segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

7x1 da vida

Em dias como hoje, eu morro de saudades da minha mãe. Minha mãe que só incentivava, que faria tudo de boa vontade, respeitando o meu tempo, sem cobrar nada.
Minha mãe que estaria morta de orgulho de mim. Porque eu mudei minha vida. Do jeito que eu quis, quando quis. Ela estaria transbordando felicidade.

Bem atrasado

Existe uma musica que toca incessantemente no meu flow. Eu sempre fico pensando porque. Eu nem gosto dela tanto assim. E depois de algumas vezes, ela passou a me incomodar. Segue:

"Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado
E eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?"

Ela me incomoda porque ela mexe por dentro. Fiquei pensando durante muito tempo que ela é o oposto do que sinto. Então porque ela mexia tanto? Era um incômodo, uma dorzinha chata...

Talvez a percepção tenha vindo literalmente das roupas penduradas no meu varal, ou da surra que levei do meu dia. Eu não sei... mas, como a Gestalt sempre fecha, hoje eu senti: eu queria ouvir isso.

Eu queria ouvir "desculpas, sinto muito".

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Vou abrir uma nova #. Sobre um carinha que é meu tipo favorito: o homem impossível.

"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro

Te devoraria a qualquer preço
Porque te ignoro ou te conheço
Quando chove ou quando faz frio
Noutro plano, te devoraria tal Caetano
A Leonardo DiCaprio"



domingo, 4 de novembro de 2018

"Eu precisei partir.

É, eu tentei.

Eu abri as janelas todas as manhãs e deixei a luz do sol entrar, com a esperança de que ela preenchesse aqueles cômodos que, mesmo estando ocupado por nós dois, pareciam estar vazios.

Eu reguei as flores, porque queria que algo permanecesse vivo.

Organizei seus livros e discos, achando que a organização externa camuflaria a bagunça que se passava aqui dentro.

Você me disse que amar é remar em alto-mar, mas quis que eu conduzisse ambos os remos. E, enquanto a água que invadia o bote cobria nossos corpos, culpou-me, fazendo-me acreditar que meus braços eram fracos e incapazes de resistir a maré.

Foi por isso que resolvi partir.

Porque meus pulmões gritam quando veem a água tocar meus pés. Porque meus braços estão cansados e, mesmo remando incessantemente, permaneço no mesmo lugar.

Preciso partir porque estou partido.

Ir embora me dói, confesso, mas continuar aqui, também.

Dentre as feridas, optei por aquela que cicatrizará mais rápido.

Com carinho, a pessoa que deixou de remar por dois e aprendeu a nadar por ela.

Adeus."

Felipo Rolim


Ai você conhece o cara. Vocês estão inacreditavelmente atraídos, mal conseguem disfarçar e esperar as pessoas irem embora.
Finalmente a noite acaba e ele te puxa na saída do bar e te beija. Vocês vivem 9 semanas e meia de amor, dividindo a cama, as series, os jogos, as comidas. Depois tudo termina bem, e vocês vivem uma boa amizade, com uns remembers aleatórios e sempre muito incríveis.
Isso tudo na sua cabeça ne. Na vida real você da oi e... acaba por ai mesmo. Geralmente o maior plot twist é que ele é casado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Eu vou ser sua melhor amiga. Sua melhor parceira. Vou estar do seu lado e apoiar, ajudar e até te levantar quando você não conseguir. Vou ser paciente, compreensiva, ver sempre o lado positivo e buscar resolver. Vou te pedir algo apenas quando realmente precisar e sempre conciliar suas necessidades com as minhas. Você vai estar no céu. Talvez você esqueça de cuidar de mim, porque eu não preciso, eu aguento. Talvez você não leve tão a sério os meus pedidos, porque eu sempre sou razoável e não brigo quando as promessas não são cumpridas. Porque quando você erra, eu ainda vou estar sorrindo. E vou te dar uma segunda chance, uma terceira... Talvez você ache que se eu não falei mais nada é porque eu aceitei. Talvez você pense que eu sou incansável, invencível, incapaz de desistir! Talvez você pense que eu ache que o amor é capaz de tudo, só porque sou capaz de amar demais.

Talvez você esteja errado. E quando estiver, a.ca.bou

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"Da primeira vez ela chorou 
Mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes 
Tinham deixado raízes no seu penar. 
Depois perdeu a esperança 
Porque o perdão também cansa de perdoar."

domingo, 21 de dezembro de 2014

A lenda de Korra e seu final subversivo, ou não.

Hoje assisti o final de A lenda de Korra. Assisti porque vi a matéria "Korra, o desenho mais poderoso e submersível de 2014". Li apenas o título e resolvi me dedicar a assistir os seis episódios que faltavam para terminar a série.

http://www.mundoavatar.com.br/2014/12/korra-o-desenho-mais-poderoso-e-subversivel-de-2014/

O episódio é sensacional, a luta final é linda e encaixa na série. Nada muito diferente do previsto. (Exceto por serem duas mulheres e toda a questão feminina que a matéria citada levanta).

Mas o fim... Ah o fim é uma surpresa. Vou dizer que senti muitas coisas numa fração muito pequena de tempo. Ao final a mocinha não escolhe o mocinho, mas vai embora com sua amiga. Crianças acharam bonito, mas é bem obvio aos olhos adultos que elas resolveram seguir a vida juntas.

 Primeiro senti empolgação e orgulho pelo final escolhido. Legal, um desenho sem medo de ousar. E afinal de contas é sutil (não muito...). Em seguida achei estranho... Não houve muitos indícios de romance ou interesse entre elas. O romance de ambas com Mako foi interessante e lindo (daqueles de esperar o final e saber com quem ele ia ficar). E assim, sem indícios elas resolvem ficar juntas. Finalmente fiquei com a sensação que de subversivo este final não tem nada.

A série realmente deu destaque para personagens femininas, sem com isso diminuir os homens. Na verdade acho que todos tiveram espaço. Agora este final me parece explorar toda um interesse e uma discussão quanto as diversas sexualidades e se aproveitar de uma época em que casais lésbicos fazem cada vez mais sucesso.

Então, recapitulando, acho que o final foi bom e interessante, mas acho que foi forçado. Se a realação deveria terminar assim poderia ter sido melhor trabalhada. Os autores fizeram um excelente trabalho com o resto...