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sábado, 21 de março de 2020

Eu e eu

Hoje estava lembrando do dia do meu casamento.

Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.

Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.

Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.

Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.

As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.

O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.

Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.

Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.

Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Minha criança

Minha criança
Não foram gentis com você

Você foi chamada a ser adulta muito cedo
A cuidar
A ser responsável
A ser boa

Minha criança, te chamaram tomar decisões
Depois reclamaram que você queria sentar na mesa dos adultos
Te ensinaram a cuidar quando você deveria estar brincando

Quando você não deveria nem cuidar de si mesma, já estava cuidando dos outros

Agora você precisa voltar. Agora você precisa reaprender a brincar, a ser leve, a se escutar e saber do que gosta

Você não teve esse direito.
O mundo te exigiu mais do que apenas cuidar de si mesma. Ele exigiu que você cuidasse dos outros. Dos adultos.

Cruelmente você estava em segundo plano.
Cruelmente aqueles que você buscou conforto te ensinaram o que é abuso. Te ensinaram que nesse mundo você tem que se proteger sozinha.

Minha criança, eu abro os braços para você e espero que agora eu possa cuidar de você. Te dar amor e espaço. Te deixar viver.

sábado, 31 de agosto de 2019

Feminismo

Me tornei chata.
Antigamente quando fala de coisas normais da vida (fazer compra, limpar a casa) e um cara me respondia tornado isso sexual ou romântico, eu curtia. Ou achava que isso era interesse em mim.
Hoje eu acho isso sem nexo. Acho que o cara tem que conseguir conversar sobre isso normalmente. Eu acho esses comentários inapropriados e me dão a impressão que a pessoa é incapaz de ter uma conversa normal e adulta.
No começo eu me sentia irritada e desconfortavel, não sabia de onde vinham essas coisas. Pensei que era apenas por ser objetificada como algo que vive só para estar com alguém.
Mas agora eu sei que vem da imaturidade de alguém não saber o que comentar de uma situação normal.
É, eu não sou fácil. Dane-se. Não é sobre ser fácil. É sobre olhar profundamente a vida e não aceitar menos.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Sex and the city/Jane a Virgem (essa sou eu)

Vou dar uma de Carrie sobre a noite da última terça-feira. E de Jane.

Vamos explicar porque da Jane: na 4a temporada da série a escritora volta a se relacionar com seu primeiro namorado e sente que quando está com ele é a "Fun Jane", muito diferente da Jane atual, que é mãe, mais velha e com diversas outras questões/preocupações na cabeça.

Na noite de terça eu passei exatamente por isso. Eu tive meu próprio Barney (sim, este post está virando uma salada de referências) que fez minha noite ser legendária. Eu trouxe a "Karina de 20 anos" de volta a ativa e fiz coisas que há mais de 7 anos não fazia. Como beber tequila do jeito mais provocante possível. Eu achei que essa Karina era passado e foi MUITO BOM trazer ela de volta. Me fez perceber que é difícil ser a "Fun Karina" quando existe tanta bagagem há mais, mas é possível.

E se há 10 anos atrás eu fazia 80% do que eu fazia para dar um show, essa noite me fez lembrar que é isso mesmo, mas o show sempre foi para mim. Me diverti muito e quando senti que tinha feito tudo o que eu queria, peguei minhas coisas e vim para minha casa. Muito satisfeita comigo mesma.

Aqui vamos para parte da Carrie. Como é ser divorciada aos 30 anos? Como é se interessar por alguém depois disso tudo? Realmente difícil e duro.

Existe esse carinha, por quem eu me interessei desde o começo, mas por um monte de questões da vida, o universo e tudo o mais (salada de referências!) nunca expus muito. Mas assim que as coisas foram se resolvendo e o caminho estava liberado, eu disse exatamente o que eu queria. E a resposta foi evasiva. Eu, com certa experiência nas costas, nem insisti. Ponto para ter 30 anos e aprender com o que já passou. A Karina de 20 anos teria insistido muito.

A gente conversou depois de um tempo e ele me indicou que queria minha amizade. Fiquei bem satisfeita com isso, porque as coisas se resolveram e ele pareceu se importar com o distanciamento que o meu flerte causou. Passou a tensão. Fiquei bem e passei a tratar como um amigo.

Então a terça-feira aconteceu. E depois dela, depois de estar em casa comemorando com as duas Karinas pela noite ótima, ele me procurou. E, por um momento, foi ótimo. Alguns momentos. Que foram ótimos (só reforçando).

Mas no outro dia pela manhã eu revi aquela noite com meu óculos da experiência (veja bem, eu sei que é pouca experiência e que quando tiver quase 40, vou me achar ridícula por me achar sábia hoje). E a reação dele foi sobre a Karina de 20 anos. Lado bom: eu tenho achado que meus velhos truques não funcionavam mais. Isso estava sendo frustrante e desorientador. Então foi bom saber que alguns velhos truques funcionam muito bem.

Mas também foi triste. Porque a Karina de 30 anos é maravilhosa também. E ela não recebeu a devida atenção. E eu sou 90% Karina de 30 anos. Esse cara não reagiu a tudo o que eu sou, só a uma pequena janela de mim.

Então alguns truques ainda são muito bons, mas eles me dão os resultados que eu queria há 10 anos atrás. Não é bem o que eu quero agora. Então estar voltado ao mundo dos solteiros tem sido difícil para quem sabe exatamente o que quer e não está mais muito afim de "aproveitar" enquanto não acha.

Ok, talvez eu seja mais Charlotte que Carrie, muito mais Ted do que qualquer outro personagem...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

7x1 da vida

Em dias como hoje, eu morro de saudades da minha mãe. Minha mãe que só incentivava, que faria tudo de boa vontade, respeitando o meu tempo, sem cobrar nada.
Minha mãe que estaria morta de orgulho de mim. Porque eu mudei minha vida. Do jeito que eu quis, quando quis. Ela estaria transbordando felicidade.

sábado, 26 de novembro de 2011

Quantas vezes acreditamos em um rumo certo em nossas vidas e aí nos surpreendemos com as viradas magníficas que o mundo dá?

Eu tive plena certeza que casaria com meu namorado de 15 anos, que seria veterinária, que minha mãe jamais me decepcionaria, que não faria estágio nessas férias, que dessa vez era diferente (multiplique essa por mil), que agora eu estava em paz, e que agora era para sempre.

Bem, eu não consigo ver esses ciclos todos como ruins. Estou calejada e alguns deles me doeram bastante, mas todos me trouxeram coisas muito boas. Hoje estou feliz em curtir a virada como quando eu vou nos piores brinquedos dos parques de diversão: um misto de medo, diversão e enjoo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Melhor e mais

Teve uma época que eu sempre esperei o melhor das pessoas. Com o tempo aprendi o suficiente da vida para saber que esperar o melhor era só para me frustar. Afinal as pessoas são o que são e já é bem injusto eu esperar o melhor de mim...

Bem, essa semana eu me surpreendi me decepcionando com várias pessoas. Aí percebi, não espero o melhor, mas ainda espero bastante. Espero que as pessoas sejam mais do que são em geral.
Espero que elas sejam maduras, responsáveis, que se importem e, em alguns casos, que façam alguma coisa além de só dizer.

Eu espero essencialmente que elas se pareçam com o que dizem ser, mas é como dizem por aí: somos bem menos como dizemos ser do que gostaríamos.

=)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sabe eu tenho ouvido muito absurdo durante minha vida toda. O mundo é um show de intolerância. É um tal de "para eu ser melhor, o outro tem que ser pior" que me enoja enormente.
Mas, nas últimas duas semanas, eu tenho aguentado a pior sessão de intolerância, prepotência, imcompreensão e miopicidade que já vi.
Eu fiz uma escolha questionável de um milhão de maneiras e estava aberta a ouvir todas as perguntas daquelas que amo e considero. Não ouvi perguntas. Não ouvi "porquê?". Não vi nenhum interesse, ou uma tentativa de olhar duas vezes para o que estava acontecendo.
O que eu vi, ouvi e aguentei foi gente que não deu nenhum crédito a minha capacidade de discernir. Que não me perguntou e não se preocupou em respeitar o que escolhi. Engraçado, acreditei que algumas dessas pessoas eram capazes de um pouco mais. Mais respeito, um olhar mais profundo e mais escuta. E o que eu recebi? Pré-conceitos. E quem me respeitou (obrigado, ao menos isso...) não consegue se desprender de as coisas que já foram.

Ah um ser humano aqui. Dois. Entendo todas as coisas, mas estou cansada. Entendi todas as coisas, me deem uma folga.

Quem aqui SEMPRE encarou o mundo desarmado, de cara limpa? Então nenhum de vocês tem um monte de maneiras de lidar com as merdas do mundo? Vejo um monte de gente se fechando, não lidando com relações, se entopindo de álcool, remedios, maconha e por ai vai (para não falar de escolhas piores). Então todo mundo faz merda, se defende, mas é apontar o dedo para alguém como pior, mais sujo, mais feio. Quem ganha? Quem é mais limpo, melhor, mais bonito? Hurum... É claro.

Isso vindo de pessoas que eu achava que eram sem preconceitos por já terem passado por isso na vida, que defende o respeito e algumas ainda por estarem em um ambiente que sua formação EXIGE respeito pelo outro, escuta e olhar mais profundo. Fico com um sentimento de hipocrisia. Dá pena.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre cansaço e eu (ainda).

[Aviso: esse post é um daqueles sobre meus sentimentos em dias escuros, mas depois melhora.]

E o que eu faço com todas essas coisas que eu sinto?
Todas essas dores, amores, desejos, anseios, cores, flores e cheiros.
Deus.
Tão difícil.
Tudo me consome, embebedada e tudo cansa.


Enfim, né? É isso. Continuando About me:


60-Odeio senhor dos anéis (o livro). Acho mto chato.
61-Tenho medo de zumbis em Resident Evil (jogo) e de Tiranossauro Rex em Tomb Raider. >.<
62-faço terapia.
63-meu pc, minha vida.
64-sou incuravelmente romantica, dessas que acreditava que vai funcionar e luta.
65-sou durona tbm.
66-Tenho de medo de mta coisa. Principalmente das minhas apostas em relações amorosas.
67-Tenho tanto medo que preciso ir lá e fazer, porque a idéia de acabar sozinha por covardia me apavora.
68-Vou até o fim das coisas.
69-Preciso do meu tempo.
70-Reconheço as coisas que fiz.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre apareciências e eu.

Acompanho sempre "Melhor blog sobre nada". Todos os posts são ótimos. Este especialmente faz pensar muito e tem haver com as coisas que sempre falo aqui:http://melhorblogsobrenada.blogspot.com/2011/04/as-aparencias-enganam.html

Continuando sobre mim:

45-Não sei o que vou fazer quando me formar.
46-Nunca ouço músicas por conta própria.
47-Vou atrás do que eu quero.
48-Escrevo pra carralho.
49-adoro redes sociais.
50-Menos o facebook. odeio o facebook.
51-não uso o orkut novo. odeio coisas com informaçoes demais.
52-minha mente vai longe MTO rápido.
53-normalmente com idéias sacanas e insanas.
54-acredito na frase que ex's é que nem mc donald's.
55-eu fico sem ir no mc por anos.
56-já chorei por horas na minha cama por não ter as respostas. não foi uma única vez, nem por uma única pessoa.
57-estou aprendendo a não ficar sem respostas.
58-estou aprendendo a responder também.
59-Já chorei lendo livros. Mtas vezes.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Continuando...

Bom, continuando...
Vou repostar o 30, para o 31 não perder o sentido =O

30-faço psicologia
31-acho que isso é suicídio emocional
32-adoro meu curso
33-já tive mais crises existenciais por estar em psico do que consigo me lembrar.
34-fico bêbada com coca-cola ou/e sono.
35-ninguém acredita nisso até ver.
36-Aprendi a não me relacionar sexualmente/amorosamente com gays.
37-Joguei sueca até enjoar.
38-Não joguei banco imobiliário até enjoar. >.<
39-Apaguei o item 39, porque não queria contar.
40-Tive um verão piriguete uma vez. Foi de arrasar.
41-Sosseguei depois.
42-Eu demoro para dormir. E quando durmo me mexo.
43-Quase rodei em estatística.
44-Não sabia matar aula até entrar no Aplicação.

=*

sexta-feira, 25 de março de 2011

Achei que não ia postar mais #100factsaboutme tão cedo,mas né? Uma amiga minha me veio com "COMO ASSIM SÓ DEZ???". Então né? Quem sou eu para contrariar...

11-sou alucinada em séries.
12-especialmente house, adoro house.
13-eu li crepúsculo.
14-acho bem escrito, mas uma bosta todas as viadagens!
15-gosto mais do jacob.
16-Faço mais coisas do que deveria.
17-adoro me fantasiar. ;D
18-joguei mais tomb raider que o saudável
19-sou péssima no video-game, TR não me ensinou nada nesse quesito.
20-Lara Croft "só" me ensinou a lidar com caras.
21-Não aprendi a me apaixonar por caras sem problemas.
22-pessoas sem problemas não são interessantes.
23-adoro nerds.
24-adoro jogos.
25-adoro seduzir quem interessa.
26-sou mais séria do que as pessoas imaginam.
27-não sei bancar a gatinha manhosa.
28-não sei pedir ajuda. (estou melhorando essa)
29-já falei que inteligência me seduz mto?
30-faço psicologia

Para você Ana. =*

quarta-feira, 23 de março de 2011

100 facts about me e notícias do blog.

Olá queridos,

primeiro avisos paroquiais:
vou aproveitar o post para avisá-los que coloquei a segunda parte do conto ali na página "conto". Esta no mesmo estilo do blog, a parte 2 em cima da parte 1. Sempre que postar alguma parte vou retomar o último capítulo e continuar. Quando terminar reorganizo, colocando do começo ao fim.

Sobre os "100 facts about me".
Está rolando no twitter e eu achei SUPER interessante fazer. Meio catártico. Como não ia enxer meu twitter com isso, resolvi por aqui, pq né? Quem quiser ler, que leia.
Também não vou postar todos de uma vez, porque é muito saco ler 100 fatos. Hoje vou postar 10, porque já estou falando muito, depois posto o resto em conta-gotas.
Então aproveito o embalo e conto que já fiz os 100. Foi legal, revelador, difícil, instigante e interessante. Empaquei lá nos 40, nos 50 e depois nos 80. Ali no fim achei que não ia terminar. Escrevi o 99 e o 100, mas faltavam do 89 ao 98. E quando finalmente escrevi o 98 me passaram vários na cabeça!

Achei realmente muito legal de fazer, me fez pensar sobre o que eu elejo sobre mim para contar (ou não).

Com vocês os 10 primeiros:

1-Eu gosto de caras cabeludos.
2-Sou escorpiana.
3-Adoro pessoas que tocam guitarras ou baixos.
4-Se um cara for cabeludo e fizer parte de uma banda 99% de chance de eu ter uma PUTA queda por ele.
5-MAS, Gosto mais de cérebros do que de beleza! E isso importa muito.
6-Estou aprendendo a ter uma lista de coisas para fazer E CUMPRIR. #orgulho
7-Tenho mais livros do que consigo ler.
8-Leio um livro em 36 horas quando gosto mesmo. #HP7
9-não vejo filmes. acho muito longo.
10-ok, eu *vejo* se tiver compania.

domingo, 20 de março de 2011

Flertar e se completar

Uma época na minha vida eu tinha muita sede, fome, desejos.
Nessa época eu ficava muito feliz quando meu flerte com alguém dava certo, mas não parava não. Isso significava que se no mesmo dia eu me interessasse por outra pessoa poderia muito bem ir lá e ficar. No mesmo dia, na mesma festa. Mais de duas. Meu limite eu não descobri. Não tinha compromisso com ninguém além de mim e o que eu queria naquele momento.

Passei por fases muito diferentes, namoros em que não tinha olhos para o mundo, dias de diversão pura e dias de fundo do poço. Ok.
Hoje sinto que essas coisas são parte de mim, mas tudo é mais maduro. Hoje se tenho um momento com alguém, me satisfaz. Me basta. Não tenho mais interesse nos outros olhares sei lá, naquele dia (as vezes mais, depende do "momento").

Tenho fome, sede e desejos, só não sou mais insaciável. Tão mais completo. Tão mágico.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sobre camisas diferentes, preconceitos idiotas e como meu ônibus foi quase sequestrado.

Hoje eu passei por uma situação que nunca imaginei na vida. Estava em um terminal e vi uma galera de uma torcida fazendo bagunça, achei até engraçadinho apesar de eu estar em outro clima. O ônibus que estava esperando é um desses que para, desembarca o povo, embarca outros e sai. BEM RÁPIDO. Antes que eu pensasse qualquer coisa estava gritando para o motorista esperar e entrei sem ponderar se poderia esperar outro ou não.
De boa até nos chegarmos em um ponto e uma GALERA dentro do ônibus gritar insamente “NÃO PARA MOTORISTA!”. Não entendi nada na hora e só fui entender realmente ao final da história, mas para vocês, leitores vou explicar agora. Dentro do ônibus tinham basicamente só pessoas de uma das torcidas de Floripa. E fora, no ponto, estava a torcida adversária.
Acontece que o motorista, como eu, não estava ciente de nada disso e parou o ônibus. Nesse momento um cara da torcida que estava de fora entrou no ônibus supostamente armado (eu não vi, mas armado pode ser até com soco inglês) e começou a falar várias coisas bem irritado. Acho que poderia até dizer que ele estava puxando uma briga, mas não sei realmente o que aconteceu antes, preferido dizer a sensação que tive, que peguei um meio de uma briga de dois lados bem bravos. Bem os caras de dentro do ônibus pularam a catrata para parte da frente e baterem nesse sujeito até ele sair do ônibus.
Depois disso disseram para o motorista tocar até o centro sem parar (abrindo duas exceções para que alguns passageiros pudessem descer). O cobrador mudou o nome do ônibus para “Especial” e tocou direto.
Cara eu não sou dessas pessoas que acha que “nós pessoas de bem não deveríamos passar por isso por causa dessas pessoas malvadas de torcida”. Não compro esse discurso não. Ser de uma torcida não torna mesmo humano ou valoroso.
Só que assim, nada justifica restringir a liberdade do outro. A briga, até onde entendi, foi porque uma torcida foi até o lugar que “é” da outra. Pouco me importa se é injusto falar que uma torcida que um lugar é dela, ou que uma torcida tenha provocado a briga indo até o espaço da outra.
A questão é que qualquer um tem o direito de vestir a camisa que quiser, torcer para quem quiser e subir no ônibus que quiser sem ser ameaçado em sua vida ou mesmo tranquilidade. Se nem mesmo posso estar em um ônibus sem me ver envolvida em uma briga, sem sentido, burra, que obviamente não vai levar a lugar algum, então o que está garantido?
Tem-se muito medo do que se é diferente. De uma cor de pele diferente, uma escolha sexual que não é sua, um som que você não ouve, uma religião que você desconhece e uma camisa com cores diferentes da sua. Qual a diferença entre esses medos? Nenhuma. Todos usam máscaras de paixões e não entendimento. Besteira.
No meio disso, meu ônibus não seguiu seu curso. Até onde eu saiba quando alguém obriga que um veículo não siga seu curso para que isso para seu benefício, é seqüestro. Para que? Para veicular uma briga sem fim.

domingo, 4 de julho de 2010

Como a gente cresce meu deus.

O tempo passou. E não parecia que ia passar, parecia que iríamos ser crianças para sempre, que a escola nunca ia acabar. Que a cada chingamento e sofrimento (e foram muitos) seria insuportável o dia seguinte. A escola, a infância, é interminável, dura mesmo. E aí, acabou.

Se alonga tanto, choramos, vivemos e rimos tanto. Nos achamos tão invencíveis e tão oprimidos pelo mundo grande que quando nos damos conta já crescemos. Deus, como eu cresci? E cresci mesmo. Foi tudo tão bom no fim.

Minha turma do "ginásio" já está em vias de se formar. Gente grande. Gente que chorou copiosamente quando se formou na oitava série porque teria que se separar (não havia "2o grau no meu EIC").

E não foi fácil seguir no segundo grau, nem desfazer os laços de lá. E sei que vai ser igualmente difícil daqui a um ano e meio. E vai ser pior, não vou chorar por semanas como na minha oitava série e ainda vou ter que encarar o mundo real. Acabou escola/faculdade. Chega de estudar. É para ter muito medo, mas também nós queríamos isso, não queríamos?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Identidade Sexual

Aprensento com muito orgulho este vídeo, Identidade Sexual:



Trabalho para Psicologia Social II.

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre falar.

"guarde-a em segredo? mesmo que doa?"

Não. Nada mais de segredos. O carralho para o armário. Peque seus segredos, coloque sua roupa mais bonita e entregue-o junto a flor, como um espinho.
Porque todos perdoam o espinho da rosa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu sou eu e minhas circustâncias

Meu QI é 120. Meu sapato é 37, meu sutiã é 40, minha calça é 38, minha matrícula é 07117029. Já tive mais pessoas que é bonito dizer, tive quatro ou cinco grande amores. Tenho 158 livros, mas não li uns 50 desses (também já devo ter lido milhares que não tenho sendo bem justa).
Tenho 400 amigos no orkut (oO) e 785 comunidades!

Mas todos esses números não dizem nada. Eles não descrevem que eu pulo quando vejo meus amigos, nem que eu falo demais porque isso é mania de psicólogo.
Não são eles que me fazem única, o que me faz única é estar com as pessoas que estive, nos lugares que estive, com estes meus números e com os sentimentos que não couberam aqui (sim, eu sei, isso é Gestalt).
Estes números não parecem comigo...
Não acham?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"au.ten.ti.ci.da.de (autêntico+i+dade) sf Qualidade de quem é autêntico.

au.tên.ti.co (gr authentikós pelo lat authenticu) adj 1 Do autor a quem se atribui. 2 Digno de fé ou de confiança. 3 Certo, que não pode ser contestado. 4 Feito pela própria pessoa: Assinatura autêntica."

Michaelis Dicionário Escolar Língua Portuguesa, 2002, p.86

Sacou, ou preciso desenhar?