sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tenho em meu peito um buraco aberto por uma arma de fogo que doí imensamente.
Gostaria de ser forte, de seguir em frente, de te deixar par trás, de aceitar o seu não. Mas não dá.

E enquanto os olhos enchem de lágrima, mas não as deixam correr, eu caminho todos os dias para algum lugar que eu não sei bem qual é. Procurando seguir, procurando você. Ainda.
Esse buraco é a dor da saudade. Só que a borda é a esperança, é por causa dela que não cicatriza. Uma partezinha minha quer muito esquecer! Esta parte está afogada na imensidão de todo o resto e da vontade do que eu quero de verdade.

Porque eu ainda quero tanto?
To tão cansada.

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