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domingo, 3 de janeiro de 2021

a escrita

Porque eu escrevo?

Porque transborda.
Transbordam aqueles sentimentos que não podem ser ditos.
Da pessoas que não queremos nem pensar, mas o coração tá cheio.
Raiva, amor, desejo... Não importa.

Palavras nunca ditas, mas escritas para diminuir o aperto no peito.

Eu escrevo porque fantasio a vida.

Minha imaginação é forte, tô sempre planejando uma versão da vida que não rolou.
Aquela noite.
Aquela decisão.
Aquele beijo.

Eu escrevo porque os sentimos estão desorganizados.

O papel (mesmo que virtual) organiza as ideias.
Me faz falar, reler, aprofundar. Lapidar.
Tem dia que escrevo e quando termino a ficha cai.

Escrevo porque a alma de escritora tá aqui né.

domingo, 17 de maio de 2020

amenidades

Amenizar

1.
transitivo direto e intransitivo e pronominal
tornar(-se) ameno, brando; suavizar(-se), abrandar(-se).
"a leitura ameniza-lhe o repouso forçado"
2.
transitivo direto e intransitivo e pronominal
tornar(-se) menos penoso, custoso ou difícil; mitigar(-se), suavizar(-se).
"remédio para a. a dor"

Eu aprendi a amenizar todos os meus sofrimentos. Todo mundo parecia sempre muito ocupado e eu nunca gostei de parecer vulnerável. Então eu diminuia, abrandava. "Não é tão sério". "Amanhã será outro dia". "Eu sei que vai passar". "Tá tudo bem".

Mas amenizar é perigoso. Porque você começa fingindo para fora, depois para dentro (se eu disser que não importa, talvez não doa tanto né?). Depois você começa a não se lembrar mais de como é expressar o quanto te doeu de verdade. Depois você não sabe mais como expressar nenhum sentimento na medida em que sentiu.

Um dia eu disse que amava alguém, mas meu coração parecia sentir bem menos. Um dia alguém me magoou profundamente e eu contei essa situação assim: "fulano falou algumas coisas ruins... fiquei chateada, mas tudo bem, bola para frente".
Só que não tava tudo bem. E eu não estava pronta para ir em frente. Meus choros viraram só um enxer de água nos olhos e depois só um nó na garganta que nem chegava no rosto... 
E tão trancado ficou tudo no peito que as alegrias ficaram cinzas também. Amenas. Distantes...

A terapia começou a organizar as coisas para mim. Destampar. Consigo até dizer o momento que isso aconteceu: contei algo triste e uma leve emoção passou por mim. A história era intensa e pesada, falando de alguns dos meus maiores sofrimentos, que vinham me atormentando. Mas a emoção não foi mais do que um pequeno engasgo e uma sombra nos olhos.

Minha terapeuta perguntou se havia emoção e pediu para eu me concentrar um pouco na emoção. Eu fechei os olhos, mas racionalizando que o meu problema era EXATAMENTE não conseguir me conectar com isso e que o experimento não ia funcionar, porque eu ia continuar distante daquela dor. E aí eu chorei. Muito.

E choro agora enquanto escrevo. Agradeço por chorar enquanto escrevo. Porque o choro vem como um alívio e a permissão para voltar a sentir as coisas da forma como elas vem para mim. Sem amenidades, sem ser Poliana.

sábado, 21 de março de 2020

Eu e eu

Hoje estava lembrando do dia do meu casamento.

Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.

Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.

Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.

Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.

As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.

O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.

Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.

Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.

Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.

domingo, 8 de março de 2020

"A ideia de que somos
tão capazes de amar
mas escolhemos 
ser tóxicos"

Rupi Jair

A poesia sempre me da vontade de escrever.

Essa tocou fundo na minha alma. Com certeza no futuro eu não vou lembrar que dia foi quinta-feira. Eu não vou lembrar quem eu magoeei, os detalhes se perderam no tempo.

Mas vale a ideia de que um dia eu tratei uma pessoa como objeto, falei coisas apenas para machucar e ainda bloqueei essa pessoa.

Porque eu fiz tudo isso? Porque ele perdeu o interesse. Porque as feridas abertas ainda doem muito.

Porque podiam ser tantas coisas e simplesmente não foram.

Eu fui humana, demasiadamente humana. Fui vingativa e cruel. 

Eu nunca tinha estragado o dia de uma pessoa. A sensação é nova.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Minha criança

Minha criança
Não foram gentis com você

Você foi chamada a ser adulta muito cedo
A cuidar
A ser responsável
A ser boa

Minha criança, te chamaram tomar decisões
Depois reclamaram que você queria sentar na mesa dos adultos
Te ensinaram a cuidar quando você deveria estar brincando

Quando você não deveria nem cuidar de si mesma, já estava cuidando dos outros

Agora você precisa voltar. Agora você precisa reaprender a brincar, a ser leve, a se escutar e saber do que gosta

Você não teve esse direito.
O mundo te exigiu mais do que apenas cuidar de si mesma. Ele exigiu que você cuidasse dos outros. Dos adultos.

Cruelmente você estava em segundo plano.
Cruelmente aqueles que você buscou conforto te ensinaram o que é abuso. Te ensinaram que nesse mundo você tem que se proteger sozinha.

Minha criança, eu abro os braços para você e espero que agora eu possa cuidar de você. Te dar amor e espaço. Te deixar viver.

sábado, 31 de agosto de 2019

Feminismo

Me tornei chata.
Antigamente quando fala de coisas normais da vida (fazer compra, limpar a casa) e um cara me respondia tornado isso sexual ou romântico, eu curtia. Ou achava que isso era interesse em mim.
Hoje eu acho isso sem nexo. Acho que o cara tem que conseguir conversar sobre isso normalmente. Eu acho esses comentários inapropriados e me dão a impressão que a pessoa é incapaz de ter uma conversa normal e adulta.
No começo eu me sentia irritada e desconfortavel, não sabia de onde vinham essas coisas. Pensei que era apenas por ser objetificada como algo que vive só para estar com alguém.
Mas agora eu sei que vem da imaturidade de alguém não saber o que comentar de uma situação normal.
É, eu não sou fácil. Dane-se. Não é sobre ser fácil. É sobre olhar profundamente a vida e não aceitar menos.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Just no

-Não fala assim comigo.
-Por que?
(Porque pareço forte, mas vou acreditar que seu interesse é real. Vou sonhar. E quando eu entender que o sonho era só meu, vou sofrer sozinha. Vou abrir as velhas ter feridas e vai doer. Não vou morrer por isso, mas não quero passar por isso de novo, especialmente se isso for um convite para uma noite. Não sou mais garota de uma noite. Quero uma chance real para tentar. Você poderia me dar isso? Você poderia me ajudar quando der errado? Você arrumaria a bagunça que estaria depois? Pode parecer demais tanta expectativa em tão pouco, mas é como eu estou agora. Por isso te peço, não faça isso.)
-só não.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Trintando 1

Vou trintar em breve. Vou trintar de cabelo azul, luvas do hulk, ainda com uma criança interior MUITO forte, jogando rpg, com um divórcio nas costas, vendo novela, sem saber a maior parte das respostas da vida, sem ter aprendido a fazer exercícios ou comer melhor, com desafios no trabalho que parecem que são impossíveis de desatar e que me deixam sem chão.

Mas também vou trintar tendo sucesso na minha carreira, alguns gptw na conta, tendo tranquilidade dos valores pelos quais tomo as minhas decisões, sabendo que amo o que eu faço, mas que também amo mil outras coisas e não sou obrigada a fazer RH para sempre. Vou trintar orgulhosa das minhas decisões, das minhas relações, das mulheres da minha vida. Vou trintar tendo aprendido pole dance, vivido o que eu queria viver, me dando ao direto de ter prazer, sabendo usar alecrim, açafrão e páprica, gostando de estar sozinha, com um cachorro lindo, tendo aprendido a beber vinho e chopp, indo de bike para o trabalho, ok com meu corpo "fora do padrão", cheia de amigos.

E com o cabelo azul.

Porque o cabelo azul apareceu mais de uma vez? Porque é o que ele é todas as partes de mim mesma: a parte que é diferente, ousada, um ponto azul num mar de normalidade, a cor mais quente, sem muitos motivos além de escutar o que o coração quer, mas também essa pessoa que as vezes é contraditória, que sente falta de ser loira (mas que não quero tirar o azul), que se deixou de lado em alguns momentos e está tentando recuperar a si mesma e que as vezes se sente um pontinho azul solitário e não compreendido.

E tá tudo bem também.

Trinta anos é ótimo e péssimo, como todas as outras décadas.
Algumas coisas deixam marcas profundas. A rejeição constante dói. Marca na pele e na alma. É difícil se refazer depois.
Eu me acho bonita, linda na verdade. Interessante... um mulherão.
Mas a constante rejeição me fez não sentir mais desejo, desejo puro e simples, desejo por qualquer pessoa ou desejo por mim.
E agora é tão difícil lidar com o desejo. Alguém me desejando parece irreal, como assistir um filme. Sentir desejo se mistura com um monte de coisas. Eu nem sei organizar e nomear. Ou saber o que é desculpa e o que eu realmente sinto.
Porque me sentir dessa forma agora é admitir que eu vivi um inferno. É encarar o quanto eu fui magoada, encarar de frente toda a dor que eu fingi que não estava lá.
Podia ser eu e você. Mas você não me quis.
Simples assim.

Tipo certo de homem errado - again

Eu adoro o tipo certo de homem errado. Na minha fantasia delirante eu sou para b2 uma tentação, quase irresistível.
Eu alimento muito bem minhas fantasias com pequeninos sinais que ele me dá. Sinais que poderiam significar um milhão de outras coisas. Minúsculos sinaizinhos.
Mas eu acho irresistível delirar sobre você, sobre nós. Não consigo parar de olhar através dessa janela. E no fundo eu sei qual é a realidade, mas o "e se" é tão mais gostoso.
Ao mesmo tempo será que a fantasia é inocente? Eu queria poder dizer que sim. Que é só uma coisa sobre a qual eu goste de pensar e que eu não aja, em nenhum momento, orientada por essa besteira. Mas isso seria mentira.
E, como ultima duvida de um texto que apenas jogará perguntas ao vento, será que eu gostaria dele, se ele fosse possível e disponível? Ou gostar de alguém que não esta nem aí é parte do jogo de me manter distante do mundo real?
(Eu acho que eu gostaria, porque puta merda, que ser, senhor. Podia ter economizado um pouco na beleza e sexualidade, ne?)

Amanhã

Eu quero algo real.
Estou constantemente adiando a vida.
Amanhã eu descanso, amanhã eu ponho a serie em dia, amanhã eu volto a dançar, amanhã eu termino, amanhã eu vou ler mais, amanhã eu vou realmente terminar este trabalho, amanhã eu preparo uma comida mais saudável, amanhã...
O amanhã é a essência do problema. Não sei como parar a roda, mas preciso pular dela. Preciso não sentir que estou sufocando no amanhã. E, então, partir para realidade da vida.
Porque eu queria estar vivendo algo real.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

7x1 da vida

Em dias como hoje, eu morro de saudades da minha mãe. Minha mãe que só incentivava, que faria tudo de boa vontade, respeitando o meu tempo, sem cobrar nada.
Minha mãe que estaria morta de orgulho de mim. Porque eu mudei minha vida. Do jeito que eu quis, quando quis. Ela estaria transbordando felicidade.

domingo, 17 de março de 2013

Sobre meus 15 anos

Ainda sobre a estranheza das coisas (estranhezas me despertam a atenção hoje em dia), me deparei hoje com uma foto de colegas de escola. Eu acreditava que sabia quem eram aquelas pessoas e por isso (e pelo orgulho que a adolescência me dava) quem elas seriam.
Haviam aqueles bagunceiros que eu tinha certeza que não dariam em nada, aquelas meninas pattys que jurava que iam terminar trabalhando em alguma loja de sapatos, um garota linda demais que eu acreditava que ia usar drogas até não poder e sumir, tinha a galera punk que ia ficar por ai sendo massa, ouvindo rock e curtindo a vida loka, e havia os caras lindos que iam ser lindos ever.
Lembro de todos esses tipos. E não lembro de nenhuma dessas pessoas que acertei o destino. Uma garota "punk" teve um "grande destino" com um grande emprego e um grande casamento. A garota linda "drogada" é super normal. O cara lindo ficou feio. Os bagunceiros se deram bem e mal na mesma proporção do restante da população.
Sobre tudo isso eu aprendi que eu era muito mais cruel as 15 do que imaginava, e chata. Além, é claro, de cheia de preconceitos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Estive relendo os 100 fatos sobre mim aqui no blog e percebi como algumas coisas mudam. Alguns vão achar besteira, mas eu achei que NUNCA ia usar facebook. Tinha o meu a anos e odiava! Meu fato 50 era "odeio o facebook." Eu também jogava muita canastra pela internet. É aquela coisa de valores centrais e periféricos que a psicologia ensina a muito tempo: nessa lista já estava que espero que as pessoas cumpra o que me disseram, assim como aquelas coisas que "nunca mudam". ;) Essa sou eu, posso mudar minha rede social (é bem difícil, leva anos, tem que vencer minha teimosia, mas eu posso), mas não se pode mudar quem sou por dentro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre todas as alegrias e tristezas do mundo

No último mês essa garota aqui foi dormir feliz. Porque aquele cara entrou na vida dela mudou tudo. Ela se permitiu mudar é verdade. Lutou muito. Fez todas as merdas possíveis (e as jogou no ventilador muitas vezes). Aí limpou a casa e esperou por ele. E veio. E ela ainda tem pesadelos em que nada disso é real. Mas é.
Hoje essa garota vai dormir triste. Nada disso mudou, e com certeza ele ainda será a primeira coisa que ela pensará pela manhã, mas hoje em seu coração está pesando as dores que ela carregou e que consegue ver tão claramente ali do outro lado. Arriscando tudo eu continuo a escrever exatamente o que se passa em seu coração.
Eu vejo em seus olhos as dores que sinto aqui. E isso me parte. E isso me puxa como os abismos sempre me puxaram. Todos eles. Algo em mim sempre vai sentir o abalo. Vai se partir em dois como sempre fez quando ver algo assim, tão próximo de mim, tão humano. Não sei simplesmente não olhar, achar bobo a dor do outro. Eu sinto aqui dentro.
Estou feliz por poder ajudar de outras formas, sem me jogar nos abismos como antes. Estou feliz de ter para onde ir. Estou feliz que essa sombra vai passar.

[E logo voltamos a programaçao normal do blog]

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje eu estava cansada, estressada e com todos os efeitos que advem de ambos: como dores no corpo, sem paciência, irritada algumas necessidades. Eu só não estava bêbada de sono, coisa que quando estou com sono e relaxada é divertido de ver.

Pois bem, estava eu toda tendo meu ataque.
Só que dessa vez *ele* me colocou no colo e, com mais cuidado do que qualquer outra pessoa já teve comigo, procurou uma posição para que eu pudesse ficar confortável! Apoiou minhas pernas com uma das mãos e colou meu corpo em um ângulo que pudesse dormir.

A despeito do nível absurdo de fofura que isso é, tenho algumas considerações importantes. Não sei quanto a vocês, mas para mim é muito difícil simplesmente estar com alguém num relacionamento saudável. Esta já por si uma premissa muito difícil. Sou dada a dramas mexicanos e a gostar de quem obviamente não gosta de mim. Estar ali e receber algo bom e isso ser fácil, uau, que incrível, assustador, lindo e intenso que é.

Em segundo lugar, mesmo estando constantemente comprovando que fácil e bom é da nossa relação, EXISTE, é real, ainda é meu não entregar meus problemas, me fazer de forte, ser a pessoa que cuida do outro. Ok, senta lá Claúdia. Essa é a Karina que o mundo conhece, ele conhece outra: a que ele conhece faz manha, bico, pede colo e se deixa ser ajeitada cuidadosamente.

Sabe porque? Porque é possível dividir com ele o que eu sinto, todas as coisas. Com ele posso me dar ao luxo de descer desse, sei lá, pedestal terrível de garota que aguenta qualquer tranco.

É bom ter alguém assim. É bom saber viver algo assim.
Só se pode estar numa relação quando se está pronto para ela.

domingo, 8 de maio de 2011

Os últimos, finalmente:

91-E ainda que perdoar seja uma marca registrada minha (e é, já me disseram); isso não é esquecer.
92-Guardo moedas em cofrinhos.
93-Gasto meu cofrinho em xerox antes de enxe-lo.
94-Sou desligada.
95-Sou espuleta, agitada e as vezes nervosinha.
96-Adoro chocolate e amo brigadeiro.
97-Tenho intolerância a lactose e gastrite (e isso é só o começo)
98-Preciso voltar a dançar.
99-Achei que não ia escrever os 100 fatos
100-Sou mais do que esses 100 fatos, mas há mais aqui do que a maioria das pessoas sabe sobre mim.

Logo devo postar algumas coisas que estão rondando por aqui.

Feliz dia das mães!

domingo, 1 de maio de 2011

Ainda sobre o que vem acontecendo, tem algo em que eu sempre acreditei, e que agora só se provou mais verdadeiro: é possível se questionar todas as escolhas de alguém (apesar de que é preciso fazer isso com muito cuidado, é claro, e com disposição para ouvir), mas nunca seu direito básico de escolher.

81-Não gosto que digam que sabem mais sobre do que eu. Demorei bastante para saber quem sou.
82-Brincava de espião quando era pequena. Era Nikita (essa que tem remake).
83-Não sou ingênua.
84-Não tenho a idade que aparento.
85-Adoro brincar com meus primos mais novos.
86-Gosto de filmes infantis.
87-Ainda lembro do meu primeiro amor e da primeira carta que recebi dele.
88-Não lembro de vários amores pelo caminho, mas guardo cada sensação, dor e aprendizagem.
89-Achei que não guardava mágoas nunca. Estava errada.
90-mas alguém tem que se esforçar para que eu guarde.


Só para constar:
[1]Questionar é diferente de julgar

ps. Obrigada tio. Logo vou te responder todas as coisas.

domingo, 17 de abril de 2011

Saudade do Sirius. Me lembrei dele. Então me passou o micro conto a seguir na cabeça. É quase como se eu estivesse vendo uma cena versão Sirius.

[Ele olhou para a garota deitada na sua cama, as costas nuas, a respiração leve, suave. Brincou com um cacho de cabelo loiro. Sorriu. Suspirou um pouco amargo.

-Você precisa saber que eu não vou mudar.

Ela abriu os olhos devagar. Bocejou. Virou-se para ele e apoiou o rosto no braço direito.

-Eu sei. Não esperava outra coisa.
-Não. -Ele bufou. -Eu tenho outras... prioridades. -Abaixou a cabeça e procurou as palavras. Então olhou nos olhos dela -Veja, você sabe quem eu sou e que não vou estar aqui sempre. Que vou fazer escolhas ruins e algumas péssimas. Isso não me preocupa. O que me preocupa é que tenho certeza de algumas escolhas: vou escolher estar do lado dela, ainda, e não posso te pedir para passar por isso comigo.
-Então não peça, só me dê a opção.
-Isso é tão errado, mas parece tão certo agora. -Eles riram juntos.
-Todo esse papo nem parece você, sabia? Vim aqui pela diversão.
-Essa é a minha garota.

E o lençol se foi, levando as dúvidas.]


"O que obviamente não presta sempre me interessou muito". (Clarice Lispector)

E para não perder o costume (About me):

71-Espero o mesmo respeito e honestidade que disponho aos outros.
72-Jogo canastra pela internet.
73-Não consigo ter paciência para rpg no pc.
74-Me obrigar a ser social é horrível. Odeio estar em situações que TENHO que bater papo, ou conhecer pessoas.
75-Ainda me surpreendo com a vida. E gosto de me deixar surpreender.
76-o primeiro mangá que li foi Fruits Basket.
77-Meus amigos me acham parecida com a Tohru.
78-Falando nisso, quando via Cavaleiros do Zodíaco na infância, eu era o Hyoga.
79-Hoje tenho uma queda pelo Shiryu, pq né?
80-Sou da época que Sailo Moon passava na manchete.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre cansaço e eu (ainda).

[Aviso: esse post é um daqueles sobre meus sentimentos em dias escuros, mas depois melhora.]

E o que eu faço com todas essas coisas que eu sinto?
Todas essas dores, amores, desejos, anseios, cores, flores e cheiros.
Deus.
Tão difícil.
Tudo me consome, embebedada e tudo cansa.


Enfim, né? É isso. Continuando About me:


60-Odeio senhor dos anéis (o livro). Acho mto chato.
61-Tenho medo de zumbis em Resident Evil (jogo) e de Tiranossauro Rex em Tomb Raider. >.<
62-faço terapia.
63-meu pc, minha vida.
64-sou incuravelmente romantica, dessas que acreditava que vai funcionar e luta.
65-sou durona tbm.
66-Tenho de medo de mta coisa. Principalmente das minhas apostas em relações amorosas.
67-Tenho tanto medo que preciso ir lá e fazer, porque a idéia de acabar sozinha por covardia me apavora.
68-Vou até o fim das coisas.
69-Preciso do meu tempo.
70-Reconheço as coisas que fiz.