sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu queria que você, rapaz, que passa de vez em quando por mim, fosse para mim. Queria mesmo. Desejei isso, hoje, com todas as minhas forças. Mas, deus, você não é.
Nós, que tivemos talvez um ou dois momentos, que desejamos mais, que nos permitimos tão pouco, nós, na verdade, não servimos um para o outro. E eu soube disso hoje.

Mentira. Soube disso a mais tempo, talvez desde sempre. Você me emociona, me eleva, e só. Acabou. É brisa que refresca e segue e é curta demais para mim. E eu com meu orgulho muitíssimo feminino não poderia admitir não ser olhada, não ser seguida, não depois de ter olhado e ter sentido meu estômago revirar.

E você que quer tanto da vida e que está tão perdido, mexe com tudo o que está na flor da minha pele queimando ainda... É um golpe tão baixo!

Mas não é amor, nem paixão, nem nada. E já até perdeu a graça, como enredo de escola de samba que se repete demais. E hoje ficou claro, não vai acontecer não é?
Que pena.

2 comentários:

Pedro Rocha disse...

bonito.. e um pouco contraditório

Rinah disse...

pois eh =)