quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ela não queria abrir aquela porta, mas aquele toque.... De tirar o fôlego. Ele apenas o puxou para um oi, pela cintura, e lá estava ela: do outro lado da porta empurrando-os contra a enchente.

domingo, 22 de abril de 2012

Naquele tempo

No seu desespero estava só. Tinha muitas dúvidas sobre o que sentia, estava confusa e implorando ajuda. No meio ele foi uma âncora. Foram âncoras.
Achavam-se bonitos e melhores que o mundo, mas eram delirantes e cegos. Tão cegos.

sábado, 21 de abril de 2012

"Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente de seus irmãos, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e galinhas do terreiro. Um dia, cansado de tanta humilhação, ele foge do ninho. Durante sua jornada, ele para em vários lugares, mas é mal recebido em todas. O pobrezinho ainda tem de aguentar o frio do inverno. Mas, quando finalmente chega a primavera, ele abre suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos."
Ele tem razão, como sempre, ao dizer que eu fiz sua jornada. Esse conto de fada, que nunca dei bola, bobo e chato, é provavelmente o que mais tem relação comigo. Tem muitas coisas bacanas de se analisar neste conto (como a falta de consciência do cisne sobre quem ele era), mas contos de fadas existem para não terem moral, apenas reverberarem dentro de nós. ;)



 Fonte do conto: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Patinho_Feio

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O amor sempre trás o melhor das pessoas.
O nosso também é assim. Estendendo nossos limites, nos dando chances mais bonitas, nos mostrando novos lados.
E tem nossa bolha também. Dez centímetros acima do mundo real, de onde podemos avistar nossos sonhos.

terça-feira, 27 de março de 2012

"Mas você pode ter certeza
Nosso amor
É quase sempre perfeito...

Porque eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você ê ê
Adivinha o quê?...(2x)"



No silêncio eles arderam mais, e o amor ultrapassou a barreira do impossível.

sábado, 17 de março de 2012

Ela chorou, então, a noite inteira. Havia decidido que amor só valia se fosse para ser feliz. Que era uma mulher adulta, madura, melhor que tudo aquilo. Não iria se submeter a qualquer coisa só por amar alguém.
Mas... O resto faria sentindo sem amor? Havia felicidade no outro lado? Porque agora, decidida, adulta, madura, seguindo em frente, ela estava vazia e sozinha. Muito vazia. Doía. Por quê? Doía fisicamente. Quase não podia se mexer na cama. Ter abandonado seus sonhos, sua história, seu amor não seria um preço muito maior?

No fim o velho dilema feminino (puta ou santa, amor ou carreira, qualquer uma dessas versões) era o que a estava a destruindo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ela era má. Definitivamente má. Estava ali tão inteira e segura diante dele. Ele estremeceu com todas as perguntas em seu peito. Como ela estava bem? Como ela ousava estar ali rindo e conversando? Sem perceber fez todas as perguntas em voz alta. Para ela.
Olhos nos olhos. Encararam-se. A mulher hesitou um segundo, mas sabia que faria tudo o que fosse preciso.

-Estou bem.
-Bem?
-É. Tomei minha decisão e ela me fez bem. Estava ruim antes de tomá-la, agora posso seguir em frente.
-Hm
-É muito caro viver infeliz. E eu estava muito infeliz. Você me fazia infeliz. Estávamos pagando este preço pelo amor, não estou disposta a isto. Você está?

Má. Terrivelmente má. Partindo os corações sem nenhuma dó.