[Guardado a tempos no armário.]
Ela se pegou olhando as fotos, estavam gastas e amassadas. As tinha guardado em uma caixa e colocado no sotão. Agora trouxe de volta. Por quê?
Olhou todas aquelas lembranças e sentiu o buraco em seu peito. Sentia tanta falta.
Tinha feito as escolhas certas não tinha? Ele não era o cara certo?
Seu coração aperou de frustração, nunca estaria realmente satisfeita. Desejava tudo: a segurança e o amor, a paixão e o fogo.
Tinha queimado-se tanto da última vez. Queria correr para longe dele.(E para ele.)
Suspirou, guardou as fotos. Estava sendo boba. Já havia tomado aquela decisão. Pesado os prós e os contras e entendido porque não deveria estar *lá*, porque não deveria ficar com aquele homem *tão* errado.
Estancou. A caixa em suas mãos caiu e cobriu o chão com suas precisosas lembranças.
Estava mesmo racionalizando sobre o que sentia?
Ela olhou para a mãos vazias e um pensamento a invadiu: "Dane-se o que é certo. Isso porra é um saco."
Tentou abrir um sorriso, mas acabou soluçando. Desistiu. Pegou um telefone e sussurando um "foda-se", discou o número conhecido dela. Mandou a ética, os limites, as suas escolhas para puta que pariu e disse para ele vir.
[Porque minha realidade, "que vem depois,não é bem aquela que planejei... Eu quero sempre mais!" ;)]
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