Ela roubava corações. Definitivamente ela roubava todos os corações próximos de seus dedos. Nunca aprendi seu truque, havia algo no movimento de mãos enquanto ela te distraia com os lábios. Talvez fosse o fato de ela cumprir as promessas que nos deixava cego para o resto.
Mas, creio, o principal em sua arte era saber quando ir embora. A menina sempre soube a hora de certa de ir: aquele momento em que o outro se deixa roubar sem perceber e, quando vê, não pode tomá-lo de volta.
Talvez aja algo ainda pior: aqueles de corações tomados sente-se felizes e completos. Demoram a perceber que não houve troca alguma. Ninguém toma o coração dela.
Você pode dizer que ela está se defendendo, que talvez o coração dela já tenha sido tomado. Talvez esteja certo... Talvez.
Eu acredito em algo diferente, acredito que ela entregou seu coração para um homem, o único homem cujo o coração tinha sido roubado por outra ladra.
Eu sei, você dirá que isso é um clichê, me perdoem por não trazer uma história realmente nova. Queria só dizer que mais triste que ter seu coração tomado, é ter um coração velho e vazio, e ela nega isso todos os dias pela manhã, só por sobrevivência.
Um comentário:
Com diz uma amigo:
"Ai, se sesse"
Parece que alguma coisa sobe a cabeça, mas já é hora de ficar quieto.
Bjs
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