quinta-feira, 29 de maio de 2014

Futebol, churrascos, machismo e todos os outros ismos que couberem

Ou sobre como estamos perdendo o foco tentando ser super-mulheres.


Lendo sobre mulheres nas organizações para minha dissertação estou vendo diversas entrevistas de gestoras, mulheres fortes, com triplas jornadas, filhos, família, trabalho, estudo... Que falam que se podem cuidar de tudo em casa, então cuidar de tudo no trabalho é muito mais fácil.

E que os homens tem uma vida muito mais simples, eles tem o futebol e o churrasco... Eu fico pensando aqui se não falta as mulheres a sensibilidade de perceber a importância dos churrasquinhos de fim de semana e do futebol de quinta-feira...

É óbvio que as mulheres estão assumindo muita coisa, precisam estudar mais e se preocupam mais com problemas da casa (e é elas que buscam os filhos quando eles ficam doentes na creche). Mas talvez esteja na hora de se importar em fazer networking e não só no cafezinho. (Não dizem por ai que os homens fazem isso melhor que nós). Porque não nos reunimos no meio da semana para ir ver sapatos. Ou vamos fazer uma aula de box, dança, sei lá... É importante desestressar. Ter momentos sagrados com os colegas e amigos onde o importante seja apenas você mesmo, porque se você não fizer isso (e se você vier sempre depois de todo o resto) nunca convencerá ninguém que deve assumir aquele posto de trabalho magnifico logo a frente. Alguém que saiba se colocar irá pegar.

A habilidade de comunicar quem você é, o que você faz e de dar importância a si mesmo é o que faz com o que os outros se importam. E aí talvez eu acho que o "futebol de quinta" e os "churrasquinhos" podem nos ensinar muito.

[Sim, esse texto é TODO feito com esteriótipos, mas a ideia é essa mesma, brincar com a ideia do senso comum, do que se espera da mulher e de dentro desse espaço, dentro desse discurso, o que é mais óbvio que não está rolando]

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