sábado, 19 de abril de 2014

HIMYM e seu fim (ou como eu passei a entender as escolhas dos roteiristas)

SPOILER ALERT!!

Assim como 99% dos fãs de How i met your mother (talvez 100%) eu odiei completamente o final da série!
Mas mudei minha opinião depois de rever o começo da série e perceber diversos detalhes. Sigam-me os bons

[Como eu disse no início esse post contém spoiler e eu falerei livremente de detalhes da última temporada]


 Vamos falar da nona temporada. Eu acompanhei séries incríveis que declinaram para um fim lastimável que conseguiram no máximo algumas lágrimas no último episódio (House ainda te amo, mas sua última temporada não conseguiu nem isso).
Himym foi totalmente diferente!
A série talvez tenha decaído um pouco (Ted seu chato!), mas eles fizeram uma boa 8a temporada e conseguiram construir de vez o casal barney e robin. Já estava claro que eles eram perfeitos um para o outro desde o primeiro relacionamento deles, mas na 8a ficou oficializado. Tão tão perfeitos. Para mim o fim deles foi apenas para manter a série viva.
E então vem uma EXCELENTE 9a temporada. Além de ser engraçada e totalmente coerente com a série, os autores conseguiram segurar a história dentro de um fim de semana! Mas o prêmio de cereja do bolo é para a Mother. Ela é incrível! Perfeita de todos os ângulos. Ela é tão genial que quase me fez perdoar o Ted por ser tão absurdamente chato (porque você não morreu na 3a temporada??).
Então chegamos ao último episódio. WTF? A mãe está morta? Robin e o Barney se separam?? (Ok, essa não seria tão chocante se não fosse tão idiota como eles se separaram: ela viajava demais? eles podiam superar essa.) Robin some? NÃO EXISTE THE ONE???? [Ted sunofbitch vou perder as esperanças no amor!!] Robin e Ted juntos no final??? COMO??!!

ok. Passei dois dias falando sobre isso aqui em casa. E então, seguindo as sábias palavras do meu namorado, olhei a série mais de fora. A história É sobre Robin e Ted. A todo momento eles ficam tentando mostrar isso, mas eu acreditei quando lá no primeiro capítulo eles disseram que era sobre a Mother. Também acreditei no Ted quando ele ficou falando da The One, mesmo a série mostrando que isso é mais complexo do que parece. E teve aquele episódio maldito em que a Robin quase desiste do casamento que nos aponta claramente para o fim.

Então, em busca de respostas, voltei ao início. Sabendo como seria, recomecei a série. E lá está, na primeira temporada claramente estabelecido que a mulher para o Ted é a Robin e que eles passaram por mtos apuros para ficarem juntos. Até porque mtas histórias que ele conta são inúteis para a história final da Mother, mas não são em relação a ele e a Robin.

E tem a Victória. Quando a Robin tem a primeira recaída pelo Ted ela acaba não indo a um casamento com ele pelo trabalho. Ele conhece Victória. Então fiquei pensando que Ted conheceu mulheres incríveis quando a Robin se afastou. Ele perdeu Victoria que só não era melhor que a Mother e nunca saberemos se a Mother teria sobrevivido a uma aproximação da Robin já que ela ficou afastadas por anos.

Minha conclusão é que os roteiristas acertaram. A série terminou como deveriam, com o Ted indo em busca da garota que ele sempre quis, sempre amou. E a Robin é a prova que a jornada da vida nos muda muito. E sim o que importa é o caminho que você faz e não onde você chega.

Apesar de tudo isso, de estar bem mais tranquila com o final e aceitá-lo, ainda sou #teammother e acho ela bem melhor para o Ted. Acho a Robin incrível, mas não consigo vê-la se encaixando no Ted depois do Barney. Para mim ela deveria estar com o Barney ou sozinha. Mas fazer o que? Opinião cada tem a sua.

segunda-feira, 17 de março de 2014

São tantas emoções bixo (ou sobre músicas que mudam os sentimentos)

Dias e dias com duas músicas na cabeça. A primeira é Sinceramente do Cachorro Grande. Eu amo essa música e acho a parte Honestamente, eu só quero te dizer que eu acertei o pulo quando te encontrei, eu acertei..." uma das mais bonitas declarações de amor que já ouvi (essa e "é por você que fecho os olhos" do Jota Quest em O que eu também não entendo).
Mas o pedaço que ficou intensamente no coração: 

"Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu falo com você"
Quase sem querer é do Legião, e Legião quase sempre me faz perceber coisas da minha vida de formas diferente com as velhas canções (velhas porque sempre ouço). E ainda, assim como as boas leituras, vejo coisas novas e novas nuances no velho conhecido. A música me veio a cabeça pelo começo, mas me arrepiou pelo final (e me fez lembrar de tudo o que importa e trouxe sinceramente a tona). Viva as músicas que nos trazem a vida.

Segue:

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo
E tão contente

Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos

Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Hoje vi um vídeo de uma criança vendo um trem pela primeira vez. A emoção, a surpresa e o encantamento são tão bonitos. E ao mesmo tempo a criança não dúvida de nada. Tudo é novo, mas nada é impossível.

Em mundo de Sofia o autor diz que devemos viver como a criança que não diria "Isto é impossível" ao ver seus pais saírem voando. Concordo. Mas mais importante é que devemos viver como a criança que vê o trem pela primeira vez, dá pulinhos e entende o quanto tudo o que está a sua volta é incrivelmente mágico.

Nos entendiamos tão facilmente, controlamos as emoções, que perdemos o essencial.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Melhor é esperar pela festa

Pitada de mestrado (editado):

Segundo Sponville a esperança       “é um desejo que se refere ao que não temos (uma falta), que ignoramos se foi ou será satisfeito (...).” Assim que conseguimos o que queríamos este objeto não nos faz mais falta (queria-o porque não o tinha, agora que o tenho em mãos ele não me faz falta). Sem falta não há desejo. 
Seria a solução não planejar o futuro? Viver apenas o hoje? Não creio nisso. Creio que é importante entender a necessidade de planejamento, mas não acreditar que sua felicidade só existe a partir do momento futuro. Não é possível ser feliz no futuro, só hoje.
A Gestalt-Terapia diz que a experiência só pode ser vivida no aqui-agora. O passado, as lembranças, só podem ser lembradas e trabalhadas no presente. O futuro só pode ser imaginado no presente. Assim toda a abordagem terapêutica voltasse para o momento presente, porque é neste momento que o paciente tem todas as informações que precisa para compreender a vida, ou nos termos de Sponville: ser feliz.
Para ser feliz é preciso abrir mão de esperar, de desejar, de viver em prol do que não temos e viver o que temos. Carpe diem. Se esperarmos o dia em que conquistarmos aquela promoção na empresa para sermos felizes, então naquele dia criaremos novos desejos e a felicidade não chegará. A sabedoria está em ter prazer, alegria em viver. 
Em termos sponvilliano, e creio que o autor acerta novamente, prazer é quando se deseja o que se têm. E para tal é preciso não viver da espera. É preciso desesperar.
Como fazemos isso? Tenho ouvido muito isso nos últimos tempos: aproveita seu ano de noiva. Planejar é a melhor parte. E acredito nisso. Não adianta NADA viver em função de um único dia que acontecerá em um ano. Olha: você planeja uma viagem. Ela foi maravilhosa! Mas com certeza não como você esperava! Algo sai do script. Porque é assim que funciona a vida. Então é preciso aproveitar o caminho, o caminho é o que você tem. Tenha prazer em escolher entre o dj e a banda e viva cada segundo.


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Hoje mesmo abri em uma página do meu blog sobre o amor (e falar eu te amo a torto e a direito; e responder eu te amo por obrigação). E imediatamente lembrei disso:

"Imagine que alguém lhe diga esta noite, daqui a pouco: "Fico contente com a idéia de que você existe." Ou então: "Há uma grande alegria em mim; e a causa da minha alegria é a idéia de que você existe." Ou ainda, mais simplesmente: "Quando penso que você existe, fico contente..." Você vai considerar isso uma declaração de amor, e evidentemente com razão. Mas terá também muita sorte. Primeiro porque é uma declaração spinozista de amor, o que não acontece todos os dias (muita gente morreu sem ter entendido isso; aproveite!). Depois, e principalmente, porque é uma declaração de amor que não lhe pede nada. E isso é simplesmente excepcional. Vocês irão objetar: "Mas, quando alguém diz 'Eu te amo', também não está pedindo nada..." Está sim. E não apenas que o outro responda "eu também". Ou antes, tudo depende
de que tipo de amor se declara. Se o amor que você declara é falta (...), quando você diz "Eu te amo", isso significa "Você me falta" e portanto "Eu te quero" ("Te quiero", como dizem os espanhóis). Então é, sim, pedir alguma coisa, é até mesmo pedir  tudo, já que é pedir alguém, já que é pedir a própria pessoa! "Eu te amo: quero que você seja minha." Ao passo que dizer "Estou contente com a idéia de que você existe" não é pedir absolutamente nada: é manifestar uma alegria, em outras palavras um amor, que, é claro, pode ser acompanhado de um desejo de união ou de posse, mas que não poderia ser reduzido a ele. Tudo depende do tipo de amor de que se dá prova, por que tipo de objeto. E aí que residem, explica Spinoza, 'toda a nossa felicidade e toda a nossa miséria' "

Sponville - A Felicidade Desperadamente

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Será uma pena se você só acreditar naquilo que puder ser comprovado por meios estatísticos.” (Leo Buscaglia)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Tchau amigo. Você fará falta

2013... Tchau.

Você irá deixar IMENSAS saudades. (E não deixe ninguém dizer o contrário).

Você foi um companheiro incrível, intenso, cheio de surpresas e incrivelmente generoso. Nunca poderia te recompensar por tudo. E agora você já vai.




2014, espero que você tenha ótimas armas se espera superar o ano que passou. É uma tarefa realmente difícil.