A pessoa que vemos refletida no espelho em nada tem haver com o reflexo real. Ela tem relação com sua percepção em cima da imagem, o que obviamente complica tudo. E claro a imagem que os outros veem em você absolutamente não parece com o que viu no espelho.
Isso não é incrível?
A fora toda a discussão de como estas imagens são formadas, penso na incrível discrepância entre o que os outros vêem e o que eu vejo. Por vezes brigo para provar que sou muito mais do que me destinaram a ser. E tantas outras me assusto com as capacidades vistas em mim. Quem é esta Karina? Tão estranha, diferente, de olhar mais sagaz e capacidades desconhecidas. E será que estou míope ou eles? Ou, mais provavelmente, ambos? E se todos seguimos meio cegos, quanto mais iremos tropeçar?
terça-feira, 3 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
Tenho sentido muita falta de escrever.
Sinto falta de trabalhar nos velhos contos. E de partilhar
pequenos pedaços. De falar de coisas do passado (todas as lembranças
embaralhadas como num sonho tirado ao sol da tarde), falar de coisas do
presente (todas as expectativas do mundo se abrindo). Escrever é uma coisa
interessante. Meio de fases. Quando tenho a certeza que não quero mais
escrever, redescubro minha escritora interior (com vontades novas, com certeza).
domingo, 17 de março de 2013
Sobre meus 15 anos
Ainda sobre a estranheza das coisas (estranhezas me despertam a atenção hoje em dia), me deparei hoje com uma foto de colegas de escola. Eu acreditava que sabia quem eram aquelas pessoas e por isso (e pelo orgulho que a adolescência me dava) quem elas seriam.
Haviam aqueles bagunceiros que eu tinha certeza que não dariam em nada, aquelas meninas pattys que jurava que iam terminar trabalhando em alguma loja de sapatos, um garota linda demais que eu acreditava que ia usar drogas até não poder e sumir, tinha a galera punk que ia ficar por ai sendo massa, ouvindo rock e curtindo a vida loka, e havia os caras lindos que iam ser lindos ever.
Lembro de todos esses tipos. E não lembro de nenhuma dessas pessoas que acertei o destino. Uma garota "punk" teve um "grande destino" com um grande emprego e um grande casamento. A garota linda "drogada" é super normal. O cara lindo ficou feio. Os bagunceiros se deram bem e mal na mesma proporção do restante da população.
Sobre tudo isso eu aprendi que eu era muito mais cruel as 15 do que imaginava, e chata. Além, é claro, de cheia de preconceitos.
Haviam aqueles bagunceiros que eu tinha certeza que não dariam em nada, aquelas meninas pattys que jurava que iam terminar trabalhando em alguma loja de sapatos, um garota linda demais que eu acreditava que ia usar drogas até não poder e sumir, tinha a galera punk que ia ficar por ai sendo massa, ouvindo rock e curtindo a vida loka, e havia os caras lindos que iam ser lindos ever.
Lembro de todos esses tipos. E não lembro de nenhuma dessas pessoas que acertei o destino. Uma garota "punk" teve um "grande destino" com um grande emprego e um grande casamento. A garota linda "drogada" é super normal. O cara lindo ficou feio. Os bagunceiros se deram bem e mal na mesma proporção do restante da população.
Sobre tudo isso eu aprendi que eu era muito mais cruel as 15 do que imaginava, e chata. Além, é claro, de cheia de preconceitos.
domingo, 18 de novembro de 2012
A vida é estranha com seu tempo. Eu conheci "How I met your mother" há mais de um ano. Com uma turma de amigos que se identificava totalmente com os personagens. Na época não me interessei em ver... Estava ocupada.
Agora, que já tanta água passou por debaixo desta ponte, eu estou numa pequena overdose desta série. Numa onda saudosista. Tempo bom. Tempo bom daquele lado de lá da ponte.
sábado, 26 de maio de 2012
"(...)
Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.
Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.
A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir durante os funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um dos seus habitantes em particular."
Volume três da série "O mochileiro das Galáxias" (ou "Fronteiras do Universo") - A Vida, O Universo e Tudo o Mais.
Douglas Adams.
Amo esse livro, separei esse trecho a mais ou menos 4 meses atrás. Aliás, eu separei ele no dia 27 de janeiro. E, neste dia, as coisas mudaram profundamente. Talvez por isse esse texto tenha ficado perdido em rascunhos. Mas gosto dele. Então pelo dia do Orgulho Nerd (atrasadoo!!), aí está.
sábado, 12 de maio de 2012
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