Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Que sorte para nós.

Acabei de assistir “Até que a sorte nos separe 2”. Uma piada. Uma triste piada sobre porque nosso país não vai para frente*.
O filme idolatra o consumo  e o “esperar acontecer”. Sob a desculpa esdruxula de que todo amor é uma aposta, os personagens esperam tudo cair do céu o tempo todo. Ao invés de um pouco de valor ao trabalho, e a poupança, temos isso:

Tito:












 o “herói” que ganha fortunas em loterias, heranças e apostas. Quando perde fica sentado sem fazer bosta nenhuma.

Amauri:













Consultor financeiro, falido, que perdeu a esposa ao falar um bando de besteiras sobre a esposa em seu livro (sobre casamento e finanças).

Jane:













Mulher inteligente, que engravidou de um babaca seu amor antes de entrar na faculdade e continua com ele mesmo quando ele coloca a vida de seus filhos sob a mira da máfia mexicana.

Claro, claro. É uma comédia. Eu ri de várias piadas. Meio pastelão, mas para noites de cinema em família vale.  Só não passou na minha garganta a mensagem de “gaste todo o dinheiro” “ihuruuuuul! Aproveitar é mais importante, o resto... cai do céu”.
A dicotomia é claramente apresentada por Tito versus Amauri. E Amauri (coitado) perde feio. Porque rios de dinheiro se fazem, agora a vida tem que ser vivida hoje. Vai esperando coleguinha...



*Também acho meio batido isso de: “é por isso que o brasil não vai para frente”. Vejo que muitas vezes olhamos e comparamos com culturas completamente diferentes! É claro que se usarmos os parâmetros dos outros vai dar errado. Porém, temos que melhorar muito. Aprender a poupar (aprender basicamente) é algo que falta aos brasileiros e ajudaria as famílias, ao país...

PS´s:
-Camila Morgado está loira neste filme (e atuando muito bem), mas não me dei ao trabalho de procurar.
-Amauri é uma paródia homenagem de Gustavo Cerbasi?

sábado, 21 de janeiro de 2012

BBB, Luiza e muito gelo para pouca água.

Eu acho engraçado que na internet tudo se torna um viral.

Começa o BBB, explode declarações de ódio/amor pelo programa. Esse ano vi reflexões bacanas sobre o programa ser apenas entreterimento e por isso não precisar ser culturalmente elevado. Assim como vi o argumento que o BBB emburrece a todos ser bem defendido. #oi? BBB é um viral de verão há 12 anos.

Agora é a Luiza. Não importa o lado, nem o ponto, Luiza no Canadá é um viral. Rir disso é legal. Aí vira fenômeno. Aí o povo superior inteligente vê o absurdo disso e se torna o novo viral se indignar disso... E eu mesma hoje compartilhei um vídeo bem legal e inteligente sobre jornalismo inteligente e a burrice de se importar com a Luiza, mas a questão é que estou observando esse fluxo viral a meses... É muito importância para pouca coisa.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Suspensão Escolar

Hoje eu estava em um ônibus num daqueles momentos que você inevitavelmente acompanha a conversa alheia e percebi uma coisa: Suspensão Escolar não funciona.

Quais os alunos que odiariam ser suspensos? Os alunos que gostam de estar em aula (vamos chutar aí uns 2 ou 3 perdidos que nem eu, que sentiam-se reforçados em aprender num sistema de ensino mal planejado como o nosso).
Quantas vezes um aluno como esse é suspenso? Nenhuma! Isso reforça o comportamento do aluno. É quase como se ele ganhasse um prêmio! Além de fazer o que desejava, ainda ganhou dias de folga.

E vejam, eu disse "é quase como se fosse um prêmio" contando que alguns filhos terão receio de chegar em casa com uma suspensão. Assim não é a escola que está punindo, mas os pais! [Olha aí um belo jogo de tênis! Os pais jogam para a escola TODA a educação dos filhos e a escola devolve todos os problemas para os pais!]

Mas nem isso funciona: no exemplo que me fez pensar nisso tudo, a conversa girava em torno da seguinte frase "Minha mãe nem falou nada da suspensão." A mesma frase da outra menina envolvida na situação (claro, elas poderiam ter razão, mas meu felling indicou o contrário).

Então voltamos: para que mesmo suspendemos alunos?
Ah, para deixar a escola livre deles por uns dias.

domingo, 31 de julho de 2011

Gleex - A Resenha

Ontem eu fui ver Gleex. O cover catarinense de Glee. E não sei por onde começar a contar, porque parece que o espetáculo se divide em dois! E, aviso aos navegantes: se divide mesmo, tem um intervalo. Para mim depois desse intervalo tudo mudou. Vou contar minhas impressões na ordem em que as tive, não acho que poderia ser de outra maneira. Aviso 2: Estavamos na parte de cima do teatro, então algumas coisas que não ouvimos podem ter sdo ouvidas ali na parte de baixo. Essa resenha contém spoiler do espetáculo. Também não entendo de música, o que escrever são impressões e opiniões MINHAS!


O espetáculo estava dez minutos atrasado, casa cheia, eu comecei a reclamar do absurdo que era eles terem aberto a porta *na hora* marcada nos ingressos e começarem atrasados.
Abriram as cortinas. Todos os atores de costas. Cantarolando o "tatata" de "Don't stop Believin". Zenti, respirem fundo, achei que estivesse vendo glee de verdade. Cada personagem virou e se apresentou para o público. Bem bolado e bonito. Problemas: Quando a Quinn entrou ela aprensentou as líderes e interpretaram "I say a little prayer" elas dançaram lindamente, mas e a voz? Nada. Não ouvi nada da música e eu *amo* essa parte da Quinn.
O espetáculo mostra um resumo dos melhores momentos de Glee com as melhores músicas. Foi bem bolado até, os diálogos seguem o mais fiel possível, as mudanças são para agilizar o roteiro. A ordem está bem diferente para ficar mais interessante e o final também (as regionais estão no meio por exemplo, a barriga da Quinn nem cresceu direito, então vocês podem imaginar quem muda bastante). O espetáculo é grande, realmente grande. Umas quatro horas. Vamos sobre o que eu vi.
O figurino do espetáculo estava perfeito! Quando o Kurt aparece com o casaco vermelho parecia que eu estava vendo o Kurt realmente! O uniforme das Cherrios tambéme estava LINDO. E a Emma? Como disse meu amigo na saída "Onde compra"? Estava IGUAL! Todos os gestos, o cabelinho, a roupa! A Sue também se impôs muito bem no palco apesar de ela de rosto não lembrar nada, era só falar e pronto, parecia que estava na série. Confesso que esperei muito pelo Finn, porque ele é amigo do C. e não me decepcionei. Canta muito o garoto. Ouvi meus amigos preferindo a Mercedes, ok. Eu gostei mais dele. Já na entrada arrasou, muito bom mesmo.
A Mercedes complicava: estava muito parada, a personagem original tem mais jogadas de ombros e POR DEUS não é tão raivosa! (Da onde eles tiraram todos aqueles diálogos de raiva? Isso é uns 20% do que ela fala e nem é desse jeito) Agora ninguém pode dizer que a diva não canta né? Arrasa bee. Achei a escolha da atriz que fez a Quinn estranha já que quem fez a Brittany parecia bem mais a "loira-gostosa-líder", mas hoje pela manhã percebi que as caras da atriz me marcaram como as caras da Quinn. Então retirado. E a Rachel (versão "fui para um spa mãe") parecia treinada para cantar. Na primeira hora ela é só boa. Não seria problema se não fosse a Rachel (oi? ela não deveria ser espetacular?)! Ai, do nada, ela solta e puta merda onde ela estava escondendo a voz? Ela não vai cantar assim em todas as músicas, mas manda muito bem! Palmas para ela! Ah sim e o Artie tendo que andar na cadeira de rodas e segurar o microfone de roupa dele no pescoço perto da boca (microfone de mão para alguém em cadeira de rodas seria bullying certo?), foi tenso. Até porque mesmo assim não funcionou.
A primeira metade estava mais ou menos. Sendo bem honesta teve pontos bem altos (entrou um carro no palco!), mas de repente eu já tinha me cansado! Estava lá a duas horas, a temporada estava toda picotada e parecia que as músicas não estavam indo tão bem. Ai eu descubro que seriam quatro horas de espetáculo (eu não sabia)! Voltei meio desanimada do intervalo. E entramos direto nas regionais e foram LINDAS. O segundo coral é com crianças e *uau*. Crianças são sempre fofas né? >.<
A segunda metade do espetáculo deu um gás novo. Entrementes eis que começa a passar Rambo no fundo. Sim. Eles estavam no meio da cena em que o Schuester descobre que sua mulher não está grávida e começa a passar RAMBO atrás, o público sem entender nada. Ai o ator que representava o shue aproveitou a situação e fez uma piada genial e foi em frente com o espetáculo. Mas o problema continuou e piorou. E bem na cena que eu queria ver mãe e filha se encontrando não dava de ouvir nada além da interferência e o "Shue", que agora sei que é o Rodrigo, pede para os atores pararem e avisa o público que o rádio dos guardinhas do teatro estava interfirindo nos microfones da peça e que aquela cena requeria concentraçao. Ele iria cortar e ir direto para última cena. E assim fomos. Eles entraram, os homens ainda vestindo o figurino (as meninas que colocaram o vestido deram conta, adoro). O Rodrigo assumiu a entrada do Finn (eles se trocaram correndo afinal) e eles cantaram as duas últimas músicas. As cortinas abriram para agradecimentos e o Rodrigo contou arrasado todos os problemas que eles tiveram. Era a estréia, os microfones de boca estragaram (20, todos ao mesmo tempo), eles entraram com os de mão (bem que eu me perguntei PORQUE), o técnico de som largou eles no meio do espetáculo e por último o rádio deu interferência. *Só isso.* UFA. É glee né gente. Tem que dar tudo errado para ficar bem bonito e emocionante. Ele nos contou, público e atores disseram que amam eles. E a atriz/cantora da Rachel falou "vamos cantar a música tal (que eu não lembro mesmo o nome) e sem microfone". E eles levantaram e foram a capela. E o público de pé bateu palmas no ritmo com eles, e o Kurt e as meninas dançaram Single Ladies no meio. E a cortina não fechava! Foi lindo!
Todos esses problemas explicam quase tudo o que eu não gostei: vozes que sumiam, nevosismos, o atraso e essas coisas. A única coisa que não explica é quando o espetáculo fica cansativo, mas ai né? Intervalo, rádios e muito choro no fim. Estou torcendo MUITO pelo espetáculo de hoje, que dê tudo acerto! Eles merecem muito. É muita coragem montar um cover de Glee, e eles fizeram um lindo trabalho. Só fico pensando, se der tudo certo, eles não teram um espetáculo com um final tão arrepiante quanto o de ontem certo? Tão glee.

pS:Opiniões pessoais, me responsabilizo totalmente, e quando digo isso quero dizer, não me chinge muito no twitter porque cada um tem a sua opinião.

sábado, 2 de abril de 2011

Sobre Scott Pilgrim Contra o Mundo e outras coisas

Scott Pilgrim x Mundo é genial em muitas coisas. Não percam!
Não vou me alongar muito, quero fazer uma resenha sobre ele no Novo Gênese. Vou só opinar sobre uma coisa (mínimo de spolier possível).
É de longe melhor filme sobre games já feito. E a trilha sonora é ótima. A história é divertida pra valer. Agora contrariando todos que me indicaram o filme, achei a Ramona um saco. Achei ela sem sal e que não valia a paixão do Scott.
Desde o começo, quando Knives Chau e o Scott aparecem no playground torci por eles. Acho os dois a melhor dupla, e adorei ver a Knives crescer no filme. Para mim a Ramona não foi espontânea, divertida ou sexy como prometia. Ela mudou a cor dos cabelos sem fazer whoool, mas faz isso sempre, então parece mais parte de uma rotina. Sei lá... Parece que a Ramona fodona está só na imaginação da galera.

Agora que já opinei, aí vai os avisos paroquiais: Parte 4 do conto postada. Quase no fim. Beijos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Retrato de Dorian Gray - Obra prima.

Terminei ontem de ler "O Retrato de Dorian Gray", único romance de Oscar Wilde. Antes de mais nada preciso dar os parabéns a Editora Abril que nos presenteia com lindas edições na coleção "Clássicos". Está magnifíca (e em conta)! Ao final dos livros tem informações preciosas aos fominhas como eu. Nota feita, vamos ao que interessa.

O Retrato de Dorian Gray, que história grandiosa e forte. Um livro que mexeu comigo do começo ao fim. Sua história balança todos os valores do século XIX e do nosso avançadíssimo século XXI através dos diálogos de Basil, Dorian e Henry.
É verdade que há pouca ação, principalmente no início, mas o livro te seduz como o próprio Dorian foi seduzido. E a toda hora eu me vi tomada de angústia pena e dor. Dorian não queria envelhecer. Ele conseguiu? Foi herói ou vítima?* Não existem respostas, e esses são de longe os melhores livros!

Como escritora que sou não posso deixar de destacar como Wilde me envolveu do começo ao fim. Estava apaixonada nas primeiras páginas, antes mesmo do Retrato ser feito. E eu não sou uma leitora de clássicos, não segurei o ritmo de "Morro dos Ventos Uivantes". Outro destaque é que em meio a tantos diálogos o narrador quase desaparece magistralmente porque não se faz necessário, brilhante.
A única parte sofrida para mim é quando Dorian compra um mundo de coleções e o autor as descreve em detalhes por páginas a fio. Um saco, mas perfeito! Afinal o personagem estava fugindo de si mesmo e maravilhado e eu acho fugas de tipo fúteis e chatas, me passou a sensação exata!

Para mim uma obra prima do começo ao fim. Estou correndo para ver o último filme feito (já é o décimo!) com o ator de que fez Princípe Caspian. Let's Go.

*Esta pergunta também foi formulada nas páginas sobre os personagens que a Editora Abril acrescentou ao fim do livro.

terça-feira, 23 de março de 2010

Nine

O filme é excelente.
Se a última análise feita aqui foi de algo sem roteiro, esse tem um roteiro valoroso.


[Para que não viu e não liga para spoilers:
O filme tratá de um roterista (e diretor) que não tem o roteiro de seu novo filme Itália.
Ele está a volta de nove mulheres de sua vida que ocupam todo o seu tempo.
O filme vai girar em volta dessas mulheres e desse homem perdido.]


Bem, vamos lá.
Fergie, que interpreta a prostituta, está DESTRUÍDA fisicamente. Gorda, com um cabelo horrível! E arrasa. Maravilhosa. Faz dele um homem sempre que entra no palco. A cena toda dela é muito foda. Incrível.
Já a musa, Nicole Kidman, entra divina e pedindo para ser desmontada. E você não liga. É levado maravilhosamente a não enxergar isso diretamente até o momento que ela se desmonta num gesto simples, mas divinamente bem feito e desce do pedestal (finalmente).
E aquela mulher? O que é aquela mulher submissa, com aquela musiquinha "tem maridos que fazem isso ou aquilo, mas o meu escreve filmes... bla bla bla". Eu poderia dormir! É totalmente sem sal. Então ela finalmente vê que ele está perdido e nunca percebeu quem ela é e escancara! Nossa, show. Tava na hora garota, você me fazia dormir!
Cara nem vou comentar da mãe, né?
Ah vou sim!
Credo, hello? Freud? Melanie Klein? Édipo total! Ele fala com a mãe morta? Gente é muito o filho de uma mãe neurótica que fracassa por não se resolver com isso!!
Digno de virar filme de graduação da psico! O que é aquela cena final?? Aquela mãe abraçada no filho adorado! E quando ela diz que ele é dela (olho o seio bom)? Meu Deus!

Agora eu preciso dizer: adoraria que Nine fosse um filme B. Filmes hollywoodianos são anestésicos, uma pena. Quando deviamos sentis angústia do personagem surge Penélope Cruz linda, orgástica, escorregando numa cortina rosa, pedindo para apertarmos os seis dela! Eu adorei ela como amante. Perfeita. Mas adoraria sentir a angústia um pouco. Só senti falta disso.

Ah sim. O cenário. Gente lindo! Foda demais.
E eu não falei da figurinista e da reporter (as últimas mulheres). A figurista é inteligentissíma. A mãe calada e salvadora. E a reporter é ótima! Parece uma Pantera. Adorei a dança dela. Mostra o quanto o personagem não faz idéia do que tá fazendo!

Enfim é isso.

Ps. Um amigo me disse que esse blog tomou uma linha muito direta depois do post sobre avatar, quem sabe esse post não mude essa linha?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Avatar

Hoje fui ver o tal filme dos carinhas azuis que virou uma revolução no cinema e que todo mundo anda falando.

Quando terminou meu chuchu (o Gus), virou e olhou para minha e disse "tá vai lá... lá vem as críticas!"

Ah primeira coisa que tenho a dizer: eu gostei do filme. Mas como disse micheloliveira (em http://abracaocapeta.wordpress.com/2009/12/19/avatar-o-filme-mil-vezes-ja-filmado/) é um filme para se ver enquanto chove, ou para aproveitar o 3D.

A história é... boa. Os efeitos são do carralho! Os na'vi são fodásticamente lindos: com grandes rostos inspirados em animes para que nós babemos e ainda um "quê" animalesco excelente!

Mas é definitivamente previsível. Não me incomodou, mas incomodaria qualquer um que não estevisse absolutamente encantado com a cultura dos na'vi: para mim supera os elfos do Tolkien (um minuto para os chingamentos... eu achei MTO foda caramba! a maneira como as coisas se "encaixam" enfim, sem spoleir).

Como destaquei a cima: a cultura dos na'vi é o que mais vale a pena! Veria de novo só por isso.

Agora... eu tive muitas vezes a sensação que já tinha visto aquela história: parecia pocahontas, com Matrix e Eragon. Triste. O cara leva mais de dez anos e deixa a gente pensando, poxa eu sabia que isso ia acontecer... Precisava ser tão tão tão clichê? *biquinho*
Chega a dar raiva, o cara pensou na cultura inteira, já provou que podia fugir do óbvio.