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domingo, 9 de agosto de 2020

Impresso na pele

 Já faz tanto tempo que nós dois fomos nós dois. Muito mais tempo do que o mundo sabe. Porque nós não somos nós, muito antes dessa relação terminar.

Mas, ainda assim, aquelas tardes em seu apartamento estão impressas na minha pele. Aquele curto período de tempo de paixão e amor, em que nossos corpos realmente pareciam ser apenas um e a gente só queria nunca mais sair dali. Quantas vezes dissemos isso?

O sexo parecia uma oferenda ao nosso amor. Era lindo, mágico... Na minha lembrança até a luz parecia mágica. E quando falo de amor por ai... Eu penso nesses dias. 

Sinto em cada parte do meu corpo um arrepio, depois a falta e a tristeza. Onde a gente perdeu aquela conexão? 

Infelizmente eu tenho descoberto que a resposta é quando eu comecei a fingir não ver os problemas. Eu passei tanto tempo querendo garantir nossa felicidade, nosso sonho, nossa normalidade, que empurrei os problemas tanto quanto você (ou mais). Você mentia e eu fingia que acreditava... "Deixa para depois, isso não é importante." Mas era. Tudo era importante, para manter aquela conexão.

De tudo da nossa história, eu evito pensar nesses primeiros dias. Quando penso é como se o corpo inteiro levasse um choque e a tristeza é gigante. Porque isso era raro. E se quebrou. 

sábado, 21 de março de 2020

Eu e eu

Hoje estava lembrando do dia do meu casamento.

Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.

Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.

Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.

Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.

As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.

O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.

Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.

Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.

Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.

domingo, 8 de março de 2020

"A ideia de que somos
tão capazes de amar
mas escolhemos 
ser tóxicos"

Rupi Jair

A poesia sempre me da vontade de escrever.

Essa tocou fundo na minha alma. Com certeza no futuro eu não vou lembrar que dia foi quinta-feira. Eu não vou lembrar quem eu magoeei, os detalhes se perderam no tempo.

Mas vale a ideia de que um dia eu tratei uma pessoa como objeto, falei coisas apenas para machucar e ainda bloqueei essa pessoa.

Porque eu fiz tudo isso? Porque ele perdeu o interesse. Porque as feridas abertas ainda doem muito.

Porque podiam ser tantas coisas e simplesmente não foram.

Eu fui humana, demasiadamente humana. Fui vingativa e cruel. 

Eu nunca tinha estragado o dia de uma pessoa. A sensação é nova.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Minha criança

Minha criança
Não foram gentis com você

Você foi chamada a ser adulta muito cedo
A cuidar
A ser responsável
A ser boa

Minha criança, te chamaram tomar decisões
Depois reclamaram que você queria sentar na mesa dos adultos
Te ensinaram a cuidar quando você deveria estar brincando

Quando você não deveria nem cuidar de si mesma, já estava cuidando dos outros

Agora você precisa voltar. Agora você precisa reaprender a brincar, a ser leve, a se escutar e saber do que gosta

Você não teve esse direito.
O mundo te exigiu mais do que apenas cuidar de si mesma. Ele exigiu que você cuidasse dos outros. Dos adultos.

Cruelmente você estava em segundo plano.
Cruelmente aqueles que você buscou conforto te ensinaram o que é abuso. Te ensinaram que nesse mundo você tem que se proteger sozinha.

Minha criança, eu abro os braços para você e espero que agora eu possa cuidar de você. Te dar amor e espaço. Te deixar viver.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Algumas coisas deixam marcas profundas. A rejeição constante dói. Marca na pele e na alma. É difícil se refazer depois.
Eu me acho bonita, linda na verdade. Interessante... um mulherão.
Mas a constante rejeição me fez não sentir mais desejo, desejo puro e simples, desejo por qualquer pessoa ou desejo por mim.
E agora é tão difícil lidar com o desejo. Alguém me desejando parece irreal, como assistir um filme. Sentir desejo se mistura com um monte de coisas. Eu nem sei organizar e nomear. Ou saber o que é desculpa e o que eu realmente sinto.
Porque me sentir dessa forma agora é admitir que eu vivi um inferno. É encarar o quanto eu fui magoada, encarar de frente toda a dor que eu fingi que não estava lá.
Podia ser eu e você. Mas você não me quis.
Simples assim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Eu vou ser sua melhor amiga. Sua melhor parceira. Vou estar do seu lado e apoiar, ajudar e até te levantar quando você não conseguir. Vou ser paciente, compreensiva, ver sempre o lado positivo e buscar resolver. Vou te pedir algo apenas quando realmente precisar e sempre conciliar suas necessidades com as minhas. Você vai estar no céu. Talvez você esqueça de cuidar de mim, porque eu não preciso, eu aguento. Talvez você não leve tão a sério os meus pedidos, porque eu sempre sou razoável e não brigo quando as promessas não são cumpridas. Porque quando você erra, eu ainda vou estar sorrindo. E vou te dar uma segunda chance, uma terceira... Talvez você ache que se eu não falei mais nada é porque eu aceitei. Talvez você pense que eu sou incansável, invencível, incapaz de desistir! Talvez você pense que eu ache que o amor é capaz de tudo, só porque sou capaz de amar demais.

Talvez você esteja errado. E quando estiver, a.ca.bou

.
.
.

"Da primeira vez ela chorou 
Mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes 
Tinham deixado raízes no seu penar. 
Depois perdeu a esperança 
Porque o perdão também cansa de perdoar."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pequenas revelações. (Nem tão pequenas assim)

Ou sobre sonhos, band-aid's, big bang e o amor. Ah o amor.

Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.

Dói muito mais.

[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que posso dizer sobre aquele amor além de que eu só pude sentir doer depois de muito tempo de mandar embora?
Sinto que venho vivendo tão extasiada, confusa, sozinha, cansada e desesperada que é sempre uma corrida pelos sentimentos passados. Semana depois do fim, finalmente senti a dor. Porquê? Tão tarde. Tão tarde...
Se houvesse dor eu não sentiria culpa pela falta de amor. Me perdi tanto procurando sentir coisas, correndo pelo que acreditava e todos os sentimentos estavam embaixo de camadas e mais camadas de sobrevivência. De tentativas de se manter sã entre amores, família e sonhos. Tudo batendo tão profundamente que, para além da raiva, nada mais podia ser sentido.

Primeiro o deserto e agora essa tempestade de emoções.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amores e Conquistas

Ontem andei sentindo muitas coisas. Estive me sentindo só e com saudades. Quis preencher isso com meus desejos de sedução.

Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!

E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.

A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.

Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aquele cara é a droga de uma farsa.
É confuso, desencontrado, perdido, um tanto quanto histérico e complicado demais. Como se não bastasse está projetando em mim seus problema. Não só projentando em MIM, mas em NÓS! É tal de “nós somos assim” e “nós somos assados” que me mata!
Eu nem sei o que me irrita mais: o fato de ele fazer isso, ou o fato de eu acreditar. Eu não sou essa garota. Especialmente, eu não mais alguém que precise de outra pessoa o tempo inteiro do lado. Talvez ele, mas não eu.

E ainda tem os desencontros. Ah os desencontros...
É como se a vida estivesse me mandando uma mensagem BEM clara: não é para você.

Porque ainda estou falando tudo isso ao invés de simplesmente virar as costas e ir? Bom, porque pode ser a porra de um furacão, mas é perigoso, atrativo, cheio daquela energia que grita “fogo e química”. Praticamente irresistível.

domingo, 20 de novembro de 2011

Telemarketing e eu - Parte 2: Abril

Vou contar como eu era e como a Abril destruiu minha bondade e me transformou em alguém que diz “Não estou interessada em nenhuma promoção, não quero nem mesmo ouvi-las. Não vou assinar nenhuma revista, então nem tenta. Obrigada, tchau.”.
Eu era daquelas garotas boazinhas que ouvia todas as promoções e recusava educadamente e depois de vários “não’s” educados, eu já me via sem saber o que fazer. Na minha cabeça quando você diz “não eu não quero”, a conversa acaba, certo? HAHA. Uma vez eu disse que não tinha dinheiro para doação e depois de algumas negações (40 reais?? NEM PENSAR. 20 também não dá não...) cedi a doar 6 reais desde que ela parasse de falar nos meus ouvidos.
Acontece que eu sou assinante Abril. Assino a Superinteressante e numa crise existencial assinei a “Nova Escola” (achei que seria Psicóloga Escolar). Desde então recebia a cada 3 meses a oferta de novas assinaturas. Ofertas cordiais. Até que eles começaram a me ligar toda hora e eu disse que claramente que não estava interessada. Eles começaram a me oferecer a Veja.
Bom. Eu odeio telemarketing a pouco tempo. Já eu e a Veja é a ANOS. Disse “cara, eu não leio veja, não tenho interesse, sério mesmo.” Pior, cai na besteira de dizer que gosto da Exame, mas das outras revistas não de jeito nenhum e mesmo assim não vou assinar e ponto final.
Eu que odeio Veja comecei a receber de brinde na minha casa a revista Caras. Uma degustação dessa maravilhosa revista brasileira. Eu acredito que o mínimo que o telemarketing da Abril deveria ter feito era olhar a porcaria do meu perfil e das resposta que eu dei e ver que eu não tenho nenhuma relação com leitores da Caras! E que eu já disse que gosto da Exame! Porque ao menos não fizeram essa merda direito? Me sinto pior ainda recebendo essa degustação, como se pudessem me obrigar a assinar isso. E olha que eu tentei ler!

Acompanhem comigo as pérolas da Caras dessa semana:
1-Luciana Gimenez comemora seu aniversário vestida de Lara Croft (com arminhas de soltar água). *MORRI*
2-Sobre modelo que participou do desfile da Victoria Secret’s: “Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido.”
Sério mesmo? Tenho que ler isso? Valeu Abril!

domingo, 23 de outubro de 2011

Eu fui mesmo transformada em vilã de uma história que não tem certo e errado.
As coisas acontecem e não tem certo ou errado. Cada um dá o seu melhor e se não funciona mais os caminhos se separam.

Porque eu enxergo com clareza eu sou fria. Porque não quero ver nenhum de nós sofrendo eu não amo. Porque eu sei o que eu preciso (e o que eu preciso é distância), então eu não entendo.

Bem me disseram que eu fiz as coisas pelos motivos errados, de maneira errada. Também me disseram que não dei o melhor de mim. E até que eu não amava tanto assim.

Bastantes acusações. Por fim me disseram "não procure apoio aqui ou ali".
Acho meio difícil seguir conselhos agora, sabe? Porque é assim: sobraram algumas pessoas dispostas a não me apontar como errada e vilã, não me acusar de coisas que obviamente não fizeram parte dessa história.

Meus amigos estão me ferindo e me dizendo o que devo fazer. Sabe o que eu sinto?
Só EU sei porque fiz as coisas e onde posso me apoiar e para onde posso seguir. Quem não estiver afim de me ouvir, ótimo, também não venha falar. Estou terrivelmente cansada. Já não bastou todo aquele drama com o N.? Não sou conhecida pelas escolhas mais tradicionais, mas parece que existe um problema sério com respeitar e ouvir constante.

domingo, 16 de outubro de 2011

Aqui dentro tá tudo zoneado. As coisas seguras não estão seguras nem nos lugares delas.
Na verdade minha cabeça está batendo como em um liquidificador. Quando eu paro e respiro, acho que finalmente penso "ok, então é isso. beleza.", tudo se move, tudo pulsa novamente.

Me sinto meio Alice caindo. Meio Nina percebendo que sempre estará no mesmo ponto por mais que cresça.
São tantas coisas. Ainda está tão fora do lugar.

Havia uma época que exatamente como a Quinn de glee, eu acreditava que bastava cortar meu cabelo e tudo se resolveria. Até porque resolvia! Eu me sentia forte, corajosa e enfretava meus problemas.

Bom meu cabelo está repicado e nada está no lugar.

"Sei mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre todas as alegrias e tristezas do mundo

No último mês essa garota aqui foi dormir feliz. Porque aquele cara entrou na vida dela mudou tudo. Ela se permitiu mudar é verdade. Lutou muito. Fez todas as merdas possíveis (e as jogou no ventilador muitas vezes). Aí limpou a casa e esperou por ele. E veio. E ela ainda tem pesadelos em que nada disso é real. Mas é.
Hoje essa garota vai dormir triste. Nada disso mudou, e com certeza ele ainda será a primeira coisa que ela pensará pela manhã, mas hoje em seu coração está pesando as dores que ela carregou e que consegue ver tão claramente ali do outro lado. Arriscando tudo eu continuo a escrever exatamente o que se passa em seu coração.
Eu vejo em seus olhos as dores que sinto aqui. E isso me parte. E isso me puxa como os abismos sempre me puxaram. Todos eles. Algo em mim sempre vai sentir o abalo. Vai se partir em dois como sempre fez quando ver algo assim, tão próximo de mim, tão humano. Não sei simplesmente não olhar, achar bobo a dor do outro. Eu sinto aqui dentro.
Estou feliz por poder ajudar de outras formas, sem me jogar nos abismos como antes. Estou feliz de ter para onde ir. Estou feliz que essa sombra vai passar.

[E logo voltamos a programaçao normal do blog]

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Melhor e mais

Teve uma época que eu sempre esperei o melhor das pessoas. Com o tempo aprendi o suficiente da vida para saber que esperar o melhor era só para me frustar. Afinal as pessoas são o que são e já é bem injusto eu esperar o melhor de mim...

Bem, essa semana eu me surpreendi me decepcionando com várias pessoas. Aí percebi, não espero o melhor, mas ainda espero bastante. Espero que as pessoas sejam mais do que são em geral.
Espero que elas sejam maduras, responsáveis, que se importem e, em alguns casos, que façam alguma coisa além de só dizer.

Eu espero essencialmente que elas se pareçam com o que dizem ser, mas é como dizem por aí: somos bem menos como dizemos ser do que gostaríamos.

=)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sabe eu tenho ouvido muito absurdo durante minha vida toda. O mundo é um show de intolerância. É um tal de "para eu ser melhor, o outro tem que ser pior" que me enoja enormente.
Mas, nas últimas duas semanas, eu tenho aguentado a pior sessão de intolerância, prepotência, imcompreensão e miopicidade que já vi.
Eu fiz uma escolha questionável de um milhão de maneiras e estava aberta a ouvir todas as perguntas daquelas que amo e considero. Não ouvi perguntas. Não ouvi "porquê?". Não vi nenhum interesse, ou uma tentativa de olhar duas vezes para o que estava acontecendo.
O que eu vi, ouvi e aguentei foi gente que não deu nenhum crédito a minha capacidade de discernir. Que não me perguntou e não se preocupou em respeitar o que escolhi. Engraçado, acreditei que algumas dessas pessoas eram capazes de um pouco mais. Mais respeito, um olhar mais profundo e mais escuta. E o que eu recebi? Pré-conceitos. E quem me respeitou (obrigado, ao menos isso...) não consegue se desprender de as coisas que já foram.

Ah um ser humano aqui. Dois. Entendo todas as coisas, mas estou cansada. Entendi todas as coisas, me deem uma folga.

Quem aqui SEMPRE encarou o mundo desarmado, de cara limpa? Então nenhum de vocês tem um monte de maneiras de lidar com as merdas do mundo? Vejo um monte de gente se fechando, não lidando com relações, se entopindo de álcool, remedios, maconha e por ai vai (para não falar de escolhas piores). Então todo mundo faz merda, se defende, mas é apontar o dedo para alguém como pior, mais sujo, mais feio. Quem ganha? Quem é mais limpo, melhor, mais bonito? Hurum... É claro.

Isso vindo de pessoas que eu achava que eram sem preconceitos por já terem passado por isso na vida, que defende o respeito e algumas ainda por estarem em um ambiente que sua formação EXIGE respeito pelo outro, escuta e olhar mais profundo. Fico com um sentimento de hipocrisia. Dá pena.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sobre camisas diferentes, preconceitos idiotas e como meu ônibus foi quase sequestrado.

Hoje eu passei por uma situação que nunca imaginei na vida. Estava em um terminal e vi uma galera de uma torcida fazendo bagunça, achei até engraçadinho apesar de eu estar em outro clima. O ônibus que estava esperando é um desses que para, desembarca o povo, embarca outros e sai. BEM RÁPIDO. Antes que eu pensasse qualquer coisa estava gritando para o motorista esperar e entrei sem ponderar se poderia esperar outro ou não.
De boa até nos chegarmos em um ponto e uma GALERA dentro do ônibus gritar insamente “NÃO PARA MOTORISTA!”. Não entendi nada na hora e só fui entender realmente ao final da história, mas para vocês, leitores vou explicar agora. Dentro do ônibus tinham basicamente só pessoas de uma das torcidas de Floripa. E fora, no ponto, estava a torcida adversária.
Acontece que o motorista, como eu, não estava ciente de nada disso e parou o ônibus. Nesse momento um cara da torcida que estava de fora entrou no ônibus supostamente armado (eu não vi, mas armado pode ser até com soco inglês) e começou a falar várias coisas bem irritado. Acho que poderia até dizer que ele estava puxando uma briga, mas não sei realmente o que aconteceu antes, preferido dizer a sensação que tive, que peguei um meio de uma briga de dois lados bem bravos. Bem os caras de dentro do ônibus pularam a catrata para parte da frente e baterem nesse sujeito até ele sair do ônibus.
Depois disso disseram para o motorista tocar até o centro sem parar (abrindo duas exceções para que alguns passageiros pudessem descer). O cobrador mudou o nome do ônibus para “Especial” e tocou direto.
Cara eu não sou dessas pessoas que acha que “nós pessoas de bem não deveríamos passar por isso por causa dessas pessoas malvadas de torcida”. Não compro esse discurso não. Ser de uma torcida não torna mesmo humano ou valoroso.
Só que assim, nada justifica restringir a liberdade do outro. A briga, até onde entendi, foi porque uma torcida foi até o lugar que “é” da outra. Pouco me importa se é injusto falar que uma torcida que um lugar é dela, ou que uma torcida tenha provocado a briga indo até o espaço da outra.
A questão é que qualquer um tem o direito de vestir a camisa que quiser, torcer para quem quiser e subir no ônibus que quiser sem ser ameaçado em sua vida ou mesmo tranquilidade. Se nem mesmo posso estar em um ônibus sem me ver envolvida em uma briga, sem sentido, burra, que obviamente não vai levar a lugar algum, então o que está garantido?
Tem-se muito medo do que se é diferente. De uma cor de pele diferente, uma escolha sexual que não é sua, um som que você não ouve, uma religião que você desconhece e uma camisa com cores diferentes da sua. Qual a diferença entre esses medos? Nenhuma. Todos usam máscaras de paixões e não entendimento. Besteira.
No meio disso, meu ônibus não seguiu seu curso. Até onde eu saiba quando alguém obriga que um veículo não siga seu curso para que isso para seu benefício, é seqüestro. Para que? Para veicular uma briga sem fim.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um dia eu fiz tudo por um cara.
E não valeu a pena.

Eu sempre fui aquela garota que acredita que se você viveu e fez, valeu. Agora vamos falar sério?
O que esse cara deixou para mim? (na verdade foram dois então vamos colocar assim: o que cada um desses caras a quem eu dei tudo, deixaram para mim?)

1-Eu fiquei um caco e um PORRE por um ano (no mínimo) depois de terminar com eles.
2-Toda a dor que eu passei e tudo o que eu fiz, para no fim descobri o que eu sabia desde o início, uma hora a dor passa e eles se vão, eu sobrevivo.
3-Eles não tinham nada para mim e ainda agiram como babacas ou covardes. Ou os dois.

"E quanto vale o tempo todo que vivemos correndo atrás dos sonhos pra viver só de amor?
E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?"

Eu sei que não deixei meus sonhos. Fiz tudo o possível (e todas as merdas) ao meu alcance, mas e daí? Enchi o saco desses amores arrebatadores que me fazem enlouquecer por anos a fio. Sim porque eu realmente fico muito tempo apaixonada. Não sei se amadureci o suficiente para viver outro tipo de relação, mas desejo muito que sim.
Desejo muito viver com menos e melhor. Viver mais por mim.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um amigo meu me disse que eu devia apagar a existência dele. Sabe? Apagar orkut, msn, twitter. Bom é claro que se a essa altura eu não consegui fazer isso (apagar ele da minha vida) não acredito que dar unfollow realmente me impediria de entrar na página dele (acredite, fiz isso por meses quando não dava conta de seguir ele normalmente).

Bem, eu nao quero apagar a existencia dele. Tem coisas que quero guardar sempre cmg. E não tem haver com ser masoquista. É que como eu posso esquecer das tardes enrolados em lençol, ou das conversas mais sinceras que já tive na vida, ou de conversar na BeiraMar?
Eu só queria q parasse de doer e que nao precisasse TANTO dele agora. Porque doer, já estava doendo, mas hoje precisava repousar naqueles braços e esquecer. Ter algo bom agora.

domingo, 22 de agosto de 2010

É clichê dizer que existem dois tipos de solidão, e que o pior é aquele que você sente no meio de um monte de gente, mas, clichê ou não, é verdade.

Eu que sou solitária por natureza, que adoro um cinema sozinha, ando amargurando o tipo ruim. Estou só. E não tem importado muito onde ou com quem estou. E não é estado de espírito! Minha vida está de cabeça para baixo, bagunçando todas as relações me mostrando a solidão de estar no meio de estranhos. Estranhos conhecidos.

Não há paz nesta solidão, há barulho demais. Prefiria estar então sozinha, em silêncio, podendo me ouvir. Como quando eu podia sair de casa e ir no cinema e ouvir meus pensamentos em paz!