Hoje estava lembrando do dia do meu casamento.
Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.
Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.
Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.
Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.
As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.
O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.
Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.
Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.
Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.
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sábado, 21 de março de 2020
Eu e eu
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domingo, 28 de março de 2010
E eu fui.
Se a minha vida fosse um objeto de decoração (nesse aqui-agora específico!) seria um globo de neve, sabe? Daqueles de sacudir?
Bem, eu peguei meu globo de neve BEM bonito, enrolei em plástico bolha, guardei na caixa que veio, embrulhei num pano, depois em outro, coloquei numa sacola, abri o guarda-roupa e enfiei embaixo do máximo de coisas que consegui.
Talvez os leitores atentos (e eu posso citar dois que leram aqui e me apontaram os posts a que vou me referir) perceberam quantas vezes vim até aqui só para lamentar minha dor. Foi meu tempo, me permiti isso e foi excelente.
Ontem eu resolvi que estava na hora de tirar meu globo do plástico bolha (mais conhecido como sair do armário) e ir viver. Ufa. Sufoquei só de pensar em todo esse tempo. =S
Bem eu abri a caixa com todo o cuidado. Tirei o globo e olhei extasiada. É tão bonito... Eu até pensei em dar uma sacudidinha de leve...
Ai tropecei.
Só vi o globo sacudindo no ar horrores. E rolando. Muito.
Ok.
Legal.
É isso aí.
Fechei os olhos e segurei a respiração. Não houve nenhum barulho de quebra ao menos.
Soltei o ar.
Tudo bem garota, sacudiu. Você não queria. O globo tá todo sujo e você amava ele bonito e protegido, mas anaway.
Vamos em frente?
=)
Viva la vida loca.
Bem, eu peguei meu globo de neve BEM bonito, enrolei em plástico bolha, guardei na caixa que veio, embrulhei num pano, depois em outro, coloquei numa sacola, abri o guarda-roupa e enfiei embaixo do máximo de coisas que consegui.
Talvez os leitores atentos (e eu posso citar dois que leram aqui e me apontaram os posts a que vou me referir) perceberam quantas vezes vim até aqui só para lamentar minha dor. Foi meu tempo, me permiti isso e foi excelente.
Ontem eu resolvi que estava na hora de tirar meu globo do plástico bolha (mais conhecido como sair do armário) e ir viver. Ufa. Sufoquei só de pensar em todo esse tempo. =S
Bem eu abri a caixa com todo o cuidado. Tirei o globo e olhei extasiada. É tão bonito... Eu até pensei em dar uma sacudidinha de leve...
Ai tropecei.
Só vi o globo sacudindo no ar horrores. E rolando. Muito.
Ok.
Legal.
É isso aí.
Fechei os olhos e segurei a respiração. Não houve nenhum barulho de quebra ao menos.
Soltei o ar.
Tudo bem garota, sacudiu. Você não queria. O globo tá todo sujo e você amava ele bonito e protegido, mas anaway.
Vamos em frente?
=)
Viva la vida loca.
sábado, 13 de março de 2010
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Marque suas trilhas com algo melhor que pão.
Eu ainda posso ver-te escondido entre suas mentiras, mas acho que você esqueceu o caminho de volta.
É o que eu acho.
Talvez porque te pegue as vezes olhando em volta sem reconhecer a relva, a marca do tempo e o reflexo no lago.
Ou talvez, e sei que é isso que está pensando, seja porque fiz o mesmo: me perdi ai também.
Ah, se tu soubesse que caminhar é mais fácil que se lamentar, que a única coisa que te impede é temer a trilha.
A trilha nunca será pior que a clareira onde você para mais que uma noite.
Nunca acampe muito tempo, você esquece que não há perigo maior do que os de sua mente.
É o que eu acho.
Talvez porque te pegue as vezes olhando em volta sem reconhecer a relva, a marca do tempo e o reflexo no lago.
Ou talvez, e sei que é isso que está pensando, seja porque fiz o mesmo: me perdi ai também.
Ah, se tu soubesse que caminhar é mais fácil que se lamentar, que a única coisa que te impede é temer a trilha.
A trilha nunca será pior que a clareira onde você para mais que uma noite.
Nunca acampe muito tempo, você esquece que não há perigo maior do que os de sua mente.
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