Cazuza que me perdoe...
Eu nunca quis a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.
naum mesmo.
Sempre quis aquelas paixões avassaladores, cheirando a carro novo, potente e selvagem.
Por alguma razão, desconfio que meu lado escritra acha mais interessante, meu coração sempre desejou o turbilhão, a bagunça, a força avassaladora que só se pode experimentar quando ainda se é jovem e tolo.
Sei muito bem que estou falando de paixão, porque ela queima, porque é chama, consome e apaga. Mas assim que achei que sempre seria. Primeiro paixão, fogo, e o sabor de fruta mordida viria aos poucos, BEM aos poucos.
Mas, agora, me sinto tranquila, no embalo da rede, e isso me faz bem. Acho que aprendi todas as lições sabe? Sei que posso viver sem, sei que se um de nós tiver de ir ninguém vai impedir, sei que quero ficar, não quero nada além do que me é ofertado de alma lavada.
É a paz.
Não me leve a mal caro leitor (levando em conta que alguém lera esse pequeno "desabafo"), eu sinto meu coração sendo jogado no meio de um furacão quando ele me olha daquele jeito. Apenas isso não me consome, e isso é bom.
Não consumir, viver.
Não prender, ter.
Não roubar, ganhar.
Sei lá... Eu tenho a sorte de saber qual o sabor da fruta mordida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário