domingo, 29 de janeiro de 2012

Algumas pessoas são pequenos buracos negros na vida da outra pessoa. Exercem tamanho poder de desestabilizar e sugar tudo o que está ali que só esta comparação é suficiente. Essas relações são extremamente nocivas e corrosivas.
Tenho plena consciência que é pela vida que levamos; pelo conjunto formado por nossos sentimentos, passado e presente; que essas pessoas tem tamanho poder. São nossos bichos papões que habitam somente os armários que permitimos. Só que é mais fácil falar do que fazer.
Enquanto digo que sou eu que dou o poder de alguém ser capaz de sacudir meu mundo, também sei que ainda sou incapaz de estar perto dessa pessoa e me defender (e é por isso que é um buraco negro e não sei lá, uma besta qualquer sobre a qual minha força tenha efeito). Se eu me aproximar, lá se vai toda a organização, as decisões e as vezes eu mesma.

Sobre o tempo - parte 2

Ela estava no carro com seu irmão. Riu de leve de tudo aquilo, da dor partilhada por ambos. Olhou para trás um pouco. Tinha medo de um monte de coisas. Tinha saudades.

-O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado. Um dia vamos olhar para trás eles não vão estar lá.
-E isso dói. Isso talvez seja o que mais dói.
-Sim...

Ele estacionou o carro. Aquela conversa a fez lembrar das coisas que já havia superado, ou que assim pensava. Desejava respirar ares novos. Já havia cansado do luto e já havia passado e retornado a todas as suas fases: raiva, tristeza, aceitação... Bufou.

Se pegou olhando em volta, absorvendo o ambiente, mas tinha uma coisa nova. Uma emoção nova para a qual talvez não estivesse pronta. Na verdade era parte de seus medos: encarar um mundo novo de relacionamentos, especialmente os sem envolvimento. Tudo muito duro, tudo o que envolvia minimamente seu coração parecia martelar e ressoar nas feridas.

Respirou fundo para absorver a dor e decidir se valia a paga. E foi ai que percebeu que não havia custo. Bom, não este custo. As feridas não estavam abrindo. Ela vinha dizendo a si mesma que estava pronta e estava de verdade. E isso era incrível! Agora era em frente.

"O tempo é uma coisa engraçada. Faz o seu trabalho sem que percebamos. Um dia vamos olhar para trás e as feridas vão ter se fechado."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu percebi uma coisa: não acredito mais em provas de amor.

Acho bem bonitinho declarações em público (apesar de meu humor variar e eu poder achar bem brega). Só que percebi que não sou muito adepta, apesar de adorar surpreender. E hoje me toquei porque. Acontece que não entendo o "x" da questão de todas as loucuras de provar o amor porque prova de amor é estar do lado certo?

sábado, 21 de janeiro de 2012

BBB, Luiza e muito gelo para pouca água.

Eu acho engraçado que na internet tudo se torna um viral.

Começa o BBB, explode declarações de ódio/amor pelo programa. Esse ano vi reflexões bacanas sobre o programa ser apenas entreterimento e por isso não precisar ser culturalmente elevado. Assim como vi o argumento que o BBB emburrece a todos ser bem defendido. #oi? BBB é um viral de verão há 12 anos.

Agora é a Luiza. Não importa o lado, nem o ponto, Luiza no Canadá é um viral. Rir disso é legal. Aí vira fenômeno. Aí o povo superior inteligente vê o absurdo disso e se torna o novo viral se indignar disso... E eu mesma hoje compartilhei um vídeo bem legal e inteligente sobre jornalismo inteligente e a burrice de se importar com a Luiza, mas a questão é que estou observando esse fluxo viral a meses... É muito importância para pouca coisa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu tive muitas relações na vida, me apaixonei muitas vezes e de muitas formas. Sempre acreditei que amor é um sentimento muito difícil de acabar, na maioria das vezes ele muda de forma quando o relacionamento termina.

Hoje, talvez porque esteja amadurecendo, talvez porque esteja aprendendo a amar mais profundamente, acredito que amor de verdade muda a gente. Quando amamos saímos diferentes da relação, algo se altera dentro da alma. Nossa essência é tocada.

Não sei avaliar se no passado foi assim. Sinto que sai muito parecida com quem era das minhas relações anteriores. Também nunca fui muito aberta para elas, não deixei nenhum sentimento criar realmente raiz. Fui uma garota de muitas certezas e poucos sentimentos. Muito fogo também. Na vida me agarrei a muitas coisas, especialmente a mastros de navios furados.

Agora, mais aberta, com mais possibilidades, descobri caminhos que me modificam profundamente. Que me encheram de medo, na verdade. E dúvidas, muitas dúvidas, dúvidas que atormentam até agora, mas é, com certeza, um caminho que envolve amar intensa e profundamente.

[Não fosse amor, não haveria planos
Como uma onda quebraria cedo
Fosse um momento, não faria estragos
(...)]

domingo, 15 de janeiro de 2012

O tempo é uma coisa engraçada. Ele cura todas as feridas bem devagar. Um dia olhamos e aquela ferida pulsante é uma cicatriz, dessas que olhamos e dizemos para os amigos: "Hei! Você precisa ouvir como fiz essa!"

Ainda não sei o quanto isso é bom ou ruim. É muito bom fechar as feridas e poder olhar para trás sem se partir ao meio, com certeza, mas quantas histórias ficaram para trás?
Eu tenho medo de as coisas que o tempo muda, encerra e nos faz seguir. O ritmo da vida é tão atordoante.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Você fechou o ciclo para mim"

"Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Pra te contrariar

De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...

Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar

Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar...

Porque eu gosto é de rosas
E rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...

Toda mulher gosta de rosas
E rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...

Se teu santo por acaso
Não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho
E nada a declarar

Meia culpa, cada um
Que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão
Eu não vou nem soprar..."
[Rosas - Ana Carolina]

E dou por finalizada a tag C. deste blog.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pequenas revelações. (Nem tão pequenas assim)

Ou sobre sonhos, band-aid's, big bang e o amor. Ah o amor.

Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.

Dói muito mais.

[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]