quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Suspensão Escolar

Hoje eu estava em um ônibus num daqueles momentos que você inevitavelmente acompanha a conversa alheia e percebi uma coisa: Suspensão Escolar não funciona.

Quais os alunos que odiariam ser suspensos? Os alunos que gostam de estar em aula (vamos chutar aí uns 2 ou 3 perdidos que nem eu, que sentiam-se reforçados em aprender num sistema de ensino mal planejado como o nosso).
Quantas vezes um aluno como esse é suspenso? Nenhuma! Isso reforça o comportamento do aluno. É quase como se ele ganhasse um prêmio! Além de fazer o que desejava, ainda ganhou dias de folga.

E vejam, eu disse "é quase como se fosse um prêmio" contando que alguns filhos terão receio de chegar em casa com uma suspensão. Assim não é a escola que está punindo, mas os pais! [Olha aí um belo jogo de tênis! Os pais jogam para a escola TODA a educação dos filhos e a escola devolve todos os problemas para os pais!]

Mas nem isso funciona: no exemplo que me fez pensar nisso tudo, a conversa girava em torno da seguinte frase "Minha mãe nem falou nada da suspensão." A mesma frase da outra menina envolvida na situação (claro, elas poderiam ter razão, mas meu felling indicou o contrário).

Então voltamos: para que mesmo suspendemos alunos?
Ah, para deixar a escola livre deles por uns dias.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aquele cara é a droga de uma farsa.
É confuso, desencontrado, perdido, um tanto quanto histérico e complicado demais. Como se não bastasse está projetando em mim seus problema. Não só projentando em MIM, mas em NÓS! É tal de “nós somos assim” e “nós somos assados” que me mata!
Eu nem sei o que me irrita mais: o fato de ele fazer isso, ou o fato de eu acreditar. Eu não sou essa garota. Especialmente, eu não mais alguém que precise de outra pessoa o tempo inteiro do lado. Talvez ele, mas não eu.

E ainda tem os desencontros. Ah os desencontros...
É como se a vida estivesse me mandando uma mensagem BEM clara: não é para você.

Porque ainda estou falando tudo isso ao invés de simplesmente virar as costas e ir? Bom, porque pode ser a porra de um furacão, mas é perigoso, atrativo, cheio daquela energia que grita “fogo e química”. Praticamente irresistível.

domingo, 27 de novembro de 2011

Nossas esperanças.

Ela saiu de casa sem se voltar para trás. Sentia o olhar de seu marido, seus amigos, sobre si. Todos esperavam que ela estivesse arrasada. Bom, ela esteve, a semanas. Agora estava feito e estava feliz. Queria ter todas as coisas das quais sentia falta. Andou direto para aquele antigo bar e procurou por aquele homem que um dia pensou em aceitar a cantada, mas negou pelo seu casamento, pela felicidade que tinha.
Lá estava ele! Riu e criou coragem. Quase sentou na mesa dele. Parou a tempo de ver que ele estava acompanhado. O tempo havia passado, nada esperaria por ela. Era tão tarde. Agora não tinha mais para onde ir.

Quem conta um conto aumenta um ponto:

[Guardado a tempos no armário.]

Ela se pegou olhando as fotos, estavam gastas e amassadas. As tinha guardado em uma caixa e colocado no sotão. Agora trouxe de volta. Por quê?

Olhou todas aquelas lembranças e sentiu o buraco em seu peito. Sentia tanta falta.
Tinha feito as escolhas certas não tinha? Ele não era o cara certo?
Seu coração aperou de frustração, nunca estaria realmente satisfeita. Desejava tudo: a segurança e o amor, a paixão e o fogo.
Tinha queimado-se tanto da última vez. Queria correr para longe dele.(E para ele.)

Suspirou, guardou as fotos. Estava sendo boba. Já havia tomado aquela decisão. Pesado os prós e os contras e entendido porque não deveria estar *lá*, porque não deveria ficar com aquele homem *tão* errado.

Estancou. A caixa em suas mãos caiu e cobriu o chão com suas precisosas lembranças.
Estava mesmo racionalizando sobre o que sentia?

Ela olhou para a mãos vazias e um pensamento a invadiu: "Dane-se o que é certo. Isso porra é um saco."

Tentou abrir um sorriso, mas acabou soluçando. Desistiu. Pegou um telefone e sussurando um "foda-se", discou o número conhecido dela. Mandou a ética, os limites, as suas escolhas para puta que pariu e disse para ele vir.

[Porque minha realidade, "que vem depois,não é bem aquela que planejei... Eu quero sempre mais!" ;)]

sábado, 26 de novembro de 2011

Quantas vezes acreditamos em um rumo certo em nossas vidas e aí nos surpreendemos com as viradas magníficas que o mundo dá?

Eu tive plena certeza que casaria com meu namorado de 15 anos, que seria veterinária, que minha mãe jamais me decepcionaria, que não faria estágio nessas férias, que dessa vez era diferente (multiplique essa por mil), que agora eu estava em paz, e que agora era para sempre.

Bem, eu não consigo ver esses ciclos todos como ruins. Estou calejada e alguns deles me doeram bastante, mas todos me trouxeram coisas muito boas. Hoje estou feliz em curtir a virada como quando eu vou nos piores brinquedos dos parques de diversão: um misto de medo, diversão e enjoo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Mesmo sabendo que a vida nos engana
Mesmo sabendo que a Opala não é plana
Mesmo sabendo que a dor cartesiana
Mesmo sabendo que só música baiana
Eu disse a ela
Que o amor morreu
A cidade sutilmente
Estremeceu
Bestas e janelas
Êxtase no breu
A cidade nos meus dentes
Tú e eu
Tú e eu
Quando eu disse a ela
Que o amor passou
A cidade levemente
Flutuou
Ondas amarelas
Na Contorno cheia
A cidade simplesmente
Me odeia
Eu disse a ela que
Eu disse a ela então
Eu disse a ela que
Eu disse a ela não
Disse a ela não"

Skank - Eu disse a ela.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia eu vou conseguir manter minha boca fechada, esse dia não é hoje:

“Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido. ‘Sei que é uma medida drástica, mas tenho mente de atleta e agradeço por poder fazer isso. Não sigo dietas malucas o ano inteiro, faço apenas nesta ocasião’”

Eu não consigo nem cogitar a hipótese de submeter meu corpo a um sacrifício desses uma vez por ano. Garotas por aí olham mulheres como essa e acham que é assim q você fica no ponto certo. Isso acreditando MESMO que ela está falando sério. Porque para mim dieta maluca é aquela que você se propõe a cortar tudo o que você gosta. Isso aí é suicídio. Um atentado direto contra a saúde que passa muito da linha das dietas “malucas”.

domingo, 20 de novembro de 2011

Telemarketing e eu - Parte 2: Abril

Vou contar como eu era e como a Abril destruiu minha bondade e me transformou em alguém que diz “Não estou interessada em nenhuma promoção, não quero nem mesmo ouvi-las. Não vou assinar nenhuma revista, então nem tenta. Obrigada, tchau.”.
Eu era daquelas garotas boazinhas que ouvia todas as promoções e recusava educadamente e depois de vários “não’s” educados, eu já me via sem saber o que fazer. Na minha cabeça quando você diz “não eu não quero”, a conversa acaba, certo? HAHA. Uma vez eu disse que não tinha dinheiro para doação e depois de algumas negações (40 reais?? NEM PENSAR. 20 também não dá não...) cedi a doar 6 reais desde que ela parasse de falar nos meus ouvidos.
Acontece que eu sou assinante Abril. Assino a Superinteressante e numa crise existencial assinei a “Nova Escola” (achei que seria Psicóloga Escolar). Desde então recebia a cada 3 meses a oferta de novas assinaturas. Ofertas cordiais. Até que eles começaram a me ligar toda hora e eu disse que claramente que não estava interessada. Eles começaram a me oferecer a Veja.
Bom. Eu odeio telemarketing a pouco tempo. Já eu e a Veja é a ANOS. Disse “cara, eu não leio veja, não tenho interesse, sério mesmo.” Pior, cai na besteira de dizer que gosto da Exame, mas das outras revistas não de jeito nenhum e mesmo assim não vou assinar e ponto final.
Eu que odeio Veja comecei a receber de brinde na minha casa a revista Caras. Uma degustação dessa maravilhosa revista brasileira. Eu acredito que o mínimo que o telemarketing da Abril deveria ter feito era olhar a porcaria do meu perfil e das resposta que eu dei e ver que eu não tenho nenhuma relação com leitores da Caras! E que eu já disse que gosto da Exame! Porque ao menos não fizeram essa merda direito? Me sinto pior ainda recebendo essa degustação, como se pudessem me obrigar a assinar isso. E olha que eu tentei ler!

Acompanhem comigo as pérolas da Caras dessa semana:
1-Luciana Gimenez comemora seu aniversário vestida de Lara Croft (com arminhas de soltar água). *MORRI*
2-Sobre modelo que participou do desfile da Victoria Secret’s: “Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido.”
Sério mesmo? Tenho que ler isso? Valeu Abril!

sábado, 19 de novembro de 2011

Telemarketing e eu

Eu ODEIO telemarketing.
E não é (só) porque eles me ligam e enchem minha paciência, geralmente naquele momento que estou ocupada. Quem dera a relação fosse tão simples.
Telemarketing é desrespeitoso, invasivo e muitas vezes coercivo. Eu tenho pena de quem vende em telemarketing. O que eles fazem é lavagem cerebral. As pessoas perdem a medida do que estão fazendo com outras pessoas!
Eles são orientados a não dar todas as informações (já teve que perguntar várias informações que eles simplesmente não falaram? Pois é); mentem descaradamente (“Só gostaríamos de lhe mostrar nossas promoções!!”), seus líderes dizem coisas como “Depois de 7 ‘não’s’ você tem possibilidade de vender”. Bom eu acho que depois de dizer não sete vezes eu dava minha mão esquerda para me livrar de você vendedor chato. Isso não é técnica de venda, isso é invadir o cliente e se aproveitar do cansaço, das regras de boa educação das pessoas.
Sem falar que não dar tempo para uma pessoa pensar em uma negociação é realmente muito comum e comprovadamente eficiente, em golpes! Toda hora vemos no jornal relatos de pessoas que contam como foram enganadas porque simplesmente não puderam pensar e então trocaram seu dinheiro pelo bilhete premiado. Parabéns telemarketing por usar um truque tão bom e velho!


E não termina aqui. Porque mais do que telemarketing, eu odeio o telemarketing da Abril. Próximo post.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Você foi amado incondicionalmente pelo que realmente era? Ou o foi pelos seus feitos, sua graça, sua beleza, adequação, obediência ou, ainda, por seu precoce treino ao banheiro, por ser muito 'boazinha'(bonzinho'), 'não dar trabalho', ter aprendido muito cedo os seus 'deveres'. por ter cuidado dos irmãozinhos? Em suma, você era o 'orgulho' da família?"

(Walter Ribeiro, em "O Drama da Criança Bem Dotada" De Alice Miller., p.7)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você já olhou para alguém e sentiu-se arrebatado?
Sentiu lá no fundo que faria muito por aquela pessoa? Olhou nos olhos e quis mergulhar e melhorar a vida dela?

Como as pessoas nos arrastam?

A mim é assim. Em um momento eu vejo aquela imensidão dentro do olhar, toda uma história que me arrepia e mergulho. Quero estar lá. Fazer algo. Me apaixono, me entrego.

É difícil para mim estar com pessoas simples, é algo novo. Personalidades fortes, moldadas na dureza da vida me encantam muito. Só eu sei quantas alegrias e tristeza essa forma me trouxe.

Também posso contar isso:

"A primeira vez que olhei nos olhos dele me afundei. Quis estar lá mais do que tudo. E todos os dias depois disso. E quando fui embora. E mesmo hoje.
Sinto vontade de colocá-lo entre os meus braços e chorar pelas dores que vejo marcada em seu silêncio, em seu brilho, pulos e intensidades.
Me parte ao meio as tantas maneiras que fugimos um do outro e as tantas outras que me vejo sempre de volta. Atraída pelas mesmas coisas. Achando que posso fazer algo. Que você pode precisar de mim. Que você quer precisar de mim. Nunca estivemos tão errados."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dizem que sempre devemos escutar nosso coração.
Bom alguma vez o coração de vocês já fez o seguinte:(e agora vou falar exclusivamente as garotas, porque já ouvi algumas reclamando disso) deu duas ordens, completamente contraditórias? Dois pedidos que te partem no meio, te puxam em direções tão diferentes que te racham?

Aprendi em minhas aulas de Psicopatologia II que isso esquizofreniza. o_o Ok, coração, deu de brincar né? Escolhe UMA coisa e a gente vai que vai. Que tal?