sábado, 25 de dezembro de 2010

Quando eu sou boa eu boa, mas quando eu sou má, eu sou ótima.

Entre Sussurro e Fallen

Bem, como eu tenho dito muito ultimamente, 2011 será o ano dos anjos. (E qualquer interessando pode conferir minha resenha completa em http://novogenese.blogspot.com . Acontece que nos últimos tempos – leia-se últimas duas viagens de ônibus – eu li “Sussurro” (da série Hush Hush) e “Fallen”.
Aconteceu assim: estava sem livros para ler e não agüento nem 20 minutos sem a reconfortante idéia de que posso grudar minha cara em um livro até o fim dos tempos. Então encarei a revistaria da rodoviária e resolvi comprar um “presente de natal” para minha mãe, que seria um livro que eu poderia ir lendo. Minhas opções eram a continuação muito provavelmente infame e infeliz de “House of Night” (aqueles livrinhos: Marcada, Traída... Queimada!!!!), ou talvez o das corujinhas que iam sair em filme (acabei não gostando da cara), ou até Sildey Sheldon (algum que me interessasse e que não tivesse lido). Quando as opções acabaram, resolvi pedir por “Fallen” que não tinha, então bati os olhos em “Sussurro”. Foi paixão a primeira vista! Levei. E não desgrudei mais.
Na semana seguinte precisei viajar para São Gabriel (de onde digito estas mal fadadas linhas, quero dizer de DENTRO do ônibus) e comprei Fallen, porque afinal estava sem livros de novo. Sim eu terminei Sussurro, e sim eu terminei Fallen. Porque afinal não desgrudei do primeiro e do segundo bem... Estou em um ônibus há 11 horas.
Esperei MEIO ano para por as minhas mãozinhas em Fallen. Ele é estranhamente atraente. Tem uma aura poderosa mesmo, mas poxa. Teve um probleminha, eu li Sussurro. Então como na minha cabeça é impossível não comparar. Vamos lá.

Ambos são livros sobre garotas que se encrencam com anjos (ops, não devia falar isso sobre Fallen??, sorry qualquer sinopse meia boca vai contar isso, e daqui a pouco estaremos especialistas em anjos). As meninas estão terrivelmente, perdidamente, completamente, ferradamente, apaixonada por esses anjos. Ah sim, eles são sexy e bonitos.
E, muito importante para mim, os livros são super bem escritos. As tramas são ótimas, apesar de esbarrarem em ser dramas adolescentes (o que afastas alguns e chama outros, eu adoro). Poderia até dar uns pontos a mais para Fallen aqui, sua trama esconde bem os personagens e é bem misteriosa. Só que esconde tanto que me deixou com um milhão de perguntas! Sério, eu li durante 11 horas o livro, e só tive metade das respostas? Simples assim? E todos que eu achei que eram vilões eram, e acertei os mocinhos também. Como disse a trama é boa, se não fosse eu teria ido fazer palavras cruzadas!
A trama de Sussurro é mais simples, aparentemente. Ela é menos sombria deveria dizer, você consegue acompanhar sem se angustiar (o que é bom, mas sentir angústia em suspense também é, no fim). E o fim dela não é assim tipo “Uau nunca suspeitei!”, mas eu fui pega de surpresa. E as peças se encaixam perfeitamente. E meu maior susto foi ver que tinha continuação, porque o livro terminou! Sem pontas soltas. A única coisa que posso falar do enredo que vi como defeito foi que alguns enlaces da trama eu não acompanhei, pareceu para mim que a autoria poderia ter explorado um pouco mais para que no fim eu pudesse acompanhar o que estava acontecendo e não entender ali o que significavam (só que sinceramente? Eu li tão rápido que posso ter passado por cima de algumas coisas).
Preciso falar que Fallen traz uma personagem principal muito mais interessante e uma escola (onde se passa a história) incrivelmente mais intensa. É tudo de arrepiar. Enquanto Sussurro traz tudo mais normal.
Para compensar temos o mocinho da história. Enquanto em Sussuro eu já estava suspirando por Patch em menos de sei lá, vinte páginas. Daniel de Fallen, não me convenceu até agora. E isso faz muita diferença. Uma coisa é você acreditar no amor de uma personagem, outra coisa é você estar junto com ela, maluca por um cara que é perigo na certa. Dez mil vezes mais interessante.
Aqui abro um parágrafo para dar três estrelinhas para Fallen, porque apesar de Daniel não me convencer a me apaixonar por ele, ao menos ele briga DE VERDADE. Fallen tem boas brigas de garotos e um cara que compete pela mocinha realmente bom (o que eu senti falta todo o tempo em Sussurro, se alguém for ler/tiver lido, notem como Elliot na verdade é BEM sem graça). As brigas de Daniel e Cam são realmente boas...
Ain, eu tenho uma quedinha por badboys né? A melhor coisa de Fallen para mim era o Cam, que provavelmente seria parceiro das antigas de Patch em um universo alternativo Canon das duas obras.
Ok, viagens a parte, isso era o que eu tinha para dizer: Fallen traz alguns elementos interessantes como o ambiente intenso, a história pregressa da mocinha, as boas brigas, o enredo interessante (tanto que foi super bem de vendas e vai virar filme), mas perde de longe para Sussurro, que na minha opinião vai virar um fenômeno como Crepúsculo (inclusive saiu pela mesma editora no Brasil).
Sussurro, como disse saiu pela Intrínseca, o que por si só garante uma linda capa. Esta supera tudo que já vi, é magnífica e uma delícia de tocar. Fallen também saiu com uma edição lindíssima, que é ótima ao tato. Empate técnico aqui (apesar de ao meu gosto a capa de Sussurro ser melhor).

Nota: “Crescendo” é a continuação de Sussurro, já saiu nos EUA, e já está disponível na internet em pdf. Logo estará no Brasil (seu lançamento chegou a ser adiantado, coisa que nunca vi). Um terceiro livro foi anunciado por Becca com o título de “Tempest”, ela disse não saber se foi é último. Assim que eu tiver animo para ler em pdf digo algo sobre a continuação.

Indico:
-http://www.seriesussurro.com.br/a-serie/sussurro/
-http://fallen-br.webs.com/
- Saraiva: http://www.livrariasaraiva.com.br
-http://novogenese.blogspot.com/2010/12/tendecias-2011.html (sobre livros com tramas com anjos)

Promessas de ano novo ou sobre coisas.que.eu.nao.deveria.fazer.mas.obviamente.já.fiz

Sabe todas aquelas coisas que você não deve fazer?

Elas compõe a minha lista de ano novo.
E é óbvio que exatamente que porque não devemos fazer, são as mais desejadas, as mais perigosas, mas fáceis de cumprir e ao mesmo tempo as que exigem mais coragem.

A do topo da lista foi entregar algo que achei que estava escrevendo para este digníssimo blog, mas era apenas para uma pessoa. E falava absolutamente tudo.

Feliz 2011 galerinha.

ps. esperem os próximos posts. vou contar sobre a minha viagem de 12 horas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Lista de desejos

Olá, meu aniversário e o natal estão chegando.
Sonhar não custa nada, então vou compartilhar minha lista de desejos com vocês.


HD Externo
Roteador Wireless
Netbook
Smartphone
Bella e a Fera Edição Especial
Box de: House, The Big Bang Theory, Sex and the City
Alice no país das Maravilhas – Edição Comentada (Editora Zahar)
Quase Qualquer livro de literatura e Gestalt.
Banco Imobiliário
Muchkin Tradicional
Livro do Mestre 3.5
Livro dos Monstros 3.5
Namorado
Jacob =)
Jogos de tabuleiros
Um par de botas iguais a de Alice (de American Alice Mc Gee’s)

Beijinhos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um amigo meu me disse que eu devia apagar a existência dele. Sabe? Apagar orkut, msn, twitter. Bom é claro que se a essa altura eu não consegui fazer isso (apagar ele da minha vida) não acredito que dar unfollow realmente me impediria de entrar na página dele (acredite, fiz isso por meses quando não dava conta de seguir ele normalmente).

Bem, eu nao quero apagar a existencia dele. Tem coisas que quero guardar sempre cmg. E não tem haver com ser masoquista. É que como eu posso esquecer das tardes enrolados em lençol, ou das conversas mais sinceras que já tive na vida, ou de conversar na BeiraMar?
Eu só queria q parasse de doer e que nao precisasse TANTO dele agora. Porque doer, já estava doendo, mas hoje precisava repousar naqueles braços e esquecer. Ter algo bom agora.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E se me apaixono assim por ti
já vou sorrindo
já vou ouvindo nossas velhas músicas no rádio
já vou divagando e suspirando

e devagar espalho felicidade no meu quarto
volto a dormir.

E se me apaixono assim por ti
tenho medo
cometo pecados
me passo
suspiro de novo
danço
dou voltas
falo demais
espero tudo e um pouco mais

Me canso. Desisto.
Me apego.
Te amo um pouco mais, um pouco menos.
Espero.
Seguro sua mão.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Olá, hoje não vou contar nada meu. Peço licença aqueles que eventualmente me lêem para contar aqui uma história que recebi de um amigo muito querido e que com ela pretendo abrir um outro projeto meu (o blog "Des.cobrir", conto sobre ele depois).

Esta é uma das muitas histórias de vida onde a compreensão dos fatos é torcida e retorcida causando dor para todos os lados. Principalmente para quem está nos narrando. E não se enganem, está é mesmo a versão curta.

"Quando meu pai e minha mãe se separaram nunca passou na minha cabeça morar com meu pai, eu fazia tudo por minha mãe. Minha mãe era como minha melhor amiga, eu contava tudo para ela e ela também. Ela poderia falar que um mico leão dourado era vermelho que eu ia acreditar. Então nos mudamos, e estava indo tudo bem. Até um dia em que ela ‘sentada no sofá com o note book’ me perguntou: ‘João, tu é o amiguinho da mãe, bla bla bla, tem um guri da minha escola dando em cima de mim, mas ele é meu aluno, o que tu acha?’ , e eu respondi que achava ‘Ridículo’. Então ela falou que ia ignorar e mudou de assunto. Eu nem levei a sério o fato.
‘Minha mãe nunca foi de sair, sempre caseira, e estudiosa’ Já um tempo morando sem meu pai, ela começou a sair, ver amigos, essas coisas. Eu achava normal, alias também tem a vida dela. Então ela começou a sair sempre com uma tal de Letícia, (Letícia: Trabalhava como massagista e depiladora no salão em que a mãe ia). Um dia minha mãe ia sair com essa Letícia, e me perguntou se eu queria que ela me trouxesse um crepe. Eu respondi que não, e então ela saio. Alguns minutos depois eu mudei de idéia e resolvi ir comprar um crepe onde ela iria estar. Fui andando por uma rua que de noite é sem iluminação e ao chegar perto do local avistei minha mãe, mas para minha surpresa Letícia não estava lá. Quem estava? Paulo, seu mas novo ‘ficante’. Voltei para casa triste e fui para sala jogar Nintendo Wii, fiquei pensando ‘Quanto tempo será que ela esta saindo com ele?’, ‘Porque ela não me contou’?. É, mas meu dia não poderia ser pior, de repente a porta abre e quem eu vejo? Minha mãe com Paulo entrando. Ela tenta apresenta-lo a mim, (não lembro se minha irmã estava em casa esse dia).Meu mundo tinha caído, minha mãe tinha mentido para mim pela primeira vez. Daí em diante foi assim, Paulo vinha no nosso apartamento quase todo dia, e eu sempre era mal educado com ele, quando ele estava na mesa eu não sentava, quando eles iam ver filme eu não via. Mas com o tempo eu acabei deixando o fato passar, e mesmo não gostando da idéia de minha mãe namorar um menino muito mas novo que ela. Ela tinha 31 acho, e ele 18 eu ACHAVA.
Sempre desconfiei a idade dele, até que um dia minha mãe resolveu me contar a ‘verdade’, ela disse que mentiu e que ele não tinha 18, tinha 17. Mas se isso não fosse o bastante, um dia qualquer eu peguei a carteira dele e vi que ele não tinha 17, tinha 16. E eu 13, vocês entendem?
Agora ele estava todo dia lá em casa, quando não dormia lá. Um dia a conta de telefone celular de minha mãe veio ‘200’ Reais. Meu avô brigou com ela, que isso não era coisa de gente adulta, que ela não tinha esse dinheiro para ficar gastando. Minha mãe se revoltou, não para eles, mas em casa. Ficava falando ‘Porque o Marcio (Irmão dela) sempre apronta, aparece com milhares de contas, já roubou o pai, bla bla e ele sempre é o preferidos deles (Meus avós), eles sempre defendem o Marcio e nunca a mim, e daí que minha conta veio 200 reais, eu não peço ajuda de ninguém para pagar.’
Daí para frente Paulo nem saia mas lá de casa, minha mãe comprava bebida e os dois ficavam trancados no quarto. Até que um dia minha irmã me chamou para ver um negocio na câmera dela. Fotos do Paulo de cueca em várias posições e do peito da minha mãe. Quando eu vi aquilo eu fui para o quarto e fiquei pensando. Mas de noite eu chamei minha irmã e falei: ‘Fernanda (Minha irmã) eu não vou mas morar com a mãe, vou arrumar minhas coisas e vou ligar para o pai’ e então fui dormir. Na outro dia de manhã minha mãe saio para trabalhar. Der repente minha irmã passa por mim com uma mochila e eu pergunto: Aonde vais?. Minha irmã passou a madrugada arrumando as coisas dela para de manhã ir para caso do pai. Acho que o único motivo por ela ficar ali era eu, sempre fomos muito ligados, jogávamos jogos juntos e tal. Não quer dizer que nunca brigamos, mas é coisa de irmão.
Quando minha mãe soube que minha irmã tinha saído de casa, ela passou mal e foi para o hospital. E então eu fiquei triste, e acabei ficando com minha mãe, mesmo ela já tendo mentido várias vezes para mim.
Tempos depois minha mãe me levou a um restaurante e perguntou o que eu achava de ir morar em ‘Local1’ e até me levou lá para mostrar a casa. ( Não tem como eu explicar, mas era o local mas longe do mundo, deveria levar uma hora de carro mas ou menos, não tinha nada, absolutamente nada lá.) Eu falei que a casa até era boa, se pode-se troca-la para outro local. Fiz minha mãe prometer que não ia comprar aquela casa. Ela disse que então agente ia morar com a minha avó até ela achar outra casa que pode-se comprar. Mas o orgulho falou mas alto, minha avó não era muito fã de Paulo, e ai um dia ela me falou que já tinha comprado a casa. Uma casa na frente da casa da mãe de Paulo. Ela diz que era a única que ela podia comprar, mas eu sempre penso que ela comprou porquê a mãe de Paulo não deixou mas ela ficar indo na nossa casa, já que ele tinha 16 anos e era de menor.
Minha mãe começou a reformar a casa e eu fui morar com a minha avó. Um dia minha mãe me levou para morar com ela. Nas primeiras semanas minha mãe me levava de carro. No começo íamos escutando um programa humorístico e rindo. Na segunda/terceira semana minha mãe já começou a reclamar que não tinha gasolina para me levar. Eu Não sabia como falar para ela que eu não queria morar ali, então um dia estava chorando na sala e ela me perguntou o porquê: Eu falei para ela que ela tinha uma semana para se mudar dali se não eu ia embora. Acho que ela não levou muito a sério. Ela queria que eu fosse para escola de ônibus, detalhe, o ônibus passava 5 da manhã, para poder chegar 7:30 na minha escola. Passou uma semana, e nada. Morar no fim do mundo, e com Paulo já era o fim, até que depois de um mês chegou ao apogeu. Eu não podia nem ver TV. Minha TV ficava do lado do quarto dela e quem disse que dava de escutar? Não sei como os visinhos não acordavam com aqueles barulhos, pareciam que estavam morrendo. Cansei, sai de casa. Fui morar com o pai.
Depois que eu sai de casa, minha mãe engravidou. Eu quase não ia lá, quando ia passar uma semana nas férias, minha mãe quase não ficava com agente (Eu e minha irmã) ficava sempre trancada no quarto com seu ‘Marido’ um sem vergonha que transava com a vizinha quando tinha 13 anos.
Mesmo não indo muito lá, eu sempre mandava mensagem, todo dia. E ligava sempre para o celular dela. Até que minha mãe me acusou de ter abandonado ela para minha avó, falou que nem mensagem eu mandava. Ai eu peguei o celular dela e mostrei para ela todas as mensagens que eu tinha mandado. Ela disse que não tinha visto, mas estavam todas abertas.
Enfim, minha mãe não era mas a mesma. Mas mesmo assim ela me acusou por muito tempo, e ainda acusa de eu ter abandonado ela. Fala que não é mas tão feliz porque perdeu as maiores jóias da vida dela. Eu não penso assim, ela ainda deve ser triste porque quando vai dormir olha para traz e vê que estava errada. Porque eu durmo de cabeça limpa, sei que tentei, não fui eu que mudei.
História Resumida. Nomes Fictícios."

*folêgo*
É por me arrepiar com histórias assim que escolhi estar sempre próxima de gente.

Projeto novo: http://des-cobrir.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre sentir saudade e ter esperanças

Saudade.

Ouvi algo de uma pessoa incrivelmente especial que mexeu comigo de um jeito incrível. Eu demorei para entender tudo o que podia conter na fala desta pessoa. Como eu não pedi autorização para ela, vou colocar aqui um recorte meu, adaptado:

"Mesmo que doa encontrar aqueles que nos distanciamos e amamos, a dor da distância pode ser muito pior. É um novo conceito de saudade que estou aprendendo."

Devo confessar que o primeiro pulo foi pela esperança de que agora ele entenda as coisas que eu entendi.

Pois bem, foi para os dicionários (vício que adquiri em uma matéria da faculdade).

O Michaelis começa assim: "Saudade 1. Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou coisas passadas."

Nem preciso continuar, saudade não é SUAVE, e não tem absolutamente relação com tempo. Passado, presente e futuro não se relacionam com saudade. Eu pelo menos já tive saudade de quem estava indo viajar, mas ainda ESTAVA ALI!
E, putz!, saudade tem mais haver com dor e alegria do que com qualquer coisa morninha. Pouquíssimas vezes haverá uma saudade calma.

Nessa acredito que a Wiki ganhou feio: descreve a saudade como uma mistura de perda, distância, amor, melancolia e mágoa. É por aí, eu acho.

O que importa de tudo isso? Que a saudade é difícil de definir? É difícil de sentir também! A pessoa que me disse aquelas palavras ali em cima demonstrou, isso.

No fim e vi que havia mais naquela frase(na verdade é porque nunca vemos o óbvio): esta pessoa sentiu saudade. Algo que não imaginei e não me dei conta, porque ele deu uma volta para dizer isso.

Não. Não foi por isso, foi que existem coisas nas entrelinhas sobre sentir saudade que só demonstram o quão complexo esse sentimento é! Como precisar ficar longe, e depois perto. E quem sou eu para dizer algo sobre isso, quando eu mesma fiz tudo isso tão mais insanamente?

domingo, 22 de agosto de 2010

É clichê dizer que existem dois tipos de solidão, e que o pior é aquele que você sente no meio de um monte de gente, mas, clichê ou não, é verdade.

Eu que sou solitária por natureza, que adoro um cinema sozinha, ando amargurando o tipo ruim. Estou só. E não tem importado muito onde ou com quem estou. E não é estado de espírito! Minha vida está de cabeça para baixo, bagunçando todas as relações me mostrando a solidão de estar no meio de estranhos. Estranhos conhecidos.

Não há paz nesta solidão, há barulho demais. Prefiria estar então sozinha, em silêncio, podendo me ouvir. Como quando eu podia sair de casa e ir no cinema e ouvir meus pensamentos em paz!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Amizade em teor alcoólico.

Hoje eu ouvi novamente a famosa frase: "Nunca fiz amigos bebendo leite".

Essa é das coisas que eu ouço muito em relação ao álcool (bizarro, já que a frase cita o leite). Muitas vezes já ouvi que é bebendo que se fizeram as melhores amizades. Concordo. Eu também, só que eu não bebo nada com álcool (por problemas de saúde, não sou contra o álcool não).

Sabe o engraçado nessa história? É que eu fiz minhas melhores amizades na base da coca-cola. E esses dias eu tive uma experiência incrível com leite. JURO, leite. =)
Meu melhor amigo estava aqui em casa tomando café da tarde comigo. Eu tenho intolerância a lactose e tomo um leite especial, ninguém toma esse leite comigo. Bem ele chegou, sentou ao meu lado, pegou meu leite e colocou no copo dele. Eu avisei que era meu leite, ele "ok, eu quero tomar ele com você". E tomamos juntos e rimos juntos de algo que naquele momento estava sendo difícil para mim (estava entrando na dieta sem lactose). Foi lindo.

Então eu senti meu coração dando pulos com leite, com coca e claro com tequila já (quando ainda bebia). É só que poxa... Amizade não tem NADA haver com o teor de álcool da bebida que você está tomando.


ps. Te amo chuchu! Brigada por tomar leite comigo!

domingo, 25 de julho de 2010

Festas e ficar presa no elevador

Ontem eu me aventurei.
Primeiro foi a pista de dança. Foi lindo. Voltei a girar nela e senti meu peito bater no ritmo do forró.
Que saudade meu deus!

E foram três danças, duas delas magnificamente especiais. A tão esperada e prometida dança com o Mau, e uma surpresa maravilhosa onde me senti tão bem que ainda me arranca sorrisos.

ok, primeira aventura ir para festa e girar. (dançar foi surpreendemente fácil!)

segunda aventura: Fiquei presa no elevador!!
Sai cedo da festa para chegar cedo em casa! E aí entramos no elevador... Bem olha a idéia das crianças: "Vamos pular?"
Juro que eu ainda comentei "Vai empacar...", mas pulei.
Bom empacou.

...
¬¬"

Sentamos e esperamos né...
Um dos meninos tentou abrir a porta, mas não funcionou. O pior foi quando chegou a manuntenção! Desligou a luz, a ventilação, começou a ficar tudo estranho... Aí deu medo. Mas descemos e ficou tudo bem.

O cara da portaria estava se rachando de rir da nossa cara... e nós fazendo cara séria, só que tinha camêra no elevador. tipo, oi? é óbvio que ele sabia que nós tinhamos pulado!
O elevador terminou desnivelado... Bando de irresponsáveis. ^^

Só que vou dizer, nada como um elevador parado por um pulo para se fazer amizades.

domingo, 4 de julho de 2010

Como a gente cresce meu deus.

O tempo passou. E não parecia que ia passar, parecia que iríamos ser crianças para sempre, que a escola nunca ia acabar. Que a cada chingamento e sofrimento (e foram muitos) seria insuportável o dia seguinte. A escola, a infância, é interminável, dura mesmo. E aí, acabou.

Se alonga tanto, choramos, vivemos e rimos tanto. Nos achamos tão invencíveis e tão oprimidos pelo mundo grande que quando nos damos conta já crescemos. Deus, como eu cresci? E cresci mesmo. Foi tudo tão bom no fim.

Minha turma do "ginásio" já está em vias de se formar. Gente grande. Gente que chorou copiosamente quando se formou na oitava série porque teria que se separar (não havia "2o grau no meu EIC").

E não foi fácil seguir no segundo grau, nem desfazer os laços de lá. E sei que vai ser igualmente difícil daqui a um ano e meio. E vai ser pior, não vou chorar por semanas como na minha oitava série e ainda vou ter que encarar o mundo real. Acabou escola/faculdade. Chega de estudar. É para ter muito medo, mas também nós queríamos isso, não queríamos?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Retrato de Dorian Gray - Obra prima.

Terminei ontem de ler "O Retrato de Dorian Gray", único romance de Oscar Wilde. Antes de mais nada preciso dar os parabéns a Editora Abril que nos presenteia com lindas edições na coleção "Clássicos". Está magnifíca (e em conta)! Ao final dos livros tem informações preciosas aos fominhas como eu. Nota feita, vamos ao que interessa.

O Retrato de Dorian Gray, que história grandiosa e forte. Um livro que mexeu comigo do começo ao fim. Sua história balança todos os valores do século XIX e do nosso avançadíssimo século XXI através dos diálogos de Basil, Dorian e Henry.
É verdade que há pouca ação, principalmente no início, mas o livro te seduz como o próprio Dorian foi seduzido. E a toda hora eu me vi tomada de angústia pena e dor. Dorian não queria envelhecer. Ele conseguiu? Foi herói ou vítima?* Não existem respostas, e esses são de longe os melhores livros!

Como escritora que sou não posso deixar de destacar como Wilde me envolveu do começo ao fim. Estava apaixonada nas primeiras páginas, antes mesmo do Retrato ser feito. E eu não sou uma leitora de clássicos, não segurei o ritmo de "Morro dos Ventos Uivantes". Outro destaque é que em meio a tantos diálogos o narrador quase desaparece magistralmente porque não se faz necessário, brilhante.
A única parte sofrida para mim é quando Dorian compra um mundo de coleções e o autor as descreve em detalhes por páginas a fio. Um saco, mas perfeito! Afinal o personagem estava fugindo de si mesmo e maravilhado e eu acho fugas de tipo fúteis e chatas, me passou a sensação exata!

Para mim uma obra prima do começo ao fim. Estou correndo para ver o último filme feito (já é o décimo!) com o ator de que fez Princípe Caspian. Let's Go.

*Esta pergunta também foi formulada nas páginas sobre os personagens que a Editora Abril acrescentou ao fim do livro.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Video-games não influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciando a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pilulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tem umas coisas que não dão mais.

Homem cafajeste, tipo José Mayer em novela de Manoel Carlos, já era.
Emo já era.
Não aceitar sua própria opção sexual é tão anos 90...
Xuxa na tv? Oi? Já passou né?

Ok.

Mas tem coisas que me doem no estômago e que já bastam para mim.
Mãe com crise adolescente chega né?
Amigos que os ritmos não se encaixam não dá. Tem algo errado.
Homem que some, não tenho paciência gente...

É o seguinte: cansei de mundo chato. Prefiro meu canto de boa, a esse mundo chato aí de fora. Pago para não me cansar com gente sem graça.
Isso não significa que eu não queira sair. Já sai dessa também. Estou maluca por uma festa com meus nerds preferidos (e com meus outros amigos também, ÓBVIO, só faz mto tempo que não tenho isso). Quero a vida com brilho, com gosto.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Outro dia um certo comentário me fez pensar sobre relacionamentos e amor.

Veja, eu já amei pessoas que namorei. A coisa lógica a se fazer.
Mas já namorei quem eu não amava, mas gostava e via toda hora, então parecia um namoro... Aí resolvi ir logo namorando mesmo...
Também já amei e só fiquei...
Já amei e não defini o que era o relacionamento.
Já amei quem eu não conhecia direito.
Já amei quem não estava comigo.
Agora quem estava comigo, do meu lado? Esse é bem difícil.

Amor é tão difícil de andar lado a lado com relacionamento. Por quê?

domingo, 13 de junho de 2010

Me perguntaram "vc vem para lg?"
Eu respondi em meu coração "Vou-me embora pra Pasárgada... Isso sim..."

Não sei onde é a minha Pasárgada, passei horas tentando achar uma foto para postar com o poema no meu fotolog. Já foi tantos lugares, agora é nenhum. Nem minha imaginação. Sei de um, talvez. Sinto falta. Quero colo. E não é mais de nenhum dos caras que passou pela minha vida, nem da minha mãe. É de um amigo muito especial que eu amo imensamente, que se não está nesse exato momento me dando colo é porque, porra, é domingo a noite. E meu horário é complexo demais! Se eu ligasse era capaz de ele vir! (te amo chuchu!)

Como as coisas mudam.
Eu quero tanto outras coisas.
Eu ainda quero poder ter alguém, um namorado.
Ainda gostaria de poder contar com minha mãe.
Mas o colo que mais quero, é o que eu tenho. É tão melhor.
Acho que errei feio na foto. Acho que sei onde é minha Parságada.

Ou não, pq foi ele que tirou, e a gente tava juntos. E foi tão especial.
(Tirando a coca-cola derramada)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Carralhoooo!!!
como é que um dia pode começar tao baaad?

=P Sério, riam comigo.

Eu fui secar um carinha (de leve, só por diversão) e além de ele ser tudo o que eu não quero nesse momento do de cara com o meu ex no orkut dele! oi?
Depois no meu trabalho nada da certo!
E ainda a coleção de livros do André Vianco que eu quero muitooooo baixou de preço mais uma vez!! E eu não tenho dinheiro para comprar!!! =~ Tá 9,90 cada livro!!

E são só 11 da manhã!! Vai cair um prédio em cima de mim assim!

sábado, 5 de junho de 2010

Quadrilha

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."

Carlos Drummond de Andrade

mundo injusto da porra. meninas como eu nao deviam saber falar desse jeito para começar!! Depois, nunca, nunca, nunca, devia haver a possibilidade de alguem gostar de alguem e não ser gostado de volta.

[De resto é tudo tão bom de se ouvir. =~]

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu queria que você, rapaz, que passa de vez em quando por mim, fosse para mim. Queria mesmo. Desejei isso, hoje, com todas as minhas forças. Mas, deus, você não é.
Nós, que tivemos talvez um ou dois momentos, que desejamos mais, que nos permitimos tão pouco, nós, na verdade, não servimos um para o outro. E eu soube disso hoje.

Mentira. Soube disso a mais tempo, talvez desde sempre. Você me emociona, me eleva, e só. Acabou. É brisa que refresca e segue e é curta demais para mim. E eu com meu orgulho muitíssimo feminino não poderia admitir não ser olhada, não ser seguida, não depois de ter olhado e ter sentido meu estômago revirar.

E você que quer tanto da vida e que está tão perdido, mexe com tudo o que está na flor da minha pele queimando ainda... É um golpe tão baixo!

Mas não é amor, nem paixão, nem nada. E já até perdeu a graça, como enredo de escola de samba que se repete demais. E hoje ficou claro, não vai acontecer não é?
Que pena.

domingo, 23 de maio de 2010

Cinto de segurança ou Casaco de couro

Quanto tempo mais teremos de esperar pelo amor?

Me sinto uma criança em uma viagem de dez horas de carro, amarrada pelo cinto traseiro do carro, que acabou de sentar. Inquieta eu logo eu pergunto pela DÉCIMA vez "falta muito mãnhê???", ao que ela diz "acabamos de sair de casa filha, paciência!", mas mais paciência?
Esperar o que? Mais curvas? Mais placas de aviso? Mais paisagem, árvores iguais e sem gracinhas? DEZ HORAS de estradas iguais? E de vez em quando a gente para por aí, come algo, possivelmente se diverte e olhe lá...
Para então chegar a um destino que sabe-se lá o que me aguarda?

Quero mais da vida! Quero mais que caminhos iguais, que essa mesmice, que esperar, que esses clichezinhos básicos que enchem livros com finais felizes! Quero meu meio feliz! Cadê a coragem dos outros? Aquele frio na barriga? Aquela coisa que faz a gente não dormir?

Em vez de dez horas de carro com a mãe, quero andar de moto por aí gente! (ok, vcs entenderam que isso tudo é metáfora certo? pq essa é uma boa hr para dizer q eu amooo moto, mas nao estou falando literalmente aqui de cada coisa. =B)

Então cadê aquele cara que me buscar numa moto barulhenta e me levar para fazer algo maluco e fazer dar pulinhos? Sentir o vento agarrada no casaco de couro! Só de pensar, uxi!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tem essa dor aqui no peito, como um espinho debaixo da unha que não se pode mexer sem doer mais e mais só que na exponencial 10, onde estão todas as dores, amores, flores e horrores da minha história.
O house disse hoje, ou segunda que é quando sai oficialmente seus episódios, no episódio 6.20 (mal aí pelo spolier galera) para seu terapeuta que ele prometeu a felicidade para ele. Bom eu me sinto um pouco assim também. Minha terapeuta não me prometeu isso, eu bem sei, mas eu fui lá atrás disso! Não pago a grana que pago atrás de outra coisa que não ser feliz!
E em quase um ano pareço encontrar infelicidade embaixo de infelicidade! Estou chanfrodando em todas os meus sintomas e infelicidades. Toda vez que tomo um fôlego é apenas para mergulhar mais fundo e descubrir mais uma!

Vejam eu faço psicologia, sei até certo ponto qual é o processo... Mas doí. As vezes não é fácil. As vezes não é fácil aceitar que você não quer sair, que você estar melhor mesmo sozinha, longe de quem ama. É nas pequenas coisas que dores aparecem mais.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Identidade Sexual

Aprensento com muito orgulho este vídeo, Identidade Sexual:

video

Trabalho para Psicologia Social II.

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre falar.

"guarde-a em segredo? mesmo que doa?"

Não. Nada mais de segredos. O carralho para o armário. Peque seus segredos, coloque sua roupa mais bonita e entregue-o junto a flor, como um espinho.
Porque todos perdoam o espinho da rosa.
Fechei uma gestalt.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tenho em meu peito um buraco aberto por uma arma de fogo que doí imensamente.
Gostaria de ser forte, de seguir em frente, de te deixar par trás, de aceitar o seu não. Mas não dá.

E enquanto os olhos enchem de lágrima, mas não as deixam correr, eu caminho todos os dias para algum lugar que eu não sei bem qual é. Procurando seguir, procurando você. Ainda.
Esse buraco é a dor da saudade. Só que a borda é a esperança, é por causa dela que não cicatriza. Uma partezinha minha quer muito esquecer! Esta parte está afogada na imensidão de todo o resto e da vontade do que eu quero de verdade.

Porque eu ainda quero tanto?
To tão cansada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"(...)alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."
Caio F. de Abreu

Como diria Freud, se não há ausência, se não se está morto. Mas não também a dor é por nossa conta né?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dourado: Homofóbico SIM!
Jean Wyllys escreveu tudo o que eu gostaria de dizer. Texto incrível!
Indico: http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=167&postId=22011&permalink=true

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É tão raro encontrar alguém. Eu sei disso desde novinha, dou muito valor ao encaixe bonito dos corpos na cama, aquele abraço que cala.
Ao mesmo tempo que isso é raro, quando você encontra alguém assim o laço se faz intesa e rapidamente. Duas vidas que se encontram, se enamoram e entrelaçam.
Como pode o laço se desfazer singelamente, antes que se perceba.
Um momento está ali e então se desmancha no ar.
Rápido como foi feito.

Está desfeito.

"Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa, uma diva, que beleza
Escolha o que quiser

Mas ande logo, vá depressa
Nem se atreva a pensar muito
O meu universo ainda despreza
Quem não sabe o que quer

Meu coração eu pus no bolso
Mas apareceu um moço
Que tirou ele dali
Não, isso não é engraçado
Um coração, assim, roubado
Bate muito acelerado

Devolve, moço
Devolve, moço
O meu coração do bolso"

sábado, 3 de abril de 2010

Estou muito orgulhosa de mim!
Minha terapeuta me disse: Karina fique com os fato reais, diminua as fantasias!
(Claro que na minha fantasia ela grita isso o tempo inteiro! Se não eu piro nas outras fantasias...)

E hoje alguém ali me ofereceu uma incrível porta para o País das Maravilhas, e eu disse não!
Estou me coçando para voltar lá e abrir a porta e não sei se voltar aguentar até o fim, mas eu disse para ele "Chuchu, se você vai me dar meia resposta e vou ficar fantasiando todo o resto, não quero saber de nada!"
E estou aqui, sem a porta, sem a resposta, mas aposto como vou dormir melhor.

Vamos ficar com os fatos.
=*

segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu sou eu e minhas circustâncias

Meu QI é 120. Meu sapato é 37, meu sutiã é 40, minha calça é 38, minha matrícula é 07117029. Já tive mais pessoas que é bonito dizer, tive quatro ou cinco grande amores. Tenho 158 livros, mas não li uns 50 desses (também já devo ter lido milhares que não tenho sendo bem justa).
Tenho 400 amigos no orkut (oO) e 785 comunidades!

Mas todos esses números não dizem nada. Eles não descrevem que eu pulo quando vejo meus amigos, nem que eu falo demais porque isso é mania de psicólogo.
Não são eles que me fazem única, o que me faz única é estar com as pessoas que estive, nos lugares que estive, com estes meus números e com os sentimentos que não couberam aqui (sim, eu sei, isso é Gestalt).
Estes números não parecem comigo...
Não acham?

domingo, 28 de março de 2010

E eu fui.

Se a minha vida fosse um objeto de decoração (nesse aqui-agora específico!) seria um globo de neve, sabe? Daqueles de sacudir?
Bem, eu peguei meu globo de neve BEM bonito, enrolei em plástico bolha, guardei na caixa que veio, embrulhei num pano, depois em outro, coloquei numa sacola, abri o guarda-roupa e enfiei embaixo do máximo de coisas que consegui.
Talvez os leitores atentos (e eu posso citar dois que leram aqui e me apontaram os posts a que vou me referir) perceberam quantas vezes vim até aqui só para lamentar minha dor. Foi meu tempo, me permiti isso e foi excelente.

Ontem eu resolvi que estava na hora de tirar meu globo do plástico bolha (mais conhecido como sair do armário) e ir viver. Ufa. Sufoquei só de pensar em todo esse tempo. =S

Bem eu abri a caixa com todo o cuidado. Tirei o globo e olhei extasiada. É tão bonito... Eu até pensei em dar uma sacudidinha de leve...
Ai tropecei.
Só vi o globo sacudindo no ar horrores. E rolando. Muito.
Ok.
Legal.
É isso aí.
Fechei os olhos e segurei a respiração. Não houve nenhum barulho de quebra ao menos.
Soltei o ar.

Tudo bem garota, sacudiu. Você não queria. O globo tá todo sujo e você amava ele bonito e protegido, mas anaway.
Vamos em frente?

=)

Viva la vida loca.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Indo

"Olha o passo da menina que leve
E logo se percebe no seu caminhar
O que ela quer é dançar"

Vejo o sorriso no canto da boca formando covinhas.
É a vida seguindo.

Não sou tola, nem sem tão sem inexperiente para acreditar que nunca mais haverá choro e falta, mas estou confiante que agora será muito mais daquela saudade que faz a gente vacilar por um segundo do que por horas inteiras.

Não quero sapatear. Quero dançar.
A dois.

Quero ser amada.
E agora não estou falando só de companheiros de uma vida.
Estendo esta "convacação" a todos que fazem parte da minha vida, quero ser amada dentro dos papéis que me cabem de amiga, namorada, mulher, filha.
De maneira sadia.
E vou em busca.
Vamos lá.

terça-feira, 23 de março de 2010

Nine

O filme é excelente.
Se a última análise feita aqui foi de algo sem roteiro, esse tem um roteiro valoroso.


[Para que não viu e não liga para spoilers:
O filme tratá de um roterista (e diretor) que não tem o roteiro de seu novo filme Itália.
Ele está a volta de nove mulheres de sua vida que ocupam todo o seu tempo.
O filme vai girar em volta dessas mulheres e desse homem perdido.]


Bem, vamos lá.
Fergie, que interpreta a prostituta, está DESTRUÍDA fisicamente. Gorda, com um cabelo horrível! E arrasa. Maravilhosa. Faz dele um homem sempre que entra no palco. A cena toda dela é muito foda. Incrível.
Já a musa, Nicole Kidman, entra divina e pedindo para ser desmontada. E você não liga. É levado maravilhosamente a não enxergar isso diretamente até o momento que ela se desmonta num gesto simples, mas divinamente bem feito e desce do pedestal (finalmente).
E aquela mulher? O que é aquela mulher submissa, com aquela musiquinha "tem maridos que fazem isso ou aquilo, mas o meu escreve filmes... bla bla bla". Eu poderia dormir! É totalmente sem sal. Então ela finalmente vê que ele está perdido e nunca percebeu quem ela é e escancara! Nossa, show. Tava na hora garota, você me fazia dormir!
Cara nem vou comentar da mãe, né?
Ah vou sim!
Credo, hello? Freud? Melanie Klein? Édipo total! Ele fala com a mãe morta? Gente é muito o filho de uma mãe neurótica que fracassa por não se resolver com isso!!
Digno de virar filme de graduação da psico! O que é aquela cena final?? Aquela mãe abraçada no filho adorado! E quando ela diz que ele é dela (olho o seio bom)? Meu Deus!

Agora eu preciso dizer: adoraria que Nine fosse um filme B. Filmes hollywoodianos são anestésicos, uma pena. Quando deviamos sentis angústia do personagem surge Penélope Cruz linda, orgástica, escorregando numa cortina rosa, pedindo para apertarmos os seis dela! Eu adorei ela como amante. Perfeita. Mas adoraria sentir a angústia um pouco. Só senti falta disso.

Ah sim. O cenário. Gente lindo! Foda demais.
E eu não falei da figurinista e da reporter (as últimas mulheres). A figurista é inteligentissíma. A mãe calada e salvadora. E a reporter é ótima! Parece uma Pantera. Adorei a dança dela. Mostra o quanto o personagem não faz idéia do que tá fazendo!

Enfim é isso.

Ps. Um amigo me disse que esse blog tomou uma linha muito direta depois do post sobre avatar, quem sabe esse post não mude essa linha?

domingo, 21 de março de 2010

Loiros e falar demais

"É, não foi por falta de me avisar. É, não adianta mais me consolar. (...)
Se eu te amei foi de verdade. Se chorei foi de saudade, foi saudade de você.
Eu quero viver mais uns 100 anos pra reparar os danos e um dia te encontrar por aí.
Deixa eu fazer parte dos seus planos pra consertar enganos é que eu tô aqui."

Um loiro me ensinou que tem horas que temos nos calar, tem horas que temos que ir embora. Agora com este outro desta espécime que parece só me dar dor de cabeça (ok, e grandes paixões) parece que é bem hora de ficar quieta e longe também.

Então vou calar o desejo de pedir "deixa?", ainda que esteja em meu coração. Já o resto posso falar em voz alta: espero viver o tempo para poder te encontrar e dar um abraço honesto como aconteceu com o loiro primeiro. =)

terça-feira, 16 de março de 2010

Música

Sem sua música.Silêncio.

É noite.
Está escuro, frio, sem qualquer ruído. Sinto notas musicais que você um dia tocaria para mim, num futuro nunca realizado. As notas suspensas no negro da noite, onde meus olhos não alcançam, pressionam meu peito com o peso que só um amor quebrado no esplendor desabrochar tem.

Os amores diferem. As dores também. A dor de um amor a ser vivido não pode ser comparado a um amor terminado e separado em sua morte. É essa marca nova, que ainda cicatriza vagarosamente, que me é tão estranha. O que eu faço com tanto desejo e dor?

Nesse palco tão grande, agora a performance tem de ser solo. Vou sapatear.

domingo, 14 de março de 2010

Psicologando II

"Antes de Freud, a fonte do bem e do mal e dos desejos e proibições foi concebida como externa e espiritual, geralmente à guisa de demônios confrontando as forças do bem. A partir de Freud, nós próprios nos tornamos o campo de batalha para essas forças, e inexoravelmente somos trazidos à luta, algumas vezes para o melhor, outras, para o pior."

Barlow e Durand - Psicopatologia: Uma Abordagem Integrada, p. 21.

sábado, 13 de março de 2010

Braços e abraços que fogem.
Se afastam e viram poeira da minha imaginação,
e me deixam sozinha na cama.
Todo o calor ficou no sonho,
todo o ar ficou lá.
Isso impediu o grito de dor.

Mas não o agudo profundo na alma.
Fui arrancada desses braços mais uma vez.
Não acho que sobreviva a mais noites como essas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Covardia

{Eu não tive coragem de postar isso no dia, mas quero muito seguir adiante. Então vamos por tudo para fora.}


Eu tenho saudades ainda. Ainda mais quando posso contar com você para não pirar. Mesmo sabendo que terça eu quase pirei por SUA causa, hoje eu não pirei porque podia te ligar e quebrar nosso acordo de silêncio a qualquer sinal de fogo.

Foi o que eu fiz. E você foi tão meu.cantinho.para.dormir.

Mas tá melhorando.

Isso é o bom da vida, passa, muito mais rápido que esperamos.
Já está indo...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Sempre fui aquela garota que virou a MELHOR amiga do ex namorado. Uma vez fiz isso a custo de todos os pedaços do meu coração (e do fígado e acho que do estômago também...). Tirando esse desastre no caminho, nunca tive dificuldades.

Dessa vez não foi difícil, foi tipo *impossível*.

E, não quero ser a psicóloga chata, mas preciso reconhecer que é basicamente porque não quero realmente ser sua amiga. Quero muitas outras coisas, mas amiga com certeza não. E isso é a ponto de eu preferir qualquer coisa a amizade.
Eu não quis um meio namoro, nem meio fim. E agora não quero nada morno, meio quentinho não dá, chuchu. =S

Então não restou muito a não ser voltar atrás na minha tentativa idiota de ser boazinha e amiga e propor as únicas outras duas saídas de um relacionamento: namoro ou esquecimento.

Eu meio que já sabia que isso significaria não voltar e não falar mais com ele.

Bom tem horas que é isso mesmo né? Que a gente não dá conta... Precisamos ENFIAR o ex namorado (ou quase isso) no fundo do baú e trancar ele lá e tocar a vida o mais rápido possível. E não estou falando de badalar não, vou trabalhar e estudar muito, mas de um jeito saudável. Só quero ficar longe de casais, de amor, dele.
Não dou conta gente. Pesado demais... =/

Mas passa.
Vou deixar curar em silêncio, e aproveitar para dar um gás na vida acadêmica.

é isso.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Avatar

Hoje fui ver o tal filme dos carinhas azuis que virou uma revolução no cinema e que todo mundo anda falando.

Quando terminou meu chuchu (o Gus), virou e olhou para minha e disse "tá vai lá... lá vem as críticas!"

Ah primeira coisa que tenho a dizer: eu gostei do filme. Mas como disse micheloliveira (em http://abracaocapeta.wordpress.com/2009/12/19/avatar-o-filme-mil-vezes-ja-filmado/) é um filme para se ver enquanto chove, ou para aproveitar o 3D.

A história é... boa. Os efeitos são do carralho! Os na'vi são fodásticamente lindos: com grandes rostos inspirados em animes para que nós babemos e ainda um "quê" animalesco excelente!

Mas é definitivamente previsível. Não me incomodou, mas incomodaria qualquer um que não estevisse absolutamente encantado com a cultura dos na'vi: para mim supera os elfos do Tolkien (um minuto para os chingamentos... eu achei MTO foda caramba! a maneira como as coisas se "encaixam" enfim, sem spoleir).

Como destaquei a cima: a cultura dos na'vi é o que mais vale a pena! Veria de novo só por isso.

Agora... eu tive muitas vezes a sensação que já tinha visto aquela história: parecia pocahontas, com Matrix e Eragon. Triste. O cara leva mais de dez anos e deixa a gente pensando, poxa eu sabia que isso ia acontecer... Precisava ser tão tão tão clichê? *biquinho*
Chega a dar raiva, o cara pensou na cultura inteira, já provou que podia fugir do óbvio.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Estou aqui por você, mesmo que você ignore isso.
Quero gritar isso a plenos pulmões pela simples desconfiança de que algo esteja errado na vida dele. Mas é burrice. Porque não há nada a ser feito, porque ele não quer nada de mim (talvez nunca tenha desejado e tenha tudo se resumido a delírios meus).

Porque garotas são burras?
Porque o amor ignora as regras que mantem as pessoas saudáveis?
Porque você simplesmente não vem e divide tudo?
Eu sei que posso ajudar. =~

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Então ele a abraçou e beijou. Era quente e cheio de desejo. Era o que ela queria, não era? Ela o pressiou com as pernas, ele percebeu como ansia, mas desejo de afastá-lo. Aquilo com certeza não era o que ela queria, ou não era quem ela queria.
O que estava fazendo. Conteve aquela onda profunda de medo e dor porque achou que poderia chorar. Tentou acompanhar o corpo do homem que estava em cima do seu, que lhe oferecia beijos e carinhos, mas parecia uma violência permitir que aquilo continuasse. Seu peito parecia que ia explodir, sabia que tinha engolido cada lágrima que ameaçou sair, mas algo novo estava vindo em forma de gritos ainda mais forte.
-Sai! Agora!
-Quê?
-Errado. Sujo. Saia. - Ela sentiu o corpo tremer enquanto o empurrava do sofá.
-Rin...
-Não... - O "não" quase não saiu, mas funcionou melhor que o resto, ele se afastou e saiu, deixando a sozinha.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Saudade daquele amor,
daqueles braços de sol,
quentes, claros, acolhedores.

E de sua cama.
E de sua roupa, tão pouco preta.
E de seu cheiro.
E de seus cachos.
E de seu silêncio.

E de nada disso.

E a vida segue, e eu não me arrependo de seguir com ela.
E isso é bom, e ruim.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

REMÉDIO - Acústicos & Valvulados

"
Esse remédio jamais vai curar
Esse remédio eu conheço, é aspirina
Isso só faz com que a cabeça descanse em Paz
Enquanto a confusão contamina

Esse remédio jamais vai curar
Esse remédio azul Anfetamina
Isso só faz do beijo o Amor, e do Amor a pastilha
Que eu ponho na boca e termina

É como verso popular
Chega nas nuvens, desmancha no ar
E sempre volta pro lugar

Esse remédio jamais vai curar
Esse remédio eu conheço é gasolina
Isso queima quem brinca com fogo, quem corre, quem fica
E quem quer mais calor na retina

É como verso popular
Chega nas nuvens, desmancha no ar
"

Só pq essa música é do carralho.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A culpa é sua - Poema

Esse estava no meu pc, de presente para o Loiro a muito tempo.
Bem aí está:

{Engraçada esta vida, onde poeta feliz é poeta morto... Nenhum deles sabe escrever qdo se está feliz.}

A culpa é do teu sorriso
Que me ilumina e distrai
Das tuas mãos
Que me levam onde querem
Do teu óculos
Que te deixa cdf
Da tua boca
Que conta besteiras ao meu ouvido
Da sua chatisse
Que te faz lindo
Dos teus pecados
Que me fazem rir
Da tua braveza
Que te dá charme
Do teu corpo perto do meu
Que esvazia minha mente

Karina Matheus dos Santos, aula de histologia 18/06/08

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sabe quando você ganhou um enorme presente da vida?
Yehp.

Eu ganhei.
Ganhei esse amor lindo e fodásticamente raro quando achei que não sentia mais essas coisas desse jeito adolescente. Bom eu senti tudo isso desse jeito bem adolescente e também senti paz e mais um milhão de coisas únicas.

Ganhei meu presente.
Mas foi BEM merecido. Lutei três anos por isso.

Teve uma hora que eu finalmente consegui respirar e começar a melhorar e agora as coisas derem certo! Você tem que escolher ser feliz! Todo dia!
Não vai dar certo sempre, na verdade na maior parte do tempo dá errado, mas você continua tentando. Quando acha que não dá, espere. Se a fé acabou, dê um tempo. Mas não se entregue. Passa. Cada dia.

Por isso to mto feliz.

Como disse a zilhões de posts atrás, o fim de uma relaçao nao indica q nao deu certo (na verdade nesse caso indica sim, mas eu estou feliz ainda assim).

bjosmeliga.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Melancolia

E todos me perguntam se estou bem. E antes de ouvir a resposta, já ouço que mereço mais que isso, que tudo vai ficar bem.
Então eu respondo que estou bem, que a vida é caminhar mesmo e não tenho medo de nada disso. Já sobrevivi a piores.
Tive raiva das metades, é o meio-termo, a água morna, que me mata. Que matou cada dia de dezembro, que me fez preferir um quase-fim, um silêncio, que um quase-relacionamento. Realmente pedi paz e silêncio, porque era tanto "quase" e "metade" que minha cabeça dava voltinhas.

Finalmente eu soube que precisava voltar para casa de qualquer forma e por ordem em tudo. E isso não doeu. Também não estou aos pulos.

Só sinto falta daquela paz que só o sorriso dele me deu até hoje. E aí um certo receio de ter perdido isso.

Graças aos deuses a melhor frase de todas veio da boca salvadora da Malu: "Você já sabe que pode estar em paz com alguém, só falta descobrir quem."

Quantas pessoas morrem sem estar em paz uma única vez com outra pessoa?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não sei o que escrever.
=/

"Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar.
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar.
O anel que tu me destes era vidro e se quebrou,
o amor que me tinhas era pouco e se acabou."

??