domingo, 21 de dezembro de 2014

A lenda de Korra e seu final subversivo, ou não.

Hoje assisti o final de A lenda de Korra. Assisti porque vi a matéria "Korra, o desenho mais poderoso e submersível de 2014". Li apenas o título e resolvi me dedicar a assistir os seis episódios que faltavam para terminar a série.

http://www.mundoavatar.com.br/2014/12/korra-o-desenho-mais-poderoso-e-subversivel-de-2014/

O episódio é sensacional, a luta final é linda e encaixa na série. Nada muito diferente do previsto. (Exceto por serem duas mulheres e toda a questão feminina que a matéria citada levanta).

Mas o fim... Ah o fim é uma surpresa. Vou dizer que senti muitas coisas numa fração muito pequena de tempo. Ao final a mocinha não escolhe o mocinho, mas vai embora com sua amiga. Crianças acharam bonito, mas é bem obvio aos olhos adultos que elas resolveram seguir a vida juntas.

 Primeiro senti empolgação e orgulho pelo final escolhido. Legal, um desenho sem medo de ousar. E afinal de contas é sutil (não muito...). Em seguida achei estranho... Não houve muitos indícios de romance ou interesse entre elas. O romance de ambas com Mako foi interessante e lindo (daqueles de esperar o final e saber com quem ele ia ficar). E assim, sem indícios elas resolvem ficar juntas. Finalmente fiquei com a sensação que de subversivo este final não tem nada.

A série realmente deu destaque para personagens femininas, sem com isso diminuir os homens. Na verdade acho que todos tiveram espaço. Agora este final me parece explorar toda um interesse e uma discussão quanto as diversas sexualidades e se aproveitar de uma época em que casais lésbicos fazem cada vez mais sucesso.

Então, recapitulando, acho que o final foi bom e interessante, mas acho que foi forçado. Se a realação deveria terminar assim poderia ter sido melhor trabalhada. Os autores fizeram um excelente trabalho com o resto...


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sintonia fina

É preciso encontrar algumas coisas na vida antes de encontrar o amor.

Em primeiro lugar é preciso se encontrar. O que eu quero da vida? O que me faz feliz? O que eu quero ter vivido em 5, 10, 20 anos? Depois é preciso encontrar o que você não quer. Descobrir o que é essencial para você vir e o que você está disposto a abrir mão. Assim que você afina suas prioridades, é preciso descobrir como viver em paz (o que te pertuba?), paciência com os outros e felicidade.

Não possível amar sem ser feliz primeiro. É preciso percorrer um caminho e deste caminho aprender a amar. A si, aos outros... E então (se foi essa sua escolha) a amar um companheiro de vida.

É fácil acreditar que é preciso sorte para se ter um amor, mas eu acho que é preciso chão. Como diria Perls, o amor é um encontro. Você precisa estar conectado consigo mesmo para quando esbarrar em alguém que esteja na mesma vibração dê tudo certo. Amor é sintonia.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Papeis femininos

Cara eu odeio os textos sobre mulheres alfas que atolam o face.

Nem toda mulher que faz 10 coisas ao mesmo tempo é feliz. E nem toda mulher que decide NÃO fazer tudo isso é infeliz. Parece uma ditadura da mulher multiplopapéis.
Evoluímos, sim claro. Mas sinto que continuam pressionando a mulher a cumprir um papel. Antes eramos submissas, agora devemos dar conta de tudo e todos.
Desculpa, mas  quem decide os papeis que desejo cumprir sou eu! Não é o mundo com suas exigências megalomaníacas. Adoro o ritmo pesado do trabalho, me sinto muito bem quando consigo cumprir um dia cheio. Mas também gosto de passar o dia na cozinha inventando moda e poderia até deixar de trabalhar para cuidar de filhos (se as finanças permitirem). Sou menos mulher por isso?
A beleza de não ser mais submissa aos homens está na possibilidade de escolher. Mas sinceramente? É possível escolher? Mulheres que optaram por viver uma vida mais leve, cozinhar, cuidar da casa, sentem os olhares incrédulos e desconfiados dos demais. "Ela não trabalha! Que absurdo!" ou "Ela não faz nada! Que absurdo."

Não é preciso ser fêmea-alfa para ser mulher. Go girls. Conquistem o que quiserem.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Futebol, churrascos, machismo e todos os outros ismos que couberem

Ou sobre como estamos perdendo o foco tentando ser super-mulheres.


Lendo sobre mulheres nas organizações para minha dissertação estou vendo diversas entrevistas de gestoras, mulheres fortes, com triplas jornadas, filhos, família, trabalho, estudo... Que falam que se podem cuidar de tudo em casa, então cuidar de tudo no trabalho é muito mais fácil.

E que os homens tem uma vida muito mais simples, eles tem o futebol e o churrasco... Eu fico pensando aqui se não falta as mulheres a sensibilidade de perceber a importância dos churrasquinhos de fim de semana e do futebol de quinta-feira...

É óbvio que as mulheres estão assumindo muita coisa, precisam estudar mais e se preocupam mais com problemas da casa (e é elas que buscam os filhos quando eles ficam doentes na creche). Mas talvez esteja na hora de se importar em fazer networking e não só no cafezinho. (Não dizem por ai que os homens fazem isso melhor que nós). Porque não nos reunimos no meio da semana para ir ver sapatos. Ou vamos fazer uma aula de box, dança, sei lá... É importante desestressar. Ter momentos sagrados com os colegas e amigos onde o importante seja apenas você mesmo, porque se você não fizer isso (e se você vier sempre depois de todo o resto) nunca convencerá ninguém que deve assumir aquele posto de trabalho magnifico logo a frente. Alguém que saiba se colocar irá pegar.

A habilidade de comunicar quem você é, o que você faz e de dar importância a si mesmo é o que faz com o que os outros se importam. E aí talvez eu acho que o "futebol de quinta" e os "churrasquinhos" podem nos ensinar muito.

[Sim, esse texto é TODO feito com esteriótipos, mas a ideia é essa mesma, brincar com a ideia do senso comum, do que se espera da mulher e de dentro desse espaço, dentro desse discurso, o que é mais óbvio que não está rolando]

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Matrix pela Adm

"(...) Deluze e Guattari argumentam que o homem é realmente um apêndice das máquinas. Isso é porque as máquinas são energizadas pela força irresistível do ativo. Com efeito, as máquinas produzem fluxos impiedosos de matéria-energia (...)"

Modernismo, pós-modernismo e análise org. pág: 327, Robert Cooper e Gbson Burrell

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Past is the past. [Ou: uhhhhh]


Passado é um armário cheio de fantasmas. Mantemos ele fechado, aprendemos a não ouvir mais o "uhhh", um dia mudamos a casa, enfiamos aquele armário velho num quarto escuro e distante onde ele enche de poeira e teias. Não o ouvimos, vemos, cheiramos mais.

Então um dia resolvemos que é hora de novos ares (again), limpamos, redecoramos... Aquele armário parece tão vintage que volta para algum cantinho mais visível, limpo, onde possa provocar sorrisos espontâneos...

Ah que lindo... Só que um descuido e damos de CARA com um fantasma andado pela casa!

Vai dizer: quem nunca resolveu mexer em uma coisinha do passado (fotos, lembranças, whatever) e pareceu que estava fazendo um truque de mágica, quanto mais puxava, mais vinham coisas?

Quando os fantasmas surgem o que você faz? Chama os caças-fantamas! Corre? Finge que não viu? Encara?

Your choice.

De qualquer maneira eu fecharia a porta melhor da próxima vez... (Apesar de achar armários legais e que podem ser ótimas peças de decoração que devem ser preservados em locais adequados).

Conquista, casamento, limpeza da casa.

Existe algumas regras na conquista:

Sorria
Demonstre interesse, mas não muito
Associe você a coisas interessantes e agradáveis (se você estiver no momento que o conquistável rir ou se sentir feliz, ele/ela irá associar a você; trabalhe nisso).

Essas regras (e todas as outras) aplicassem a quando você quer fazer seu homem limpar a casa:

sorria, seja agradável ao pedir. ser uma chata implicante realmente não ajuda.

demonstre interesse que ele faça, e também demonstrando quando ele faz (isso é MTO importante).
Procure valorizar esses momentos de sabedoria (de verdade, procure dar valor). Mas não exagere para que o outro sabia que há espaço para crescimento.

associe a limpeza o que você deseja que seja feito com coisas agradáveis. Se for algo chato de ser feito, sugira pausas com lanches que o outro goste, ou, se for possível, indique ouvir uma música que o ser goste... dê prêmios pela participação... essas coisas.

...

Tá esse post foi um patrocínio do meu casamento e das mil e uma formas que arranjamos de nos divertir com o cotidiano. E no pós-limpeza merecemos pizza, video-game, house of cards e o que mais passar pela cabeça. [Quem nunca conquistou-se a si mesmo com um brigadeiro por uma pilha de roupa para passar/texto chato a ser lido?]