, O Universo e Tudo o Mais.
Douglas Adams.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Uau, o ano virou.

E virou mesmo. Senti aquele frio na barriga em um momento logo depois da virada. Estava subindo as escadas aqui da casa do meu tio, para pegar qualquer coisa aleatória, e de repente senti. 2011 chegou. Sorri no meio da escada, parei e aproveitei a sensação.

Depois disso fomos atrás da casa e tinha a champagne inteira, ninguém tava bebendo (afinal temos um bebê em casa e eu não bebo mesmo). ai meu primo começou a jogar na parede da casa. Eu joguei nele. Depois pulamos "sete ondas" na beira da piscina.
Até ai eu estava me comportando porque ia sair depois.

Só que meu primo pulou na piscina e eu estava louca de vontade. E teve uma coisa que prometi para mim (não de ano novo, mas de férias e para a vida também) que era fazer as coisas de jeito mais leve.

A liguei o foda-se e pulei na piscina. De vestido longo, de maquiagem, de tudo. Meu primo jogou champagne em mim. Foi uma festa. Tive que correr em casa e me arrumar de novo.
E sabe do que mais? No fim nem sai, fiquei comendo pipoca e vendo "Uma linda mulher" na globo.
A vida é uma só e eu não sei quando ia poder pular na piscina no ano novo. O resto é ilusão. Além disso eu tive o melhor encontro de ano novo do mundo! Me encontrei comigo mesma, com a melhor parte de mim.