sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Mesmo sabendo que a vida nos engana
Mesmo sabendo que a Opala não é plana
Mesmo sabendo que a dor cartesiana
Mesmo sabendo que só música baiana
Eu disse a ela
Que o amor morreu
A cidade sutilmente
Estremeceu
Bestas e janelas
Êxtase no breu
A cidade nos meus dentes
Tú e eu
Tú e eu
Quando eu disse a ela
Que o amor passou
A cidade levemente
Flutuou
Ondas amarelas
Na Contorno cheia
A cidade simplesmente
Me odeia
Eu disse a ela que
Eu disse a ela então
Eu disse a ela que
Eu disse a ela não
Disse a ela não"

Skank - Eu disse a ela.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia eu vou conseguir manter minha boca fechada, esse dia não é hoje:

“Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido. ‘Sei que é uma medida drástica, mas tenho mente de atleta e agradeço por poder fazer isso. Não sigo dietas malucas o ano inteiro, faço apenas nesta ocasião’”

Eu não consigo nem cogitar a hipótese de submeter meu corpo a um sacrifício desses uma vez por ano. Garotas por aí olham mulheres como essa e acham que é assim q você fica no ponto certo. Isso acreditando MESMO que ela está falando sério. Porque para mim dieta maluca é aquela que você se propõe a cortar tudo o que você gosta. Isso aí é suicídio. Um atentado direto contra a saúde que passa muito da linha das dietas “malucas”.

domingo, 20 de novembro de 2011

Telemarketing e eu - Parte 2: Abril

Vou contar como eu era e como a Abril destruiu minha bondade e me transformou em alguém que diz “Não estou interessada em nenhuma promoção, não quero nem mesmo ouvi-las. Não vou assinar nenhuma revista, então nem tenta. Obrigada, tchau.”.
Eu era daquelas garotas boazinhas que ouvia todas as promoções e recusava educadamente e depois de vários “não’s” educados, eu já me via sem saber o que fazer. Na minha cabeça quando você diz “não eu não quero”, a conversa acaba, certo? HAHA. Uma vez eu disse que não tinha dinheiro para doação e depois de algumas negações (40 reais?? NEM PENSAR. 20 também não dá não...) cedi a doar 6 reais desde que ela parasse de falar nos meus ouvidos.
Acontece que eu sou assinante Abril. Assino a Superinteressante e numa crise existencial assinei a “Nova Escola” (achei que seria Psicóloga Escolar). Desde então recebia a cada 3 meses a oferta de novas assinaturas. Ofertas cordiais. Até que eles começaram a me ligar toda hora e eu disse que claramente que não estava interessada. Eles começaram a me oferecer a Veja.
Bom. Eu odeio telemarketing a pouco tempo. Já eu e a Veja é a ANOS. Disse “cara, eu não leio veja, não tenho interesse, sério mesmo.” Pior, cai na besteira de dizer que gosto da Exame, mas das outras revistas não de jeito nenhum e mesmo assim não vou assinar e ponto final.
Eu que odeio Veja comecei a receber de brinde na minha casa a revista Caras. Uma degustação dessa maravilhosa revista brasileira. Eu acredito que o mínimo que o telemarketing da Abril deveria ter feito era olhar a porcaria do meu perfil e das resposta que eu dei e ver que eu não tenho nenhuma relação com leitores da Caras! E que eu já disse que gosto da Exame! Porque ao menos não fizeram essa merda direito? Me sinto pior ainda recebendo essa degustação, como se pudessem me obrigar a assinar isso. E olha que eu tentei ler!

Acompanhem comigo as pérolas da Caras dessa semana:
1-Luciana Gimenez comemora seu aniversário vestida de Lara Croft (com arminhas de soltar água). *MORRI*
2-Sobre modelo que participou do desfile da Victoria Secret’s: “Adriana Lima creditou a silhueta bem torneada à intensa rotina diária de exercícios aeróbicos e aulas de boxe aliados à rigorosa dieta: nove dias antes do desfile, ela parou de comer alimentos sólidos e só ingeriu shakes de proteínas e, 12 horas antes de encarar a passarela, parou de ingerir qualquer líquido.”
Sério mesmo? Tenho que ler isso? Valeu Abril!

sábado, 19 de novembro de 2011

Telemarketing e eu

Eu ODEIO telemarketing.
E não é (só) porque eles me ligam e enchem minha paciência, geralmente naquele momento que estou ocupada. Quem dera a relação fosse tão simples.
Telemarketing é desrespeitoso, invasivo e muitas vezes coercivo. Eu tenho pena de quem vende em telemarketing. O que eles fazem é lavagem cerebral. As pessoas perdem a medida do que estão fazendo com outras pessoas!
Eles são orientados a não dar todas as informações (já teve que perguntar várias informações que eles simplesmente não falaram? Pois é); mentem descaradamente (“Só gostaríamos de lhe mostrar nossas promoções!!”), seus líderes dizem coisas como “Depois de 7 ‘não’s’ você tem possibilidade de vender”. Bom eu acho que depois de dizer não sete vezes eu dava minha mão esquerda para me livrar de você vendedor chato. Isso não é técnica de venda, isso é invadir o cliente e se aproveitar do cansaço, das regras de boa educação das pessoas.
Sem falar que não dar tempo para uma pessoa pensar em uma negociação é realmente muito comum e comprovadamente eficiente, em golpes! Toda hora vemos no jornal relatos de pessoas que contam como foram enganadas porque simplesmente não puderam pensar e então trocaram seu dinheiro pelo bilhete premiado. Parabéns telemarketing por usar um truque tão bom e velho!


E não termina aqui. Porque mais do que telemarketing, eu odeio o telemarketing da Abril. Próximo post.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Você foi amado incondicionalmente pelo que realmente era? Ou o foi pelos seus feitos, sua graça, sua beleza, adequação, obediência ou, ainda, por seu precoce treino ao banheiro, por ser muito 'boazinha'(bonzinho'), 'não dar trabalho', ter aprendido muito cedo os seus 'deveres'. por ter cuidado dos irmãozinhos? Em suma, você era o 'orgulho' da família?"

(Walter Ribeiro, em "O Drama da Criança Bem Dotada" De Alice Miller., p.7)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você já olhou para alguém e sentiu-se arrebatado?
Sentiu lá no fundo que faria muito por aquela pessoa? Olhou nos olhos e quis mergulhar e melhorar a vida dela?

Como as pessoas nos arrastam?

A mim é assim. Em um momento eu vejo aquela imensidão dentro do olhar, toda uma história que me arrepia e mergulho. Quero estar lá. Fazer algo. Me apaixono, me entrego.

É difícil para mim estar com pessoas simples, é algo novo. Personalidades fortes, moldadas na dureza da vida me encantam muito. Só eu sei quantas alegrias e tristeza essa forma me trouxe.

Também posso contar isso:

"A primeira vez que olhei nos olhos dele me afundei. Quis estar lá mais do que tudo. E todos os dias depois disso. E quando fui embora. E mesmo hoje.
Sinto vontade de colocá-lo entre os meus braços e chorar pelas dores que vejo marcada em seu silêncio, em seu brilho, pulos e intensidades.
Me parte ao meio as tantas maneiras que fugimos um do outro e as tantas outras que me vejo sempre de volta. Atraída pelas mesmas coisas. Achando que posso fazer algo. Que você pode precisar de mim. Que você quer precisar de mim. Nunca estivemos tão errados."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dizem que sempre devemos escutar nosso coração.
Bom alguma vez o coração de vocês já fez o seguinte:(e agora vou falar exclusivamente as garotas, porque já ouvi algumas reclamando disso) deu duas ordens, completamente contraditórias? Dois pedidos que te partem no meio, te puxam em direções tão diferentes que te racham?

Aprendi em minhas aulas de Psicopatologia II que isso esquizofreniza. o_o Ok, coração, deu de brincar né? Escolhe UMA coisa e a gente vai que vai. Que tal?