sexta-feira, 30 de julho de 2010

Amizade em teor alcoólico.

Hoje eu ouvi novamente a famosa frase: "Nunca fiz amigos bebendo leite".

Essa é das coisas que eu ouço muito em relação ao álcool (bizarro, já que a frase cita o leite). Muitas vezes já ouvi que é bebendo que se fizeram as melhores amizades. Concordo. Eu também, só que eu não bebo nada com álcool (por problemas de saúde, não sou contra o álcool não).

Sabe o engraçado nessa história? É que eu fiz minhas melhores amizades na base da coca-cola. E esses dias eu tive uma experiência incrível com leite. JURO, leite. =)
Meu melhor amigo estava aqui em casa tomando café da tarde comigo. Eu tenho intolerância a lactose e tomo um leite especial, ninguém toma esse leite comigo. Bem ele chegou, sentou ao meu lado, pegou meu leite e colocou no copo dele. Eu avisei que era meu leite, ele "ok, eu quero tomar ele com você". E tomamos juntos e rimos juntos de algo que naquele momento estava sendo difícil para mim (estava entrando na dieta sem lactose). Foi lindo.

Então eu senti meu coração dando pulos com leite, com coca e claro com tequila já (quando ainda bebia). É só que poxa... Amizade não tem NADA haver com o teor de álcool da bebida que você está tomando.


ps. Te amo chuchu! Brigada por tomar leite comigo!

domingo, 25 de julho de 2010

Festas e ficar presa no elevador

Ontem eu me aventurei.
Primeiro foi a pista de dança. Foi lindo. Voltei a girar nela e senti meu peito bater no ritmo do forró.
Que saudade meu deus!

E foram três danças, duas delas magnificamente especiais. A tão esperada e prometida dança com o Mau, e uma surpresa maravilhosa onde me senti tão bem que ainda me arranca sorrisos.

ok, primeira aventura ir para festa e girar. (dançar foi surpreendemente fácil!)

segunda aventura: Fiquei presa no elevador!!
Sai cedo da festa para chegar cedo em casa! E aí entramos no elevador... Bem olha a idéia das crianças: "Vamos pular?"
Juro que eu ainda comentei "Vai empacar...", mas pulei.
Bom empacou.

...
¬¬"

Sentamos e esperamos né...
Um dos meninos tentou abrir a porta, mas não funcionou. O pior foi quando chegou a manuntenção! Desligou a luz, a ventilação, começou a ficar tudo estranho... Aí deu medo. Mas descemos e ficou tudo bem.

O cara da portaria estava se rachando de rir da nossa cara... e nós fazendo cara séria, só que tinha camêra no elevador. tipo, oi? é óbvio que ele sabia que nós tinhamos pulado!
O elevador terminou desnivelado... Bando de irresponsáveis. ^^

Só que vou dizer, nada como um elevador parado por um pulo para se fazer amizades.

domingo, 4 de julho de 2010

Como a gente cresce meu deus.

O tempo passou. E não parecia que ia passar, parecia que iríamos ser crianças para sempre, que a escola nunca ia acabar. Que a cada chingamento e sofrimento (e foram muitos) seria insuportável o dia seguinte. A escola, a infância, é interminável, dura mesmo. E aí, acabou.

Se alonga tanto, choramos, vivemos e rimos tanto. Nos achamos tão invencíveis e tão oprimidos pelo mundo grande que quando nos damos conta já crescemos. Deus, como eu cresci? E cresci mesmo. Foi tudo tão bom no fim.

Minha turma do "ginásio" já está em vias de se formar. Gente grande. Gente que chorou copiosamente quando se formou na oitava série porque teria que se separar (não havia "2o grau no meu EIC").

E não foi fácil seguir no segundo grau, nem desfazer os laços de lá. E sei que vai ser igualmente difícil daqui a um ano e meio. E vai ser pior, não vou chorar por semanas como na minha oitava série e ainda vou ter que encarar o mundo real. Acabou escola/faculdade. Chega de estudar. É para ter muito medo, mas também nós queríamos isso, não queríamos?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Retrato de Dorian Gray - Obra prima.

Terminei ontem de ler "O Retrato de Dorian Gray", único romance de Oscar Wilde. Antes de mais nada preciso dar os parabéns a Editora Abril que nos presenteia com lindas edições na coleção "Clássicos". Está magnifíca (e em conta)! Ao final dos livros tem informações preciosas aos fominhas como eu. Nota feita, vamos ao que interessa.

O Retrato de Dorian Gray, que história grandiosa e forte. Um livro que mexeu comigo do começo ao fim. Sua história balança todos os valores do século XIX e do nosso avançadíssimo século XXI através dos diálogos de Basil, Dorian e Henry.
É verdade que há pouca ação, principalmente no início, mas o livro te seduz como o próprio Dorian foi seduzido. E a toda hora eu me vi tomada de angústia pena e dor. Dorian não queria envelhecer. Ele conseguiu? Foi herói ou vítima?* Não existem respostas, e esses são de longe os melhores livros!

Como escritora que sou não posso deixar de destacar como Wilde me envolveu do começo ao fim. Estava apaixonada nas primeiras páginas, antes mesmo do Retrato ser feito. E eu não sou uma leitora de clássicos, não segurei o ritmo de "Morro dos Ventos Uivantes". Outro destaque é que em meio a tantos diálogos o narrador quase desaparece magistralmente porque não se faz necessário, brilhante.
A única parte sofrida para mim é quando Dorian compra um mundo de coleções e o autor as descreve em detalhes por páginas a fio. Um saco, mas perfeito! Afinal o personagem estava fugindo de si mesmo e maravilhado e eu acho fugas de tipo fúteis e chatas, me passou a sensação exata!

Para mim uma obra prima do começo ao fim. Estou correndo para ver o último filme feito (já é o décimo!) com o ator de que fez Princípe Caspian. Let's Go.

*Esta pergunta também foi formulada nas páginas sobre os personagens que a Editora Abril acrescentou ao fim do livro.