domingo, 31 de julho de 2011

Gleex - A Resenha

Ontem eu fui ver Gleex. O cover catarinense de Glee. E não sei por onde começar a contar, porque parece que o espetáculo se divide em dois! E, aviso aos navegantes: se divide mesmo, tem um intervalo. Para mim depois desse intervalo tudo mudou. Vou contar minhas impressões na ordem em que as tive, não acho que poderia ser de outra maneira. Aviso 2: Estavamos na parte de cima do teatro, então algumas coisas que não ouvimos podem ter sdo ouvidas ali na parte de baixo. Essa resenha contém spoiler do espetáculo. Também não entendo de música, o que escrever são impressões e opiniões MINHAS!


O espetáculo estava dez minutos atrasado, casa cheia, eu comecei a reclamar do absurdo que era eles terem aberto a porta *na hora* marcada nos ingressos e começarem atrasados.
Abriram as cortinas. Todos os atores de costas. Cantarolando o "tatata" de "Don't stop Believin". Zenti, respirem fundo, achei que estivesse vendo glee de verdade. Cada personagem virou e se apresentou para o público. Bem bolado e bonito. Problemas: Quando a Quinn entrou ela aprensentou as líderes e interpretaram "I say a little prayer" elas dançaram lindamente, mas e a voz? Nada. Não ouvi nada da música e eu *amo* essa parte da Quinn.
O espetáculo mostra um resumo dos melhores momentos de Glee com as melhores músicas. Foi bem bolado até, os diálogos seguem o mais fiel possível, as mudanças são para agilizar o roteiro. A ordem está bem diferente para ficar mais interessante e o final também (as regionais estão no meio por exemplo, a barriga da Quinn nem cresceu direito, então vocês podem imaginar quem muda bastante). O espetáculo é grande, realmente grande. Umas quatro horas. Vamos sobre o que eu vi.
O figurino do espetáculo estava perfeito! Quando o Kurt aparece com o casaco vermelho parecia que eu estava vendo o Kurt realmente! O uniforme das Cherrios tambéme estava LINDO. E a Emma? Como disse meu amigo na saída "Onde compra"? Estava IGUAL! Todos os gestos, o cabelinho, a roupa! A Sue também se impôs muito bem no palco apesar de ela de rosto não lembrar nada, era só falar e pronto, parecia que estava na série. Confesso que esperei muito pelo Finn, porque ele é amigo do C. e não me decepcionei. Canta muito o garoto. Ouvi meus amigos preferindo a Mercedes, ok. Eu gostei mais dele. Já na entrada arrasou, muito bom mesmo.
A Mercedes complicava: estava muito parada, a personagem original tem mais jogadas de ombros e POR DEUS não é tão raivosa! (Da onde eles tiraram todos aqueles diálogos de raiva? Isso é uns 20% do que ela fala e nem é desse jeito) Agora ninguém pode dizer que a diva não canta né? Arrasa bee. Achei a escolha da atriz que fez a Quinn estranha já que quem fez a Brittany parecia bem mais a "loira-gostosa-líder", mas hoje pela manhã percebi que as caras da atriz me marcaram como as caras da Quinn. Então retirado. E a Rachel (versão "fui para um spa mãe") parecia treinada para cantar. Na primeira hora ela é só boa. Não seria problema se não fosse a Rachel (oi? ela não deveria ser espetacular?)! Ai, do nada, ela solta e puta merda onde ela estava escondendo a voz? Ela não vai cantar assim em todas as músicas, mas manda muito bem! Palmas para ela! Ah sim e o Artie tendo que andar na cadeira de rodas e segurar o microfone de roupa dele no pescoço perto da boca (microfone de mão para alguém em cadeira de rodas seria bullying certo?), foi tenso. Até porque mesmo assim não funcionou.
A primeira metade estava mais ou menos. Sendo bem honesta teve pontos bem altos (entrou um carro no palco!), mas de repente eu já tinha me cansado! Estava lá a duas horas, a temporada estava toda picotada e parecia que as músicas não estavam indo tão bem. Ai eu descubro que seriam quatro horas de espetáculo (eu não sabia)! Voltei meio desanimada do intervalo. E entramos direto nas regionais e foram LINDAS. O segundo coral é com crianças e *uau*. Crianças são sempre fofas né? >.<
A segunda metade do espetáculo deu um gás novo. Entrementes eis que começa a passar Rambo no fundo. Sim. Eles estavam no meio da cena em que o Schuester descobre que sua mulher não está grávida e começa a passar RAMBO atrás, o público sem entender nada. Ai o ator que representava o shue aproveitou a situação e fez uma piada genial e foi em frente com o espetáculo. Mas o problema continuou e piorou. E bem na cena que eu queria ver mãe e filha se encontrando não dava de ouvir nada além da interferência e o "Shue", que agora sei que é o Rodrigo, pede para os atores pararem e avisa o público que o rádio dos guardinhas do teatro estava interfirindo nos microfones da peça e que aquela cena requeria concentraçao. Ele iria cortar e ir direto para última cena. E assim fomos. Eles entraram, os homens ainda vestindo o figurino (as meninas que colocaram o vestido deram conta, adoro). O Rodrigo assumiu a entrada do Finn (eles se trocaram correndo afinal) e eles cantaram as duas últimas músicas. As cortinas abriram para agradecimentos e o Rodrigo contou arrasado todos os problemas que eles tiveram. Era a estréia, os microfones de boca estragaram (20, todos ao mesmo tempo), eles entraram com os de mão (bem que eu me perguntei PORQUE), o técnico de som largou eles no meio do espetáculo e por último o rádio deu interferência. *Só isso.* UFA. É glee né gente. Tem que dar tudo errado para ficar bem bonito e emocionante. Ele nos contou, público e atores disseram que amam eles. E a atriz/cantora da Rachel falou "vamos cantar a música tal (que eu não lembro mesmo o nome) e sem microfone". E eles levantaram e foram a capela. E o público de pé bateu palmas no ritmo com eles, e o Kurt e as meninas dançaram Single Ladies no meio. E a cortina não fechava! Foi lindo!
Todos esses problemas explicam quase tudo o que eu não gostei: vozes que sumiam, nevosismos, o atraso e essas coisas. A única coisa que não explica é quando o espetáculo fica cansativo, mas ai né? Intervalo, rádios e muito choro no fim. Estou torcendo MUITO pelo espetáculo de hoje, que dê tudo acerto! Eles merecem muito. É muita coragem montar um cover de Glee, e eles fizeram um lindo trabalho. Só fico pensando, se der tudo certo, eles não teram um espetáculo com um final tão arrepiante quanto o de ontem certo? Tão glee.

pS:Opiniões pessoais, me responsabilizo totalmente, e quando digo isso quero dizer, não me chinge muito no twitter porque cada um tem a sua opinião.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hoje eu estava cansada, estressada e com todos os efeitos que advem de ambos: como dores no corpo, sem paciência, irritada algumas necessidades. Eu só não estava bêbada de sono, coisa que quando estou com sono e relaxada é divertido de ver.

Pois bem, estava eu toda tendo meu ataque.
Só que dessa vez *ele* me colocou no colo e, com mais cuidado do que qualquer outra pessoa já teve comigo, procurou uma posição para que eu pudesse ficar confortável! Apoiou minhas pernas com uma das mãos e colou meu corpo em um ângulo que pudesse dormir.

A despeito do nível absurdo de fofura que isso é, tenho algumas considerações importantes. Não sei quanto a vocês, mas para mim é muito difícil simplesmente estar com alguém num relacionamento saudável. Esta já por si uma premissa muito difícil. Sou dada a dramas mexicanos e a gostar de quem obviamente não gosta de mim. Estar ali e receber algo bom e isso ser fácil, uau, que incrível, assustador, lindo e intenso que é.

Em segundo lugar, mesmo estando constantemente comprovando que fácil e bom é da nossa relação, EXISTE, é real, ainda é meu não entregar meus problemas, me fazer de forte, ser a pessoa que cuida do outro. Ok, senta lá Claúdia. Essa é a Karina que o mundo conhece, ele conhece outra: a que ele conhece faz manha, bico, pede colo e se deixa ser ajeitada cuidadosamente.

Sabe porque? Porque é possível dividir com ele o que eu sinto, todas as coisas. Com ele posso me dar ao luxo de descer desse, sei lá, pedestal terrível de garota que aguenta qualquer tranco.

É bom ter alguém assim. É bom saber viver algo assim.
Só se pode estar numa relação quando se está pronto para ela.