domingo, 20 de dezembro de 2020

Eu sou a tua vaidade

"Você não me quer de verdade
No fundo eu sou tua vaidade
...
Mas tem que me prender (tem!)
Tem que seduzir (tem!)
Só pra me deixar
Louca por você
Só pra ter alguém
Que vive sempre ao seu dispor
Por um segundo de amor"

Toda vez que eu ouço essa música, especialmente na versão da Urias, tenho sede de vingança.

Eu fico com raiva de você, porque eu sei que sou a tua vaidade. E eu fico com raiva de mim por ficar inventando desculpas para aceitar. Você é mesquinho, desinteressado e eu cansei até de ter raiva. Já te briguei, bloqueei, inventei desculpas para voltar a trás. Já falei sério, já levei na boa... Nada adianta. 

Você sempre se aproxima quando eu me distancio. E quando me distancio e você me dá alguma atenção, eu acho (também na minha vaidade) que fiz funcionar. "Dessa vez eu acertei".

Na última pareceu mesmo que tinha dado certo. Você disse que eu tinha razão, me tratou como uma rainha. Pareceu honesto, pareceu que ia funcionar... E aí sumiu. Nenhuma surpresa, mas muita decepção. Por quê? Sei que você tem ótimas desculpas também para dizer que é falta de tempo. Mas não é isso não. É falta de interesse. Talvez você esteja se convencendo racionalmente que eu sou uma boa opção. Ou talvez você seja egocêntrico e mau-caráter mesmo. Vai saber? 

Me sinto idiota quando fico, me sinto idiota quando bloqueio, não aprendi a simplesmente ir embora. Na corda bamba eu vou tentando. Achar que eu posso fazer algo para dar certo é não saber largar o controle. Assim como minhas tentativas de te mostrar que eu to distante (indiretas, bloqueios) são formas de controlar, nem que seja a batida na sua cara.

Qual a lição que essa dança de quase dois anos (dois anos de muitas ideias, fantasias, frustrações e quase NENHUMA prática) quer me ensinar? [Qual a gestalt ainda por fechar]

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