Teimosia ou loucura, é fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente. Então porquê?
Eu tenho muita dificuldade de abrir mão de algo que não se concretiza, para o bem ou para o mal. Eu preciso conseguir, ou ter certeza que não há nenhuma chance ali de dar certo. Minha fantasia é forte demais para encerrar algo sem uma decisão. Aceitar que a falta de resposta do outro já é a própria resposta.
Então, de novo, estou diante desse ciclo: eu já tentei tudo o que eu podia para conseguir levar uma história adiante, as respostas sempre foram evasivas. Minha reação da primeira vez foi dar deixar BEM CLARO que EU estava fechando a porta, porque não sou mulher de metades, de portas abertas que esperam eternamente... Ou tá com os dois pés, ou não tá.
Eu tinha certeza que tudo o que vinha dali era um jogo. O cara sempre aparece para falar como está com saudades, ou como seria legal SE um dia fossemos fazer alguma coisa... Mas na vida prática, esse SE, nunca aconteceu. E eu sei que quem quer, arranja tempo, arranja espaço, convida de verdade, com data e hora.
Então cansei desse jogo e mandei tudo as favas. Certíssima.
Mas o tempo passou. E se a porta tava fechada, achei que não teria mal abrir uma janela, tentar outro tipo de convivência. Por quê? Não sei responder... Talvez, dentro de mim, a fantasia tenha criado mil desculpas para tudo. Eu comecei a enxergar uma possibilidade. Eu podia fazer melhor. Eu podia criar uma possibilidade que funcionasse. Porque tudo o que eu imagino que esta pessoa tenha para oferecer, o que eu imagino que poderíamos ser, vale a pena.
Então abri a janela, a porta... E agora estou sentada no sofá, de novo, esperando... E louca para fechar a porta e a janela, mas não sei como fazer sem drama, sem jogar na cara, sem brigas. Sem ponto final.
Tenho que aprender que, na vida, reticências também significam o fim da frase.
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segunda-feira, 22 de junho de 2020
...
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segunda-feira, 18 de maio de 2020
A gente só deveria se importar com quem nos ama. Com quem nos faz bem. Aqueles não nos amam, ou nos amam pouco (o que é pior ainda) não deveriam fazer parte da equação.
Que régua maldita é esse que te mede por quem não te ama?
sábado, 21 de março de 2020
Eu e eu
Hoje estava lembrando do dia do meu casamento.
Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.
Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.
Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.
Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.
As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.
O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.
Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.
Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.
Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.
Eu fiz questão de que todas as madrinhas fossem no salão comigo. Era aniversário da minha futura sogra, fiz uma surpresa para ela no salão, com bolo, parabéns, champagne...
Eu também fiz a cerimônia de casamento com as alianças da minha vó, como uma forma de conectar as histórias da família.
Eu quis tanto estar com todos perto, procurei tanto uma familiaridade com todos que estavam naquele momento... Quis conectar e aproximar. Quis me sentir unindo as nossas famílias e começando uma história linda.
Mas tem um detalhe BEM emblemático. Eu fui sozinha para o casamento. Estávamos em 5 madrinhas, minha sogra e minha prima. Todas se maquiaram ali comigo, mas precisavam voltar para casa para se vestirem.
Eu não pensei neste detalhe! Claro que não, tão preocupada que eu estava de cuidar de todo mundo... Mas fui para meu casamento como em quase tudo na vida: sozinha.
As fotos vão mostrar eu cercada de gente e depois eu chegando no casamento com meu pai me recebendo.
O que as fotos não mostram é que eu fiquei sozinha no salão, me vestindo. Tremendo de ansiedade. Entrei no carro sozinha. Sozinha eu cheguei no casamento e soube que o noivo tinha se atrasado e vi mil coisas passando na minha cabeça. Não podia entrar em pânico, porque não tinha ninguém ali.
Enquanto esperava, escondida no estacionamento, para que ninguém me visse ainda, especialmente o noivo, eu respirei fundo (estorei o fecho do vestido) e aguentei.
Foram só alguns minutos, logo tudo se acertou e o baile seguiu.
Mas, como quase toda a nossa vida, o que as fotos não mostram é essencial. Quase todas as minhas jornadas foram cercadas por fora de muita companhia, mas e de verdade? Naquele momento de encarar e ir em frente, é eu, comigo.
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domingo, 8 de março de 2020
"A ideia de que somos
tão capazes de amar
mas escolhemos
ser tóxicos"
Rupi Jair
A poesia sempre me da vontade de escrever.
Essa tocou fundo na minha alma. Com certeza no futuro eu não vou lembrar que dia foi quinta-feira. Eu não vou lembrar quem eu magoeei, os detalhes se perderam no tempo.
Mas vale a ideia de que um dia eu tratei uma pessoa como objeto, falei coisas apenas para machucar e ainda bloqueei essa pessoa.
Porque eu fiz tudo isso? Porque ele perdeu o interesse. Porque as feridas abertas ainda doem muito.
Porque podiam ser tantas coisas e simplesmente não foram.
Eu fui humana, demasiadamente humana. Fui vingativa e cruel.
Eu nunca tinha estragado o dia de uma pessoa. A sensação é nova.
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sábado, 31 de agosto de 2019
Feminismo
Me tornei chata.
Antigamente quando fala de coisas normais da vida (fazer compra, limpar a casa) e um cara me respondia tornado isso sexual ou romântico, eu curtia. Ou achava que isso era interesse em mim.
Hoje eu acho isso sem nexo. Acho que o cara tem que conseguir conversar sobre isso normalmente. Eu acho esses comentários inapropriados e me dão a impressão que a pessoa é incapaz de ter uma conversa normal e adulta.
No começo eu me sentia irritada e desconfortavel, não sabia de onde vinham essas coisas. Pensei que era apenas por ser objetificada como algo que vive só para estar com alguém.
Mas agora eu sei que vem da imaturidade de alguém não saber o que comentar de uma situação normal.
É, eu não sou fácil. Dane-se. Não é sobre ser fácil. É sobre olhar profundamente a vida e não aceitar menos.
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quarta-feira, 17 de julho de 2019
Há tempos
Eu ando querendo estar com alguém. Mas me chateio com qualquer frustração de tentar conhecer alguém. Um não esta interessado, outro não esta disponível, o outro ta mais interessado em outra pessoa outro nem te olha... Não tenho levado com leveza esses sentimentos.
Da onde vem essa carência?
Vem da tristeza e do cansaço. Parece que estou esperando a pouco tempo, mas estou esperando há anos por isso. Estou exausta de esperar e só queria pular a parte de achar alguém. Tudo parece tão complicado, desnecessariamente complicado.
No fundinho começa a bater aquela dúvida: "será que alguém vai gostar de mim e eu de volta?".
A vida é mais desencontros do que encontros?
Como resistir a tentação de entrar em uma relação vazia, só para preencher um pouco o espaço em branco?
Eu deveria resistir?
domingo, 4 de novembro de 2018
"Eu precisei partir.
É, eu tentei.
Eu abri as janelas todas as manhãs e deixei a luz do sol entrar, com a esperança de que ela preenchesse aqueles cômodos que, mesmo estando ocupado por nós dois, pareciam estar vazios.
Eu reguei as flores, porque queria que algo permanecesse vivo.
Organizei seus livros e discos, achando que a organização externa camuflaria a bagunça que se passava aqui dentro.
Você me disse que amar é remar em alto-mar, mas quis que eu conduzisse ambos os remos. E, enquanto a água que invadia o bote cobria nossos corpos, culpou-me, fazendo-me acreditar que meus braços eram fracos e incapazes de resistir a maré.
Foi por isso que resolvi partir.
Porque meus pulmões gritam quando veem a água tocar meus pés. Porque meus braços estão cansados e, mesmo remando incessantemente, permaneço no mesmo lugar.
Preciso partir porque estou partido.
Ir embora me dói, confesso, mas continuar aqui, também.
Dentre as feridas, optei por aquela que cicatrizará mais rápido.
Com carinho, a pessoa que deixou de remar por dois e aprendeu a nadar por ela.
Adeus."
Felipo Rolim
É, eu tentei.
Eu abri as janelas todas as manhãs e deixei a luz do sol entrar, com a esperança de que ela preenchesse aqueles cômodos que, mesmo estando ocupado por nós dois, pareciam estar vazios.
Eu reguei as flores, porque queria que algo permanecesse vivo.
Organizei seus livros e discos, achando que a organização externa camuflaria a bagunça que se passava aqui dentro.
Você me disse que amar é remar em alto-mar, mas quis que eu conduzisse ambos os remos. E, enquanto a água que invadia o bote cobria nossos corpos, culpou-me, fazendo-me acreditar que meus braços eram fracos e incapazes de resistir a maré.
Foi por isso que resolvi partir.
Porque meus pulmões gritam quando veem a água tocar meus pés. Porque meus braços estão cansados e, mesmo remando incessantemente, permaneço no mesmo lugar.
Preciso partir porque estou partido.
Ir embora me dói, confesso, mas continuar aqui, também.
Dentre as feridas, optei por aquela que cicatrizará mais rápido.
Com carinho, a pessoa que deixou de remar por dois e aprendeu a nadar por ela.
Adeus."
Felipo Rolim
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Eu vou ser sua melhor amiga. Sua melhor parceira. Vou estar do seu lado e apoiar, ajudar e até te levantar quando você não conseguir. Vou ser paciente, compreensiva, ver sempre o lado positivo e buscar resolver. Vou te pedir algo apenas quando realmente precisar e sempre conciliar suas necessidades com as minhas. Você vai estar no céu. Talvez você esqueça de cuidar de mim, porque eu não preciso, eu aguento. Talvez você não leve tão a sério os meus pedidos, porque eu sempre sou razoável e não brigo quando as promessas não são cumpridas. Porque quando você erra, eu ainda vou estar sorrindo. E vou te dar uma segunda chance, uma terceira... Talvez você ache que se eu não falei mais nada é porque eu aceitei. Talvez você pense que eu sou incansável, invencível, incapaz de desistir! Talvez você pense que eu ache que o amor é capaz de tudo, só porque sou capaz de amar demais.
Talvez você esteja errado. E quando estiver, a.ca.bou
.
.
.
"Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar.
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar."
Talvez você esteja errado. E quando estiver, a.ca.bou
.
.
.
"Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar.
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar."
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
Melhor é esperar pela festa
Pitada de mestrado (editado):
Segundo Sponville a esperança “é um desejo que se refere ao que não
temos (uma falta), que ignoramos se foi ou será satisfeito (...).” Assim que
conseguimos o que queríamos este objeto não nos faz mais falta (queria-o porque
não o tinha, agora que o tenho em mãos ele não me faz falta). Sem falta não há desejo.
Seria a solução não
planejar o futuro? Viver apenas o hoje? Não creio nisso. Creio que é importante
entender a necessidade de planejamento, mas não acreditar que sua felicidade só
existe a partir do momento futuro. Não é possível ser feliz no futuro, só hoje.
A Gestalt-Terapia diz que a experiência só
pode ser vivida no aqui-agora. O passado, as lembranças, só podem ser lembradas
e trabalhadas no presente. O futuro só pode ser imaginado no presente. Assim
toda a abordagem terapêutica voltasse para o momento presente, porque é neste
momento que o paciente tem todas as informações que precisa para compreender a
vida, ou nos termos de Sponville: ser feliz.
Para ser feliz é
preciso abrir mão de esperar, de desejar, de viver em prol do que não temos e
viver o que temos. Carpe diem. Se
esperarmos o dia em que conquistarmos aquela promoção na empresa para sermos
felizes, então naquele dia criaremos novos desejos e a felicidade não chegará.
A sabedoria está em ter prazer, alegria em viver.
Em termos sponvilliano, e
creio que o autor acerta novamente, prazer é quando se deseja o que se têm. E
para tal é preciso não viver da espera. É preciso desesperar.
Como fazemos isso? Tenho ouvido muito isso nos últimos tempos: aproveita seu ano de noiva. Planejar é a melhor parte. E acredito nisso. Não adianta NADA viver em função de um único dia que acontecerá em um ano. Olha: você planeja uma viagem. Ela foi maravilhosa! Mas com certeza não como você esperava! Algo sai do script. Porque é assim que funciona a vida. Então é preciso aproveitar o caminho, o caminho é o que você tem. Tenha prazer em escolher entre o dj e a banda e viva cada segundo.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Receita de Felicidade
Ingredientes:
1- Bolo formigueiro (mas é importante que durante a receita você espalhe o côco no chão)
2- Chico Buarque cantando Apesar de Você
Pronto!
Mas você tem que seguir EXATAMENTE estes passos. [só que não] Se você segui-los, você terá... a minha felicidade =)
Ser feliz é uma decisão. Então tome a sua. Hoje acordei pouco inspirada, então fui fazer umas coisas chatas. (obviamente ficou MUITO CHATO). Então parei.
Ai lembrei do meu bolo formigueiro, queria fazer há uns 3 meses, mas sempre tinha uma coisa... Levantei e vim. Coloquei umas músicas e fui fazendo aproveitando o momento.
Lá pelas tantas fui abrir o pacote de côco e ele explodiu pela cozinha.
Bom o resultado é quando tocou "Apesar de você" do Chico, eu estava sambando, batendo na minha forma (que eu deveria untar) em cima do côco (nem quero pensar na limpeza depois). Parece que o sol nasceu.
Não se acorda feliz, mas pode-se decidir ser feliz com o que se tem.
(Isso sim é receita)
(Isso sim é receita)
ps. Ainda estou caçando a cobertura que minha vó fazia para esse bolo. Vou ter que me conformar em chutar alguma coisa aqui... Eu lembro que era ovo, margarina, nescau... E ficava crocante. Não ia no fogo.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Listas e sucessos
Ultimamente voltei a entrar constantemente no Facebook.
Uma das coisas que mais tenho lido é listas de como ter sucesso na vida. Algumas muito boas, e algumas muito... Enfim.
Uma das coisas que mais tenho lido é listas de como ter sucesso na vida. Algumas muito boas, e algumas muito... Enfim.
Mas se eu seguisse todas elas, bem eu só faria isso (espero que o resultado fosse eu me tornar zilhonaria porque daria realmente MUITO trabalho).
Algumas das pérolas que encontrei:
"Aprenda a programar"
Ora, eu não sou boa nisso. Entendo bastante de computadores, mas não sei nada de programação. Não quero me dedicar a isso. Então serei fracassada =B
"Faça exercícios pela manhã"
Putz fiz as 15 hrs. Lá se foi...
"Pareça inteligente."
Porque nessa vida não basta ser. Só que não.
Não quero me expressar mal. Eu gosto da dica dos exercícios pela manhã!Depois de lê-la eu acordei hoje mais cedo para tentar (na verdade perdi o sono, mas levantei para me exercitar)! Só que acredito também que se você preferir fazer exercícios as 9 da noite você é quem sabe!
Assim como acredito que aparências (infelizmente) contam. Você deve leve isso em conta.
O que eu não acredito é em regras.
Bom, na verdade eu acredito nessa: Seja você. Só escutando o que VOCÊ quer, com o quer parecer, e que horas quer se exercitar, é que vai alcançar o sucesso.
Quando se faz com prazer, se faz mais rápido e se gasta menos energia (porque não se desperdiça energia em obrigar seu corpo em ir contra si mesmo).
E não, não passe a programar para ter sucesso. Tem gente que faz isso bem e porque gosta.
Bom, na verdade eu acredito nessa: Seja você. Só escutando o que VOCÊ quer, com o quer parecer, e que horas quer se exercitar, é que vai alcançar o sucesso.
Quando se faz com prazer, se faz mais rápido e se gasta menos energia (porque não se desperdiça energia em obrigar seu corpo em ir contra si mesmo).
E não, não passe a programar para ter sucesso. Tem gente que faz isso bem e porque gosta.
Cada um no seu quadrado.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Algumas pessoas são pequenos buracos negros na vida da outra pessoa. Exercem tamanho poder de desestabilizar e sugar tudo o que está ali que só esta comparação é suficiente. Essas relações são extremamente nocivas e corrosivas.
Tenho plena consciência que é pela vida que levamos; pelo conjunto formado por nossos sentimentos, passado e presente; que essas pessoas tem tamanho poder. São nossos bichos papões que habitam somente os armários que permitimos. Só que é mais fácil falar do que fazer.
Enquanto digo que sou eu que dou o poder de alguém ser capaz de sacudir meu mundo, também sei que ainda sou incapaz de estar perto dessa pessoa e me defender (e é por isso que é um buraco negro e não sei lá, uma besta qualquer sobre a qual minha força tenha efeito). Se eu me aproximar, lá se vai toda a organização, as decisões e as vezes eu mesma.
Tenho plena consciência que é pela vida que levamos; pelo conjunto formado por nossos sentimentos, passado e presente; que essas pessoas tem tamanho poder. São nossos bichos papões que habitam somente os armários que permitimos. Só que é mais fácil falar do que fazer.
Enquanto digo que sou eu que dou o poder de alguém ser capaz de sacudir meu mundo, também sei que ainda sou incapaz de estar perto dessa pessoa e me defender (e é por isso que é um buraco negro e não sei lá, uma besta qualquer sobre a qual minha força tenha efeito). Se eu me aproximar, lá se vai toda a organização, as decisões e as vezes eu mesma.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Pequenas revelações. (Nem tão pequenas assim)
Ou sobre sonhos, band-aid's, big bang e o amor. Ah o amor.
Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.
Dói muito mais.
[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]
Ele estreou. Eu não estava lá.Eu brilhei no trabalho e não dividi com ele.
O problema de terminar uma relação não é terminá-la. É como arrancar band-ai: causa ansiedade, dói pra cacete, mas é de uma vez quando você simplesmente faz. E vem o alívio. O problema é depois.
O termino é como um big bang na vida pessoal. Explode, é grande, vai para todos os lados. Quando você acha que ele termina, não terminou. Tudo ainda se mexe. Se distancia, devagar.
Então você assiste seus sonhos escorrerem pelos seus dedos, se afastando. Como o natal. O natal que sonhei em passar junto com ele e o tablet que planejei presentear.
Dói muito mais.
[Em tempo: em algum lugar desse universo deve haver vida. Só o tempo cura.]
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Amores e Conquistas
Ontem andei sentindo muitas coisas. Estive me sentindo só e com saudades. Quis preencher isso com meus desejos de sedução.
Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!
E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.
A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.
Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?
Estava (e está ainda) tudo muito confuso e enovelado, mas senti, em primeiro lugar, que não poderia voltar a minha relação só por me sentir só. Então ri de mim mesma. Afinal por que mais ficamos com alguém? Se não é por querermos dividir nossa vida, se não é por carência, por que mais seria?
Em especial eu, quando me senti muito auto-suficiente, me mandei. Não sei me amar e ainda ao outro!
E aí veio o desejo de preencher esse espaço com conquistas mais baratas. Como quando se tem vontade de comer uma sobremesa muito elaborada e ao mesmo tempo um prato gigante de brigadeiro.
Eu desejei MUITO intensamente sair por aí e conquistar alguém. Literalmente fazer isso. Só para ter um minuto.
A conquista é um copo cheio, intenso, turvo, refrescante até. Eu sempre tomo em um gole só, porque a sede tmabém é gigantesca. Já o amor de uma relação é um copo pela metade que posso saborear. É bom, saboroso, é uma grande mistura de intensidade, só que tem de ser descoberto como em uma degustação de vinho. Eu com minha fúria desesperada logo perco o interesse, sinto aquilo como sem valor, morno, tedioso.
Oh deuses. Que será dessa pobre mortal sem jeito?
domingo, 4 de dezembro de 2011
Um dia você abre seu fotolog e vê o dia que conheceu aquela pessoa e pensa: Que merda hein batman.
Eu sei que se não tivesse ido até lá, conquistado, ainda estaria cheia de fantasias!
Mas a verdade é que ainda estou cheia de fantasias. Cheia de "E se..."! E já vive bastante disso com o I. Sei exatamente como termina.
Não obrigada, não quero dessa taça de novo. Não existe "E se...", as coisas são como elas são. Duas pessoas se encontram e funcionam ou não. E é isso. Estou bem cansada de fantasiar com você. Então vou fazer o imenso esforço de parar de tapar os buracos, procurar soluções, me deliciar em fantasias e procurar realidades.
Eu sei que se não tivesse ido até lá, conquistado, ainda estaria cheia de fantasias!
Mas a verdade é que ainda estou cheia de fantasias. Cheia de "E se..."! E já vive bastante disso com o I. Sei exatamente como termina.
Não obrigada, não quero dessa taça de novo. Não existe "E se...", as coisas são como elas são. Duas pessoas se encontram e funcionam ou não. E é isso. Estou bem cansada de fantasiar com você. Então vou fazer o imenso esforço de parar de tapar os buracos, procurar soluções, me deliciar em fantasias e procurar realidades.
sábado, 26 de novembro de 2011
Quantas vezes acreditamos em um rumo certo em nossas vidas e aí nos surpreendemos com as viradas magníficas que o mundo dá?
Eu tive plena certeza que casaria com meu namorado de 15 anos, que seria veterinária, que minha mãe jamais me decepcionaria, que não faria estágio nessas férias, que dessa vez era diferente (multiplique essa por mil), que agora eu estava em paz, e que agora era para sempre.
Bem, eu não consigo ver esses ciclos todos como ruins. Estou calejada e alguns deles me doeram bastante, mas todos me trouxeram coisas muito boas. Hoje estou feliz em curtir a virada como quando eu vou nos piores brinquedos dos parques de diversão: um misto de medo, diversão e enjoo.
Eu tive plena certeza que casaria com meu namorado de 15 anos, que seria veterinária, que minha mãe jamais me decepcionaria, que não faria estágio nessas férias, que dessa vez era diferente (multiplique essa por mil), que agora eu estava em paz, e que agora era para sempre.
Bem, eu não consigo ver esses ciclos todos como ruins. Estou calejada e alguns deles me doeram bastante, mas todos me trouxeram coisas muito boas. Hoje estou feliz em curtir a virada como quando eu vou nos piores brinquedos dos parques de diversão: um misto de medo, diversão e enjoo.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Dizem que sempre devemos escutar nosso coração.
Bom alguma vez o coração de vocês já fez o seguinte:(e agora vou falar exclusivamente as garotas, porque já ouvi algumas reclamando disso) deu duas ordens, completamente contraditórias? Dois pedidos que te partem no meio, te puxam em direções tão diferentes que te racham?
Aprendi em minhas aulas de Psicopatologia II que isso esquizofreniza. o_o Ok, coração, deu de brincar né? Escolhe UMA coisa e a gente vai que vai. Que tal?
Bom alguma vez o coração de vocês já fez o seguinte:(e agora vou falar exclusivamente as garotas, porque já ouvi algumas reclamando disso) deu duas ordens, completamente contraditórias? Dois pedidos que te partem no meio, te puxam em direções tão diferentes que te racham?
Aprendi em minhas aulas de Psicopatologia II que isso esquizofreniza. o_o Ok, coração, deu de brincar né? Escolhe UMA coisa e a gente vai que vai. Que tal?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Sempre será uma questão de disponibilidade nas relações.
Não são as diferenças, mas o que você faz com elas: briga ou as usa para complementar.
Não é a diferença de tempos, de momento de vida, mas a disponibilidade de aceitar e esperar.
Não é a distância, mas o quanto se pode aguardar, ser feliz estando distante.
Sempre será sobre a disponibilidade que se tem para lidar com as situações que estão ai.
Não são as diferenças, mas o que você faz com elas: briga ou as usa para complementar.
Não é a diferença de tempos, de momento de vida, mas a disponibilidade de aceitar e esperar.
Não é a distância, mas o quanto se pode aguardar, ser feliz estando distante.
Sempre será sobre a disponibilidade que se tem para lidar com as situações que estão ai.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Novos caminhos.
Sou otimista. Eu acredito no melhor das pessoas. Sempre acreditei e nem consigo fazer diferente. Para me convencer do contrário, alguém precisa passar mais ou menos uns quatro anos me ferindo, então eu desisto.
Também confio que sempre podemos fazer escolhas melhores. Como diz uma grande professora minha, "Se não acreditasse na mudança, fechava a porta do consultório e ia embora". Eu estou abrindo as portas do meu consultório, logo creio muito em mudanças, mas (sempre tem um não é) também vejo que mudar não é simples.
A maior parte das vezes em que podemos escolher um novo caminho, que nos leve aquelas mudanças que tanto queremos, trememos de medo, o desconhecido as vezes parece pior que a dor que o velho caminho para casa nos traz.
Isso tudo, é claro, é chover no molhado. Quem nunca se viu, consciente ou não, indo exatamente na direção daquilo que gostaria de se afastar. Ok. História velha então? Nem tanto. Porque, dizem por ai que se você entender que é preciso coragem e uma dose extra de entendimento de si para ir em frente e tudo muda.
Estamos aqui. No ponto em que eu deixei a velha estrada do conhecido e dolorido para o novo. Deixei os meus amores quebrados que pediam de mim cuidado, atenção e amor extremos. Escolhi deixar isso para trás e os passos seguintes foram simples e fáceis. E vivi coisas novas, fáceis, boas. Me deixei ser cuidada.
O problema de mudar é que mesmo depois da escolha feita pode ser muito difícil se manter nesse lugar novo. É como aquela cadeira nova. Tinha uma cadeira para a mesa do computador. Era verde e preta, velha. O estofado já tinha sumido, as regulações não funcionavam a anos. Odiava ela inteira, do xadrezinho rídiculo aos barulhos. Então troquei por uma vermelha, linda, macia, com regulação para deitar as costas. Só que as vezes eu simplesmente não achava posição!
Me sinto assim muitas vezes. Esse não é meu lugar habitual, não acho aquele lugar habitual. Tem espaço... Me dá medo. Porque apesar das comparações, se acostumar com uma cadeira e com um relacionamento totalmente novo é bem diferente, certo?
Dizem que o primeiro passo é sempre o mais difícil. Eu discordo, acho que o caminho inteiro é muito difícil. Sou só eu?
[Ps. Graças ao C. tem sido bem mais fácil quando eu paro de enlouquecer e respiro fundo. É bom ter alguém para segurar minha mão.]
Também confio que sempre podemos fazer escolhas melhores. Como diz uma grande professora minha, "Se não acreditasse na mudança, fechava a porta do consultório e ia embora". Eu estou abrindo as portas do meu consultório, logo creio muito em mudanças, mas (sempre tem um não é) também vejo que mudar não é simples.
A maior parte das vezes em que podemos escolher um novo caminho, que nos leve aquelas mudanças que tanto queremos, trememos de medo, o desconhecido as vezes parece pior que a dor que o velho caminho para casa nos traz.
Isso tudo, é claro, é chover no molhado. Quem nunca se viu, consciente ou não, indo exatamente na direção daquilo que gostaria de se afastar. Ok. História velha então? Nem tanto. Porque, dizem por ai que se você entender que é preciso coragem e uma dose extra de entendimento de si para ir em frente e tudo muda.
Estamos aqui. No ponto em que eu deixei a velha estrada do conhecido e dolorido para o novo. Deixei os meus amores quebrados que pediam de mim cuidado, atenção e amor extremos. Escolhi deixar isso para trás e os passos seguintes foram simples e fáceis. E vivi coisas novas, fáceis, boas. Me deixei ser cuidada.
O problema de mudar é que mesmo depois da escolha feita pode ser muito difícil se manter nesse lugar novo. É como aquela cadeira nova. Tinha uma cadeira para a mesa do computador. Era verde e preta, velha. O estofado já tinha sumido, as regulações não funcionavam a anos. Odiava ela inteira, do xadrezinho rídiculo aos barulhos. Então troquei por uma vermelha, linda, macia, com regulação para deitar as costas. Só que as vezes eu simplesmente não achava posição!
Me sinto assim muitas vezes. Esse não é meu lugar habitual, não acho aquele lugar habitual. Tem espaço... Me dá medo. Porque apesar das comparações, se acostumar com uma cadeira e com um relacionamento totalmente novo é bem diferente, certo?
Dizem que o primeiro passo é sempre o mais difícil. Eu discordo, acho que o caminho inteiro é muito difícil. Sou só eu?
[Ps. Graças ao C. tem sido bem mais fácil quando eu paro de enlouquecer e respiro fundo. É bom ter alguém para segurar minha mão.]
sábado, 11 de junho de 2011
Sobre aquele cara que se foi. E escolher o Jacob.
Você foi um sonho. Me arrancou suspiros. Você é um sonho.
Queria sentir sua pele quente, o ar indo embora, os pensamentos derretendo-se e ouvir nossos risos. Tudo em nossa cama armada, planejada, esperada.
Quis tanto misturar nossos corpos, cabelos, arrepios e apelos. Fiz tantas fantasias. Mesmo quando você disse "não faça isso". Desculpe, estava bom e eu queria mais, demais.
E aí...
E aí, que foi o clássico "acordei neguinho". Desejei tudo isso, mas, mesmo que exista a ínfima possibilidade de ter mesmo desejos concedidos, quando voltar para minha cama ela estará fria. Não quero isso. Com toda a certeza.
Mais do que você, do que sonhos, desejos, pele; quero realidade. Desejo minha cama quente.
[Este texto está no meu caderno a semanas, esperando meu pc voltar. Incrivelmente ele faz sentido com as coisas que senti e disse ontem ainda. (e pensar que esse cara quase ganhou seu próprio marcador... tsc tsc)]
Queria sentir sua pele quente, o ar indo embora, os pensamentos derretendo-se e ouvir nossos risos. Tudo em nossa cama armada, planejada, esperada.
Quis tanto misturar nossos corpos, cabelos, arrepios e apelos. Fiz tantas fantasias. Mesmo quando você disse "não faça isso". Desculpe, estava bom e eu queria mais, demais.
E aí...
E aí, que foi o clássico "acordei neguinho". Desejei tudo isso, mas, mesmo que exista a ínfima possibilidade de ter mesmo desejos concedidos, quando voltar para minha cama ela estará fria. Não quero isso. Com toda a certeza.
Mais do que você, do que sonhos, desejos, pele; quero realidade. Desejo minha cama quente.
[Este texto está no meu caderno a semanas, esperando meu pc voltar. Incrivelmente ele faz sentido com as coisas que senti e disse ontem ainda. (e pensar que esse cara quase ganhou seu próprio marcador... tsc tsc)]
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