domingo, 28 de setembro de 2008

to com um problema com dramas: eles naum me largam. É tudo o que eu consigo escrever... :s

sábado, 27 de setembro de 2008

Chicos y chicas

Melodrama barato guardado na gaveta. Pronto, ta postado. Nao reclamem da nivel mexicano da coisa.






E ele chorou. Chorou pelas escolhas, pela dor de perder, pelo orgulho de não querer voltar, pelo desejo quase inconsciente de estar ali. Comigo. Antes que entedesse ou tivesse tempo de secar as lágrimas, me beijou. Beijou com a alma partida, como se este momento fosse tudo que pudesse se agarrar.
Era morno e dolorido e temido, mas real. Porém momentos mágicos assim não são feitos para durar.

-E ela? - Mesmo que desejasse não saber e menos ainda quebrar o frágil laço que o beijo criou, não tinha o direito de deixá-lo se machucar mais.

-Eu sei...

Então soberveio os lábios, o desejo, o desespero. Sem nenhuma promessa bonita dos apaixonados.
"Eu sei" soou aos meus ouvidos como um peso. Ele não estava fugindo, não a estava evitando. Eu sabia que ela ainda era tudo o que ele sonhava, todas as noites.
Uma lágrima alcançou o chão. Saira dos meus olhos. Ele queria a mim. Eu. Real. Inteira.
Me sentia tendo minh'alma rasgada. Desejei-o, em silêncio, noites a dentro. E agora arrebatava meu coração entre beijos. Com que direito?
Mais do que tudo, queria tê-lo em meu colo, consolando-o. Tirando-lhe toda a dor. A dor que eu sentia era fácil ignorar, mas nunca a dele.
Ele se afastou um pouco e doeu, agudo, lacinante e profundo. Fui eu quem procurou desesperadamente restabelecer o contato com seus lábios calmos.
Queria lhe dar tudo que era meu.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"A sacudidora de palavras"

Ela roubava corações. Definitivamente ela roubava todos os corações próximos de seus dedos. Nunca aprendi seu truque, havia algo no movimento de mãos enquanto ela te distraia com os lábios. Talvez fosse o fato de ela cumprir as promessas que nos deixava cego para o resto.

Mas, creio, o principal em sua arte era saber quando ir embora. A menina sempre soube a hora de certa de ir: aquele momento em que o outro se deixa roubar sem perceber e, quando vê, não pode tomá-lo de volta.

Talvez aja algo ainda pior: aqueles de corações tomados sente-se felizes e completos. Demoram a perceber que não houve troca alguma. Ninguém toma o coração dela.

Você pode dizer que ela está se defendendo, que talvez o coração dela já tenha sido tomado. Talvez esteja certo... Talvez.
Eu acredito em algo diferente, acredito que ela entregou seu coração para um homem, o único homem cujo o coração tinha sido roubado por outra ladra.

Eu sei, você dirá que isso é um clichê, me perdoem por não trazer uma história realmente nova. Queria só dizer que mais triste que ter seu coração tomado, é ter um coração velho e vazio, e ela nega isso todos os dias pela manhã, só por sobrevivência.

sábado, 20 de setembro de 2008

"quando o sexo é bom ele é apenas uns 10% do relacionamento,
mas quando ele é ruim, é 90%."

(CHINES, Grande Sábio, 2008)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Psicologando

Você já pensou no nada?

De verdade.

Tipo: você podia naum exister. a humanidade podia naum existir. a Terra...
ok. fácil neh?
e o resto?
apague tudo. a terra, nossa galáxia, o universo...
viu um imenso espaço negro?
isso ainda naum eh o nada.
o nada eh menos...
alias ele naum eh o menos... oO

entende?
naum haveria nós, naum haveria nada. mas isso eh impossivel! tem de haver algo...
toda vez q chego perto do nada... ele me foge.

entaum aceitei isso: o mundo existe, nós existimos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza: nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem aos meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações."

Desarmamento - Rita Lee