quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um amigo meu me disse que eu devia apagar a existência dele. Sabe? Apagar orkut, msn, twitter. Bom é claro que se a essa altura eu não consegui fazer isso (apagar ele da minha vida) não acredito que dar unfollow realmente me impediria de entrar na página dele (acredite, fiz isso por meses quando não dava conta de seguir ele normalmente).

Bem, eu nao quero apagar a existencia dele. Tem coisas que quero guardar sempre cmg. E não tem haver com ser masoquista. É que como eu posso esquecer das tardes enrolados em lençol, ou das conversas mais sinceras que já tive na vida, ou de conversar na BeiraMar?
Eu só queria q parasse de doer e que nao precisasse TANTO dele agora. Porque doer, já estava doendo, mas hoje precisava repousar naqueles braços e esquecer. Ter algo bom agora.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E se me apaixono assim por ti
já vou sorrindo
já vou ouvindo nossas velhas músicas no rádio
já vou divagando e suspirando

e devagar espalho felicidade no meu quarto
volto a dormir.

E se me apaixono assim por ti
tenho medo
cometo pecados
me passo
suspiro de novo
danço
dou voltas
falo demais
espero tudo e um pouco mais

Me canso. Desisto.
Me apego.
Te amo um pouco mais, um pouco menos.
Espero.
Seguro sua mão.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Olá, hoje não vou contar nada meu. Peço licença aqueles que eventualmente me lêem para contar aqui uma história que recebi de um amigo muito querido e que com ela pretendo abrir um outro projeto meu (o blog "Des.cobrir", conto sobre ele depois).

Esta é uma das muitas histórias de vida onde a compreensão dos fatos é torcida e retorcida causando dor para todos os lados. Principalmente para quem está nos narrando. E não se enganem, está é mesmo a versão curta.

"Quando meu pai e minha mãe se separaram nunca passou na minha cabeça morar com meu pai, eu fazia tudo por minha mãe. Minha mãe era como minha melhor amiga, eu contava tudo para ela e ela também. Ela poderia falar que um mico leão dourado era vermelho que eu ia acreditar. Então nos mudamos, e estava indo tudo bem. Até um dia em que ela ‘sentada no sofá com o note book’ me perguntou: ‘João, tu é o amiguinho da mãe, bla bla bla, tem um guri da minha escola dando em cima de mim, mas ele é meu aluno, o que tu acha?’ , e eu respondi que achava ‘Ridículo’. Então ela falou que ia ignorar e mudou de assunto. Eu nem levei a sério o fato.
‘Minha mãe nunca foi de sair, sempre caseira, e estudiosa’ Já um tempo morando sem meu pai, ela começou a sair, ver amigos, essas coisas. Eu achava normal, alias também tem a vida dela. Então ela começou a sair sempre com uma tal de Letícia, (Letícia: Trabalhava como massagista e depiladora no salão em que a mãe ia). Um dia minha mãe ia sair com essa Letícia, e me perguntou se eu queria que ela me trouxesse um crepe. Eu respondi que não, e então ela saio. Alguns minutos depois eu mudei de idéia e resolvi ir comprar um crepe onde ela iria estar. Fui andando por uma rua que de noite é sem iluminação e ao chegar perto do local avistei minha mãe, mas para minha surpresa Letícia não estava lá. Quem estava? Paulo, seu mas novo ‘ficante’. Voltei para casa triste e fui para sala jogar Nintendo Wii, fiquei pensando ‘Quanto tempo será que ela esta saindo com ele?’, ‘Porque ela não me contou’?. É, mas meu dia não poderia ser pior, de repente a porta abre e quem eu vejo? Minha mãe com Paulo entrando. Ela tenta apresenta-lo a mim, (não lembro se minha irmã estava em casa esse dia).Meu mundo tinha caído, minha mãe tinha mentido para mim pela primeira vez. Daí em diante foi assim, Paulo vinha no nosso apartamento quase todo dia, e eu sempre era mal educado com ele, quando ele estava na mesa eu não sentava, quando eles iam ver filme eu não via. Mas com o tempo eu acabei deixando o fato passar, e mesmo não gostando da idéia de minha mãe namorar um menino muito mas novo que ela. Ela tinha 31 acho, e ele 18 eu ACHAVA.
Sempre desconfiei a idade dele, até que um dia minha mãe resolveu me contar a ‘verdade’, ela disse que mentiu e que ele não tinha 18, tinha 17. Mas se isso não fosse o bastante, um dia qualquer eu peguei a carteira dele e vi que ele não tinha 17, tinha 16. E eu 13, vocês entendem?
Agora ele estava todo dia lá em casa, quando não dormia lá. Um dia a conta de telefone celular de minha mãe veio ‘200’ Reais. Meu avô brigou com ela, que isso não era coisa de gente adulta, que ela não tinha esse dinheiro para ficar gastando. Minha mãe se revoltou, não para eles, mas em casa. Ficava falando ‘Porque o Marcio (Irmão dela) sempre apronta, aparece com milhares de contas, já roubou o pai, bla bla e ele sempre é o preferidos deles (Meus avós), eles sempre defendem o Marcio e nunca a mim, e daí que minha conta veio 200 reais, eu não peço ajuda de ninguém para pagar.’
Daí para frente Paulo nem saia mas lá de casa, minha mãe comprava bebida e os dois ficavam trancados no quarto. Até que um dia minha irmã me chamou para ver um negocio na câmera dela. Fotos do Paulo de cueca em várias posições e do peito da minha mãe. Quando eu vi aquilo eu fui para o quarto e fiquei pensando. Mas de noite eu chamei minha irmã e falei: ‘Fernanda (Minha irmã) eu não vou mas morar com a mãe, vou arrumar minhas coisas e vou ligar para o pai’ e então fui dormir. Na outro dia de manhã minha mãe saio para trabalhar. Der repente minha irmã passa por mim com uma mochila e eu pergunto: Aonde vais?. Minha irmã passou a madrugada arrumando as coisas dela para de manhã ir para caso do pai. Acho que o único motivo por ela ficar ali era eu, sempre fomos muito ligados, jogávamos jogos juntos e tal. Não quer dizer que nunca brigamos, mas é coisa de irmão.
Quando minha mãe soube que minha irmã tinha saído de casa, ela passou mal e foi para o hospital. E então eu fiquei triste, e acabei ficando com minha mãe, mesmo ela já tendo mentido várias vezes para mim.
Tempos depois minha mãe me levou a um restaurante e perguntou o que eu achava de ir morar em ‘Local1’ e até me levou lá para mostrar a casa. ( Não tem como eu explicar, mas era o local mas longe do mundo, deveria levar uma hora de carro mas ou menos, não tinha nada, absolutamente nada lá.) Eu falei que a casa até era boa, se pode-se troca-la para outro local. Fiz minha mãe prometer que não ia comprar aquela casa. Ela disse que então agente ia morar com a minha avó até ela achar outra casa que pode-se comprar. Mas o orgulho falou mas alto, minha avó não era muito fã de Paulo, e ai um dia ela me falou que já tinha comprado a casa. Uma casa na frente da casa da mãe de Paulo. Ela diz que era a única que ela podia comprar, mas eu sempre penso que ela comprou porquê a mãe de Paulo não deixou mas ela ficar indo na nossa casa, já que ele tinha 16 anos e era de menor.
Minha mãe começou a reformar a casa e eu fui morar com a minha avó. Um dia minha mãe me levou para morar com ela. Nas primeiras semanas minha mãe me levava de carro. No começo íamos escutando um programa humorístico e rindo. Na segunda/terceira semana minha mãe já começou a reclamar que não tinha gasolina para me levar. Eu Não sabia como falar para ela que eu não queria morar ali, então um dia estava chorando na sala e ela me perguntou o porquê: Eu falei para ela que ela tinha uma semana para se mudar dali se não eu ia embora. Acho que ela não levou muito a sério. Ela queria que eu fosse para escola de ônibus, detalhe, o ônibus passava 5 da manhã, para poder chegar 7:30 na minha escola. Passou uma semana, e nada. Morar no fim do mundo, e com Paulo já era o fim, até que depois de um mês chegou ao apogeu. Eu não podia nem ver TV. Minha TV ficava do lado do quarto dela e quem disse que dava de escutar? Não sei como os visinhos não acordavam com aqueles barulhos, pareciam que estavam morrendo. Cansei, sai de casa. Fui morar com o pai.
Depois que eu sai de casa, minha mãe engravidou. Eu quase não ia lá, quando ia passar uma semana nas férias, minha mãe quase não ficava com agente (Eu e minha irmã) ficava sempre trancada no quarto com seu ‘Marido’ um sem vergonha que transava com a vizinha quando tinha 13 anos.
Mesmo não indo muito lá, eu sempre mandava mensagem, todo dia. E ligava sempre para o celular dela. Até que minha mãe me acusou de ter abandonado ela para minha avó, falou que nem mensagem eu mandava. Ai eu peguei o celular dela e mostrei para ela todas as mensagens que eu tinha mandado. Ela disse que não tinha visto, mas estavam todas abertas.
Enfim, minha mãe não era mas a mesma. Mas mesmo assim ela me acusou por muito tempo, e ainda acusa de eu ter abandonado ela. Fala que não é mas tão feliz porque perdeu as maiores jóias da vida dela. Eu não penso assim, ela ainda deve ser triste porque quando vai dormir olha para traz e vê que estava errada. Porque eu durmo de cabeça limpa, sei que tentei, não fui eu que mudei.
História Resumida. Nomes Fictícios."

*folêgo*
É por me arrepiar com histórias assim que escolhi estar sempre próxima de gente.

Projeto novo: http://des-cobrir.blogspot.com/